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A Resolução da Diretoria Colegiada da Anvisa (RDC) nº 275, de 21 de outubro de 2002, dispõe sobre o Regulamento Técnico de Procedimentos Operacionais Padronizados (POPs) aplicados aos estabelecimentos produtores/industrializadores de alimentos. À luz da RDC supracitada, a única afirmativa correta sobre os requisitos legais referentes aos POPs é a seguinte:

A os POPs referentes às operações de higienização e sanitização de instalações, insumos, equipamentos, móveis e utensílios devem conter informações restritas sobre a natureza da superfície a ser higienizada e sanitizada e o respectivo método utilizado;
B o estabelecimento deve dispor de procedimentos operacionais especificando os critérios utilizados para a seleção e recebimento da matéria-prima. Porém, tais procedimentos não necessitam prever o destino dado às matérias-primas reprovadas no controle efetuado;
C as etapas, a frequência e os princípios ativos usados para a lavagem e antissepsia das mãos dos manipuladores devem estar documentados em procedimentos operacionais. Ademais, tem caráter facultativo a especificação dos exames aos quais os manipuladores serão submetidos;
D os POPs devem estar acessíveis aos responsáveis pela execução das operações e às autoridades sanitárias. Ademais, tais procedimentos não podem ser apresentados como anexo do Manual de Boas Práticas de Fabricação do estabelecimento, devendo ser expostos nas suas áreas externas;
E os POPs devem ser aprovados, datados e assinados pelo responsável técnico, pelo responsável pela operação, pelo responsável legal e/ou proprietário do estabelecimento, firmando-se o compromisso de implementação, monitoramento, avaliação, registro e manutenção dos mesmos.

O primeiro molar permanente irrompe na cavidade bucal aproximadamente aos 6 anos de idade, sendo o elemento dentário que apresenta a maior incidência de lesões de cárie ao longo da vida do indivíduo. O risco aumentado para a ocorrência de cárie nesses elementos pode ser explicado:

A pela maior afinidade do seu esmalte aos polissacarídeos extracelulares que formam o biofilme dentário, comparado ao esmalte dos dentes decíduos;
B pelo fato de esses dentes serem susceptíveis ao aparecimento de defeitos de desenvolvimento por intoxicação crônica causada pela ingestão de fluoretos antes da sua erupção;
C pelo fato de esses dentes serem susceptíveis ao aparecimento de defeitos de desenvolvimento por intoxicação crônica causada pelo uso repetido de antibióticos antes da sua erupção;
D pelo tipo de chave de oclusão estabelecido quando esse elemento erupciona, colocando-o em maior risco para o desenvolvimento de lesões de cárie quando ela ocorre em Classe II de Angle;
E pelo fato de eles erupcionarem na cavidade bucal de forma gradual, permanecendo muito tempo sem participar das funções mastigatórias e oferecendo condições favoráveis ao acúmulo bacteriano não perturbado e cariogênico.

A etapa de instrumentação endodôntica é muitas vezes seguida da aplicação de medicação intracanal entre consultas, principalmente nos casos de necropulpectomias. A pasta de hidróxido de cálcio é frequentemente indicada para esse fim. No entanto, a técnica de inserção intracanal deve ser cautelosa, pois o seu extravasamento para o periápice pode causar pericementite medicamentosa. Esse fato ocorre devido:

A ao elevado pH da pasta, que pode causar reação óssea proliferativa no periápice;
B ao baixo pH da pasta, que pode causar reabsorção de tecido ósseo ao redor do local de extravasamento no periápice;
C ao baixo pH da pasta, que pode causar reação vascular proliferativa ao redor do local de extravasamento no periápice;
D ao elevado pH da pasta, que pode causar reação inflamatória ao redor de uma área com necrose de coagulação superficial no periápice;
E ao baixo pH da pasta, que pode causar reação de corpo estranho ao redor de uma área com necrose de liquefação superficial no periápice.

Um paciente do sexo masculino, 55 anos de idade, compareceu ao consultório odontológico com necessidade de exodontia do elemento 36. Durante a anamnese, revelou ser portador da doença de von Willebrand (DvW) do tipo 1. Considerando o risco de sangramento trans e pós-cirúrgico nesses pacientes, a cobertura terapêutica de escolha a ser realizada previamente à exodontia é a:

A reposição do fator VIII;
B reposição de plaquetas;
C reposição do fator de von Willebrand;
D administração de heparina por via intramuscular;
E administração de acetato de desmopressina por via intranasal.

A utilização do aparelho ortodôntico preventivo denominado “placa lábio-ativa”, ou em inglês “lip bumper”, é indicada para correção de pressão atípica do lábio e interceptação de maloclusões do tipo:

A classe III por atresia maxilar;
B classe III por hipertrofia mandibular;
C classe I com apinhamento anterior e superior;
D classe II, divisão 1 com sobremordida exagerada;
E classe II, divisão 2 com retroinclinação dos incisivos centrais.

A área de “col”, situada nas regiões entre pré-molares e molares, corresponde a uma concavidade que une as papilas vestibular e lingual dos dentes posteriores, adaptando-se ao formato do contato interproximal. Essa região é recoberta por um epitélio delgado do tipo:

A queratinizado, que suporta as forças de atrição mecânica e insultos microbianos nessa região;
B não-queratinizado, sendo muito susceptível à inflamação e menos resistente ao ataque microbiano;
C não-queratinizado, situando-se abaixo da linha mucogengival tanto pela vestibular quanto pela palatina/lingual;
D queratinizado, situando-se abaixo da gengiva livre, tanto pela superfície vestibular quanto pelas superfícies palatina ou lingual;
E não-queratinizado, situando-se abaixo da gengiva livre, tanto pela superfície vestibular quanto pelas superfícies palatina ou lingual.

Riscos ocupacionais no ambiente de trabalho odontológico indicam a possibilidade de dano ao profissional ou a ocorrência de algum evento adverso em decorrência da sua atividade laboral. São exemplos de agentes físicos que acarretam riscos ocupacionais no ambiente de trabalho do cirurgião-dentista:

A exposição ao mercúrio, aos metacrilatos e a substâncias voláteis como o formocresol e o paramonoclorofenol canforado;
B ruído, vibração, radiação ionizante e não ionizante, temperaturas extremas, iluminação deficiente ou excessiva e umidade;
C uso prolongado de luvas de látex ou contato com materiais poliméricos que podem ocasionar dermatite de contato ou reações alérgicas;
D situações cotidianas como anestesia, controle da dor, medo e ansiedade dos pacientes, emergências imprevistas e insatisfação dos pacientes com o serviço executado;
E respingos de saliva ou sangue, aerossol gerado pela utilização de instrumentos de corte rotatórios na cavidade bucal e riscos de contaminação por materiais pérfuro-cortantes.

O mercado de trabalho para o profissional de odontologia na função de auditor inclui os serviços assistenciais odontológicos de autogestão em empresas prestadoras (odontologia de grupo), seguradoras, administradoras ou a prestação de serviços de auditoria autônomos. Dentre as funções do auditor odontológico, é correto citar:

A autorização de tratamentos de alta complexidade, glosas de procedimentos sem indicações e sugestão de tratamentos alternativos ao cirurgião-dentista para evitar as glosas;
B comunicação ao usuário da sua opinião sobre os serviços executados pelo cirurgião-dentista e indicação de outro profissional para realizar o tratamento, caso assim julgue necessário;
C aplicação de medidas punitivas ao profissional ou empresa prestadora de serviço, no caso de desconformidade com as legislações e recomendação de medidas corretivas para o fiel cumprimento da prestação de serviços;
D fiscalização da regularidade profissional do cirurgião-dentista credenciado junto ao Conselho Federal de Odontologia e do cumprimento das normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária pelo consultório;
E estudo da distribuição geográfica dos usuários para melhor parametrizar a rede de atendimento, monitoramento dos controles de utilização e avaliação do nível de qualidade do trabalho prestado pela rede operacional, incluindo o índice de satisfação do usuário.

Após exame clínico, não foram detectadas lesões de cárie em uma paciente de 22 anos de idade apresentando dentição permanente completa. O exame radiográfico interproximal revelou, no entanto, imagem radiolúcida atingindo a metade interna da dentina na região mesial do dente 16. Nesse caso, para que o cirurgião-dentista identifique a atividade da lesão e, assim, proponha estratégias adequadas de tratamento, ele deve observar o seguinte aspecto:

A se a lesão apresenta biofilme aderido, indicando que está ativa;
B se a lesão se apresenta rugosa à sondagem, indicando que está ativa
C se a lesão se apresenta brilhosa à inspeção visual, indicando que está inativa;
D se a lesão se apresenta pigmentada à inspeção visual, indicando que está ativa;
E se a lesão apresenta sangramento à sondagem interproximal, indicando que está ativa.

Uma criança de 13 anos de idade compareceu a um serviço de pronto-atendimento odontológico após cair da bicicleta. O exame clínico revelou luxação lateral do elemento 11 com fratura de esmalte. O exame radiográfico mostrou formação radicular completa e ausência de fratura radicular. Nessa consulta, foi realizada a reposição e contenção apropriada do elemento. Os passos seguintes, com relação ao manejo do dente traumatizado no presente caso, envolvem:

A radiografia após três meses e intervenção endodôntica em caso de lesão periapical;
B radiografia após três meses e intervenção endodôntica em caso de reabsorção radicular externa inflamatória;
C acesso endodôntico após uma a duas semanas, irrigação, instrumentação e obturação radicular com agregado trióxido mineral (MTA);
D acesso endodôntico após uma a duas semanas, terapia curta com hidróxido de cálcio, instrumentação e obturação radicular com guta-percha;
E acesso endodôntico após uma a duas semanas, irrigação, instrumentação e indução do sangramento intraradicular para regeneração do tecido pulpar.