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Kezio

( 2016 ), em seus estudos sobre o aprendizado da escrita e leitura, destaca que muitos surdos enfrentam problemas devido à prática pedagógica que considera

A a língua de sinais como primeira língua, destacando a necessidade de comunicação e expressão pela língua natural da comunidade surda.
B a língua portuguesa, como segunda língua na modalidade escrita, e a Libras, como primeira língua para alunos surdos.
C a repetitividade como aspecto essencial no aprendizado de pessoas surdas, sendo essa prática a responsável por muitos dos fracassos educacionais.
D que surdos e ouvintes aprendem a língua portuguesa de modos diferentes, havendo recursos e estratégias para as especificidades de cada caso.
E a exclusão da cópia e dos ditados de palavras por meio de datilologia e sinais isolados de Libras para a decodificação e memorização das palavras.

Segundo Capovilla e Raphael

( 2005 ), a expressão “família em libras” é representada da seguinte forma:

A Mãos em F, palma a palma. Movem-se em um arco para os lados opostos e para frente, finalizando com os mínimos tocando-se e as palmas para dentro.
B Mão direita horizontal aberta, dedos unidos e ligeiramente curvados, palma para baixo ao lado direito da cintura. Move-se em arcos para cima e para direita.
C Mãos em F, palmas para frente a cada lado da cabeça. Baixar as mãos com movimento ondulatório.
D Mão direita horizontal aberta, palma para dentro tocando o peito. Move-se em círculos horizontais para a esquerda.
E Mão direita em F horizontal, palma para baixo e tocando o lado esquerdo do peito, balançando os dedos para cima e para baixo duas vezes.

Skliar

( 1998 ) explica, em seu texto, que é hábito definir a comunidade de surdos como uma minoria linguística. Segundo o autor, essa descrição baseia-se no fato de que a língua de sinais (o autor utilizou o termo linguagem) é utilizada por um grupo

A restrito de usuários que vivem uma situação de desvantagem social, de desigualdade, e que participam de modo limitado da vida da sociedade majoritária.
B reduzido de pessoas, que, por terem deficiência múltipla sensorial, utilizam a língua de sinais em contraponto à língua portuguesa do grupo majoritário.
C composto de pessoas com reduzido nível de perda auditiva e que se comunicam pela língua de sinais brasileira em contextos com seus pares.
D socialmente excluído devido a forma de comunicação não ser reconhecida pelo grupo majoritário de surdos e que utilizam a língua de seu país de origem.
E formado por sujeitos com deficiência sensorial e que utilizam a libras como meio de comunicação e expressão em reposta à língua oral do grupo minoritário.

Quadros e Karnopp

( 2004 ) afirmaram que há diferentes formas para que verbos e substantivos na língua de sinais brasileira apresentem flexão de número, sendo que a mais básica é a distinção entre singular e plural, que é marcada através da

A sinalização do sinal de mais.
B repetição do sinal.
C expressão facial de quantidade.
D reprodução do sinal em libras para “vários”.
E inclusão do sinal de quantidade.

Para Skliar

( 1998 ), citando (Johnson, Liddell & Erting, 1991), destaca que, quando se discute o fracasso escolar dos surdos, não se está diante de um único problema, mas de um duplo sistema de problemas, sendo o primeiro deles, e um dos mais destacados pelo autor ao longo do seu seguinte artigo:

A Os poderes e saberes dos ouvintes em torno das modalidades de comunicação e de linguagem adequadas para os surdos.
B O ensino da língua de sinais a partir do ensino fundamental, atrasando o processo de desenvolvimento da cognição das crianças.
C Os interesses de grupos de surdos e ouvintes em organizar o ensino da língua de sinais em torno de ideologias e práticas pedagógicas excludentes.
D O diagnóstico tardio da surdez e a insistência na oralização desde a primeira infância, com mais intensidade ao longo do percurso escolar.
E O ensino da língua portuguesa como primeira língua em escolas inclusivas em oposição às escolas bilíngues para surdos e ouvintes.

A Educação Bilíngue para Surdos traz a proposta de que esses alunos devem ser ensinados através de sua língua materna e que essa seria a base para o aprendizado da língua oral de seu país. (Kezio, 2016) O autor destaca que a Educação Bilíngue percebe a língua de sinais como sendo

A o modo de comunicação entre surdos e ouvintes na escola.
B a primeira língua de pessoas com deficiência auditiva moderada bilateral.
C uma linguagem estruturada para comunicação na Comunidade de Surdos.
D a língua utilizada para a comunicação na escola especial.
E a língua natural das Comunidades Surdas.

Campos

( 2014 ), In: Lacerda e Santos

( 2014 ), apresenta dois tipos de inclusão dos Surdos: a bilíngue/cultural e a bilíngue intercultural. De acordo com a autora, o modelo bilíngue/cultural é aquele em que

A os alunos surdos são matriculados em salas de ouvintes com a participação de intérprete de Libras, professores fluentes em Libras, materiais pedagógicos em língua portuguesa como primeira língua.
B os espaços pedagógicos são estruturados de modo a atender a cultura surda, em um ambiente que proporciona a troca entre diferentes saberes e identidades linguísticas e culturais dos surdos.
C os surdos são inseridos dentro da escola de ouvintes com colegas ouvintes, em espaço com a cultura surda como metodologias e currículos adaptados à experiência visual e professores surdos e professores bilíngues.
D a identidade cultural da comunidade surda determina o currículo escolar, de modo a incluir, no planejamento pedagógico e nas sequências didáticas, o ensino da Libras e elementos estruturantes da cultura surda para ouvintes.
E a cultura dominante, dos ouvintes, não se sobressai em relação a da comunidade surda, possibilitando aprendizagens para alunos surdos e ouvintes em um ambiente plural, heterogêneo e que promove o ensino da Libras para toda comunidade escolar.

As línguas de sinais utilizam as expressões faciais e corporais para estabelecer tipos de frases, como as entonações na língua portuguesa. Por isso para perceber se uma frase em Libras está na forma afirmativa, exclamativa, interrogativa, negativa ou imperativa, precisa-se estar atento às expressões facial e corporal que são feitas simultaneamente com certos sinais ou com toda a frase. (Felipe, 2007) Quando é uma frase afirmativa, observa-se:

A sobrancelhas franzidas e ligeiro movimento de cabeça para cima.
B expressão facial neutra.
C sobrancelhas levantadas e um ligeiro movimento de cabeça para cima e para baixo.
D expressão facial com leve sorriso.
E sobrancelhas arqueadas e balanço de cabeça.

Felipe

( 2007 ) destaca que os adjetivos são sinais que formam uma classe específica na Libras e sempre estão na forma

A de derivação de palavras.
B flexionada em número, gênero e grau.
C de combinação de diferentes sinais.
D neutra, não havendo marca para gênero ou número.
E conjugada em singular ou plural.