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Um homem de 51 anos, previamente diabético, tabagista, dá entrada em unidade de emergência com quadro de dor precordial, em queimação, com irradiação para membro superior esquerdo, com duração de 30 minutos. Um eletrocardiograma de admissão demonstra supradesnivelamento do segmento ST das seguintes derivações: V1, V2, V3 e V4. Dentre as opções a seguir, a conduta imediata mais adequada é:

A AAS 200 mg e troponinas seriadas;
B AAS 200 mg, clopidogrel 600 mg e anticoagulação plena;
C AAS 200 mg, anticoagulação plena e cineangiocoronariografia de emergência;
D AAS 200 mg, clopidogrel 300 mg e cineangiocoronariografia dentro das primeiras 24 horas;
E AAS 200 mg, clopidogrel 300 mg, anticoagulação plena e cineangiocoronariografia de emergência.

Um homem de 65 anos, com quadro sugestivo de insuficiência cardíaca de fração de ejeção preservada, apresenta os seguintes exames complementares prévios: eletrocardiograma com complexo QRS de baixa amplitude, ecocardiograma transtorácico com aumento biatrial, espessamento de septo interventricular com textura granulosa e sinal cherry on the top. Com base no descrito, a hipótese mais provável é:

A sarcoidose;
B amiloidose;
C doença de Fabry;
D hemocromatose;
E cardiomiopatia hipertrófica.

Os dispositivos de circulação assistida são ferramentas importantes em pacientes com insuficiência cardíaca grave e refratária ao tratamento convencional. Sobre o tema, é correto afirmar que:

A a ECMO veno-venosa é a mais indicada para os pacientes com choque cardiogênico refratário;
B a ECMO não necessita de anticoagulação contínua;
C o balão intra-aórtico é o dispositivo que fornece o maior suporte circulatório em comparação aos outros dispositivos existentes;
D os dispositivos de circulação assistida são considerados terapias definitivas, sendo principalmente indicados em pacientes não candidatos a transplante cardíaco;
E o uso da ECMO veno-arterial pode ser indicado tanto em pacientes com insuficiência cardíaca esquerda isolada quanto em pacientes com insuficiência cardíaca direita isolada.

Paciente de 20 anos é atendida no ambulatório de ginecologia com queixas de corrimento grumoso, prurido e ardência vaginal. Apresenta placas brancas aderidas à parede vaginal, edema, eritema e escoriações/fissuras na parede vulvar. O agente etiológico mais provável nesse caso é:

A herpes vírus;
B bactérias anaeróbias;
C Treponema pallidum;
D Candida albicans;
E Trichomonas vaginalis.

Paciente de 16 anos em atendimento pré-hospitalar pela equipe do SAMU após queda de bicicleta ao saltar de rampa de 1 m de altura. Ao exame: Glasgow 15, sentado no chão, queixando-se de dor abdominal com irradiação para o ombro E, abdômen distendido, PA 100x65, hipocorado 1+/4+, FC 110 bpm. A principal hipótese diagnóstica para o caso é ruptura:

A duodenal;
B vesical;
C esplênica;
D gástrica;
E ileal.

Paciente do sexo feminino de 45 anos é atendida no consultório com queixas de cefaleia temporal direita há 24 horas, pulsátil, de moderada intensidade, evoluindo nas últimas 6 horas com náuseas e 1 episódio de vômito, osmofobia, fotofobia e irritabilidade. Já apresentou episódios anteriores semelhantes nos últimos 6 meses, com até 72 horas de duração, e refere que percebeu desencadeamento após episódios de estresse e consumo de bebida alcoólica. Ao exame: PA 130/80, Glasgow 15, mobilidade preservada, dialogando normalmente, pupilas isocóricas e fotorreagentes, sem outras alterações visuais. A principal hipótese diagnóstica é:

A cefaleia tensional;
B arterite temporal;
C cefaleia em salvas;
D hipertensão intracraniana idiopática;
E enxaqueca.

A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) caracteriza-se por limitação crônica ao fluxo de ar, não totalmente reversível, associada a uma resposta inflamatória anormal à inalação de partículas ou gases nocivos. Do ponto de vista da fisiopatologia, a obstrução crônica ao fluxo de ar na DPOC ocorre devido a uma associação de inflamação nas pequenas vias aéreas (bronquiolite respiratória) e destruição parenquimatosa (enfisema). Os sintomas têm início insidioso, são persistentes, pioram com exercício e tendem a aumentar em frequência e intensidade ao longo do tempo. Um critério clínico ou funcional para o diagnóstico de DPOC é:

A hiperprodução de alfa 1 antitripsina;
B fatores relacionados à infância: excesso de peso ao nascer e infecções respiratórias;
C espirometria com relação VEF1/CVF inferior a 0,7 pós-broncodilatador;
D idade superior a 60 anos;
E tosse não produtiva ou mucoide.

Em relação ao desenvolvimento do sistema esquelético, é correto afirmar que:

A o PTH e VIT D inibem a atividade osteoclástica;
B a osteoprotegerina (OPG) estimula a diferenciação e a atividade osteoclástica;
C a vitamina D regula positiva e negativamente a expressão do RANKL e da osteoprotegerina;
D os osteoblastos não possuem efeito regulador positivo ou negativo na atividade osteoclástica;
E a matriz orgânica do osso é composta por 5% de colágeno do tipo I, 90 % por colágeno do tipo II e 5% por colágeno do tipo III.

Em relação às fraturas supracondilianas de úmero em flexão em crianças de 8 anos de idade, é correto afirmar que:

A a lesão nervosa mais comumente associada a essa fratura é do nervo ulnar;
B a lesão nervosa mais comumente associada a essa fratura é do nervo interósseo anterior;
C após redução, no RX de controle, o ângulo de Baumann deve estar situado entre 35 e 45 graus;
D na classificação de Gartland, a fratura do tipo II se apresenta desviada e sem contato da cortical posterior;
E nessa fratura, o cúbito valgo causa pouco problema, principalmente porque o ângulo de carregamento fisiológico é de 10 a 15 graus.