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A sintaxe é o estudo das inter-relações dos elementos estruturais da frase e das regras que regem a combinação das sentenças. Segundo Fernandes (in Bernardino, 2000), pode-se afirmar que esta combinação de sinais apresenta regras próprias e básicas. Assinale a alternativa que apresenta uma característica correta quanto à libras.

A Os verbos ser e estar jamais podem ser omitidos em libras.
B Em libras, utiliza-se da colocação de adjuntos adnominais antes de funções nucleares, nos sintagmas nominais.
C Em libras, inexiste diferença de sinais para singular e plural.
D Em libras, utiliza-se de posposição obrigatória da negativa verbal.
E Em relação à língua oral de contato (português), a libras utiliza muitas preposições e conjunções.

De acordo com Damázio

( 2007 ), considerando a necessidade do desenvolvimento da capacidade representativa e linguística dos alunos com surdez, a escola comum deve viabilizar a escolarização e o Atendimento Educacional Especializado (AEE). Assinale a alternativa que apresenta a prerrogativa correta.

A A escolarização deve ser realizada em um turno e o AEE em outro. O conteúdo escolar deve ser ministrado somente em libras na sala de aula comum.
B Ambos, escolarização e o AEE, devem ser realizados no mesmo turno. O AEE realiza o ensino de libras. O ensino da língua portuguesa deve ocorrer na sala comum.
C A escolarização deve ser realizada em um turno e o AEE em outro. O conteúdo escolar deve ser ministrado somente em português na sala de aula comum.
D Ambos, escolarização e o AEE, devem ser realizados no mesmo turno, contemplando o ensino de libras, o ensino em libras e o ensino da língua portuguesa.
E A escolarização deve ser realizada em um turno e o AEE em outro, contemplando o ensino de libras, o ensino em libras e o ensino da língua portuguesa.

O ensino de libras no AEE constitui um momento didático-pedagógico para os alunos com surdez incluídos na escola comum. Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o responsável pela realização desse trabalho, de acordo com Damázio

( 2007 ).

A Professor especializado (obrigatoriamente surdo).
B Instrutor com nível superior (obrigatoriamente surdo).
C Tradutor/intérprete de libras.
D Professor e/ou instrutor de libras (preferencialmente surdo).
E Professor de português da sala de aula comum (preferencialmente surdo).

Kézio

( 2016 ) menciona que o aprendizado da leitura e da escrita por meio de métodos repetitivos ainda estão presentes na escola. Para discutir o tema, ele se refere a Silva (in Kézio, 1996), que afirma:

A embora a repetitividade ainda seja criticada, é o único aspecto que reforça o condicionamento do surdo e o auxilia a superar suas dificuldades de leitura.
B a leitura não pode ser confundida com reprodução mecânica de informações ou com respostas convergentes a estímulos escritos pré-elaborados.
C tal repetição nada mais faz do que reviver o desejo de leitura pelo leitor, e o transforma em um consumidor ativo de mensagens significativas e relevantes.
D a repetição é considerada um processo cognitivo da leitura e da escrita, efetivada com o objetivo de constituir um estímulo para compreensão do meio e de modelos sociais.
E para os surdos, a repetição é o melhor método de memorização da leitura, já que os grafemas da língua portuguesa não correspondem aos quiremas de libras.

Skliar

( 1998 ) considera que o fato de o oralismo continuar sendo, em boa parte do mundo, a ideologia dominante diz respeito exclusivamente

A a uma dimensão clínica.
B à ineficácia do uso das línguas de sinais.
C a uma opção mais inteligente por parte dos surdos.
D à ausência de professores de Libras nas escolas.
E a uma resistência das comunidades surdas quanto à sinalização.

De acordo com Quadros e Karnopp

( 2004 ), uma característica comum entre as línguas com concordância marcada é que todas apresentam concordância com o sujeito. Em alguns casos, há marcação de concordância com o objeto. Segundo elas, nas línguas de sinais, a concordância

A é feita preferencialmente com o sujeito, a partir do qual se realizam todos os tipos de declinação dessas línguas.
B é obrigatória com o sujeito, podendo ou não ser realizada com o objeto, dependendo da seleção do verbo.
C não possui regra estabelecida, uma vez que os verbos das línguas de sinais não sofrem nenhum tipo de declinação.
D segue as mesmas normas das línguas orais, já que as estruturas linguísticas de todas as línguas – orais e de sinais – são completamente idênticas.
E é obrigatória com o objeto, podendo ou não ser realizada com o sujeito, dependendo da seleção do verbo.

De acordo com Almeida et. Al

( 2015 ), o ensino do português como segunda língua para surdos deve ser realizado

A independentemente de qualquer outra fonte linguística. Os autores afirmam que o caráter inato de aquisição de língua já é fator preponderante para que tal aprendizagem ocorra.
B com base em uma língua na língua de sinais, o que facilita a compreensão gramatical, uma vez que as regras gramaticais são as mesmas nas duas línguas.
C sem base, nem apoio na língua de sinais, já que a segunda língua deve ser aprendida sem referência, como ocorreu na aquisição da primeira.
D com base em uma língua passível de compreensão – a língua de sinais, para que o esperado encontro entre as duas línguas seja usado com o fim de nortear essa aprendizagem.
E sem base na língua de sinais, mas que é totalmente aceitável que a gramática da língua de sinais seja o parâmetro para construções sintáticas do Português escrito por surdos.

De acordo com Almeida et. Al.

( 2015 ), o objetivo da proposta bilíngue é garantir ao aluno surdo

A a aquisição da Língua Portuguesa, como primeira língua em todos os níveis, assim como os da Língua de Sinais, como segunda língua.
B a aquisição da Língua de sinais, como primeira língua, e a modalidade oral da Língua Portuguesa. Porém, a modalidade escrita é requisitada somente para a língua de sinais.
C um desenvolvimento cognitivo-linguístico independentemente do desenvolvimento de ouvintes da mesma faixa etária, a partir da língua portuguesa e em convivência com seus pares surdos.
D a aquisição da Língua Portuguesa, como primeira língua na modalidade oral, assim como os da Língua de Sinais, como segunda língua.
E um desenvolvimento cognitivo-linguístico compatível com o desenvolvimento de ouvintes da mesma faixa etária, a partir da língua de sinais e em convivência com seus pares surdos.

“A língua de sinais seria um sistema de comunicação superficial, com conteúdo restrito, sendo estética, expressiva e linguisticamente inferior ao sistema oral.” (Quadros e Karnopp, 2004) Essa afirmativa

A representa uma realidade constatada por linguistas influentes, que embora reconheçam sua validação, apontam para as suas peculiaridades negativas.
B representa uma constatação feita na década de 70, é difundida até hoje e até o momento não se proclamou qualquer equívoco quanto a ela.
C é a expressão de uma verdade, embora velada, para que não se desmereçam todas as conquistas linguísticas alcançadas pela comunidade surda.
D demonstra o empobrecimento lexical das línguas de sinais caracterizado por uma situação sociolinguística marcada pela, ainda presente, falta de desenvolvimento lexical em sinais.
E corrobora com citações, tais como: é geralmente aceito que a língua de sinais está ligada ao concreto e é limitada em relação à abstração e ao humor.

De acordo com Quadros e Karnopp

( 2004 ), os articuladores primários das línguas de sinais são as mãos, que se movimentam no espaço em frente ao corpo e articulam sinais em determinadas locações nesse espaço. A língua de sinais brasileira, assim como as demais, é basicamente produzida pelas mãos. Seus principais parâmetros fonológicos são

A considerados pelos sinais. Já a expressão facial é apenas um adorno à língua.
B especificamente mãos e rosto.
C a digitação quirema a quirema para interpretação/ tradução e nas conversações rotineiras.
D locação, movimento e configuração de mão
E estabelecidos com parâmetros estritamente ligados à língua majoritária do país de origem.