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Assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas. Assim, a ____________ torna-se uma permanente disposição de caráter para querer o bem, supondo a coragem para assumir os valores escolhidos e o enfrentamento dos obstáculos que dificultam a ação, razão pela qual a vida _________ não se resume a um ato ocasional e fortuito, mas ao hábito. Ademais, como a moral implica o enfrentamento dos elementos irracionais da alma, como as paixões, Aristóteles cria a teoria da mediania, de encontrar o justo meio: a ____________ é boa quando é controlada no seu excesso e na sua falta (a coragem em excesso é audácia e deficiente é covardia).

A Virtude - moral - virtude
B Moral - saudável - virtude
C Virtude - saudável - vida
D Coragem - moral - vida
E Alma - infinita - alma

Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. Segundo o antropólogo Lévi-Strauss

( 2000 ), a passagem da natureza à cultura foi produzida pela instauração da lei, pela proibição do incesto, mediante a qual se estabeleceram as relações de parentesco e de aliança e o mundo humano, simbólico, foi construído. Essa orientação normativa da conduta, no entanto, é exterior ao indivíduo, de modo que a adequação ou não à norma estabelecida, bem como a variação de tempo e lugar, é que acaba definindo se o ato é moral ou imoral.

II. A moral é apenas um conjunto de regras impostas aos indivíduos, mas a livre e consciente adesão a elas, razão pela qual um ato só pode ser considerado moral se passar pela aceitação da norma, ou seja, não é verdadeiramente moral o ato que for cumprido ou não mediante ameaça de sanções, o que não signifca que uma norma não possa ser questionada, mas também não pode ser persistentemente interrogada, porque isto pode levar à destruição da moral.

III. Segundo Gianotti, a flexibilidade existe, porém não pode levar a um relativismo em todas as formas de conduta: os direitos do homem, tais como em geral têm sido enunciado a partir do século XVIII, estipulam condições mínimas do exercício da moralidade. Por certo, cada um não deixará de aferrar-se à sua moral; deve, entretanto, aprender a conviver com outras, reconhecer a unilateralidade de seu ponto de vista.

IV. Para ser moral um ato não deve ser livre, consciente, intencional e responsável. Isso cria um compromisso de reciprocidade e compromisso com a comunidade. o sujeito, assim, deve saber o que e por que faz, não deve ser coagido ou obrigado a fazer algo e, além disso, deve assumir a autoria do seu ato, reconhecendo-o como seu e respondendo pelas consequências de sua ação. Estão corretas as afirmativas:

A I e II, apenas
B II e III, apenas
C I e III, apenas
D II e IV, apenas
E I, II, III e IV

Assinale a alternativa correta.

A Os filósofos do racionalismo procuram pensar a dupla definição do homem como ser determinado e livre. Para eles, o homem é dotado de consciência moral enquanto é capaz de conhecer e decidir sobre suas ações, de modo que mesmo sofrendo influência da cultura, do tempo e do espaço, ele pode identificar estes condicionamentos
B No século XX, os filósofos da corrente da Fenomenologia tematizaram a questão da liberdade visando a superar justamente a inclusão recíproca ou a antinomia determinismo-liberdade. Para eles, a liberdade não se efetivaria pela privilegiada atividade da consciência ou da razão, mas a partir de um sujeito situado no espaço e no tempo e capaz de se relacionar com o mundo e consigo mesmo
C Por isso, ao invés de os filósofos desta teoria falarem em determinismo e liberdade, referem-se à facticidade (o fato de o sujeito estar no mundo, na forma de um corpo, com determinadas características psicológicas, pertencente a uma família, a um grupo social, situado num tempo e espaço que escolheu) e à transcendência (o fato de o sujeito estar no mundo apenas como as coisas estão, por isso seria capaz de superar tais determinações, não para negá-las, mas para lhes dar sentido)
D O filósofo francês Maurice Merleau-Ponty (1908-1961) relaciona a liberdade à compreensão do mundo. Para ele, esta seria a condição de nossa experiência no mundo, no sentido de que a natureza não seria um mero objeto no mundo, mas aquilo pelo qual o mundo existe para mim (“sou um corpo e não tenho um corpo”)
E Jean Paul Sartre (1905-1980), um dos mais importantes representantes do existencialismo, destaca uma questão fundamental dessa corrente filosófica expressa na famosa frase: “A existência precede a essência”. Em sentido contrário às correntes tradicionais, que defendem uma essência e uma natureza humana regional, Sartre avalia que o homem, além de não ter uma natureza, é aquilo que se concebe e faz de si mesmo, após existir, porque, diferentemente dos outros animais, é o único capaz de se colocar fora de si e se autoexaminar

Analise as afirmativas a seguir e assinale a alternativa correta:

I. Embora partindo de ideias do homem em estado de natureza, Rousseau não partilha da tese de que a natureza humana é má ou egoísta. Os homens não são inimigos por natureza, mas são naturalmente bondosos. Na base do conflito humano, quando este acontece, situa-se a propriedade privada; esta é a fonte geradora de atritos entre os homens.

II. Se há um estado de guerra, este é produto da relação entre as coisas e não entre os homens. Como em estado de natureza não há propriedade privada, a guerra originada pela propriedade também não reflete o estado de natureza. Rousseau define a guerra como uma relação de Estado a Estado, na qual os homens particulares tornam-se inimigos apenas por acidente.

III. Com essa ideia Rousseau se contrapõe às concepções que defendem de alguma forma o direito à escravidão. Em nenhum momento o escravo pode ser produto da guerra, porque esta não é uma relação de homem a homem. A guerra não concede nenhum direito que não seja necessário a seus fins, e os fins nunca são particulares; logo, para os particulares nenhuma consequência pode resultar após o fim da guerra da qual participam.

IV. Em Rousseau o homem é definido como livre e igual por natureza. Renunciar à liberdade equivale a renunciar à própria condição de homem. O princípio da liberdade é inalienável; a norma o imperativo da ação. O homem que Rousseau define como livre e igual por natureza, porém, revela-se numa existência bastante distante da natural. “o homem nasce livre e por toda parte encontra-se a ferros”. Estão corretas as afirmativas:

A I e II, apenas
B II e III, apenas
C III e IV, apenas
D I, II e III, apenas
E I, II, III e IV

Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. A relação capitalista da produção, que aparentemente parece livre, não passa de uma relação servil. Uma relação servil em que o capital está subordinado ao trabalho e o sujeito humano aos objetos por ele produzidos. O domínio do capital sobre o trabalho converte o produtor real em meio de produção de riqueza e esta não lhe pertence, mas lhe aparece como riqueza estranha. Quanto mais o trabalhador produz, mais objetos contrapõem-se a ele com poder hostil, os quais não lhe pertencem, mas o subordinam.

II. Uma segunda característica da alienação na sociedade capitalista está ligada à própria atividade produtiva do homem. A riqueza resultante da atividade produtiva pertence ao trabalhador, mas se contrapõe a ele como riqueza estranha e que o domina, a própria atividade vital do homem surge como uma atividade estranha. O estranhamento também resulta do fato de não ser o homem que emprega os meios de produção, mas os meios de produção empregarem o homem.

III. Quando o trabalhador chega à fábrica, defronta-se com os meios de produção como uma força estranha que dele independe e que o domina. Um meio pelo qual a atividade vital do homem se converte em atividade estranha é a própria divisão do trabalho. Pela divisão do trabalho a atividade humana transforma-se em atividade maquinal, unilateral; uma atividade separada do pensamento e idêntica ao agir animal.

IV. A atividade maquinal não oferece satisfação ao trabalhador, mas, ao contrário, o trabalho lhe aparece como atividade estranha, que não o realiza, mas que o nega, desgasta suas energias físicas e mentais. O trabalhador que vende sua força de trabalho por um salário não se afirma no trabalho, não desenvolve livremente suas energias físicas e mentais, mas as esgota. O trabalhador se sente em si, livre, fora do trabalho, e quando trabalha sente-se estranho, fora de si. Estão corretas as afirmativas:

A I e II, apenas
B II e III, apenas
C III e IV, apenas
D I e III, apenas
E II e IV, apenas

“Mas, o que teria a concepção de causalidade [de Aristóteles] a ver com a divisão social? [...] Se tomarmos o cidadão ou o senhor e indagarmos a qual das causas ele corresponde [...] se, por outro lado, indagarmos a que causa corresponde o escravo ou servo [...] compreende-se, então, por que a metafísica das quatro causas considera a causa eficiente inteiramente subordinada à final.” (Marilena Chauí, O que é ideologia, adaptado.) Assinale a alternativa INCORRETA :

A A causa final é identificável ao cidadão ou ao senhor, como aquele que ordena, e está evidentemente acima do simples meio ou instrumento da ação, o escravo
B Tal teoria da causalidade é uma transposição involuntária no plano das ideias de relações sociais muito determinadas, no caso, as de uma sociedade escravagista
C Um dos traços fundamentais da ideologia consiste em tomarmos ideias como independentes da realidade histórica e social
D As quatro causas não possuem o mesmo valor, isto é, são concebidas como hierarquizadas, indo da causa mais inferior à causa superior
E A ideologia oferece uma visão arbitrária da realidade que em nada corresponde a ela, antes é o seu avesso, um mundo de ponta cabeça

Leia o excerto e as proposições a seguir: “Há uma infinidade de sombras do mesmo cubo, todas verdadeiras. Mas quem, submetido, limitado à sombra, poderá compreender que tais aparências são aparências do mesmo ser? [...] Retenhamos o exemplo fácil do cubo, desse cubo que nenhum olho viu e jamais verá como ele é, mas que apenas por ele o olho pode ver um cubo, isto é, reconhecê-lo sob suas diversas aparências. E digamos ainda que, se vejo um cubo, e se compreendo o que vejo, não há aqui dois mundos, nem duas vidas; mas trata-se de um único mundo e uma única vida. O verdadeiro cubo não está distante, nem próximo, nem alhures; mas é ele que sempre fez que esse mundo visível seja e tenha sido sempre verdadeiro.” (Alain, “A Caverna”) Analise as afirmativas abaixo, dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).

( ) As percepções que se possa ter do cubo são sempre parciais, particulares e pessoais, enquanto a ideia de cubo é completa, universal e impessoal.

( ) As percepções variam e são tão diversas que o mundo visível não pode ser verdadeiro, sendo assim apenas uma ilusão.

( ) As percepções que se possa ter do cubo são menos reais do que o discurso que enuncia a definição de cubo.

( ) Todas as percepções que se possa ter do cubo são verdadeiras porque a ideia de cubo é a reunião de todas as percepções do cubo.

( ) Tudo aquilo que pode ser percebido diretamente pelos sentidos constitui a própria realidade das coisas.

( ) Tudo aquilo que pode ser percebido diretamente pelos sentidos é fidedigno enquanto aparência. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

A V, F, V, F, F, V
B F, V, V, V, F, F
C V, F, V, V, F, F
D F, V, F, V, V, F
E V, F, F, F, V, V

Sobre as diferenças entre Platão e Descartes, analise o trecho a seguir. A leitura dos textos clássicos e antigos, para evitar equívocos quanto a sua interpretação, requer um cuidado especial com palavras que, ao longo dos séculos, mudaram de significação. Donde uma advertência para leitura de Platão: “os termos gregos eîdos ou idéa não podem ser traduzidos por ‘ideia’, que designa inelutavelmente, desde Descartes pelo menos, uma representação, ou seja, um objeto mental” (Brisson e Pradeau, Vocabulário de Platão, verbete “Forma Inteligível”). Assinale a alternativa incorreta .

A Para Descartes, ideias são tudo aquilo que a mente percebe diretamente, enquanto que as “ideias” em Platão não são subjetivas, mas são a própria essência do real, existente em si
B As características que Descartes atribui às ideias pertencentes ao eu pensante são aquilo em que Platão reconhece a doxa, a opinião, podendo ela ser verdadeira ou falsa
C Para Descartes, podemos conhecer as ideias inatas voltando-nos para nós mesmos através da reflexão, enquanto que para Platão, conhecer as “ideias” depende da educação, de um processo de ascensão da alma, de afastamento das coisas sensíveis e aproximação do inteligível
D Da matemática, Descartes empresta o seu método, de que os geômetras costumam servir-se para chegar às suas mais difíceis demonstrações; para Platão, a matemática fornece antes o modelo dos objetos inteligíveis, mas seu método é o dialético
E Para Descartes, a veracidade da representação mental dos objetos externos ao eu pensante é assegurada por sua clareza e distinção, enquanto que, para Platão, a verdade é garantida em última instância pela “ideia” do Bem

Analise as afirmativas abaixo e assinale a alternativa correta.

I. Lemos e ouvimos muitas coisas a todo o momento. Muitas vezes, porém, estes discursos são ardilosos, enganadores, falsos, embora não pareçam. Trata-se da falácia: um tipo de argumento que parece correto, mas, na realidade, não é. As falácias podem ser classificas em 11 tipos.

II. Este apelo consiste em ameaçar com consequências desagradáveis se não for aceita ou acatada a proposição apresentada. Ex: Você deve se enquadrar nas novas normas do setor. Ou quer perder o emprego? Trata-se portanto do apelo à misericórdia.

III. Apelo ao povo: consiste em sustentar uma proposição por ser defendida pela população ou parte dela. Sugere que quanto maior o número de pessoas que defende uma ideia, mais verdadeira ou correta ela é. Incluem-se aqui os boatos, o “ouvi falar”, o “dizem”, o “sabe-se que”. Ex: Dizem que um disco voador caiu em Minas Gerais.

IV. Consiste em citar uma autoridade (muitas vezes não qualificada) para sustentar uma opinião. Ex: O melhor antigripal é Benegripe, porque Pelé toma (ou diz tomar) Benegripe quando está gripado. Esta afirmação refere-se às generalizações apressadas.

V. Ataque à pessoa ou argumento contra o homem, consiste em atacar, em desmoralizar a pessoa e não seus argumentos. Ex: Não deêm ouvidos ao que ele diz, ele é um beberrão, bate na mulher e têm amantes (Uma variação deste argumento é o “tu quoque” (tu também). Consiste em atribuir o fato a quem faz a acusação. Ex: alguém lhe acusa de algo, e você diz, “tu também”! (Isso, evidentemente, não prova nada). Estão corretas as afirmativas:

A I, II e III, apenas
B II, III e IV, apenas
C III, IV e V, apenas
D I, III e V, apenas
E II e III, apenas

Assinale a alternativa correta:

A A suposição de um método, seja maiêutica, dialética, análise, crítica, hermenêutica ou meramente exposição, nunca compromete o pretenso ensinante com os efeitos da sua participação direta, efetiva e incontornável no exercício em que está ocupado com outros supostos ensinados
B A Filosofa como sistema a ser somente ensinado para fins de uso estratégico e eficiente nas diversas perspectivas da vida invariavelmente significou traição ao seu conceito e, por isso, também o seu próprio esmaecimento e esquecimento merecido
C A Filosofa é um conteúdo que se pode aprender definitivamente como dado científico para posterior utilização tecnicista em determinado setor da vida, é uma constante tarefa por cumprir. O professor de Filosofa é um mero apresentador e repassador de conteúdos culturais, científicos, ou até filosóficos
D Conhecida a opinião de Immanuel Kant sobre esse assunto, ou seja, de que há como aprender Filosofa, mas não aprender a filosofar, posto que ela existe enquanto ultimada, definitiva e universalmente válida (Eisler, 1984, p. 418)
E Por outro lado, a reflexão sobre a relação da Filosofa com o ensino traz de imediato a questão da “darstellung”, da apresentação necessária do que nunca foi pensado para que se pense agora. A apresentação enquanto tal é inevitavelmente anterior ao pensamento