QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
86 questões encontradas
Texto associado
Atenção: As questões de números 37 a 46 referem-se à Metodologia
de Ensino de Inglês.

De acordo com as metodologias atuais o ensino de língua
inglesa, na educação básica, é relevante pois

A permite o acesso a civilizações, como a cultura inglesa
e americana.
B possibilita viajar por países falantes de língua inglesa.
C permite conhecer o diferente e reconstruir identidades
e culturas.
D possibilita a realização do intercâmbio entre estudantes
brasileiros e estrangeiros.
E torna o aluno um falante de idiomas, ou seja, um
cidadão civilizado.

Recentes pesquisas sobre educação em ciências defendem a Alfabetização Científica como meta de ensino e aprendizagem
das ciências.

A alternativa que descreve um objetivo da Alfabetização Científica é:

A Limitar a participação da população na elaboração de políticas públicas.
B Diminuir os questionamentos sobre as verdades científicas.
C Incentivar o posicionamento crítico em relação aos rumos da ciência.
D Compreender que o processo de produção da ciência não é passível de controvérsias.
E Reconhecer a neutralidade do processo de produção da ciência.

Considere a situação abaixo.

Um grupo de alunos em deslocamento para uma visita a um museu aborda o professor durante o percurso fazendo perguntas e comentando sobre o percurso em que transitam.

Partindo dos conceitos de Fernando Hernández, tal postura deve ser estimulada por

A ocupar os alunos durante o trajeto a fim de evitar atritos e situações que estimulem o bulling. Favorecendo a possibilidade de novos laços afetivos e sociais.
B reconhecer o trajeto entre escola e museu possibilitando que o aluno consiga retornar de maneira autônoma individualmente ou com seus familiares. Favorecendo a construção da independência e maturidade.
C buscar exemplos na cultura que nos cerca tem a função de aprender a interpretá-los a partir de diferentes pontos de vista e favorecer a tomada de consciência dos aluno sobre si mesmos e sobre o mundo de que fazem parte.
D buscar exemplos na cultura que nos cerca fortalecendo um olhar crítico as diferentes classes sociais que colaboram com a depreciação do patrimônio cultural. Favorecendo, desta maneira, a tomada de consciência da necessidade de novos projetos de trabalho.
E reconhecer as diferenças entre a cultura visual da escola, da rua e do museu com o objetivo de impor uma mudança educativa na postura dos alunos em sala de aula para que melhorem seus conceitos em projetos de trabalho.

Considere a obra abaixo.

(https://makingarthappen.files.wordpress.com/2011/09/rh2.jpg)

A obra denominada “O que Exatamente Torna os Lares de Hoje Tão Diferentes, Tão Atraentes?”, de 1956, com autoria de Richard Hamilton foi concebida como pôster e ilustração para o catálogo da exposição This Is Tomorrow [Este É o Amanhã] do Independent Group de Londres. O quadro carrega temas e técnicas dominantes de uma nova expressão artística que despon tava nos EUA.

O nome do Movimento artístico a que a obra pertence e a técnica utilizada pelo artista para sua composição são, respectiva mente:

A Op Art, fotografia.
B Pop Art, colagem.
C Pop Art, fotografia.
D Web Art, photoshop.
E Merchandising, colagem.
Texto associado
Atenção: As questões de números 37 a 46 referem-se à Metodologia
de Ensino de Inglês.

A leitura em voz alta

A é a única forma verdadeira de leitura.
B é importante para a leitura de todo tipo de texto
científico.
C não serve para absolutamente nada.
D é um recurso didático que ajuda no ensino da pronúncia.
E deve se limitar apenas a textos ficcionais em língua
materna.
Texto associado
Atenção: As questões de números 47 a 70 referem-se a
conhecimentos linguísticos da língua inglesa.

Paulo: Have you seen the film on Chico Buarque?

Mariana: No ......

A I missed him.
B I lost him.
C I missed it.
D I lost it.
E I miss it.
Texto associado
Atenção : As questões de números 8 a 10 referem-se ao texto abaixo.

Platão argumenta que o tempo (chrónos) “é a imagem móvel da eternidade (aión) movida segundo o número” ( Timeu , 37d). Partindo do dualismo entre mundo inteligível e mundo sensível, Platão concebe o tempo como uma aparência mutável e perecível de uma essência imutável e imperecível – eternidade. Enquanto que o tempo (chrónos) é a esfera tangível móbil, a eternidade (aión) é a esfera intangível imóbil. Sendo uma ordem mensurável em movimento, o tempo está em permanente alteridade. O seu domínio é caracterizado pelo devir contínuo dos fenômenos em ininterrupta mudança.
Posto que o tempo (chrónos) é uma imagem, ele não passa de uma imitação (mímesis) da eternidade (aión). Ou seja, o tempo é uma cópia imperfeita de um modelo perfeito – eternidade. Isso significa que o tempo é uma mera sombra da eternidade. Considerando que somente a região imaterial das formas puras existe em si e por si, podemos dizer que o tempo platônico é uma ilusão.
Ele é real apenas na medida em que participa do ser da eternidade.

( DIVINO, Rafael. Sobre O tempo em Platão e Aristóteles , de R. Brague. Disponível em: https://serurbano.wordpress.com/ 2010/02/26/ tempo-em-platao /. Acessado em: 28.12.2015)

Medo da eternidade

Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.
Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.
Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:
− Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.
− Como não acaba? – Parei um instante na rua, perplexa.
− Não acaba nunca, e pronto.
Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta.
Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
− E agora que é que eu faço? − perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.
− Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.
Perder a eternidade? Nunca.
O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.
− Acabou-se o docinho. E agora?
− Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito.
Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava era aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.
Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
− Olha só o que me aconteceu! – disse eu em fingidos espanto e tristeza. Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
− Já lhe disse, repetiu minha irmã, que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso.
Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.
06 de junho de 1970

(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo – crônicas. Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p.289-91)

Para responder a esta questão, considere também o texto anterior, Medo da eternidade .

O confronto entre os dois textos permite concluir corretamente:

A Ao partir da história pessoal de quem escreve, o primeiro texto chega a conclusões sobre a eternidade que não podem ser generalizadas; o segundo texto, ao contrário, partindo das ideias genéricas de um filósofo antigo sobre esse mesmo tema, chega a ilações que, de tão evidentes, não podem ter sua verdade questionada.
B Embora o tema da eternidade seja abordado de maneira muito diversa nos dois casos, tanto o primeiro como o segundo texto levam o leitor a concluir que a eternidade está além da capacidade de compreensão humana, pois tudo o que conhecemos ou somos capazes de imaginar está fadado às mudanças operadas pelo tempo.
C A eternidade é um tema tão complexo que pode ser discutido profundamente por um filósofo como Platão apenas na medida em que ele abstrai de todo a vida humana, não podendo ser concebido pela mente infantil, e é daí que advém o medo a que alude Clarice Lispector.
D Enquanto o primeiro texto sugere que a eternidade pode existir mesmo nas coisas mais miúdas e insignificantes, o segundo texto, baseado nas ideias de Platão, defende que a eternidade pode ser encontrada nas coisas grandiosas e monumentais da vida humana.
E Se o tema da eternidade é tratado no primeiro texto a partir da rememoração de um episódio da infância, em que se pôde experimentar o medo da ideia de eternidade, esse mesmo tema é abordado no segundo texto do ponto de vista do pensamento de um filósofo antigo, para quem o tempo é apenas uma imagem imperfeita da eternidade.

Considere a imagem abaixo.

A imagem faz parte do conjunto de pinturas rupestres do Parque Nacional da Serra da
Capivara no Estado do Piauí.

Este costume de se exprimir graficamente é uma manifestação do sistema de comunicação social. Como tal, a representação gráfica é portadora de uma mensagem cujo significado só pode ser compreendido no contexto social no qual foi formulado.

É correto afirmar:

A A imagem representa um ato de afeto pois apresenta uma cena de beijo entre duas pessoas.
B A imagem representa uma situação de manutenção da espécie pois apresenta uma mãe transferindo alimento de sua boca para seu filho.
C Não é possível decifrar seu código visual, pois a imagem é composta por elementos icônicos, cuja completa significação perdeu-se definitivamente no tempo por não conhecermos o código social dos grupos que o fizeram.
D Não é possível afirmar seu código visual no momento. Antropólogos e artistas do FUMDHAM ainda estão no início das investigações arqueológicas no Parque.
E Para que a imagem seja compreendida em sua totalidade visual é fundamental uma política voltada a preservação do patrimônio nacional. Infelizmente a falta de verbas e subsídios ao Parque Nacional da Serra da Capivara impede uma investigação aprofundada relativa as temáticas de suas pinturas rupestres.
Texto associado
Atenção: As questões de números 47 a 70 referem-se a
conhecimentos linguísticos da língua inglesa.

Sergio: What time is your class?

Danilo: ......

A On Wednesday.
B By Christmas.
C In the summer.
D Everyday.
E At 8.
Texto associado
Atenção : As questões de números 1 a 7 referem-se ao texto abaixo.

Medo da eternidade

Jamais esquecerei o meu aflitivo e dramático contato com a eternidade.
Quando eu era muito pequena ainda não tinha provado chicles e mesmo em Recife falava-se pouco deles. Eu nem sabia bem de que espécie de bala ou bombom se tratava. Mesmo o dinheiro que eu tinha não dava para comprar: com o mesmo dinheiro eu lucraria não sei quantas balas.
Afinal minha irmã juntou dinheiro, comprou e ao sairmos de casa para a escola me explicou:
− Tome cuidado para não perder, porque esta bala nunca se acaba. Dura a vida inteira.
− Como não acaba? – Parei um instante na rua, perplexa.
− Não acaba nunca, e pronto.
Eu estava boba: parecia-me ter sido transportada para o reino de histórias de príncipes e fadas. Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. Examinei-a, quase não podia acreditar no milagre. Eu que, como outras crianças, às vezes tirava da boca uma bala ainda inteira, para chupar depois, só para fazê-la durar mais. E eis-me com aquela coisa cor-de-rosa, de aparência tão inocente, tornando possível o mundo impossível do qual eu já começara a me dar conta.
Com delicadeza, terminei afinal pondo o chicle na boca.
− E agora que é que eu faço? − perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver.
− Agora chupe o chicle para ir gostando do docinho dele, e só depois que passar o gosto você começa a mastigar. E aí mastiga a vida inteira. A menos que você perca, eu já perdi vários.
Perder a eternidade? Nunca.
O adocicado do chicle era bonzinho, não podia dizer que era ótimo. E, ainda perplexa, encaminhávamo-nos para a escola.
− Acabou-se o docinho. E agora?
− Agora mastigue para sempre.
Assustei-me, não saberia dizer por quê. Comecei a mastigar e em breve tinha na boca aquele puxa-puxa cinzento de borracha que não tinha gosto de nada. Mastigava, mastigava. Mas me sentia contrafeita. Na verdade eu não estava gostando do gosto. E a vantagem de ser bala eterna me enchia de uma espécie de medo, como se tem diante da ideia de eternidade ou de infinito.
Eu não quis confessar que não estava à altura da eternidade. Que só me dava era aflição. Enquanto isso, eu mastigava obedientemente, sem parar.
Até que não suportei mais, e, atravessando o portão da escola, dei um jeito de o chicle mastigado cair no chão de areia.
− Olha só o que me aconteceu! – disse eu em fingidos espanto e tristeza. Agora não posso mastigar mais! A bala acabou!
− Já lhe disse, repetiu minha irmã, que ela não acaba nunca. Mas a gente às vezes perde. Até de noite a gente pode ir mastigando, mas para não engolir no sono a gente prega o chicle na cama. Não fique triste, um dia lhe dou outro, e esse você não perderá.
Eu estava envergonhada diante da bondade de minha irmã, envergonhada da mentira que pregara dizendo que o chicle caíra da boca por acaso.
Mas aliviada. Sem o peso da eternidade sobre mim.

06 de junho de 1970

(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo – crônicas. Rio de Janeiro: Rocco, 1999, p.289-91)

Parei um instante na rua, perplexa . (5º parágrafo)
Peguei a pequena pastilha cor-de-rosa que representava o elixir do longo prazer. (7º parágrafo)
– E agora que é que eu faço? – perguntei para não errar no ritual que certamente deveria haver. (9º parágrafo)

As palavras grifadas nessas frases assumem no texto, respectivamente, o sentido de:

A atônita – figurava – cerimônia
B inerme – transcendia – liturgia
C atônita – simbolizava – périplo
D desorientada – figurava – imolação
E assustada – transcendia – périplo