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“Uma vez que, na maioria das famílias representadas nos livros didáticos o homem (pai) tem a função de provedor do lar e a mulher (mãe) é responsável pela organização da casa e educação dos filhos, as tarefas domésticas são naturalmente, quase sempre, atribuídas à mãe. Mesmo quando os demais membros da família realizam atividades dentro de casa, geralmente o fazem para ‘ajudar a mãe’. Alguns livros trazem pais, mães, filho e filhas desempenhando tarefas que tradicionalmente não lhes são atribuídas, mas esta não é a regra. É comum a menção a homens cozinhando mas muitas vezes estão vestidos de chefs e estão praticando seu hobby ou exercendo uma atividade extra, de final de semana, e não como uma tarefa diária de sua responsabilidade.” Pereira & Gottheim. 2013: P. 131. Tras leer y comparar los fragmentos de texto de las cuestiones 54 y 55, señale (V) para la afirmación verdadera y (F) para la falsa.

( ) En el cuento se hace una relectura del príncipe de los cuentos tradicionales.

( ) El cuento presenta un antipríncipe que hace las tareas domésticas pero en el fragmento se menciona que los libros didácticos aún siguen el modelo tradicional en el que las mujeres son las que las hacen.

( ) En el fragmento se menciona que todos los libros presentan con frecuencia distintas personas de la familia haciendo tareas del hogar. Las afirmativas son, respectivamente,

A F – F – V.
B V – V – F.
C V – F – V.
D F – V – F.
E V – F – F.

El fragmento que va a leer a continuación trata sobre la representación de actores sociales en imágenes de libros de español. “Sobre os papéis sociais desempenhados por atores sociais de cada raça, os resultados foram os seguintes: – Pessoas negras são representadas como: praticando esportes, alunos, mãe e filho, tia, em centro de acolhimento, em situação de miséria, família, africanos em festa, grafiteiro, imagem só do rosto. – Pessoas asiáticas são representadas como: aluno, em família, mãe, artista de teatro, no telefone. – Pessoas brancas são representadas como: estudante, professora, em família, empresário, palhaço, policial, arquiteto, recepcionista, cozinheiro, escritora, pintor, jornalista, contadora, tradutor, engenheiro, desenhista, nadador, ginasta, tenista, garçom, artista, câmera man , farmacêutico, atendente, juiz, eleitor, médica. Mais uma vez os papéis sociais atribuídos a representantes de cada raça se assemelham entre as coleções. As pessoas negras são representadas em núcleos familiares, o que ainda não havia aparecido nas análises das coleções anteriores. Entretanto, nota-se mais uma vez uma prevalência de representações estereotipadas: pessoas negras praticando esportes, em centro de acolhimento, em situação de miséria, africanos em festa, grafiteiro. Além disso, as imagens que não permitem identificar o papel social das pessoas representadas ainda persistem (imagem só do rosto). O mesmo se nota para a representação de pessoas asiáticas: também são representadas em núcleos familiares e também continuam a ser representadas como aluno. Assim como nas demais coleções analisadas, as pessoas brancas são representadas desempenhando uma série de papéis sociais, a maioria deles socialmente valorizados.” FERREIRA , Carolina P. Representações de atores sociais em imagens de livros didáticos de espanhol: um olhar crítico para questões raciais . Campinas, nº 60.3: 881-901, set/dez. 2021. Tras leer el fragmento, señale (V) para la afirmación verdadera y (F) para la falsa.

( ) Los libros analizados por la autora se parecen en lo que dice respecto a la representación de las razas.

( ) Las personas negras según la investigadora se representan de forma esteriotipada.

( ) Las personas blancas ocupan papeles sociales menos valorados. Las afirmativas son respectivamente:

A F – F – V.
B V – F – F.
C F – V – F.
D V – V – F.
E F – V – V.

A continuación, va a leer un fragmento que trata de las actividades de lectura en libros didácticos. “De início, podemos observar que a atividade é iniciada por um pequeno texto que traz uma informação relevante para a ativação do conhecimento prévio do estudante e, em seguida, por uma questão que solicita, a partir dessa ativação, a construção de hipóteses de leitura. Entretanto, nenhuma das atividades posteriores retoma essa questão, o que acaba tornando-a irrelevante no processo de construção da leitura validada pelo livro. Vemos, assim, que, efetivamente, o conhecimento prévio dos alunos-leitores novamente não ocupa espaço de importância dentro da atividade, o que é reforçado pelo fato de que nove das treze questões exigem o desenvolvimento de uma leitura reprodutora, que parta quase que exclusivamente das informações trazidas na linearidade do texto (p. ex. 1 - Quem é a personagem principal desse conto? / 2 - Por que essa personagem recebeu um nome diferente do de outros patos? / 5 - Associe, no caderno, os momentos da história às características de Milton / 10 - Como Milton se sentia em relação aos outros patos? E os outros patos, o que pensavam dele? / 12 - ...Quais destas características do conto “O patinho bonito” são diferentes da história “O patinho feio?...). Nessa atividade, as questões de ativação do conhecimento prévio podem ser incluídas em duas categorias: em uma primeira, elas embasam a construção de questões de análise linguística, nas quais o aluno precisa ativar conhecimentos linguísticos anteriores para refletir sobre usos trazidos no texto (questões: 7, em que ele precisa reconhecer o uso da caixa alta em uma fala de personagem; 8, em que ele precisa reconhecer o uso do “era uma vez” em histórias infantis; e 11, em que ele precisa reconhecer sinônimos para duas palavras destacadas no texto). Já na segunda categoria, elas solicitam a construção de relações intertextuais com o conto original “O Patinho Feio”, na questão 9.” VARGAS

( 2020 ): pp 48- 49. Analice las afirmaciones sobre el fragmento.

I. La actividad de lectura presenta una cuestión de activación de conocimiento previo y construcción de hipótesis de lectura.

II. Las actividades posteriores vuelven a la cuestión mencionada anteriormente.

III. Predominan cuestiones de lectura de reproducción. Señale:

A Si sólo la afirmación I es correcta.
B Si sólo la afirmación II es correcta.
C Si sólo la afirmación III es correcta.
D Si sólo las afirmaciones i y II son correctas.
E Si sólo las afirmaciones I y III son correctas.

A continuación, va a leer un fragmento más del mismo artículo. “A abordagem construída ao longo deste artigo buscou contribuir para que vejamos que o debate sobre como a leitura é tratada na escola precisa ir além da discussão sobre os textos que circulam no tempo-espaço escolar. Observando os livros analisados, bem como outros trabalhos que tratam do tema, vemos que o texto já ocupa hoje um lugar consagrado na educação linguística escolar. Materiais escolares diversos, principalmente os livros aprovados no Programa Nacional do Livro Didático (PNLD) trazem textos em profusão, de diversos gêneros, esferas, tempos, regiões, variedades etc. Muitos, como vimos, já buscam, inclusive, integrar o trabalho com a leitura com o trabalho com a produção de texto e com a análise linguística, o que é efetivamente um avanço. Entretanto, quando analisamos as atividades de leitura trazidas nesses materiais, vemos que o modelo de leitura desenvolvido com esses textos majoritariamente não foge do modelo reprodutor que embasa as práticas mais tradicionais de alfabetização, como exemplificado na tirinha que abre este texto. Podemos dizer que, em alguma medida, passamos, ao longo de todo o nosso processo de escolarização, por práticas de leituras que nos exigem a repetição de textos, com momentos pontuais de reflexão e/ou de invenção sobre eles. A presença de atividades como as apresentadas neste texto, retiradas de materiais recentes, evidencia isso, posto que nenhuma atividade escolar de leitura deveria exigir a mera reprodução de informações apresentadas explicitamente na linearidade dos textos. Se isso, por um lado, me leva a crer que a leitura se encaixa em um modelo escolar maior de reprodução (ou de uma política de recognição), por outro, deve nos alertar para o fato de que precisamos olhar com atenção para a didática da leitura que se desenvolve ainda hoje na escola brasileira.” VARGAS

( 2020 ): p. 52. Respecto a este fragmento, el autor hace distintas consideraciones, a excepción de la siguiente opción:

A En nuestro proceso de escolarización, las prácticas de lectura exigen más que la repetición de textos.
B El texto ya ocupa su lugar de destaque en la educación lingüística.
C Los libros aprobados por el PNLD incluyen textos de variedad de distintos tipos.
D Las actividades de lectura de estos mismos textos siguen el modelo de reproducción.
E La didáctica de lectura de la escuela brasileña merece más cuidado.

Teniendo en cuenta el artículo de GONZÁLEZ

( 2008 ): p. 3 respecto a las asimetrías entre el Portugués de Brasil y el Español, más especificamente a la realización del sujeto, señale (V) para la afirmación verdadera y (F) para la falsa.

( ) En Portugués de Brasil, en parte por la debilitación de la concordancia, en parte por una distinta organización discursiva, son predominantemente presentes.

( ) En Portugués de Brasil, algunas veces aparecen duplicando un tópico, con pérdida de valores contrastivos y una consecuente debilitación del orden VS.

( ) En Español, también sirven para evitar ambigüedades, cuando no es posible recuperar el sujeto en el contexto. Las afirmativas son, respectivamente,

A F – F – V.
B V – V – V.
C V – F – V.
D F – V – F.
E V – F – F.

“Apesar do etnocentrismo não servir como critério para o abandono das contribuições filosóficas de Kant, Hegel, Voltaire e de outros tantos filósofos, não é adequado desconsiderar o racismo epistêmico como um viés decisivo para entender esses trabalhos e seus desdobramentos. A suposta razão universal do Iluminismo é uma ‘razão metonímica’ (que toma a parte pelo todo), porque é, na verdade, branca e masculina. Trata-se, em vez disso, de defender o conceito de pluriversal, que não se opõe ao de universal; distante da lógica dicotômica — ‘ou isso ou aquilo’ —, a pluriversalidade nos convida a pensar usando a tática da inclusão — ‘isso e aquilo’.” Adaptado de NOGUERA , Renato. O ensino de filosofia e a lei 10.639. Rio de Janeiro: Pallas: Biblioteca Nacional, 2014. De acordo com o trecho citado, é correto afirmar que

A a adoção de uma perspectiva pluriversal exige a substituição do cânone filosófico ocidental por um novo cânone afrocêntrico.
B a atitude etnocêntrica em filosofia se expressa na crítica aos procedimentos universalizantes da tradição de pensamento europeu.
C a ideia de “razão metonímica” aponta para o reconhecimento de um particularismo dissimulado na razão universal iluminista.
D a abordagem pluriversal requer que sejam ignoradas as particularidades referentes a raça, gênero ou local de origem dos autores.
E a criação de um ensino de Filosofia que não seja etnocêntrico requer o abandono de autores homens e brancos.

“O curso dos acontecimentos deu ao gênio da época uma direção que ameaça afastá-lo mais e mais da arte do Ideal. Esta tem de abandonar a realidade e elevar-se, com decorosa ousadia, para além da privação; pois a arte é filha da liberdade e quer ser legislada pela necessidade do espírito, não pela privação da matéria. Hoje, porém, a privação impera e curva em seu jugo tirânico a humanidade decaída. A utilidade é o grande ídolo do tempo; quer ser servida por todas as forças e cultuada por todos os talentos.” SCHILLER , Friedrich. A educação estética do homem: numa série de cartas . São Paulo: Iluminuras, 1989. De acordo com o texto acima, é correto afirmar que o autor

A argumenta em favor da atribuição de um valor econômico à arte na modernidade.
B afirma que a arte deve se livrar do jugo das necessidades do espírito para alcançar elevação.
C critica a arte de seu tempo por se fechar num antropocentrismo exacerbado.
D contraria seu tempo ao defender uma menor valorização do espírito em favor da matéria.
E reprova seu tempo por negligenciar a liberdade em favor do utilitarismo como valor supremo.

Sobre a forma maquiaveliana de pensar a política, a chamada “revolução maquiaveliana”, é correto afirmar que

A menospreza a consideração do acaso na vida política, uma vez que os acontecimentos podem ser previstos infalivelmente pelos que estudam a razão de Estado.
B passa a conceber a política como arte da manutenção da justiça e do bem comum, tendo a tomada do poder como seu meio preferencial.
C entende a tirania como o regime político mais legítimo por concentrar as prerrogativas do poder e da lei em um único príncipe.
D retoma a noção aristotélica de virtude, considerando virtuoso o governante de origem aristocrática e de caráter constante.
E aborda a política como campo humano de disputa do poder, autônomo em relação aos objetivos da tradição religiosa.

No século XX, as chamadas ciências humanas buscaram estratégias metodológicas que fossem, simultaneamente, apropriadas aos seus objetos e garantidoras do rigor dos seus achados. O estruturalismo foi uma dessas estratégias que, a partir da linguística, se expandiu para a antropologia e outros campos. Sobre o paradigma estrutural, é correto afirmar que

A aborda as realidades humanas como sistemas cujos elementos são regrados por princípios internos.
B permite a extensão do mecanicismo das ciências da natureza à investigação das realidades humanas.
C concentra-se na experiência subjetiva consciente e em sua doação de sentido às realidades.
D reduz os fenômenos do espírito humano a estruturas físico-químicas passíveis de abordagem empírica.
E situa as realidades da experiência humana no tempo, como produtos de processos históricos de longo prazo.

O filósofo inglês John Locke é conhecido como fundador do liberalismo, doutrina que foi apropriada pela burguesia para legitimar a própria ascensão política e justificar a reivindicação do direito à propriedade privada. Segundo Locke, o direito à propriedade

A depende estruturalmente da exploração do trabalho dos despossuídos pelos proprietários.
B integra hábitos e costumes de uma sociedade, tornando-se um direito pela intervenção do Estado.
C tem como base natural o indivíduo e o seu trabalho sobre os recursos disponibilizados pelo Criador.
D está fundamentada na capacidade de cada grupo humano tomar a terra para si pelas armas.
E é raiz da discórdia entre os homens por estar em conflito com os direitos estabelecidos pela natureza.