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Uma medida recomendável e necessária em uma obra, dentre outras, diz respeito à avaliação da produtividade e da qualidade da obra. Essa etapa da fiscalização prevê verificar, entre outras análises, o uso correto de insumos, visando atender às especificações definidas e denomina-se

A monitoramento intensivo.
B adequação dos processos construtivos.
C compatibilização do projeto.
D racionalização da obra.
E fluxo de informações.

As janelas de tipologias tombar e maxim-ar assemelham-se em sua construção devido ao fato de

A possuírem mais de uma folha e se movimentarem por deslizamento lateral.
B terem movimentação por rotação em um eixo horizontal fixo e poderem ser abertas para dentro e para fora.
C possuírem eixo de rotação centrado verticalmente.
D possuírem eixo de rotação centrado horizontalmente
E possuírem várias folhas que se sobrepõem em suas bordas.

[Os nomes e os lugares]
É sempre perigoso usar termos geográficos no discurso histórico. É preciso ter muita cautela, pois a cartografia dá um ar de espúria objetividade a termos que, com frequência, talvez geralmente, pertencem à política, ao reino dos programas, mais que à realidade. Historiadores e diplomatas sabem com que frequência a ideologia e a política se fazem passar por fatos. Rios, representados nos mapas por linhas claras, são transformados não apenas em fronteiras entre países, mas fronteiras “naturais”. Demarcações linguísticas justificam fronteiras estatais.
A própria escolha dos nomes nos mapas costuma criar para os cartógrafos a necessidade de tomar decisões políticas. Como devem chamar lugares ou características geográficas que já têm vários nomes, ou aqueles cujos nomes foram mudados oficialmente? Se for oferecida uma lista alternativa, que nomes são indicados como principais? Se os nomes mudaram, por quanto tempo devem os nomes antigos ser lembrados?
(HOBSBAWM, Eric. Tempos fraturados. Trad. Berilo Vargas. São Paulo: Companhia das Letras, 2013, p. 109)
Segundo a convicção do historiador Eric Hobsbawm, a denominação utilizada na geografia

A expõe-se na cartografia de modo a espelhar tão somente a realidade física do elemento identificado.
B traz consigo o risco de se tomar como nome objetivo uma identificação política ou ideológica.
C atende ao papel da natureza assumida como critério para uma localização histórica incontestável.
D tem a vantagem de se tornar uma referência histórica e espacial de caráter permanente.
E relativiza a importância dos fatos históricos na medida em que ocorre como simples descrição.

O Código de Divisão e Organização Judiciária do Estado do Maranhão dispõe que a criação de novas Comarcas dependerá da ocorrência dos seguintes requisitos:

A cadastro social de cinquenta mil habitantes no local da nova sede e indicação do Conselho Estadual de Justiça.
B solicitação da Prefeitura local e audiência prévia do Conselho Superior da Magistratura.
C indicação do Conselho Nacional de Justiça e existência de concordância da Presidência do Tribunal de Justiça do Maranhão.
D solicitação do Governo do Estado do Maranhão e parecer da Corregedoria Geral de Justiça.
E população mínima de vinte mil habitantes e cinco mil eleitores no termo judiciário que servirá de sede e audiência prévia da Corregedoria Geral da Justiça.

Medidas racionalizadoras têm sido frequentemente utilizadas nas construções em alvenaria estrutural, tais como a modulação do projeto e a utilização de soluções de embutimento de instalações elétricas e hidráulicas. Nesse sentido, para a execução dos demais subsistemas que interagem com a alvenaria, deve-se utilizar componentes

A verticalizados.
B argamassados.
C reaproveitáveis.
D pré-fabricados.
E descartáveis.

Sempre pensei que ser um cidadão do mundo era o melhor que podia acontecer a uma pessoa, e continuo pensando assim. Que as fronteiras são a fonte dos piores preconceitos, que elas criam inimizades entre os povos e provocam as estúpidas guerras. E que, por isso, é preciso tentar afiná-las pouco a pouco, até que desapareçam totalmente. Isso está ocorrendo, sem dúvida, e essa é uma das boas coisas da globalização, embora haja também algumas ruins, como o aumento, até extremos vertiginosos, da desigualdade econômica entre as pessoas.
Mas é verdade que a língua primeira, aquela em que você aprende a dar nome à família e às coisas deste mundo, é uma verdadeira pátria, que depois, com a correria da vida moderna, às vezes vai se perdendo, confundindo-se com outras. E isso é provavelmente a prova mais difícil que os imigrantes têm de enfrentar, essa maré humana que cresce a cada dia, à medida que se amplia o abismo entre os países prósperos e os miseráveis, a de aprender a viver em outra língua, isto é, em outra maneira de entender o mundo e expressar a experiência, as crenças, as pequenas e grandes circunstâncias da vida cotidiana.
(Adaptado de: LLOSA, Mario Vargas. O regresso à Grécia. Disponível em: https://brasil.elpais.com)
Para o autor, a prova mais difícil que os imigrantes têm de enfrentar é provavelmente

A a constante saudade da terra natal, que dificulta o necessário aprendizado de uma nova língua para se viver em um novo país.
B a indiferença das autoridades públicas, que se concentram em construir fronteiras com o intuito de proteger a população local.
C a necessidade de se adaptarem a uma cultura estrangeira, comunicando-se em um idioma diferente de sua língua nativa.
D a resistência do outro em dividir com eles seu espaço, o que inclui emprego e acesso aos serviços públicos.
E o medo de serem enviados de volta para o lugar de onde saíram, por não haver lá liberdade de expressão.

Como assistiremos a filmes daqui a 20 anos?
Com muitos cineastas trocando câmeras tradicionais por câmeras 360 (que capturam vistas de todos os ângulos), o momento atual do cinema é comparável aos primeiros anos intensamente experimentais dos filmes no final do século 19 e início do século 20.
Uma série de tecnologias em rápido desenvolvimento oferece um potencial incrível para o futuro dos filmes – como a realidade aumentada, a inteligência artificial e a capacidade cada vez maior de computadores de criar mundos digitais detalhados.
Como serão os filmes daqui a 20 anos? E como as histórias cinematográficas do futuro diferem das experiências disponíveis hoje? De acordo com o guru da realidade virtual e artista Chris Milk, os filmes do futuro oferecerão experiências imersivas sob medida. Eles serão capazes de “criar uma história em tempo real que é só para você, que satisfaça exclusivamente a você e o que você gosta ou não”, diz ele.
(Adaptado de: BUCKMASTER, Luke. Disponível em: www.bbc.com)
De acordo com Chris Milk, diferente de hoje, os filmes do futuro

A permitirão ao público vivenciar experiências individualizadas, de acordo com as preferências de cada um.
B darão aos espectadores a chance de se aprofundar no universo criativo do autor, acessando os bastidores da produção.
C serão produções mais baratas, o que possibilitará a cada cidadão comum custear seu próprio filme.
D terão uma linguagem produzida por meio de programas de computadores, que tornarão obsoleta a figura do cineasta.
E deixarão de ser tratados como obras ficcionais ou artísticas, pois serão uma reprodução fiel da rotina dos espectadores.

[A harmonia natural em Rousseau]
A civilização foi vista por Jean-Jacques Rousseau (1713-1784) como responsável pela degeneração das exigências morais mais profundas da natureza humana e sua substituição pela cultura intelectual. A uniformidade artificial de comportamento, imposta pela sociedade às pessoas, leva-as a ignorar os deveres humanos e as necessidades naturais.
A vida do homem primitivo, ao contrário, seria feliz porque ele sabe viver de acordo com suas necessidades inatas. Ele é amplamente autossuficiente porque constrói sua existência no isolamento das florestas, satisfaz as necessidades de alimentação e sexo sem maiores dificuldades e não é atingido pela angústia diante da doença e da morte. As necessidades impostas pelo sentimento de autopreservação – presente em todos os momentos da vida primitiva e que impele o homem selvagem a ações agressivas – são contrabalançadas pelo inato sentimento que o impede de fazer mal aos outros desnecessariamente.
Desde suas origens, o homem natural, segundo Rousseau, é dotado de livre arbítrio e sentido de perfeição, mas o desenvolvimento pleno desses sentimentos só ocorre quando estabelecidas as primeiras comunidades locais, baseadas sobretudo no grupo familiar. Nesse período da evolução, o homem vive a idade do ouro, a meio caminho entre a brutalidade das etapas anteriores e a corrupção das sociedades civilizadas.
(Encarte, sem indicação de autoria, a Jean-Jacques Rousseau – Os Pensadores. Capítulo 34. São Paulo: Abril, 1973, p. 473)
Expõe-se no primeiro parágrafo do texto um aspecto importante do pensamento de Jean-Jacques Rousseau, qual seja, o de que

A os benefícios do processo civilizatório já demonstraram que podem conviver harmoniosamente com a satisfação dos impulsos naturais.
B a cultura intelectualizada, embora atenda plenamente as exigências da vida natural, acaba por interferir na formação do caráter humano.
C numa sociedade mais evoluída torna-se fatal certa uniformização dos comportamentos, o que ocorre também com as mais primitivas.
D as exigências morais de uma sociedade passam a ser atendidas quando esta impõe seus valores civilizados aos cidadãos mais responsáveis.
E o processo civilizatório implica um tipo de artificialismo que uniformiza os valores de comportamento e degrada a natureza humana.

O SOAP é um protocolo que permite que aplicações troquem informações no formato XML via HTTP. Uma mensagem SOAP

A deve conter um elemento Header com informações de cabeçalho.
B pode ou não conter um elemento Envelope para identificar a mensagem como SOAP.
C não deve conter uma referência a Document Type Definition – DTD.
D pode ou não conter um elemento Body com requisições e respostas.
E deve conter um elemento Fault para tratar erros e mostrar informações de status.

Sempre pensei que ser um cidadão do mundo era o melhor que podia acontecer a uma pessoa, e continuo pensando assim. Que as fronteiras são a fonte dos piores preconceitos, que elas criam inimizades entre os povos e provocam as estúpidas guerras. E que, por isso, é preciso tentar afiná-las pouco a pouco, até que desapareçam totalmente. Isso está ocorrendo, sem dúvida, e essa é uma das boas coisas da globalização, embora haja também algumas ruins, como o aumento, até extremos vertiginosos, da desigualdade econômica entre as pessoas.
Mas é verdade que a língua primeira, aquela em que você aprende a dar nome à família e às coisas deste mundo, é uma verdadeira pátria, que depois, com a correria da vida moderna, às vezes vai se perdendo, confundindo-se com outras. E isso é provavelmente a prova mais difícil que os imigrantes têm de enfrentar, essa maré humana que cresce a cada dia, à medida que se amplia o abismo entre os países prósperos e os miseráveis, a de aprender a viver em outra língua, isto é, em outra maneira de entender o mundo e expressar a experiência, as crenças, as pequenas e grandes circunstâncias da vida cotidiana.
(Adaptado de: LLOSA, Mario Vargas. O regresso à Grécia. Disponível em: https://brasil.elpais.com)
Predomina no texto a função

A apelativa, pois o autor visa a persuadir o leitor a posicionar-se contra os imigrantes.
B expressiva, pois o autor expõe uma visão subjetiva de um determinado assunto.
C referencial, pois o autor usa dados objetivos para tratar de um tema com impessoalidade.
D fática, pois o autor enfoca um assunto banal, com a finalidade única de iniciar uma conversa.
E metalinguística, pois o autor fala dos detalhes que prejudicaram a publicação de seu texto.