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Chaui

( 2005 ) afirma que Aristóteles considerava o ponto mais alto da Filosofia, a metafisica e a teologia, de onde se derivam todos os outros conhecimentos. Afirma também, que a partir daí, definiu-se o grande campo da investigação filosófica que se desdobrou, até o século XIX, em 3 aspectos: o da ontologia, o dos valores e o epistemológico. Levando-se em conta o que é dito pela autora, os campos de investigação da Filosofia derivados da posição aristotélica são os conhecimentos

A cosmológico, antropológico e teologia.
B gnosiológico, empírico-formal e lógica.
C do senso-comum, mítico e cientifico.
D abstrato, formal e empírico.
E do ser; das ações humanas e da capacidade humana de conhecer.

?A compreensão da Filosofia como disciplina reforça, sem paradoxo, sua vocação transdisciplinar, tendo contato natural com toda ciência que envolva descoberta ou exercite demonstrações, solicitando boa lógica ou reflexão epistemológica. Da mesma forma, pela própria valorização do texto filosófico, da palavra e do conceito, verifica-se a possibilidade de estabelecer proveitoso intercâmbio com a área de linguagens?. O texto citado afirma que:

I. Não há contradição entre o fato de a filosofia, no ensino médio, ser uma disciplina com suas especificidades e a afirmação de seu caráter transdisciplinar.

II. A busca de relações e intercâmbios com outras disciplinas do currículo escolar compromete a especificidade da filosofia como disciplina com identidade própria.

III. O exercício de demonstrações (argumentação), o respeito à boa lógica no pensar e reflexões relativas ao conhecimento e seus fundamentos - aspectos epistemológicos -, são preocupações comuns a todas as disciplinas e, por isso, aspectos a serem considerados em uma metodologia transdisciplinar no ensino de filosofia.

IV. O trabalho com o texto filosófico é algo específico da filosofia e não cabe levá-lo em conta em uma metodologia transdisciplinar no ensino desta disciplina.

V. Há aspectos importantes presentes tanto na filosofia quanto na área de linguagens que devem ser levados em conta numa abordagem transdisciplinar no ensino de filosofia no ensino médio. De acordo com o recomendado pelo excerto retirado das Diretrizes Curriculares para o Ensino de Filosofia do MEC, está correto o que se afirma em

A I, II e IV.
B II, IV e V.
C I, III e IV.
D II, III e IV.
E I, III e V.

?Para não se estabelecer uma univocidade conceitual ou qualquer outro tipo de doutrinação teórico-valorativa que desrespeite a pluralidade de pontos de vista filosóficos, os eixos visam a oferecer diretrizes claras e objetivas para a prática docente e trazem uma abertura para opções teóricas, conceituais e de aplicabilidades conforme a escolha do educador de filosofia. Cabe a esse fazer continuamente uma checagem de qual a melhor estratégia didático-metodológica para o processo de aprendizagem do filosofar?. ?A liberdade de opção teórico valorativa não restringe seu papel formador (o da filosofia), muito pelo contrário, as doutrinações é que podem sufocar a própria possibilidade do filosofar e, paradoxalmente, impedir um diálogo com as outras disciplinas, principalmente com as áreas de humanas?. Os dois excertos acima constam no documento ?Currículo Básico Escola Estadual, Ensino Médio, v. 3: Área Ciências Humanas?

( 2009 ) na parte relativa à Filosofia do Estado do Espírito Santo. Considere as afirmações abaixo.

I. Afirma-se que muita liberdade teórica e valorativa atrapalha o papel formador da filosofia, visto que pode gerar confusões conceituais e de opções nos jovens estudantes.

II. Qualquer tipo de doutrinação deve ser banido do ensino de filosofia.

III. Cabe ao professor de filosofia, como educador, checar quais os melhores conteúdos devem ser oferecidos aos alunos afim de se garantir uma boa univocidade conceitual, cabível num processo formativo de cunho filosófico.

IV. A filosofia, como um saber específico não deve se preocupar com diálogos com as demais ciências, nem mesmo com as ciências humanas.

V. A doutrinação é o que sufoca ou impede o próprio filosofar e não a liberdade de escolhas teóricas e valorativas as quais, por sua vez, não limitam o papel formativo da filosofia. Está correto o que se afirma APENAS em

A I e IV.
B II e V.
C I, IV e V.
D I, III e IV.
E III e IV.

?A ciência desconfia da veracidade de nossas certezas, de nossa adesão imediata às coisas, da ausência de crítica e da falta de curiosidade. Por isto, onde vemos coisas, fatos e acontecimentos, a atitude científica vê problemas e obstáculos, aparências que precisam ser explicadas e, em certos casos, afastadas?. NÃO corresponde às características gerais do conhecimento científico:

A É objetivo, pois procura as estruturas universais e necessárias das coisas investigadas.
B É heterogêneo, isto é, busca as leis particulares de funcionamento dos fenômenos, que nem sempre são as mesmas para fatos que nos parecem diferentes.
C É quantitativo, busca medidas, padrões, critérios de comparação e de avaliação para coisas que parecem diferentes.
D Estabelece relações causais depois de investigar a natureza ou estrutura do fato estudado e suas relações com outros semelhantes ou diferentes.
E Procura renovar-se e modificar-se continuamente, evitando a transformação das teorias em doutrinas e destas em preconceitos sociais.

? [...] dizem respeito a valores, sentimentos, intenções, decisões e ações referidas ao bem e ao mal, ao desejo de felicidade e ao exercício da liberdade; são constitutivos de nossa existência intersubjetiva, isto é, de nossas relações com outros sujeitos morais?. O que é dito aqui por Chauí, corresponde às ideias de

A juízo de valor e consciência interior.
B senso ético e juízo moral.
C senso moral e a consciência moral.
D consciência crítica e autonomia.
E antropoética e reciprocidade.

Há posições diversas sobre a função da arte na vida dos seres humanos. Uma dessas discussões diz respeito à sua função social. Afirma-se, em certas posições que a arte não tem função além dela própria. A arte é pela arte. Em outras que ela tem a função consciência crítica a respeito do que não é justo, por exemplo, nas sociedades. Segundo Chauí (2003, p. 288) ?As duas concepções são problemáticas. A primeira porque imagina o artista e a obra de arte como desprovidos de raízes no mundo e livres das influências da sociedade sobre eles - o que é impossível. A segunda porque corre o risco de sacrificar o trabalho artístico em nome das ?mensagens? que a obra deve enviar à sociedade para mudá-la, dando ao artista o papel de consciência crítica do povo oprimido?. Segundo o texto,

A a arte nada tem a ver com a sociedade. A arte tem finalidade em si mesma.
B os debates sobre funções da arte são inúteis.
C artistas não devem e não podem veicular mensagens sociais através da arte.
D ambas as posições são problemáticas. Mas, não se pode negar que artista e arte sempre têm raízes na sociedade e dela sofrem influências.
E o artista deve ser sempre a consciência viva dos problemas sociais.

O sujeito moral ou a pessoa moral, só pode existir se preencher as condições relacionadas abaixo, EXCETO ser:

A consciente de si e dos outros.
B responsável e reconhecer-se como autor da ação, avaliar as consequências.
C dotado de vontade, de capacidade de controlar e orientar desejos e de deliberar.
D livre, capaz de oferecer-se como causa interna de seus sentimentos, atitudes e ações por não estar submetido a poderes externos.
E capaz de cumprir as regras definidas pelo outro, subordinando-se sempre que necessário.

Sobre a política NÃO corresponde ao pensamento de Aristóteles:

A O homem é um animal político por natureza porque é da natureza humana buscar a vida em comunidade.
B A família e a aldeia (famílias e clãs) são as duas formas comunitárias existentes, cronologicamente anterior à comunidade política.
C Cada forma política tem uma causa própria para sua corrupção, exceto a democracia porque possui o controle dos cidadãos.
D A comunidade política é o fim a que tendem a comunidade familiar e a comunidade de aldeia.
E O Estado ideal é um regime misto que combina o que há de melhor na aristocracia e na república.

No período socrático, também chamado de antropológico, o ideal educativo grego deixou de ser a formação do jovem guerreiro, belo e bom, para a formação do bom cidadão, desenvolvendo uma nova educação com padrão ideal de formação do jovem a virtude cívica para o exercício da cidadania (areté). NÃO corresponde ao papel dos sofistas, considerados os primeiros filósofos do período socrático:

A Ensinavam que o homem é a medida de todas as coisas.
B Diziam que os ensinamentos dos filósofos cosmologistas estavam repletos de erros e contradições.
C Ensinavam a técnica da persuasão para os jovens, que aprendiam a defender a favor ou contra qualquer posição ou opinião.
D Defendiam que a educação antiga do guerreiro já não atendia às exigências da sociedade grega.
E Propunham que, antes de persuadir os outros em uma discussão, era preciso conhecer-se a si mesmo.

É antiga a percepção de que os seres humanos são diferentes das coisas; contudo, as ciências humanas são uma conquista recente. Podemos dizer que, do século XV ao século XX a investigação do humano realizou-se de três maneiras em três períodos diferentes. Esses períodos são

A humanismo, positivismo e historicismo.
B antropocentrismo, empirismo e positivismo.
C naturalismo, criticismo e positivismo.
D essencialismo, racionalismo e histórico-social.
E mítico, racionalização e dialética.