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Leia a descrição a seguir: Mão direita horizontal aberta, palma para baixo, dedos para frente, na altura da cintura. (Capovilla e Raphael, 2005) Assinale a alternativa que apresenta a palavra correspondente ao sinal em Libras descrito.

A SOPA
B CRIANÇA
C VERDE
D SAPO
E VIDA

Leia a descrição a seguir: Mão direita horizontal aberta, palma para cima, dedos separados e curvados. Movê-los em direção ao corpo, duas vezes. (Capovilla e Raphael, 2005) Assinale a alternativa que apresenta o verbo correspondente ao sinal em Libras descrito.

A PEDIR
B RECUSAR
C QUERER
D GOSTAR
E AMAR

Em relação ao uso de adjetivos, segundo Felipe

( 2007 ), 53. Observe a imagem a seguir: “em português, quando uma pessoa se refere a um objeto como sendo arredondado, quadrado, listrado, está também descrevendo. Mas, na Libras, esse processo é mais ‘transparente’, porque o formato ou a textura são traçados no espaço ou no corpo do emissor, em uma tri dimensionalidade permitida pela modalidade da língua”. Na Libras, em relação à colocação dos adjetivos na frase, eles geralmente vêm

A antes do adjunto adverbial.
B após o substantivo que qualifica.
C antes do verbo principal.
D após a locução adjetiva.
E entre o substantivo e o verbo.

Quadros e Karnopp

( 2004 ) afirmaram que há diferentes formas para que verbos e substantivos na língua brasileira de sinais apresentem flexão de número. Quando há repetição do sinal, a flexão refere-se à

A distinção entre singular e plural
B adição de pessoas ou objetos à frase.
C sinalização de adição ou multiplicação.
D diferenciação entre uma ou mais pessoas.
E redução de quantidade de objetos.

Kotaki e Lacerda (em Lacerda e Santos, 2014) destacam que o intérprete de língua de sinais é uma figura importante para que os estudantes surdos, usuários da Libras, tenham acesso aos conteúdos escolares e também tenham a oportunidade de inserção e interação social na escola. Além disso, de acordo com as autoras, o intérprete exerce a função de

A tradutor em atividades extraescolares, promovendo a interação com pessoas com surdocegueira.
B viabilizar a comunicação entre surdos e ouvintes, atuando entre os sentidos das duas línguas.
C promover a inclusão escolar, adaptando o acesso ao currículo previsto do projeto pedagógico.
D organizar os tempos e espaços escolares, possibilitando o ensino da língua de sinais às famílias.
E coordenar projetos inclusivos, organizando espaços bilíngues em escolas comuns inclusivas.

Felipe

( 2007 ) destaca que na Libras, os sinais são formados a partir de cinco parâmetros, que podem ser comparados a “pedacinhos” de um sinal porque, no nível morfológico, eles podem ter significados, sendo, portanto, morfemas. Os parâmetros da Libras são:

A movimentos corporais, expressão facial, articulação manual, sinais e mobilidade das mãos.
B datilologia, expressão facial, oralização, orientação espacial e posição das mãos.
C configuração de mãos, movimento, orientação das mãos, ponto de articulação e expressão facial/corporal.
D articulação das mãos, expressão visual, vocalização, movimento corporal e alfabeto manual.
E composição de mãos, posição articulatória, expressões facial/corporal/vocalização, datilologia e símbolos.

Quadros e Karnopp

( 2004 ) destacam que há alguns mitos sobre a língua de sinais, sendo um deles: “A língua de sinais seria uma mistura de pantomima e gesticulação concreta, incapaz de expressar conceitos abstratos”. Tal concepção defende que

A as línguas de sinais são independentes das línguas faladas, pois carregam sentido único em cada gesto realizado.
B as línguas de sinais são ricas lexical e gramaticalmente, expressando os mais diferentes conceitos.
C os sinais não são símbolos arbitrários como as palavras, mas carregam uma relação icônica ou representacional de seus referentes.
D as línguas de sinais expressam conceitos básicos, podendo se discutir sobre quaisquer temas.
E as línguas de sinais não são as únicas e universais, havendo uma diversidade assim como as línguas faladas.

Segundo Quadros e Karnopp

( 2004 ), a língua de sinais é denominada de modalidade gestual-visual, pois

A a informação linguística é recebida pelos olhos e produzida pelas mãos.
B é gesticulada nas interações de comunicação expressiva e receptiva.
C é formada pela articulação das mãos e pelas expressões faciais.
D a organização espacial das mãos e dos olhos estão em sincronia.
E a expressão e a recepção da linguagem são realizadas pelos movimentos das mãos.

Em relação à aquisição da língua de sinais, segundo Domínguez (In: Bernardino, 2000), os pais deveriam expor o bebê surdo desde muito cedo à língua de sinais, pois isso permitirá

A simbolizar o mundo e desenvolver através da linguagem funções emocionais e intelectuais.
B comunicar, desde a mais tenra infância, os desejos e o sentimento em relação ao seu contexto.
C estruturar a língua materna em situações naturais de comunicação e interação com os pares.
D desenvolver pensamento e linguagem de acordo com o nível lexical de cada faixa do desenvolvimento.
E organizar repertório linguístico para as habilidades comunicativas ao longo do desenvolvimento cognitivo da criança.

Apesar de a língua de sinais ser considerada a língua natural dos surdos, não basta ser surdo para adquiri-la, ou seja, sua apropriação não é inerente à condição de surdez (Almeida, Santos e Lacerda, 2015). Para o surdo se tornar usuário da Libras, é necessário que

A aprenda a língua de sinais concomitantemente com a língua portuguesa na fase de alfabetização.
B seja incluído em comunidades de surdos oralizados para o contato com a Libras e a língua portuguesa.
C tenha contato com a língua de sinais em sala de recursos, desde a educação infantil e perpassando o ensino fundamental.
D esteja inserido em ambientes propícios à troca dialógica de experiências com outros falantes dessa língua.
E tenha acesso a aulas de Libras no contexto de escolas bilíngues para surdos, com professores ouvintes e fluentes na língua.