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Na obra Fundamentação da metafísica dos costumes (KANT,

I. Fundamentação da Metafísica dos Costumes. Tradução de Paulo Quintela, Lisboa, Portugal: Edições 70, LDA, 2007. p. 59-61), Kant apresenta três formulações para o imperativo categórico. Assinale a alternativa que as relaciona corretamente.

A Como fórmula da lei da natureza, fórmula da humanidade e fórmula da autonomia
B Como fórmula da lei da natureza, fórmula da universalidade, fórmula hipotética
C Como fórmula da humanidade, fórmula da lei da natureza, fórmula da universalidade
D Como fórmula da autonomia, fórmula da justiça e fórmula da beneficência

"Há já algum tempo eu me apercebi de que, desde meus primeiros anos, recebera muitas falsas opiniões como verdadeiras, e de que aquilo que depois eu fundei em princípios tão mal assegurados não podia ser senão mui duvidoso e incerto. Era necessário tentar seriamente, uma vez em minha vida, desfazer-me de todas as opiniões a que até então dera crédito, e começar tudo novamente a fim de estabelecer um saber firme e inabalável". (DESCARTES, R. Meditações concernentes à Primeira Filosofia. São Paulo: Abril Cultural, 1973 - Adaptado). Sobre este trecho da primeira meditação das Meditações cartesianas, assinale a alternativa incorreta .

A Os princípios dos quais fala Descartes devem ser entendidos como os fundamentos, e sobre estes é que os demais conhecimentos devem ser considerados verdadeiros
B Os princípios são verdades claras e distintas, puramente intelectuais, não advindas de quaisquer experiências, mas deduzidas das ideias inatas
C Quanto à necessidade de tentar seriamente desfazer-se de opiniões incertas e duvidosas, a necessidade decorre apenas do método da dúvida, não das condições do próprio pensamento
D Há a sugestão inicial de que os princípios devem ser empíricos, pois é isso que significa firmar a direção do procedimento intelectual para a necessidade de começar tudo novamente para que se estabeleça um conhecimento firme e inabalável

“(...) Ora, não será necessário, para alcançar esse desígnio, provar que todas elas são falsas, o que talvez nunca levasse a cabo; mas, uma vez que a razão já me persuade de que não devo menos cuidadosamente impedir-me de dar crédito às coisas que não são inteiramente certas e indubitáveis, do que às que nos parecem manifestamente ser falsas, o menor motivo de dúvida que eu nelas encontrar bastará para me levar a rejeitar todas. E, para isso, não é necessário que examine cada uma em particular, o que seria um trabalho infinito; mas, visto que a ruína dos alicerces carrega necessariamente consigo todo o resto do edifício, dedicar-me-ei inicialmente aos princípios sobre os quais todas as minhas antigas opiniões estavam apoiadas. Tudo o que recebi, até presentemente, como o mais verdadeiro e seguro, aprendi-o dos sentidos ou pelos sentidos: ora, experimentei algumas vezes que esses sentidos eram enganosos, e é de prudência nunca se fiar inteiramente em quem já nos enganou uma vez." (Descartes, R. Meditações metafísicas. São Paulo: WMF Martins Fontes, 2011). Sobre este trecho da primeira meditação cartesiana, analise as afirmativas abaixo:

I. O procedimento da dúvida tem como fundamento a experiência.

II. Não se trata de uma dúvida vulgar, fundada na experiência, mas de uma decisão racional.

III. A dúvida é sistemática e generalizada.

IV. Considerar como falso o que é apenas duvidoso se justifica pela experiência, portanto, a dúvida se funda na experiência. Estão corretas as afirmativas:

A I, II e IV apenas
B I e IV apenas
C II e III apenas
D II, III e IV apenas

Leia os trechos da Seção II do Ensaio sobre o Entendimento Humano

( 1748 ), de D. Hume, citados abaixo para responder à questão seguinte. “Cada um admitirá prontamente que há uma diferença considerável entre as percepções do espírito, quando uma pessoa sente a dor do calor excessivo ou o prazer do calor moderado, e quando depois recorda em sua memória esta sensação ou a antecipa por meio de sua imaginação. (...)” “Podemos observar uma distinção semelhante em todas as outras percepções do espírito. Um homem à mercê dum ataque de cólera é estimulado de maneira muito diferente da de um outro que apenas pensa nessa emoção. Se vós me dizeis que certa pessoa está amando, compreendo facilmente o que quereis dizer-me e formo uma concepção precisa de sua situação, porém nunca posso confundir esta ideia com as desordens e as agitações reais da paixão. Quando refletimos sobre nossas sensações e impressões passadas, nosso pensamento é um reflexo fiel e copia seus objetos com veracidade, porém as cores que emprega são fracas e embaçadas em comparação com aquelas que revestiam nossas percepções originais. (...) E as impressões diferenciam-se das idéias, que são as percepções menos vivas, das quais temos consciência, quando refletimos sobre quaisquer das sensações ou dos movimentos acima mencionados.” (HUME, D. Ensaio sobre o entendimento humano. Trad. Anoar Aiex. Versão eletrônica. Disponível em: < http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/cv000027.p df >. Acesso em: 04/ago/2021. p.10). O termo "percepções" é utilizado por Hume para designar a totalidade dos fatos mentais e das operações volitivas. Sobre este aspecto, assinale a alternativa correta.

A As ideias não são percepções, mas conteúdos impressos na mente anteriores a toda experiência
B As ideias diferem das impressões sensíveis, sejam externas ou internas, em sua natureza e em sua origem
C As ideias e percepções sensíveis, por terem a mesma origem na impressão, não diferem em função de sua natureza, mas em função do grau de proximidade que têm de sua origem
D Os critérios de força e vivacidade em Hume são equivalentes aos critérios de clareza e distinção em Descartes
Texto associado
Leia os trechos da Seção II do Ensaio sobre o Entendimento Humano (1748), de D. Hume, citados abaixo para responder à questão seguinte. “Cada um admitirá prontamente que há uma diferença considerável entre as percepções do espírito, quando uma pessoa sente a dor do calor excessivo ou o prazer do calor moderado, e quando depois recorda em sua memória esta sensação ou a antecipa por meio de sua imaginação. (...)” “Podemos observar uma distinção semelhante em todas as outras percepções do espírito. Um homem à mercê dum ataque de cólera é estimulado de maneira muito diferente da de um outro que apenas pensa nessa emoção. Se vós me dizeis que certa pessoa está amando, compreendo facilmente o que quereis dizer-me e formo uma concepção precisa de sua situação, porém nunca posso confundir esta ideia com as desordens e as agitações reais da paixão. Quando refletimos sobre nossas sensações e impressões passadas, nosso pensamento é um reflexo fiel e copia seus objetos com veracidade, porém as cores que emprega são fracas e embaçadas em comparação com aquelas que revestiam nossas percepções originais. (...) E as impressões diferenciam-se das idéias, que são as percepções menos vivas, das quais temos consciência, quando refletimos sobre quaisquer das sensações ou dos movimentos acima mencionados.” (HUME, D. Ensaio sobre o entendimento humano. Trad. Anoar Aiex. Versão eletrônica. Disponível em: < http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/cv000027.p df >. Acesso em: 04/ago/2021. p.10).

Quando se lê no trecho citado que “nosso pensamento é um reflexo fiel” e que “copia seus objetos com veracidade”, é evidente que Hume faz uso de uma analogia especular. Sendo assim, deve-se ter em mente que se o pensamento é o “reflexo”, logo há um objeto “refletido”, e mantendo a analogia, se o pensamento copia, então há um algo que é copiado. Quanto a este refletido ou copiado, assinale a alternativa que apresenta a correspondência correta.

A Trata-se de um objeto real fora da mente
B Trata-se das impressões na mente advindas pelas sensações exteriores ou interiores
C São as qualidades primárias captadas das coisas através das experiências
D São as próprias ideias
Texto associado
Leia os trechos da Seção II do Ensaio sobre o Entendimento Humano (1748), de D. Hume, citados abaixo para responder à questão seguinte. “Cada um admitirá prontamente que há uma diferença considerável entre as percepções do espírito, quando uma pessoa sente a dor do calor excessivo ou o prazer do calor moderado, e quando depois recorda em sua memória esta sensação ou a antecipa por meio de sua imaginação. (...)” “Podemos observar uma distinção semelhante em todas as outras percepções do espírito. Um homem à mercê dum ataque de cólera é estimulado de maneira muito diferente da de um outro que apenas pensa nessa emoção. Se vós me dizeis que certa pessoa está amando, compreendo facilmente o que quereis dizer-me e formo uma concepção precisa de sua situação, porém nunca posso confundir esta ideia com as desordens e as agitações reais da paixão. Quando refletimos sobre nossas sensações e impressões passadas, nosso pensamento é um reflexo fiel e copia seus objetos com veracidade, porém as cores que emprega são fracas e embaçadas em comparação com aquelas que revestiam nossas percepções originais. (...) E as impressões diferenciam-se das idéias, que são as percepções menos vivas, das quais temos consciência, quando refletimos sobre quaisquer das sensações ou dos movimentos acima mencionados.” (HUME, D. Ensaio sobre o entendimento humano. Trad. Anoar Aiex. Versão eletrônica. Disponível em: < http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/cv000027.p df >. Acesso em: 04/ago/2021. p.10).

Explorando ainda um pouco mais a metáfora do espelho, podemos especular sobre a razão para que o reflexo ou a cópia ser, no pensamento, “embaçada”, com “cores mais fracas” do que os materiais originais. Além disso, já na seção III do Ensaio sobre o entendimento humano, Hume passa a tratar das associações entre as ideias e falará de princípios de associação como princípios de funcionamento do próprio entendimento. Sobre as implicações destes desenvolvimentos para a Epistemologia e para a própria ideia de Ciência, assinale a alternativa evidentemente incorreta .

A O ideal clássico de Ciência como conhecimento universal e necessário se fundava sobre a Metafísica e se estendia sobre toda a realidade. A ideia de necessidade precisa ser revista na medida em que o foco da atividade científica se desloca dos objetos externos para o interior do próprio pensamento e para os padrões de funcionamento do entendimento
B A investigação científica que segue o caminho do empírico implica também no modo de conceber a própria atividade da mente nos produtos por ela produzidos como conhecimentos. Se a mente é passiva na captação do “não sei o que” que nos afeta nas experiências, já não podemos ser ingênuos quanto à sua interferência nos seus produtos
C O ceticismo da Ciência que vemos em Hume, que desloca o problema da causalidade e da necessidade (e da liberdade) do campo da metafísica para o interior do próprio campo da atividade racional, estabelece um novo fundamento para a ciência moderna, a saber, as ciências morais, pois na medida em que os sentimentos são postos como o maior grau de certeza que as ciências podem alcançar, os princípios de funcionamento da mente assumem o carácter de universalidade que faltava ao sujeito racional
D Os três princípios de funcionamento do entendimento para Hume são os princípios da lógica, a saber: o princípio de contradição (ou não-contradição), o da identidade e o do terceiro excluído. Sendo assim, não há mudança no caráter de universalidade ou de necessidade da Ciência, ainda que o ponto de partida seja a experiência

A pergunta fundamental da Crítica da Razão Pura

( 1781 ), de Immanuel Kant, pode ser sintetizada na forma: “Como são possíveis os ________?”. Assinale a alternativa que completa corretamente a lacuna.

A juízos sintéticos a posteriori
B juízos sintéticos
C juízos analíticos a posteriori
D juízos sintéticos a priori

Sobre o pensamento de Kant, fala-se de filosofia crítica e de filosofia transcendental: “(...) ‘transcendental’ porque a teoria do conhecimento não poderia tratar de objetos particulares, mas da necessidade lógica e das condições universais do conhecimento enquanto tal.” (REIS, J. C. A Crítica Histórica Da Razão: Dilthey Versus Kant. In: Memória, Identidade e Historiografia. Textos de história. vol. 10, 1 /2, 2002, p. 162 - adaptado). Quanto às razões do seu caráter crítico, assinale a alternativa que descreve corretamente.

A Crítico por se tratar, sobretudo, de uma investigação que se mantém nos limites da própria capacidade do conhecimento humano, apresentando as razões pelas quais este conhecimento é possível
B Crítico por considerar o conhecimento humano um saber limitado, indigno de ser chamado científico na medida em que ciência é saber universal e necessário. A demonstração da impossibilidade da Metafísica como ciência, como se observa já no prefácio da Crítica da Razão Pura , serve ao propósito da demonstração das razões pelas quais não se pode confiar na capacidade do conhecimento
C É crítico na medida em que evidencia a menoridade de seus interlocutores, que não ousam fazer uso da própria razão. Fazer ciência é denunciar os dogmatismos e mesmo o ceticismo cínico de sua época
D É crítico por demonstrar a impossibilidade da Metafísica como ciência, logo quando a Metafísica estava na fundação do próprio racionalismo que predominava nas ciências desde Descartes, passando por Wolff e Leibnitz

Um argumento é considerado válido quando sua conclusão se segue das premissas. Quanto ao significado do termo validade, em lógica, assinale a alternativa correta.

A Se as premissas são verdadeiras e a conclusão também é verdadeira, então o argumento é válido
B O argumento é válido quando é impossível que sua conclusão seja falsa se suas premissas são verdadeiras, ou seja, a validade diz respeito ao conteúdo das proposições
C A validade não diz respeito à verdade ou falsidade das premissas ou da conclusão, mas tão somente à forma lógica do argumento. Um argumento é válido quando sua forma lógica é válida
D A validade diz respeito ao juízo de verdade de uma proposição lógica, que exige a confirmação de caráter empírico

Considere os argumentos abaixo, para os quais “P1” e “P2” são premissas e “C” é a conclusão: Argumento 1. P1. Todos os pinguins são aves. P2. Picolino é uma ave. C. Logo, Picolino é um pinguim. Argumento 2. P1. Todo homem é mortal. P2. Sócrates é homem. C. Logo, Sócrates é mortal. Sobre estes argumentos, analise as seguintes afirmativas.

I. São ambos argumentos válidos, pois tanto suas conclusões quanto suas premissas são verdadeiras.

II. Apenas o Argumento 2 é válido, pois sua conclusão se segue, necessariamente, das premissas.

III. O Argumento 1 é válido, pois é de conhecimento de todos que Picolino, personagem icônico do seriado “Pica-Pau”, é um pinguim.

IV. O Argumento 1 é inválido, pois sua forma lógica é inválida. Ainda que premissas e conclusão sejam verdadeiras, não se pode dizer que a verdade da conclusão, necessariamente, se infira da verdade das premissas. Assinale a alternativa que apresente apenas afirmativas incorretas .

A I e III apenas
B I, II e III apenas
C II e IV apenas
D II e III apenas