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86 questões encontradas

Um celeiro circular de raio 9 metros e centro C está cercado para que os animais não possam entrar. Uma vaca, indicada por V, está fora do celeiro e amarrada por uma corda de comprimento CV = 12 metros. Essa vaca pode pastar em qualquer local que esteja fora do celeiro e ao alcance da extensão da corda que a amarra, conforme mostra a figura abaixo.

Adotando π = 3, a área total que está ao alcance da vaca para que ela possa pastar, em m², é igual a

A 120.
B 27.
C 169.
D 189.
E 18.
Órgão: Secretaria da Educaçãodo Espírito Santo Cargo: Professor Ensino Fundamental e Médio - Área Matemática Prova: FCC - SEDUC ES - Professor Ensino Fundamental e Médio - Área Matemática - 2018

Ao todo são 207 professores. Sabe-se que são 37 desses que lecionam as três disciplinas: Língua Portuguesa (L), Literatura (Lit) e Produção de Texto (T). Em se tratando dos professores que lecionam apenas duas dessas disciplinas, sabe-se que são 5 a mais aqueles que lecionam L e T do que aqueles que lecionam L e Lit, e são 3 a menos aqueles que lecionam Lit e T do que aqueles que lecionam L e Lit. Aqueles que lecionam apenas uma dessas disciplinas são 13, 22 e 7, respectivamente à L, Lit e T. Assim, o total desses professores que lecionam Produção de Texto é igual a

A 125.
B 130.
C 145.
D 157.
E 161.
Órgão: Secretaria da Educaçãodo Espírito Santo Cargo: Professor Ensino Fundamental e Médio - Área Matemática Prova: FCC - SEDUC ES - Professor Ensino Fundamental e Médio - Área Matemática - 2018

A partir da leitura do artigo 3o do Plano Estadual de Educação em Direitos Humanos do Estado do Espirito Santo a alternativa que fundamenta três de seus princípios é:

A Democracia ampla, geral e irrestrita; Práticas efetivas de respeito aos professores; Transversalidade de conteúdos dogmá ticos e conteúdos conceituais.
B Transversalidade, vivência e respeito; Democracia horizontal; Autonomia para gerenciar conflitos.
C Democracia na educação; Transversalidade, vivência e globalidade; Sustentabilidade socioambiental.
D Orientação de credo religioso que não seja doutrinário; Democracia vertical da educação; Promover um ambiente de paz e tranquilidade.
E Igualdade de direitos respeitando a hierarquia de credos; Laicidade na Educação; Transversalidade, interunidade e respeito.

Por que o mentir, ser um político corrupto e ou praticar o homicídio, são atos imorais? São atos imorais, segundo Kant, porque:

A o mentiroso, o corrupto e o homicida, com sua ação transgridem lei universal e degeneram definitivamente o gênero
humano.
B o mentiroso, o corrupto e o homicida transgridem as três máximas morais: não respeitam em sua pessoa e na do outro a
humanidade, não tratam a humanidade como um fim e o que praticam não deve servir de lei universal.
C o mentiroso, o corrupto e o homicida agem sem escrúpulos e de forma egoísta se beneficiam, em detrimento do outro.
D não é imoral por que o mentiroso e o corrupto podem se arrepender e ressarcir a sociedade, mas o ato praticado pelo
homicida é definitivo, mesmo que se arrependa, não trará de volta o “de cujus”.
E não é ato imoral apenas quando o mentiroso, o corrupto e o homicida se arrependem do ato praticado, perdem a liberdade
e cumprem pena imposta pela sociedade.

Algumas tribos indígenas da América do Sul são conhecidas por usar misturas de vários tipos de venenos em pontas de flechas
e setas de zarabatanas. As pontas envenenadas são geralmente usadas para caça, possibilitando o abatimento de animais
selvagens por asfixia. Mesmo envenenadas, as carnes de caça são importantes alimentos para os indígenas e não lhes trazem
danos à saúde.

Em seres humanos as setas envenenadas provocam os mesmos efeitos asfixiantes, sendo que, se uma vítima envenenada for
socorrida por um procedimento hospitalar de respiração pulmonar artificial (ventilação mecânica), haverá grandes chances de
sobrevivência após o término dos efeitos nocivos do veneno.

O abatimento dos animais de caça por asfixia é possível porque a mistura de venenos

A atua diretamente na produção de gás carbônico pela respiração celular aeróbica.
B destrói as células da mucosa pulmonar dos mamíferos.
C apresenta ação paralisante sobre a musculatura.
D impede a realização de respiração celular aeróbica a partir da obtenção de glicose.
E impossibilita a obtenção de hemoglobina pela ventilação pulmonar.
Texto associado
Atenção : As questões de números 1 a 7 referem-se ao texto abaixo.

Medo da eternidade

Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.
Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.
Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:
− Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.
− Como não acaba? – Parei um instante na rua, perplexa.
− Não acaba nunca, e pronto.
Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta.
Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
− E agora que é que eu faço? − perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.
− Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.
Perder a eternidade? Nunca.
O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.
− Acabou-se o docinho. E agora?
− Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito.
Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava era aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.
Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
− Olha só o que me aconteceu! – disse eu em fingidos espanto e tristeza. Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
− Já lhe disse, repetiu minha irmã, que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso.
Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.

06 de junho de 1970

(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo – crônicas. Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p.289-91)

Um dos elementos mais importantes na organização do texto de Clarice Lispector é o advérbio de tempo, como o que se encontra grifado em:

I. Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade . (1º parágrafo)
II. E eis -me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta . (7º parágrafo)
III. E agora que é que eu faço? perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver. (9º parágrafo)
IV. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar. (16º parágrafo)

Atende ao enunciado APENAS o que consta de

A I, II e IV.
B II e IV.
C II e III.
D I e III.
E I, III e IV.

Qual é o filósofo autor desse conceito sobre liberdade?

A Aristóteles, em Ética para Nicômaco.
B Jean-Paul Sartre, em O Ser e o Nada.
C Immanuel Kant, em Crítica da Razão Prática.
D John Locke, em Ensaio acerca do Entendimento Humano.
E Georg Wilhelm Hegel, em Princípios da Filosofia do Direito.

O período entre 1870 e 1914 ficou conhecido na História Contemporânea como o do imperialismo. Esse período

A caracterizou-se pelo fim do intervencionismo do Estado sobre a economia, pela superação da centralização política em
torno de uma burocracia, com liberdade do câmbio e do comércio.
B oi um momento de passagem do capitalismo concorrencial, limitado aos mercados europeus, para uma fase monopolista,
conquistada com a fusão entre capital industrial e o bancário.
C sustentou-se nos pilares econômicos de incentivo à produção industrial ou manufatureira e na liberdade de concorrência e
de conquista econômica de novos mercados europeus.
D foi definido como o ‘fardo do homem branco’ devido aos europeus e norte-americanos tomarem para si a tarefa de levar
aos locais mais distantes do planeta o progresso econômico e tecnológico.
E dividiu o mundo em duas áreas de influência bem demarcada: a controlada pelos Estados Unidos, formada pela América e
a África, e a controlada pelos europeus, formada pela Ásia e o Oriente Médio.

“Inserções em circuitos ideológicos” é o nome de um trabalho de Cildo Meireles, realizado em 1975, no qual cédulas de um Cruzeiro (moeda vigente na época) eram suporte para uma ação do artista. É correto afirmar que as cédulas

A eram distribuídas a funcionários de bancos internacionais que as utilizavam em operações financeiras.
B eram arremessadas no alto dos edifícios de centros comerciais, causando transtorno aos transeuntes.
C recebiam carimbada a pergunta "Quem matou Herzog?", e colocadas em circulação.
D recebiam frases de ordem e ditos populares escolhidos pela população por meio de pesquisa prévia.
E eram dadas aos moradores de rua como forma de redistribuição de renda.