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“A evolução dos conceitos sobre espaços ecológicos é uma tarefa de grande utilidade para um melhor ajuste entre a teoria e sua aplicação. Da obra do grande naturalista Alexander Von Humboldt herdou-se a consideração fitogeográfica essencial sobre a distribuição _____ das floras. No início do século passado falava-se em regiões climatobotânicas, aludindo, sobretudo, a faixas de disposição _____. Em 1935, Arthur Tansley introduz o termo de maior penetração e aplicabilidade nos meios científicos de todos os países: o conceito de _____.” (Adaptado de: AB´SABER, Aziz Nacib. Os domínios de natureza no Brasil. Potencialidades paisagísticas. Ateliê Editorial, 2012.) Assinale a opção que completa corretamente as lacunas do fragmento acima.

A altitudinal – azonal – bioma
B longitudinal – azonal – geossistema
C altitudinal – zonal – ecossistema
D longitudinal – azonal – bioma
E longitudinal – zonal – ecossistema

“O período técnico-científico que caracteriza a produção e o consumo de bens e serviços na atualidade tem como um dos grandes veículos de sua afirmação histórica as empresas transnacionais. A internacionalização das grandes companhias conseguiu estender as suas redes de atuação por todo o mundo, utilizando a mão de obra mais barata dos países subdesenvolvidos e atingindo a elevação das taxas de lucro, de uma forma que não era mais possível quando atuavam apenas nos mercados centrais. A capilaridade das empresas transnacionais as tornou parceiras necessárias e, ao mesmo tempo, ameaçadoras dos Estados nacionais.” (Adaptado de: SANTOS, Milton. Pensando o espaço do homem. Editora Edusp. São Paulo, 2007.) Assinale a opção que indica um dos objetivos que levou as empresas transnacionais a atuarem nos países subdesenvolvidos, entre as décadas de 1960 e 1970.

A Contar com uma mão de obra qualificada.
B Minimizar as desigualdades sociais.
C Criar uma base industrial diversificada.
D Produzir a baixo custo produtos de exportação.
E Reduzir o nível de endividamento dos Estados nacionais.

Mesmo passados mais de 120 anos da sanção da Lei Áurea, decisões de organismos governamentais, para atender às demandas territoriais no país, são conflitantes e mesmo contraditórias, como no caso dos quilombos. Com relação ao trecho acima, analise as afirmativas a seguir.

I. Há um deliberado “esquecimento” das comunidades e dos territórios derivados de antigos quilombos, sítio geográfico estratégico onde se agrupavam pessoas de origem africana.

II. A situação dos quilombos contemporâneos, apesar das disposições constitucionais de 1988, tem sido tratada com ações episódicas e fragmentárias.

III. Os quilombos são associados a algo do passado, como se não fizessem parte da vida nacional contemporânea. Está correto o que se afirma em

A I, apenas.
B II, apenas.
C I e III, apenas
D II e III, apenas.
E I, II e III.

“A crise da Geografia clássica coincidiu com uma grande rediscussão do conceito de região. Aos poucos, o estabelecimento de regiões passa a ser uma técnica da geografia e não mais um produto final do trabalho de pesquisa. Ganha então relevo uma abordagem conhecida como análise regional, de inspiração neoclássica, que enfatiza os estudos das chamadas regiões funcionais.” (Adaptado de: GOMES, Paulo Cesar da Costa. O conceito de região e sua discussão. Em: CASTRO, Iná Elias de; et all. (Org.). Geografia: conceitos e temas. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2012.) Para estudar as regiões funcionais, a partir da perspectiva da análise regional, é necessário considerar

A os aspectos vinculados à divisão socioespacial do trabalho.
B a combinação de fatores que faz emergir um espaço singular.
C as variáveis estruturantes que definem espaços homogêneos.
D os fluxos e as trocas que se organizam em um espaço estruturado.
E os sentimentos de pertencimento que individualizam um espaço vivido.

“Entre as questões mais presentes nos estudos sobre ensino geral e ensino de Geografia, encontram-se: a importância das políticas sociais e de um projeto educacional para o país, a formação inicial e continuada dos professores, a remuneração e as condições de trabalho. A par disso, tem havido um esforço de estudar os fatores intraescolares que afetam a qualidade de ensino.” (Adaptado de: CAVALCANTI, Lana de Souza. Geografia, escola e construção de conhecimentos. 4. Ed. Campinas: Papirus, 2003.) As opções a seguir apresentam fatores intraescolares que afetam a qualidade de ensino, à exceção de uma. Assinale-a. (A) As relações entre conhecimento, poder e currículo.

A As relações entre conhecimento, poder e currículo.
B O impacto das novas tecnologias da comunicação e da informação.
C A cultura como vetor de homogeneização das diferentes linguagens.
D O papel do professor no desenvolvimento da capacidade de pensar dos alunos.
E O papel do professor como mediador da relação do aluno com os conteúdos.

“A abordagem marxista na qual a estrutura desempenha um papel preestabelecido conduz a um economicismo quase mecânico, a uma espécie de _____ marxista, onde a economia é declarada estrutura dominante, não importa qual seja o período ou o momento histórico. Isto, em realidade, equivale a uma negação da ideia de _____, que supõe um movimento comum da estrutura, da função e da forma.” (Adaptado de: SANTOS, Milton. Pensando o espaço do homem. Editora Edusp. São Paulo, 2007.) Assinale a opção que completa corretamente as lacunas do fragmento acima.

A positivismo – totalidade
B funcionalismo – paisagem
C dialética – totalidade
D funcionalismo – sistema
E positivismo – paisagem

“Em qualquer estudo fitogeográfico de matas tropicais de posição azonal marcante, como é o caso das florestas atlânticas brasileiras, torna-se indispensável compreender a forma pela qual elas transicionam para diferentes domínios situados a oeste e ao sul do grande contínuo norte-sul das chamadas matas atlânticas. A identificação pioneira das faixas de transição e contato existentes entre os diferentes domínios de natureza no Brasil deveu-se a uma iniciativa terminológica, intuitiva e pragmática popular nordestina.” (Adaptado de: AB´SABER, Aziz Nacib. Os domínios de natureza no Brasil. Potencialidades paisagísticas. Ateliê Editorial, 2012.) Desde tempos imemoriais, reconheceu-se a faixa de transição e contato entre a Zona da Mata nordestina e os sertões secos com o termo

A brejo.
B sertão.
C restinga.
D agreste.
E recôncavo.

“A interpretação de um espaço ou de sua evolução só é possível por meio de uma análise global que combine simultaneamente três categorias analíticas: forma, estrutura e função. Isto significa que todo espaço social pode ser objeto de uma análise formal, estrutural e funcional. Entretanto, seria um erro conduzir cada uma dessas análises em separado.” (Adaptado de: SANTOS, Milton. Pensando o espaço do homem. Editora Edusp. São Paulo, 2007.) A análise de um espaço que leve em conta apenas a forma é identificada como

A sistêmica.
B empirista.
C mecanicista.
D espaciologista.
E fenomenológica.

Com relação aos efeitos da difusão das redes de telecomunicações e da intensificação dos fluxos de informação na dinâmica territorial brasileira, a partir da década de 1980, analise as afirmativas a seguir.

I. Alguns centros urbanos que extraíam sua força dos laços de proximidade geográfica foram marginalizados.

II. A comunicação entre parceiros econômicos por meio das novas redes foi acompanhada de seletividades espacial.

III. As diferentes regiões do país se tornaram mais homogêneas quanto ao seu conteúdo e às suas vantagens locacionais. Assinale:

A se somente a afirmativa I estiver correta.
B se somente a afirmativa II estiver correta.
C se somente a afirmativa III estiver correta.
D se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
E se todas as afirmativas estiverem corretas.

Em seu trabalho Espaço: um conceito-chave da Geografia, Roberto Lobato Corrêa apresenta fragmentos de obras de geógrafos, que de diferentes correntes do pensamento geográfico. Fragmento 1 “... o espaço organizado pelo homem é como as demais estruturas sociais, uma estrutura subordinada-subordinante. E como as outras instâncias, o espaço, embora submetido à lei da totalidade, dispõe de uma certa autonomia”. Fragmento 2. “O espaço mítico é também uma resposta do sentimento e da imaginação às necessidades humanas fundamentais. Difere dos espaços concebidos pragmática e cientificamente no sentido que ignora a lógica da exclusão e da contradição”. No fragmento 1, o espaço, para o geógrafo, é um fator social e não apenas um reflexo social. No fragmento 2, o geógrafo enfatiza os sentimentos espaciais e as ideias de um grupo ou povo sobre o espaço a partir da experiência. Os fragmentos 1 e 2 foram escritos, respectivamente, por

A Milton Santos, representante da Geografia Crítica e Vidal de La Blache, representante da Geografia Regional.
B Friedrich Ratzel, representante da Geografia Positivista e Richard Hartshorne, representante da Geografia Tradicional.
C Milton Santos, representante da Geografia Crítica e Yi-Fu Tuan, representante da Geografia Humanista.
D Richard Hartshorne, representante da Geografia Tradicional e Vidal de La Blache, representante da Geografia Regional.
E Friedrich Ratzel, representante da Geografia Positivista e Yi-Fu Tuan, representante da Geografia Humanista.