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Por que o mentir, ser um político corrupto e ou praticar o homicídio, são atos imorais? São atos imorais, segundo Kant, porque:

A o mentiroso, o corrupto e o homicida, com sua ação transgridem lei universal e degeneram definitivamente o gênero humano.
B o mentiroso, o corrupto e o homicida transgridem as três máximas morais: não respeitam em sua pessoa e na do outro a humanidade, não tratam a humanidade como um fim e o que praticam não deve servir de lei universal.
C o mentiroso, o corrupto e o homicida agem sem escrúpulos e de forma egoísta se beneficiam, em detrimento do outro.
D não é imoral por que o mentiroso e o corrupto podem se arrepender e ressarcir a sociedade, mas o ato praticado pelo homicida é definitivo, mesmo que se arrependa, não trará de volta o ?de cujus?.
E não é ato imoral apenas quando o mentiroso, o corrupto e o homicida se arrependem do ato praticado, perdem a liberdade e cumprem pena imposta pela sociedade.

Segundo Kant o imperativo categórico exprime-se numa fórmula geral: "Age em conformidade apenas com aquela me1xima pela qual possas querer ao mesmo tempo que ela se torne lei universal"? Essa ff3rmula permite a Kant deduzir as treas me1ximas morais que exprimem a incondicionalidade dos atos realizados por dever. Considere as afirmativas:

I. Age de tal maneira que tua ae7e3o devesse representar os anseios morais de cada um.

II. Age como se a me1xima de tua ae7e3o devesse ser erigida por vontade em lei universal da natureza.

III. Age como se a me1xima de tua ae7e3o devesse representar a intene7e3o mais profunda de sua conscieancia.

IV. Age como se a me1xima de tua ae7e3o devesse servir de lei universal para todos os seres racionais.

V. Age de tal maneira que trates a humanidade, tanto na tua pessoa como na pessoa de outrem, sempre como um fim e nunca como meio. Este1 correto o que se afirma APENAS em

A II, III e V.
B I, II e IV.
C II, IV e V.
D I, II e V.
E III, IV e V.

Dermeval Saviani, em seu livro Do senso comum à consciência filosófica define a filosofia como uma reflexão que possui três características que se complementam. São características da reflexão filosófica:

A clareza, objetividade e sistemática.
B dogmática, reflexiva e crítica.
C analítica, lógica e dialética.
D radicalidade, rigor e globalidade.
E sistemática, dialógica e recursiva.

Heráclito é conhecido por sua filosofia que enfatiza a constante mudança e o fluxo das coisas, enquanto Parmênides focava na ideia de um ser imutável e eterno. Vamos analisar cada uma das afirmações para identificar a quais pensadores elas correspondem:

I. "Nós nos banhamos e não banhamos no mesmo rio. Não é possível descer duas vezes no mesmo rio." - Esta afirmação é claramente de Heráclito, refletindo sua visão de que tudo está em constante mudança.

II. "O ser tampouco é divisível, pois é todo inteiro, idêntico a ele; não sofre nem acréscimos, o que seria contrário à sua coesão, nem dominação, mas todo inteiro, está cheio de ser; é, assim, inteiramente contínuo, pois o ser é contínuo ao ser." - Esta afirmação corresponde ao pensamento de Parmênides, que via o ser como algo completo, imutável e contínuo.

III. "Este cosmos, o mesmo para todos, nenhum dos deuses e nenhum dos homens o criou: mas sempre foi, é e será um fogo sempre vivo, acendendo-se e apagando-se com medida." - Esta afirmação também é de Heráclito, refletindo sua ideia de que o universo é um eterno devir, simbolizado pelo fogo que se transforma.

IV. "É uma a mesma e a mesma coisa: o vivo e o morto, o acordado e o adormecido, o jovem e o idoso, pois a mudança de um converte no outro, reciprocamente." - Esta afirmação é igualmente de Heráclito, destacando a ideia de que os opostos são interdependentes e se transformam um no outro.

V. "Não há que temer que jamais se prove que o não ser é. Só nos resta um caminho a percorrer, o ser é. E há uma multidão de sinais de que o ser é incriado, imperecível, pois somente (o ser) é completo, imóvel e eterno." - Esta afirmação é de Parmênides, que argumentava que o ser é a única realidade e é eterno e imutável. Portanto, as afirmações que correspondem ao pensamento de Heráclito são I, III e

IV. Gabarito: d)

A I, II e IV.
B II, III e V.
C III, IV e V.
D I, III e IV.
E II, IV e V.

Karl Popper filósofo austríaco, no início sofreu influência do Círculo de Viena, mas depois passou a criticar a posição desses filósofos. Para Popper na pesquisa científica, não há observação pura porque está já se encontra orientada por uma teoria prévia, ainda que incipiente. Assim, toda observação científica supõe uma atividade seletiva dos fenômenos que serão investigados. Por este motivo, propõe a crítica da teoria por meio de um princípio. O princípio a que toda hipótese deve submeter-se, segundo Popper, é o

A da falseabilidade ou da refutabilidade.
B do terceiro excluído ou da exclusividade.
C recursivo ou da linearidade.
D paradigmático ou positividade.
E empírico-formas ou logicidade.

A lógica que rege o pensamento científico contemporâneo está centrada na ideia de demonstração e prova, baseada na definição ou construção do objeto do conhecimento por suas propriedades e funções e da posição do sujeito do conhecimento. O fundamento que NÃO pertence à ciência contemporânea é:

A A distinção entre sujeito e objeto do conhecimento, que permite estabelecer a ideia de objetividade e de independência dos fenômenos em relação ao sujeito que conhece.
B A ideia de método como um conjunto de regras, normas e procedimentos gerais, que servem para definir ou construir o objeto e para autocontrole do pensamento durante a investigação e após esta, para confirmação ou falsificação dos resultados.
C O uso de instrumentos tecnológicos e não simplesmente técnicos. Os instrumentos tecnológicos são ciências cristalizadas em objetos materiais e conferem à ciência precisão e controle dos resultados.
D A fusão entre ciência e técnica, teoria e prática, procedimentos imparciais e garantia de neutralidade científica.
E Criação de uma linguagem específica e própria, distante da linguagem cotidiana e da linguagem literária. A ciência constrói o algoritmo e fala por meio deles ou de uma combinação de estilo matemático.

Com relação ao desenvolvimento da capacidade de conceituar, em aulas de filosofia, e partindo-se da aceitação da afirmação de que ?não há filosofia sem conceito? (Frédéric Cossutta, 2001, p. 41) e de considerações apresentadas por Lídia M. Rodrigo (2009, p. 39 a 63), fica clara a dificuldade da obtenção de resultados positivos nesta empreitada. Até porque, como é dito aí, há duas dificuldades no trabalho com o conceito: a primeira é a da passagem da concretude da experiência à abstração conceptual e a segunda é a da passagem da abstração conceptual às situações singulares da experiência vivida. O texto de Rodrigo apresenta sugestões. Dentre elas a de caminhar gradualmente através de ?pontes cognitivas que facilitem a passagem do concreto ao abstrato?. O uso de metáforas, analogias, comparações, exemplificações e outros meios é sugerido, mas com uma ressalva importante: ?... é preciso certo cuidado no emprego desses recursos. Eles constituem pontos de apoio para a abstração, não seu substitutivo; um exemplo ou uma analogia, por mais adequados que sejam, não podem ser tomados como equivalentes do próprio conceito?. Considere:

I. Sem conceitos não há filosofia e nem o filosofar.

II. Em aulas de filosofia, é fundamental o trabalho com o conceito e com a busca de desenvolvimento do processo de conceituar nos alunos.

III. A busca de desenvolvimento do processo de abstrair por parte dos alunos não é um trabalho fácil, mas é fundamental para que aulas de filosofia sejam, de fato, filosóficas.

IV. Há caminhos facilitadores deste desenvolvimento e cabe ao professor de filosofia buscá-los, como a utilização de analogias, comparações, exemplificações e outros.

V. A exemplificação é facilitadora no processo de busca do desenvolvimento da conceituação nos alunos, mas, por si mesma, não basta. Ela é recurso para algo mais que é a produção conceitual. Está correto o que se afirma em

A I, II, III, IV e V.
B IV e V, apenas.
C II, III e V, apenas.
D I, III e IV, apenas.
E II, IV e V, apenas.

As três principais concepções de ciência existentes historicamente, descritas por Marilena Chauí, são

A racionalista, empirista e construtivista.
B racional, empírica e hipotético-dedutiva.
C sistemática, experimental e empírico-formal.
D dialética, crítica e fenomenológica.
E teórica, pragmática e dialógica.

Sócrates nada deixou escrito. Suas ideias foram divulgadas por seus discípulos Platão e Xenofonte. Nas conversas com seus discípulos, privilegia as questões morais. Aprendemos de Sócrates que o conhecimento resulta de uma busca contínua, enriquecida pelo diálogo, que corresponde ao filosofar. Sócrates é responsável por um método dialógico que se compõe de dois momentos. As etapas do método socrático são:

A a dialética e a argumentação.
B a ironia e a maiêutica.
C o juízo e o raciocínio.
D a proposição e a discussão.
E a tese e a antítese.

Chauí (2003, p. 252) atribui o surgimento da religiosidade ao fato de o ser humano ser ?consciente de sua humanidade? decorrente, por sua vez, da descoberta da diferença dos seres humanos entre si e da diferença entre humanos e a natureza. São componentes da religiosidade ?a crença em divindades e numa outra vida após a morte? (idem), constituindo, estas duas crenças, o núcleo da religiosidade. Considere o que esta autora afirma: ?A percepção da realidade exterior como algo independente da ação humana, de uma ordem externa e de coisas de que podemos nos apossar para o uso ou de que devemos fugir porque são destrutivas, nos conduz à crença em poderes superiores ao humano e à busca de meios para comunicarmos com eles para que sejam propícios à nossa vida humana. Nasce, assim, a crença na(s) divindade(s).? De acordo com a autora,

A o surgimento da religiosidade decorre da crença em divindades.
B a crença em divindades não nasce nos seres humanos, mas é algo inato neles.
C o que é citado acima dá a entender, pelas palavras da autora que a filosofia não se interessa pelo fato da religiosidade.
D a crença em uma vida futura é algo fora de propósito, diz a autora.
E são componentes constitutivos da religiosidade a crença em divindades e em uma outra vida futura.