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Atençã o: Para responder às questões de números 8 a 14, baseie-se no texto abaixo.

Buscas de sentido

Se há algo que nos define como espécie é a busca de sentido da nossa própria vida. O poeta Carlos Drummond de Andrade imaginou um marciano que visitasse a Terra, desse conosco e voltasse para seu planeta intrigado com essa gente que existe para interrogar ou mesmo negar o sentido de sua existência. "Existirmos, a que será que se destina?" - interrogou Caetano Veloso numa canção sua.
Podemos especular que seriam três os principais caminhos tomados pelo homem na busca de resposta para essa pergunta fundamental: o do pensamento racional, o da crença religiosa e o da representação artística. No primeiro entroncam-se a ciência e a filosofia, como modos de investigar e agir sobre a realidade cognoscível; no segundo, a fé propõe bases e dogmas para se crer que o sentido de tudo opera num plano divino, a ser cultuado; no terceiro, o homem se faz ele mesmo criador de sentidos, que figura por meios simbólicos.
Ainda que diferentes, tais caminhos não precisam ser antagônicos. Há em cada um de nós mudanças de rotas, mistura de passos, misto de linguagens diversas. Ninguém duvida de que somos criaturas complexas. Nenhum desses recursos em que investimos para explicar o sentido da nossa vida tem uma resposta cabal. A ciência sabe que sua objetividade tem limites, além dos quais não pode se arriscar para perder o que já ganhou. Se a religião se dá como verdade atingida e completa, a teologia e os místicos não desprezam o valor da dúvida humana, que ajuda na sedimentação da perfeição divina. E a arte, tantas vezes, encontra um prazer maior em figurar o sentido por meio de instrumentos negativos, como a ironia, o humor, a reflexão desencantada.
Machado de Assis se diverte com o plano raso das criaturas que vivem de "achar o achado", de se contentar com o lugar comum. Mas o irônico humor machadiano tem um fundo sério, talvez trágico: o grande escritor se reconhece ele mesmo longe de qualquer verdade absoluta, e relativiza os valores humanos, mostrando sua falibilidade essencial.
"A que será que se destina?" Na canção popular, na tragédia clássica, nos laboratórios da ciência, nos templos, nos teatros, nos romances e nas telas, essa pergunta se impõe, mesmo quando simula alguma resposta. A cada passo que damos na chamada progressão civilizatória, a busca de sentido se refaz no subterrâneo do espaço avançado.

(Cláudio Thales de Araújo, a editar)

Há um correto reconhecimento de como opera um dos principais caminhos tomados pelo homem nesta proposição:

A a ciência tem como dogma a infalibilidade das verdades que vai encontrando, desde que suficientemente demonstradas.
B a fé religiosa propõe que a verdade de tudo encerra-se num plano superior que só pode ser representado por simulações simbólicas.
C a representação artística elabora sua própria criação de sentidos, valendo-se para isso de recursos simbólicos e figurativos.
D os cientistas, ao contrário dos artistas ou dos fiéis religiosos, valem-se da imaginação para planejar sua busca de objetividade.
E os artistas, ao contrário dos cientistas e fiéis religiosos, não se propõem a buscar o que possa afastá-los dos valores absolutos.

De acordo com a disciplina constitucional dos princípios que regem a atuação da Administração Pública e com as disposições da Lei Estadual nº 6.782/2016, que regula o processo administrativo no Estado do Piauí,

A as decisões de natureza vinculada não precisam, por disposição expressa, apresentar os fundamentos para sua emissão, tendo em vista a ausência de discricionariedade.
B as razões de fato para emissão de uma decisão devem constar de seu texto, de forma a suscitar controle de legalidade e correspondente anulação, caso comprovada a inexistência dos pressupostos de fato para emissão do ato.
C em razão do princípio da publicidade, são nulos os atos praticados sem observância de forma, cabendo, necessariamente, o refazimento do mesmo e dos subsequentes.
D caso sejam apresentados requerimentos repetidos pelo interessado, a autoridade fica expressamente dispensada de analisá-los e decidi-los.
E a decisão proferida pela autoridade competente encerra o processo administrativo, sendo necessária instauração de novo processo para análise de pedidos e requerimentos posteriores, relacionados ao conteúdo ou à reforma da decisão.

Após um incidente crítico, a equipe de TI de uma organização acionou o Disaster Recovery Plan (DRP) para restaurar os sistemas e retomar as operações de forma segura e eficiente. Durante esse processo, foi necessário priorizar a recuperação dos sistemas mais críticos, buscando orientação para isso

A no Programa de Gestão de Riscos, que estabelece diretrizes, normas e procedimentos para identificar, avaliar e tratar riscos, contribuindo para a prevenção de incidentes, mas sem definir a ordem de recuperação de sistemas em cenários de desastre.
B na Política de Segurança da Informação, que define diretrizes gerais para a proteção de dados e mitigação de riscos, mas não fornece critérios específicos para priorização de sistemas após incidentes.
C na Análise de Impacto no Negócio (BIA - Business Impact Analysis ), que permite avaliar os impactos financeiros, operacionais e regulatórios da interrupção dos serviços, mas depende da integração com outros elementos do DRP para ser efetiva na priorização de recuperação.
D no RPO ( Recovery Point Objectiv e), que determina o ponto no tempo até o qual os dados devem ser recuperados, indicando a tolerância à perda de dados, mas sem definir quais sistemas devem ser priorizados na recuperação.
E no Plano de Ação, que descreve etapas operacionais a serem seguidas após um incidente, mas não estabelece critérios para a priorização dos sistemas com base em impacto ao negócio.

Um dos patrimônios piauienses reconhecidos pela Unesco é o Parque Nacional da Serra da Capivara, que abriga

A a Fundação do Homem Americano, entidade científica responsável por consagrar a tese de que a ocupação humana do continente deu-se por migrações pelo Estreito de Behring.
B a cidade histórica mais antiga do estado, São Raimundo Nonato, além de cânions e espécimes da flora e da fauna do bioma da caatinga, sendo, por isso, considerado oficialmente um patrimônio misto.
C as ossadas humanas de datação mais remota encontradas no país, pela arqueóloga Niéde Guidon, que fez suas primeiras escavações na região nos anos 1970.
D centenas de sítios arqueológicos, muitos dotados de pinturas rupestres, e vasta área de preservação natural, perfazendo sua importância como patrimônio cultural da Humanidade.
E o local onde foi encontrado o fóssil de Luzia, considerada a mulher mais antiga do continente e que representou uma descoberta revolucionária para a arqueologia brasileira.