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Em busca do conhecimento verdadeiro, Bacon e Descartes preocuparam-se em examinar as causas e as formas do erro. Para Bacon existem quatro tipos de ídolos ou imagens que formam opiniões cristalizadas e preconceitos, que impedem o conhecimento da verdade. Os ídolos presentes na crítica de Bacon são

A da persona, da aparência, do espelho e da linguagem.
B do templo, do palácio, da vigília e do crepúsculo.
C da antinomia, da orgia, do ludens e do extático.
D da caverna, do fórum, do teatro e da tribo.
E do mítico, do simbólico, do ego e da história.

Chauí afirma que ?quando Darwin elaborou a teoria biológica da evolução das espécies, o modelo de explicação usado por ele permitia-lhe supor que o processo evolutivo ocorria por seleção natural dos mais aptos à sobrevivência. Na mesma época a sociedade capitalista estava convencida de que o progresso social e histórico provinha da competição e da concorrência entre os indivíduos, segundo a lei econômica da oferta e da procura. Um filósofo, Spencer, aplicou, então, a teoria darwiniana à sociedade: nesta, os mais ?aptos? (isto é, os mais capazes de competir e concorrer) tornam-se naturalmente superiores aos outros, vencendo-os em riqueza, privilégios e poder?. Essa atitude do filósofo Spencer pode ser considerada

A equivocada, Spencer transpõe uma teoria científica (biológica) para uma explicação filosófica sobre a essência da sociedade criando a ideologia evolucionista.
B acertada, Spencer ao transportar a teoria da evolução conseguiu explicar a origem das desigualdades sociais.
C acertada, Spencer tomou conceitos referentes a fatos naturais e os converteu em fatos sociais, demonstrando a relação natureza e sociedade.
D equivocada, porque Spencer, ao concluir pela superioridade de uns sobre os outros para explicar o progresso social e histórico, deixa de considerar a luta de classes como motor da história.
E equivocada, Spencer generalizou para toda a realidade resultados obtidos num campo particular de conhecimentos específicos. Correta, porque considerou a existência do circuito indivíduo/sociedade/espécie.

Há várias formas de conhecimento (senso comum, ciência, filosofia, artes, religião) que revelam maneiras diversas da consciência humana relacionar-se com o mundo, diz Chauí (2003, p. 268). E acrescenta que não há oposição e nem exclusão entre elas, mas diferença. Há oposição, diz ainda, quando a consciência, estando a analisar o mundo através de significações e práticas de uma destas formas, pretende realizar a análise de mundo utilizando práticas e significações, próprias de uma forma de conhecimento, através de outra forma de conhecimento. Isso gera oposição e conflito entre elas, como ocorre com frequência entre filosofia e religião. Considere as afirmações abaixo.

I. As únicas formas de conhecimento válidas são a ciência e a filosofia.

II. Religião é uma forma de conhecimento.

III. Cada forma de conhecimento tem significações e práticas próprias cabíveis em maneiras peculiares de a consciência se relacionar com a realidade.

IV. Em qualquer que seja a forma de conhecimento, é indiferente o uso de significações e práticas para as análises que a consciência pretenda realizar sobre a realidade.

V. O não respeito às significações e práticas a serem utilizadas para a análise e relacionamento da consciência sobre e com o mundo gera oposição e conflito entre as formas de produção destas análises, como é o que ocorre, no caso, entre filosofia e religião. Está correto o que se afirma APENAS em

A I, II e V.
B III e IV.
C I, II e IV.
D II, III e V.
E IV e V.

Secularização, de modo geral, pode ser entendida como processos de dessacralização de algo como um lugar, um objeto, um compromisso e mesmo uma sociedade. É um termo utilizado mais frequentemente para indicar a dessacralização de uma sociedade, ou seja, o processo pelo qual sociedades passam, deixando de ser orientadas ou mesmo dominadas por referenciais religiosos. A palavra século, no âmbito deste tema significa o mundo natural em oposição ao mundo sobrenatural ou mundo sagrado. Assumir uma orientação secular pode significar rejeitar orientações advindas de fontes consideradas originárias do sagrado, do sobrenatural, do religioso. Fala-se, nesse caso, de dessacralização do mundo: isso seria a secularização. Uma autonomia do homem, da sociedade e do mundo em relação ao sagrado, predominando, em muitos casos, uma visão racional na qual o sobrenatural e o misterioso não contam ou contam muito pouco. Considere:

I. No processo de secularização, o sagrado perde sua importância.

II. No processo de secularização, o tempo é medido por séculos ao invés de tempos menores devido à rapidez cada vez maior das ações dos seres humanos.

III. O termo secular tem a ver com oposição ao religioso, ao sagrado, ao misterioso.

IV. Secular é o ser que tem total autonomia em relação a tudo.

V. Secular, no contexto do texto do enunciado, indica algo desvinculado da influência de religiões ou de referências sagradas. Está correto o que se afirma APENAS em

A I, IV e V.
B I, III e V.
C III, IV e V.
D II e IV.
E II, III e IV.

Estética diz respeito à sensibilidade humana e às formas de manifestação desta sensibilidade. Às vezes restringe-se às reflexões e estudos de uma forma privilegiada de manifestação da sensibilidade que á a arte. Sensibilidade diz respeito ao fato de o ser humano ser afetado por tudo aquilo com que entra em contato. A este “ser afetado” as pessoas respondem de diversas maneiras, por exemplo, externando sentimentos ou emoções. Sentir a realidade emocionalmente oferece aos seres humanos uma maneira de entendê-la que não é igual à maneira racional expressa, por exemplo, no conhecimento científico e filosófico. “Uma ponte que nos leva a conhecer e a expressar os sentimentos é, então, a arte, e a forma de nossa consciência apreendê- los é através da experiência estétic a . Na arte busca-se concretizar os sentimentos numa forma , que a consciência capta de maneira mais global e abrangente do que no pensamento rotineiro” , diz Duarte Júnior. (DUARTE JR, João Francisco. Fundamentos estéticos da educação. Campinas: Papirus, 1988, p.15 a 18) Considere, à luz do enunciado acima, as afirmações abaixo.

I. As artes são formas importantes de manifestação da sensibilidade humana.

II. Estética, como área da investigação filosófica, preocupa-se com problemas relacionados à sensibilidade humana.

III. A afetividade diz respeito à sensibilidade e, portanto, ao campo de estudos e reflexões da estética.

IV. Sensibilidade é, juntamente com a racionalidade, um caminho necessário de entendimento da realidade para os seres humanos.

V. Pode-se dizer que, através da arte, pode-se captar de maneira mais global do que em outras formas de entendimento, os sentimentos e a própria realidade. Está correto o que se afirma em

A I, III e V, apenas.
B IV e V, apenas.
C II, III e IV, apenas.
D I, II e III, apenas.
E I, II, III, IV e V.

Para a indagação: por que os sujeitos sociais não percebem o vínculo entre o poder econômico e o poder político? Marx observa que os trabalhadores se veem como indivíduos isolados (cada qual com sua família, seus parentes e amigos) que conhecem seu próprio trabalho, mas ignoram os trabalhos das outras categorias de trabalhadores, isto é, não se percebem como formando uma classe social única. Por não se perceberem como classe social, não se reconhecem como produtores da riqueza e das coisas. Esse fenômeno Marx chama de:

A materialismo dialético.
B mais valia e lucro.
C alienação econômica e ideológica.
D consciência de classe e representação.
E superestrutura e infraestrutura econômica.

É antiga a percepção de que os seres humanos são diferentes das coisas; contudo, as ciências humanas são uma conquista recente. Podemos dizer que, do século XV ao século XX a investigação do humano realizou-se de três maneiras em três períodos diferentes. Esses períodos são

A humanismo, positivismo e historicismo.
B antropocentrismo, empirismo e positivismo.
C naturalismo, criticismo e positivismo.
D essencialismo, racionalismo e histórico-social.
E mítico, racionalização e dialética.

A lógica que rege o pensamento científico contemporâneo está centrada na ideia de demonstração e prova, baseada na definição ou construção do objeto do conhecimento por suas propriedades e funções e da posição do sujeito do conhecimento. O fundamento que NÃO pertence à ciência contemporânea é:

A A distinção entre sujeito e objeto do conhecimento, que permite estabelecer a ideia de objetividade e de independência dos fenômenos em relação ao sujeito que conhece.
B A ideia de método como um conjunto de regras, normas e procedimentos gerais, que servem para definir ou construir o objeto e para autocontrole do pensamento durante a investigação e após esta, para confirmação ou falsificação dos resultados.
C O uso de instrumentos tecnológicos e não simplesmente técnicos. Os instrumentos tecnológicos são ciências cristalizadas em objetos materiais e conferem à ciência precisão e controle dos resultados.
D A fusão entre ciência e técnica, teoria e prática, procedimentos imparciais e garantia de neutralidade científica.
E Criação de uma linguagem específica e própria, distante da linguagem cotidiana e da linguagem literária. A ciência constrói o algoritmo e fala por meio deles ou de uma combinação de estilo matemático.

“[...] dizem respeito a valores, sentimentos, intenções, decisões e ações referidas ao bem e ao mal, ao desejo de felicidade e ao exercício da liberdade; são constitutivos de nossa existência intersubjetiva, isto é, de nossas relações com outros sujeitos morais”. O que é dito aqui por Chauí, corresponde às ideias de

A juízo de valor e consciência interior.
B senso ético e juízo moral.
C senso moral e a consciência moral.
D consciência crítica e autonomia.
E antropoética e reciprocidade.

Por que o mentir, ser um político corrupto e ou praticar o homicídio, são atos imorais? São atos imorais, segundo Kant, porque:

A o mentiroso, o corrupto e o homicida, com sua ação transgridem lei universal e degeneram definitivamente o gênero humano.
B o mentiroso, o corrupto e o homicida transgridem as três máximas morais: não respeitam em sua pessoa e na do outro a humanidade, não tratam a humanidade como um fim e o que praticam não deve servir de lei universal.
C o mentiroso, o corrupto e o homicida agem sem escrúpulos e de forma egoísta se beneficiam, em detrimento do outro.
D não é imoral por que o mentiroso e o corrupto podem se arrepender e ressarcir a sociedade, mas o ato praticado pelo homicida é definitivo, mesmo que se arrependa, não trará de volta o “de cujus”.
E não é ato imoral apenas quando o mentiroso, o corrupto e o homicida se arrependem do ato praticado, perdem a liberdade e cumprem pena imposta pela sociedade.