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Na publicação de Lacerda e Santos ( Tenho um aluno surdo, e agora? Introdução à Libras e educação de surdos , 2014), no capítulo de Maria Cecília de Moura, são explicitadas as relações entre linguagem e surdez e como se dá a aquisição da língua de sinais pelos surdos. Com base na autora, é correto afirmar que

A a aquisição da linguagem deve acontecer em contextos significativos e com muitas repetições para que a criança surda compreenda a língua e memorize os sinais com mais facilidade.
B é necessário, para que um bom desenvolvimento de linguagem aconteça, que a criança surda aprenda em ambientes estruturados e organizados para que ela possa responder.
C a língua de sinais deve ser experenciada em diferentes gêneros e modalidades, e a língua oral pode ser oferecida concomitantemente para favorecer a abordagem bilíngue.
D a língua de sinais não é ensinada, mas adquirida de forma natural e real somente se o interlocutor souber se comunicar com o surdo de forma fluida e interessada.
E é fundamental ensinar a língua de sinais para a criança surda o mais precocemente possível, pois a aquisição não se dá espontânea e naturalmente, e sim precisa ser instruída.

Com relação à construção dos sinais e sua mobilidade específica, a autora Neiva de Aquino Albres (em Lacerda e Santos, Tenho um aluno surdo, e agora? Introdução à Libras e educação de surdos, 2014) afirma que, na língua de sinais, existe um conceito que parte da propriedade dos sinais de tomar, como base para a sua criação, as características físicas do referente, parte deste com o todo ou mesmo a relação cultural que as pessoas têm com esse referente. Como exemplo desse conceito, tem-se, na Libras, o sinal de árvore, que tem o tronco, a copa e a base como motivação. Com base na autora, esse conceito é denominado de

A iconicidade.
B linearidade.
C arbitrariedade.
D sequencialidade.
E opacidade.

Na publicação de Lacerda e Santos ( Tenho um aluno surdo, e agora? Introdução à Libras e educação de surdos, 2014), a autora Neiva de Aquino Albres exemplifica que, na Libras, a frase “O menino subiu na árvore” pode ser expressa por /PESSOA-SUBIR-ÁRVORE/, pois o sinal /ÁRVORE/ é realizado com uma das mãos, e os sinais /MENINO-SUBIR/ são feitos com a outra mão; pela configuração da mão, expressam-se as pernas do menino agarrado ao tronco da árvore, enquanto o movimento para cima expressa a subida na árvore. Esse exemplo demonstra uma das peculiaridades no nível sintático das línguas de sinais, bastante comum em gêneros narrativos e descritivos, denominada de

A espaço mental real.
B simultaneidade.
C polissemia.
D arcadismo.
E campo de articulação.

De acordo com Tanya Felipe ( Libras em contexto: curso básico, livro do estudante cursista, 2007), as línguas de sinais utilizam as expressões faciais e corporais para estabelecer tipos de frases como as entonações na Língua Portuguesa, por isso é necessário estar atento às expressões facial e corporal feitas simultaneamente com certos sinais ou com toda a frase – por exemplo: sobrancelhas levantadas e um ligeiro movimento da cabeça inclinando-se para cima e para baixo, que pode ainda vir também com um intensificador representado pela boca fechada com um movimento para baixo. As expressões faciais exemplificadas referem-se às frases

A afirmativas.
B interrogativas.
C exclamativas.
D negativas.
E neutras.

Considere a afirmação a seguir: Na Libras, os pronomes demonstrativos e os advérbios de lugar estão relacionados às pessoas do discurso e representam, na perspectiva do emissor, o que está bem próximo, perto ou distante; a sinalização dos pronomes demonstrativos e dos advérbios de lugar mantém a configuração de mãos dos pronomes pessoais, mas os pontos de articulação e as orientações do olhar são diferentes. Além disso, os pronomes demonstrativos não possuem marca para gênero masculino e feminino. (Tanya Felipe, Libras em contexto: curso básico, livro do estudante cursista, 2007. Adaptado) Com base na afirmação, é correto afirmar que a representação correta de ESS@/AÍ seria apontar para o lugar

A perto e em frente do receptor, acrescido de um olhar direcionado não para o receptor, mas para o ponto sinalizado com relação à coisa/pessoa que está perto da segunda pessoa do discurso.
B mais distante, apontar o lugar da segunda pessoa e, ao apontar para este ponto, há um olhar direcionado para a coisa/pessoa ou lugar.
C mais distante e apontar o lugar da terceira pessoa, mas, diferentemente da representação do pronome pessoal, ao apontar para este ponto, há um olhar direcionado para a coisa/pessoa ou lugar.
D perto e em frente do emissor, acompanhado de um olhar para este ponto, sem desviar o olhar.
E perto e em frente do emissor, acompanhado de um olhar para este ponto, fixando o olhar.

Mirlene Damázio ( Atendimento educacional especializado: pessoa com surdez , 2007) propõe dois momentos didáticos em Libras: o atendimento educacional especializado (AEE) em Libras e o atendimento educacional especializado (AEE) para o ensino de Libras, ambos na escola comum, que constituem momentos didático-pedagógicos para os alunos com surdez incluídos e devem ocorrer diariamente, em horário contrário ao das aulas. Assinale a alternativa que corresponde ao AEE em Libras.

A É realizado pelo professor e/ou instrutor de Libras (preferencialmente surdo), de acordo com o estágio de desenvolvimento da língua de sinais em que o aluno se encontra.
B O instrutor de Libras organiza o trabalho do AEE, respeitando as especificidades dessa língua, para o estudo dos termos científicos introduzidos pelo conteúdo curricular.
C Fornece a base conceitual dessa língua e do conteúdo curricular estudado na sala de aula comum, o que favorece a compreensão desse conteúdo ao aluno com surdez.
D O objetivo é desenvolver as competências gramatical, linguística e textual, nas pessoas com surdez, para que sejam capazes de gerar sequências linguísticas bem formadas.
E Enfatiza o acervo textual em Língua Portuguesa, para oferecer ao aluno a pluralidade dos discursos e a oportunidade de interação com os mais variados enunciados.

Segundo Elidéa Bernardino ( Absurdo ou lógica: os surdos e sua produção linguística , 2000), há um “recurso próprio dos sinais, que não existe em português e não é usado em português sinalizado”. Tal recurso funciona como um pronome especial que substitui o nome e traz consigo gênero e número, ideia de tamanho, volume e quantidade, sendo muito utilizado para descrever ideias para as quais não há sinais específicos. Trata-se do uso de

A dupla articulação.
B classificadores.
C gestos naturais.
D pantomima.
E gestos contextuais.

Quadros e Karnopp ( Língua de Sinais Brasileira: estudos linguísticos , 2004) mencionam diversos autores para descrever parâmetros fonológicos da Libras. Com base nessas autoras, assinale a alternativa que corresponde corretamente à descrição de locação (L) como um dos parâmetros fonológicos da Libras.

A Área do corpo, ou no espaço de articulação definida pelo corpo, na qual ou perto da qual o sinal é articulado.
B Parâmetro complexo que pode envolver uma vasta rede de formas e direções, como movimentos internos das mãos e dos pulsos e direção no espaço.
C Mudanças do movimento da mão que estão relacionadas com a direcionalidade de verbos e que também distinguem nomes de verbos.
D Tem função sintática, para marcar sentenças interrogativas, orações relativas, topicalizações e concordância.
E Categoria que descreve a qualidade, a tensão e a velocidade do movimento, por meio da frequência, como número de repetições do movimento.

Autores como Quadros e Karnopp ( Língua de Sinais Brasileira: estudos linguísticos , 2004) relatam mitos, sobre a língua de sinais, que refletem desconhecimento e não correspondem a uma verdade cientificamente comprovada. Um dos mitos refere-se à crença de que haveria uma única e universal língua de sinais usada por todas as pessoas surdas. Nesse mito, relacionado à visão de universalidade,

A no aspecto linguístico, as línguas de sinais são completas, complexas e possuem uma abstrata estruturação diferente para cada país.
B há uma riqueza de expressividade na língua de sinais, que é visuoespacial, portanto diferente das línguas orais.
C as línguas de sinais, por serem organizadas espacialmente, estão representadas no hemisfério direito do cérebro.
D está implícito que fatores geográficos e culturais não são influentes na determinação e na mudança histórica do sinal.
E as línguas de sinais não são um apanhado de gestos sem princípio organizacional, mas consistem em uma configuração de uma nova língua.

Na Libras, segundo Tanya Felipe ( Libras em contexto: curso básico, livro do estudante cursista, 2007), a configuração de mão é uma marca de concordância de gênero com pessoa, animal, coisa ou veículo, e existem verbos que possuem concordância de gênero porque concordam com o sujeito ou o objeto da frase; por exemplo, o verbo “cair”, dependendo do sujeito da frase, terá uma configuração para concordar com a pessoa, a coisa, o animal ou o veículo. Tais verbos que possuem concordância de gênero são chamados de verbos

A classificadores.
B de locomoção.
C descritivos.
D de concordância número-pessoal.
E de concordância de localização.