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Uma Secretaria da Fazenda está implantando um novo sistema para recepção, processamento e auditoria de documentos fiscais eletrônicos. O sistema permite o envio de arquivos por contribuintes, valida a autoria dos documentos, garante que os dados não sejam alterados durante o tráfego ou armazenamento, assegura a continuidade do serviço mesmo diante de falhas e impede que o emissor negue posteriormente o envio das informações. No setor público, ao alinhar as práticas de governança de Tl aos princípios fundamentais da Segurança da Informação, deve-se considerar que

A a confidencialidade é assegurada por segregação de ambientes, a integridade por backups incrementais, a disponibilidade por criptografia assimétrica, a autenticidade por controle de perfis de acesso e o não repúdio por autenticação multifator sem uso de certificados.
B o emprego de logs de acesso e hash garante a autenticidade dos documentos, a assinatura digital assegura a integridade, a criptografia garante a disponibilidade do sistema, o uso de certificados digitais foca na confidencialidade e o não repúdio depende de políticas administrativas.
C o uso de criptografia no tráfego protege a confidencialidade, a validação por hash assegura a integridade dos dados, a infraestrutura redundante garante a disponibilidade do sistema, os certificados digitais confirmam a autenticidade dos emissores, e as assinaturas digitais vinculam o envio ao responsável, assegurando o não repúdio.
D a adoção de backups periúdicos atende à confidancialidade das informações, enquanto o controle de acesso lógico garante a integridade dos dados fiscais, sendo a disponibilidade assegurada por autenticação forte, e o não repúdio, obtido por registros de log do sistema.
E a integridade dos documentos fiscais e garantida por criptografia simétrica, a confidencialidade por controle de versões, a disponibilidade por trilhas de auditoria, a autenticidade por balanceamento de carga e o não repúdio por autenticação baseada em usuário e senha.

Cinco alunos receberam as notas de uma prova que apenas eles fizeram e compararam suas notas entre si, verificando que quaisquer duas provas não receberam a mesma nota. Esses alunos fizeram as seguintes afirmações sobre essas notas:

Aldo: minha nota não foi a menor.
Beto: Elvis tirou a segunda maior nota.
Cido: Beto tirou a maior nota.
Duda: eu tirei a menor nota.
Elvis: a nota de Cido foi maior do que a nota de Duda.

Sabendo que os dois alunos que tiraram as duas maiores notas mentiram e que os outros três alunos falaram a verdade, deduz-se que, em alguma ordem, os alunos que tiraram a terceira e a quarta maior nota foram

A Beto e Elvis.
B Cido e Duda.
C Aldo e Cido.
D Aldo e Elvis.
E Beto e Duda.
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 6 a 10, baseie-se no texto seguinte.
Da desigualdade entre os homens
Disse Plutarco que a diferença entre um animal e outro é menor do que a que vai de um a outro homem. Referia-se ele à alma e às qualidades intelectuais. Por mim, não hesitaria em ser mais peremptório, dizendo que a diferença entre tal e tal homem é maior do que entre tal homem e tal bicho. O espírito humano comporta tantos graus quantas braças vão daqui ao céu.
No que concerne à apreciação das coisas, é espantoso que tudo julgando pelas suas qualidades específicas não nos encaremos da mesma maneira. Elogiamos um cavalo por ser vigoroso e ágil, e não por causa do arreio; elogiamos o galgo pela velocidade e não pela coleira; por que, pois, não apreciarmos o homem pelas suas qualidades específicas? É necessário julgar o homem em si e não pelos seus adornos. Como diz espirituosamente um filósofo do passado: “Sabeis por que achais grande esse homem? Porque o medis com o pedestal.”
Os coresãos elogiavam de uma feita o imperador Juliano porque se esforçava por ser justo. “Orgulhar-me-ia de vossas louvações — disse — se viessem de pessoas que ousassem denunciar e censurar meus atos, caso me conduzisse de outra maneira.” Os aduladores de Alexandre, o Grande, repetiam-lhe sem descontinuar que ele era filho de Júpiter. Certa vez, olhando o sangue que lhe escorra de um ferimento, disse ele: “Então, que vos parece? Não achais que é um sangue vermelho como o de qualquer ser humano? Ou ele é da cor do sangue que o poeta Homero põe nos ferimentos dos deuses?"
Se um homem não tiver valor próprio não lho dará o império do mundo. Mesmo que as jovens o disputem, que por toda parte nasçam rosas sob seus pés, de que servirá tudo isso se tem a alma grosseira e o espírito lerdo? Sem vigor e sem espírito não se chega a sentir a plena felicidade, sequer a volúpia. O valor das coisas depende de quem as possui: boas para os que sabem utilizá-las, são más para quem as emprega mal. Para saborear os bens, quaisquer que sejam os que nos outorga o destino, cumpre ter o bom sentimento que a sensação cria.
(Adaptado de: MONTAIGNE, Michel. Ensaios. São Paulo: Editora 34, 2016. p. 287-284, passim)

Ao afirmar que O espírito humano comporta tantos graus quantas braças vão daqui ao céu (1º parágrafo), Montaigne está considerando que

A os caprichos humanos nos afastam tanto uns dos outros que a distância entre nós faz lembrar a que há entre uma braça e outra no espaço celestial.
B são tão variadas as especificidades da interioridade humana quanto são incontáveis as braças que se interpõem entre nós e o céu.
C tem inteira razão o filósofo grego Plutarco, quando alude às incontáveis braças da distância que separa a nossa espécie das demais.
D o espirito de cada ser humano tem tamanha largueza que ele admite em si mesmo distâncias como as das braças que o separam do céu.
E a variação da diferença que pode haver entre um homem e outro é de tal ordem que o faz lembrar literalmente de uma frase de Plutarco.

Sobre o modelo de Ramsey da tributação, considere:

I. demonstra que as alíquotas ótimas são diretamente proporcionais à elasticidade-preço de demanda.
II. traz a preocupação de identificar a estrutura de alíquotas dos impostos sobre bens que gere uma dada receita ao menor custo possível em termos de eficiência.
III. supõe a existência de um único agente, ou que todos os agentes sejam considerados idênticos, retirando do modelo a questão da igualdade.
IV. desenvolve-se a partir da premissa do predomínio de impostos do tipo lump sum (montante fixo) em dada economia hipotética.

Está correto o que se afirma APENAS em

A III e IV.
B I, II e IV.
C II e III.
D I, II e III.
E I e IV.

Determinado Estado brasileiro publicou lei ordinária, no início de 2026, alterando substancialmente as normas referentes ao ITCD. Dentre as alterações promovidas pela nova lei, encontra-se:

I. a redução das alíquotas do imposto, em determinados casos de doação de bens e direitos;
II. a modernização das regras referentes aos processos de fiscalização, especialmente em relação à informatização de procedimentos fiscais relacionados ao controle da arrecadação do ITCD e à troca de informações com as Fazendas Públicas da União e de outros Estados;
III. a atribuição de responsabilidade solidária para várias categorias de pessoas até então não incluídas nesse rol;
IV. a redução do valor de algumas penalidades, em relação às transmissões causa mortis ; e
V. o aumento do valor de algumas penalidades, em relação às transmissões por doação.

Contribuinte do ITCD desse Estado, interessado em conhecer os efeitos dessas mudanças, procurou a repartição fiscal e indagou se essas novas regras alcançariam as doações que ele fez a seus parentes, nos anos de 2022 e 2023, e os legados que ele recebeu, em 2024 e 2025.

A autoridade fiscal que o atendeu respondeu-lhe, corretamente, que as transmissões por ele mencionadas, ocorridas entre 2022 e 2025, NÃO poderão ser alcançadas pelas alterações referidas APENAS em

A III e V.
B I, II, III e IV.
C I, II e V.
D II e IV.
E I, III e V.

A Escrituração Fiscal Digital do ICMS e do IPI (EFD-ICMS/IPI) é estruturada em registros organizados por blocos que integram informações cadastrais, documentos fiscais, movimentação de estoques e apuração do imposto, permitindo o cruzamento eletrônico entre dados declarados pelo contribuinte e informações constantes nos sistemas da SEFAZ.

De acordo com o disposto no Guia Prático EFD ICMS IPI - v.3.1.7, em relação à utilização e ao relacionamento entre os registros 0000, 0150, 0200, e o Bloco H da EFD-ICMS/IPI, considere:

I. O registro 0000 identifica o contribuinte, o período de referência e o perfil de apresentação do arquivo, sendo obrigatório em toda EFD transmitida, inclusive nos períodos sem movimentação.
II. O registro 0150 deve conter o cadastro de todos os clientes e fornecedores do contribuinte, ainda que não tenham participado de operações escrituradas no período.
III. O registro 0200 permite a reutilização do mesmo código para itens distintos, desde que pertençam ao mesmo grupo de mercadorias.
IV. O registro C405 tem por finalidade identificar a Redução Z do Equipamento Emissor de Cupom Fiscal (ECF), consolidando, por equipamento, os totais diários de vendas, cancelamentos e descontos, servindo de base para a escrituração das operações documentadas por cupons fiscais.
V. O Bloco H deve ser apresentado apenas quando houver inventário físico levantado no período, normalmente vinculado ao encerramento do exercício ou a situações exigidas pela legislação fiscal.

Está correto o que se afirma APENAS em

A I e III.
B II, IV e V.
C III e V.
D I, II e IV.
E I, IV e V.

Considere a sequência finita composta por n elementos 7, 100, -300, 11, 91, -294, 15, 82, -288, 19, 73, -282, ..., a n . construída a partir de um padrão lógico, que mostra o valor dos 12 primeiros elementos e que representa seu último elemento por a n . Sabendo que o resto da divisão de n por 3 é igual a 1 e que a soma dos 3 últimos elementos dessa sequência é igual a 60, o resto da divisão de n por 8 é igual a

A 6
B 7
C 3
D 4
E 5

No contexto de uma Secretaria da Fazenda, que mantém sistemas corporativos para recepção, processamento e auditoria de documentos fiscais eletrônicos, considere as práticas de Governança e Segurança da Informação, a combinação de controles técnicos que atende simultaneamente aos princípios de confidencialidade, integridade, disponibilidade, autenticidade e não repúdio. Nesse contexto, a boa prática de segurança

A utiliza segregação de redes e firewalls perimetrais para restringir acessos indevidos, adota políticas de backup diário para preservação dos dados, aplica autenticação multifator nos sistemas críticos e mantém registros operacionais para posterior análise de eventos.
B centraliza os dados fiscais em ambiente controlado com permissões hierarquizadas, utiliza rotinas de auditoria periódica para verificação de consistência, mantém alta disponibilidade por balanceamento de carga e adota termos de responsabilidade para atribuição de ações aos usuários do sistema.
C emprega criptografia em repouso e em trânsito para proteção dos dados fiscais, utiliza mecanismos de hash e controle de versões para garantir integridade, adota infraestrutura redundante com monitoramento contínuo para assegurar disponibilidade, aplica autenticação forte baseada em certificados digitais para validação da identidade dos usuários e registra assinaturas digitais vinculadas a logs imutáveis para garantir não repúdio.
D prioriza o controle de acesso lógico por perfis administrativos, mantém cópias periódicas de segurança para recuperação de dados, utiliza autenticação por usuário e senha reforçada, e centraliza os registros de auditoria em banco relacional protegido por permissões de leitura.
E implementa criptografia nos canais externos de comunicação, assegura a integridade por meio de validações aplicacionais internas, mantém servidores de contingência ativados sob demanda e utiliza autenticação federada para facilitar o acesso aos sistemas fiscais corporativos.

Considere que In(A) é o logaritmo neperiano de A, sendo In(e) = 1. Uma operação financeira foi realizada com uma taxa efetiva de 10% ao ano. A taxa instantânea equivalente é igual a

A In(1,10)
B e 1,10 -1
C [1+ In(0,10)]
D e 0,10
E 1+ e -0,10

Uma aplicação no início de um período no valor de R$ 20.000,00 permitiu ao investidor resgatar no final do período o montante igual a R$ 23.850,00. Sabendo que a taxa real de juros correspondente desta aplicação foi de 12,5%, tem-se que a taxa de inflação neste período foi de

A 7,00%
B 5,50%
C 6,00%
D 6,25%
E 6,75%