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A cadeia de distribuição de medicamentos requer

A temperatura controlada no transporte de medicamentos termolábeis entre 2 °C e 8 °C e entre 15º e 25 ºC para os demais.
B mensuração e documentação da temperatura e umidade do local de armazenamento somente à entrada e saída dos medicamentos.
C legislação, que regulamente as inspeções periódicas das condições de temperatura e umidade durante seu armazenamento, ainda inexistente.
D gerenciamento da qualidade, baseado em Procedimentos Operacionais Padrão (POPs), ação ainda não prevista em legislação.
E que o transporte de um medicamento seja feito pelo seu fabricante, de modo a não terceirizar a responsabilidade da manutenção de sua qualidade.
Texto associado
Atenção : Considere o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 8.

Certos medos e angústias não têm relação com a idade e são universais

1. Anos atrás, eu achava que os 80 anos me encontrariam num estado de serenidade plena. Claro que não tinha a pretensão de resolver as contradições do mundo, muito menos a de decifrar os mistérios da condição humana, mas achava que estaria livre das angústias e dos desacertos existenciais que me atormentavam.
Eu estava enganado. Os medos, a ansiedade, as frustrações e perdas atribuídas ao envelhecimento são universais, não importa se você tem 40 ou 70, ou 90 anos. Lord Byron escreveu aos 36 anos:
“Meus dias estão nas folhas amarelas/ As flores e frutos do amor se foram/ O verme, a doença, e o luto” São somente meus”.
A preocupação com o envelhecimento aflige a mulher e o homem moderno, muito mais do que inquietava nossos ancestrais. Eles viviam cercados por tantos perigos, que pensar nos problemas da velhice não fazia o menor sentido. Assolados por doenças graves, guerras, fome e epidemias, completar 30 anos era privilégio de poucos no tempo das cavernas.
5. Embora sempre tenha havido mulheres e homens com 70 ou 80 anos, eles costumavam atingir essa idade em condições tão deploráveis que se referiam à velhice como fonte inesgotável de dores, limitações cognitivas, prazeres perdidos e decadência física.
Montaigne escreveu há mais de 450 anos: “Que fantasia inútil esperar a morte causada pela perda dos poderes trazida pela idade avançada... Uma vez que essa é a mais rara das mortes... Nós a chamamos de natural, como se fosse contrário à natureza ver um homem quebrar o pescoço numa queda, afogar-se num naufrágio, ser dizimado pela peste ou pleurisia... Morrer em idade avançada é um evento raro, singular e extraordinário, portanto menos natural do que os outros.”
Desde Montaigne, a expectativa de vida aumentou devagar. Num de seus textos, Machado de Assis se refere a um “velho gaiteiro de 50 anos”. Anos airás, quem chegava aos 60 anos era sexagenário. No início da carreira, ao ouvir uma paciente dizer que tinha 70 anos, mas não se considerava velha, julguei que lhe faltasse autocrítica.
Em meados do século 20, o crítico literário Irving Howe escreveu: “Já tendo chegado aos 60 anos, penso com frequência na morte... Algumas vezes em resposta às mensagens do corpo: uma flechada no peito, um ranger nos ossos da bacia. Outras vezes penso no desejo de mais tempo: para terminar outro livro, o fim de outro tirano para ser celebrado. As pessoas se iludem supondo que a fome de viver tenha alguma validade objetiva.
Com a mesma idade, William Yeats publicou o poema: “O que farei com este absurdo/ Oh coração, Oh coração atormentado — esta caricatura,/ Idade decrépita que foi amarrada a mim/ Como a cauda num cachorro?”
10. Howe e Yeats morreram sem saber que, no século seguinte, os brasileiros com mais de 60 anos constituiriam a faixa etária que mais cresce. Se eles tivessem chegado a essa idade no Brasil de hoje, teriam a expectativa de viver mais 22 anos, em média.
Ao contrário dos que se retiravam da vida ativa aos 50, em obediência as recomendações médicas de “fazer repouso", o desafio agora é envelhecer com sabedoria, o que implica em aceitar as limitações impostas pelo corpo, sem abandonar a atividade física e o desejo de experimentar o novo. É combater a vontade de desistir, de isolar-se, de achar que não vale a pena viver, de se queixar de tudo e de todos, o tempo inteiro.
É não se irritar quando se referem a nós, velhos, com eufemismos: terceira idade, melhor idade e idoso, palavras que nos infantilizam. Você compraria um vinho idoso ou da terceira idade? Pior ainda quando dizem que temos cabeça de jovem. Como você se sentiria aos 30 se lhe dissessem que sua cabeça é de 15?
Bernard Shaw escreveu sos 92 anos: “É mais difícil lidar com o envelhecimento do que com a morte... Acreditar na imortalidade genuína é acreditar no horror inimaginável".
Em mais de 50 anos de oncologia, adquir a impressão de que quem passou a existência sem fé religiosa, como eu, aceita com mais naturalidade a ideia do eterno não-ser. Enquanto não recebo a visita da indesejável senhora, procuro conduzir a minha vida seguindo a filosofia do poeta: “Que não seja imortal posto que é chama, mas que seja infinita enquanto dure”. Ou, de acordo com a linguagem simples de seu José Araújo, carcereiro do antigo Carandiru: “Sabendo levar, doutor, a vida é uma festa”.
15. Feliz Ano-Novo.
(Adaptado de: VARELLA, Drauzio. Disponível em: Publicado em: 31 de dez. de 2025. Acesso em: 05 de jan. de 2026)

Segundo o texto, é coreto afirmar que Drauzio Varella

A passou a pensar na morte com frequência a partir dos 60, quando começou a sentir sintomas físicos.
B começou a fazer mais atividades físicas conforme envelhecia por ter se dado conta de que a vida pode ser “infinita enquanto dure”,
C temia, desde jovem, sofrer com sentimentos e inquietudes que são característicos da velhice.
D defende que a aceitação de limitações, a prática de atividades físicas e a curiosidade pelo novo são importantes para envelhecer bem.
E já observava na sociedade, quando era mais jovem, a presença de idosos saudáveis e funcionais.

Ao tratar do ABC da avaliação neuropsicológica, Jurema A. Cunha afirma que os neuropsicólogos concentram-se no conhecimento do sistema nervoso e suas patologias e, nessa direção, avaliam as capacidades envolvidas pelas funções executivas, tendo citado proposição que concebe os déficits cognitivos podendo ocorrer em quatro diferentes funções - funções receptivas ( input ); memória e aprendizagem (armazenamento); pensamento (processamento) e funções executivas ( out put )-, sendo essa última associada

A à reorganização mental.
B à comunicação ou informação posta em ação.
C à reorganização neurológica.
D à seleção, aquisição e integração.
E ao armazenamento e re-evocação.

A fim de otimizar a atenção farmacêutica, um farmacêutico adotou um método para: 1) coletar informações subjetivas; 2) registrar dados que podem ser mensurados; 3) proceder à avaliação das informações obtidas; e 4) montar um plano de ação focado no que for mais necessário. Este método é denominado:

A “ Trigger Tools ”, método prospectivo de efeitos adversos relacionados a determinados medicamentos.
B “Dáder' ou Método Dáder de Seguimento Farmacoterapêutico, o método mais utilizado em farmácias clínicas do Brasil,
C “Avaliação Farmacêutica da Terapia Medicamentosa” Pharmacist's Workup of Drug Therapy (PWDT), com objetivo de avaliar as necessidades do paciente em relação aos resultados terapêuticos.
D “Avaliação dos Resultados Terapêuticos” Therapeutic Outcomes Monitoring (TOM), com foco em melhoria continua da qualidade no contexto psicoterápico medicamentoso.
E “Subjetivo, Objetivo, Avaliação e Plano" (SOAP), com vistas a um atendimento detalhado, rápido, prático e seguro.

Dentro dos medicamentos para o controle do Diabetes mellitus tipo 1 está

A a acarbose, que inibe a alfaglicosidase no intestino delgado, retardando assim a digestão dos carboidratos da alimentação e atenuando a hiperglicemia pós-prandial.
B degludeca, análogo de insulina basal, cujo maior tempo de ação em relação à glargina e à detemir ocorre pela formação de multi-hexâmeros no tecido subcutâneo, permitindo liberação lenta, contínua e estável da insulina para a corrente sanguínea.
C insulina, hormônio polipeptídico, armazenado nas células beta no pâncreas, que dificulta a entrada de glicose nos tecidos muscular e adiposo e estimula a decomposição de gordura em ácidos graxos.
D o grupo de sulfanilureias, que estimulam a liberação de insulina das células beta do pâncreas, aumenta o nível sanguíneo de glucagon e reduz a captação de insulina pelo fígado.
E metformina, de forma isolada ou em associação com uma sulfonilureia, que aumenta a sensibilidade à insulina nos tecidos periféricos, atua reduzindo a glicose no intestino e reduz a produção de glicose no fígado.

Um exemplo correto de imunoterapia é

A reprogramação celular utilizando a tecnologia CRISPR-Cas9 para edição genética de células tumorais.
B alteração genética de células B, autólogas ou alogênicas, para se fixarem em receptores de células tumorais.
C citarabina, capaz de identificar e cooperar para a eliminação precisa dos receptores de células leucêmicas.
D ciclofosfamida, quimioterápico que se destaca pela sua alta capacidade seletiva de eliminação de neutrófilos.
E modificação genética de células-T do próprio paciente, a fim de expressarem receptores específicos.

A terapia nutricional enteral é

A é indicada para pacientes que possuem sistema digestório anatomicamente normal e funcional.
B adequada para todas as formas farmacêuticas destinadas ao uso oral.
C contraindicada para pacientes idosos com alterações no processo de deglutição, como disfagia.
D restrita a pacientes em regime hospitalar.
E sempre compativel com administração conjunta de medicamentos e isenta de interação.

Nos serviços que oferecem terapia antineoplásica, os medicamentos antineoplásicos devem

A ser armazenados em uma área especifica, com restrição de acesso a pessoal autorizado.
B ser guardados em gavetas e não em prateleiras para que seja resguardado o cuidado necessário antiqueda acidental.
C ser transportados por meio de tubo pneumático, diminuindo o risco de quebra da embalagem do produto durante o trajeto.
D ser considerados de risco ocupacional somente quando manipulados dentro da cabine de segurança biológica.
E ficar em área sem sistema de ventilação e exaustão para evitar contaminação ambiental, em caso de acidente de derrame.

Sobre a Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME) — edição 2024, é correto afirmar:

A O Componente Estratégico da Assistência Farmacêutica destina-se aos principais problemas e condições de saúde da população brasileira na Atenção Primária à Saúde.
B Substituiu o Formulário Terapêutico Nacional (FTN), descontinuado em 2023 por não se adequar às necessidades do Sistema Único de Saúde.
C Inclui os medicamentos que tratam problemas e condições de saúde da população, incluindo fitoterápicos.
D Secretários de Saúde devem segui-la e não elaborar relações de medicamentos essenciais dos estados e dos municípios, de modo a manter a homogeneidade da RENAME.
E O financiamento do Componente Básico da Assistência Farmacêutica é competência exclusiva do governo federal,
Texto associado
Atenção : Considere o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 9.

A Grécia clássica experimentou uma deificação da saúde: Higeia, filha de Asclépio, o deus da medicina, personificava a dádiva do pai, como deusa da saúde, limpeza e sanidade, e seu culto foi introduzido em Atenas por volta do ano 420 a.С.
Higeia sugeria misteriosamente a escolha dos alimentos necessários à existência e os remédios apropriados aos males. Ela também sustentava a força dos mortais, prevenindo as doenças. Não estamos propondo que a criação do mito de Higeia foi influenciada pela medicina dietética ou vice-versa. Para fazer tal afirmação, precisaríamos saber com certeza a data do surgimento de cada um deles. Mas parece que a Grécia dos séculos Ve IV a.C. foi também a "Grécia da saúde".
A medicina dietética, com suas técnicas de prevenção da saúde, estendeu seu poder de influência em diversas áreas da vida humana: alimentação, relações sexuais, banhos e exercícios. A dietética foi propícia para se construir uma medicina social que interagiu nos costumes com o pretexto de curar as enfermidades. No Corpus hippocraticum , a palavra diaita aparece com o sentido de "tratamento", mas a dietética não possuiria somente fins terapêuticos: ela serviria para preservação e promoção da saúde, bem como a prevenção das doenças.
A vida do homem estava então "medicalizada", a ponto de trocar a prática da virtude e da política pelo cuidado com a saúde. De acordo com Platão, o advento da medicina dietética fez o rico se tornar "nosotrófico". Platão cunha a palavra "nosotrofia", isto é, o ato de criar ou alimentar as doenças. Segundo ele, os ricos abandonaram suas obrigações com a pólis para cuidar de sua saúde, esquivando-se de responsabilidades: "[...] é o que se observa principalmente com esse cuidado excessivo do corpo, que vai muito além dos exercícios usuais de ginástica. Prejudica até mesmo os trabalhos de casa, o serviço nas campanhas militares e as obrigações civis em tempo de paz” (Platão, República , 407b).
Hoje, de formas diferentes, o culto à saúde continua. As estratégias de marketing das empresas farmacêuticas almejam as pessoas saudáveis. Qualquer queixa é transformada em sintoma. "O rolo compressor das campanhas publicitárias [...] transforma as pessoas saudáveis em doentes preocupados", segundo Moynihan e Wasmes. Ainda hoje, a medicina busca certa primazia sobre a vida do ser humano, mesmo que ele não esteja doente. O pano de fundo é, de certo modo, semelhante ao da Grécia clássica.

(Adaptado de: MATSUI, Sussumo. "O mito de Higeia e a medicina dietética...". Revista Estética Semiótica, v. 6, n. 2, 2016)

Mantém-se o sentido e a correção de Ainda hoje, a medicina busca certa primazia sobre a vida do ser humano, mesmo que ele não esteja doente , substituindo-se o segmento sublinhado por

A ainda que esteja saudável.
B uma vez que esteja saudável.
C a fim de que não esteja enfermo.
D no caso de ele não desenvolver enfermidade.
E desde que ele se mantenha saudável.