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O estudo que leva em consideração a frequência de uso dos documentos por suas entidades produtoras e a identificação de Seus valores primário e secundário é denominado

A Contencioso arquivístico.
B Ciclo vital dos documentos.
C Teoria das Três idades.
D Teoria da informação.
E Avaliação de documentos.

A relação entre as etapas da gestão de documentos é melhor definida em:

A A produção de documentos é a etapa final da gestão, precedida pela destinação, que determina o descarte imediato ou a guarda permanente, facilitando o fluxo documental.
B A destinação de documentos deve ocorrer simultaneamente à produção. para garantir a conformidade com as políticas de preservaçãoe eliminação.
C O fluxo documental envolve exclusivamente a produção de documentos digitais, não impactando na fase de destinação dos documentos físicos
D O fluxo documental abrange desde a produção até a destinação, envolvendo o uso e a avaliação dos documentos para determinar sua conservação ou eliminação.
E A produção e o uso de documentos são atividades independentes e não afetam o fluxo documental nem a destinação dos documentos.

Um dos objetivos da função Classificação é

A recuperar o contexto original de produção dos documentos.
B recuperar documentos e informações rapidamente.
C definir os prazos de guarda e a destinação dos documentos.
D reduzir a massa documental acumulada pelo organismo.
E autorizar a eliminação criteriosa de documentos.

Como a elaboração de um plano de classificação é um processo, a primeira etapa a ser realizada é

A detalhar a estrutura e levantar as atribuições das áreas-fim,
B atribuir códigos a cada série documental identificada.
C padronizar o nome das atribuições idênticas dos departamentos.
D determinar as funções, subfunções e atividades dos departamentos.
E estudar a estrutura administrativa e o funcionamento do órgão/entidade.

Ao receber um pedido de acesso a documentos que possam comprometer a privacidade de indivíduos ainda vivos, o arquivista deve

A delegar a responsabilidade de decidir sobre o acesso a documentos sensíveis a outro departamento da instituição, sem avaliação própria.
B compartilhar os documentos com o solicitante, desde que ele assine um termo de confidencialidade, independentemente do conteúdo dos documentos.
C permitir o acesso irrestrito aos documentos, com base no principio da transparência e do livre acesso à informação.
D negar todos os pedidos de acesso a documentos que contenham informações pessoais, independentemente do contexto ou justificativa.
E avaliar cuidadosamente o pedido de acesso, garantindo que a privacidade e os direitos dos indivíduos mencionados nos documentos sejam protegidos, conforme as leis e regulamentos aplicáveis.

De acordo com a Resolução CNJ nº 324/2020 e com o Programa Nacional de Gestão Documental e Memória do Poder Judiciário (Proname),

A o Comitê do Proname é integrado por representantes de todos os segmentos do Poder Judiciário e apresenta composição mínima constituída por 25 membros, dentre os quais, o Secretário-Geral do CNJ.
B o conjunto de procedimentos, ações e práticas de preservação referentes à produção, à tramitação, ao uso, à avaliação e ao arquivamento de documentos, processos, arquivos, objetos e imóveis do Poder Judiciário é compreendido como Gestão Documental.
C essa Resolução foi criada devido à necessidade de aperfeiçoamento da Recomendação CNJ nº 37/2011, que dispõe sobre o funcionamento do Proname e de seus instrumentos.
D são princípios e diretrizes do Proname, a garantia de acesso a informações necessárias ao exercício de direitos, e a promoção da cidadania por meio do pleno gozo dos direitos civis e políticos da população brasileira.
E o fomento às atividades de preservação, pesquisa e divulgação da história do Poder Judiciário e da história nacional ou regional por meio de criação de Museus, Memoriais, Espaços de Memória ou afins, é considerado Gestão da Memória.

Compete ao Comitê coordenador do Programa Nacional de Gestão Documental e Memória do Poder Judiciário (Proname),

A fomentar a interlocução e a cooperação entre as áreas de Arquivo, Museu, Memorial, Biblioteca e Gestão Documental dos órgãos do Poder Judiciário.
B realizar estudos e encaminhar propostas sobre questões relativas à gestão documental e à gestão da memória.
C orientar as unidades judiciarias e administrativas a realizar o processo de análise e avaliação da documentação produzida e acumulada no seu âmbito de atuação.
D propor e apoiar ações de capacitação de servidores e magistrados em questões relacionadas à gestão documental e à gestão da memoria.
E elaborar e publicar a politica de gestão documental de processos e documentos em meio digital de todos os órgãos do Poder Judiciário.
Texto associado
Os deuses da cidade Para ver uma cidade não basta ficar de olhos abertos. É preciso primeiramente descartar tudo aquilo que impede de vé-la, todas as ideias recebidas, as imagens pré-constituídas que continuam a estorvar o campo visual e a capacidade de compreensão. Depois é preciso saber simplificar, reduzir ao essencial o enorme número de elementos que a cada segundo a cidade põe diante dos olhos de quem a observa, e ligar os fragmentos espalhados num desenho analítico e ao mesmo tempo unitário, como o diagrama de uma máquina, com o qual se possa compreender como ela funciona. A comparação da cidade com uma máquina é, ao mesmo tempo, pertinente e desviante. Pertinente porque uma cidade vive na medida em que funciona, isso é, em que serve para se viver nela e para fazer viver. Desviante porque, diferentemente das máquinas, que são criadas com vistas a uma determinada função, as cidades são todas ou quase todas o resultado de adaptações sucessivas a funções diferentes, não previstas por sua fundação anterior (penso nas cidades italianas com sua história de séculos ou de milénios). Mais do que com a maquina, e a comparação com o organismo vivo na evolução da espécie que pode nos dizer alguma coisa importante sobre a cidade: como, ao passar de uma era para outra, as espécies vivas adaptam seus órgãos para novas funções ou desaparecem, assim também as cidades. E não podemos esquecer que na história da evolução toda espécie carrega consigo características que parecem de outras eras, na medida em que já não correspondem a necessidades vitais, mas que talvez um dia, em condições ambientais transformadas, serão as que salvarão a espécie da extinção. Assim a força da continuidade de uma cidade pode consistir em características e elementos que hoje parecem prescindíveis, porque esquecidos ou contraditos por seu funcionamento atual. Os antigos representavam o espírito de uma cidade com aquele tanto de vago e aquele tanto de preciso que essa operação implica, evocando os nomes dos deuses que presidiram sua fundação: nomes que equivalem a personificações de posturas vitais do comportamento humano e que tinham de garantir a vocação profunda da cidade. Uma cidade pode passar por catástrofes e anacronismos, ver estirpes diferentes sucedendo-se em suas casas, ver suas casas mudarem cada pedra, mas deve, no momento certo, sob formas diferentes, reencontrar os próprios deuses. (Adaptado de Calvino, Ítalo. Assunto encerrado. Trad. Roberta Barni. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 333-336, passim)

No paragrafo, o autor expande sua afirmação inicial de que Para ver uma cidade não basta ficar de olhos abertos recomendando que, para de fato reconhecermos o que seja uma cidade, devemos

A valorizar o que aparece nela como um desenho irremediavelmente fragmentário.
B amparar nossa visão contemporânea naquela que a tradição histórica já cristalizou.
C expurgar da imagem da cidade as incorporações pregressas que impedem de reconhecê-la.
D corresponder à complexidade de suas formas e aos seus mistérios indevassáveis.
E considerar a hipótese de que ela é uma máquina tosca e de funcionamento precário.
Texto associado
Os deuses da cidade Para ver uma cidade não basta ficar de olhos abertos. É preciso primeiramente descartar tudo aquilo que impede de vé-la, todas as ideias recebidas, as imagens pré-constituídas que continuam a estorvar o campo visual e a capacidade de compreensão. Depois é preciso saber simplificar, reduzir ao essencial o enorme número de elementos que a cada segundo a cidade põe diante dos olhos de quem a observa, e ligar os fragmentos espalhados num desenho analítico e ao mesmo tempo unitário, como o diagrama de uma máquina, com o qual se possa compreender como ela funciona. A comparação da cidade com uma máquina é, ao mesmo tempo, pertinente e desviante. Pertinente porque uma cidade vive na medida em que funciona, isso é, em que serve para se viver nela e para fazer viver. Desviante porque, diferentemente das máquinas, que são criadas com vistas a uma determinada função, as cidades são todas ou quase todas o resultado de adaptações sucessivas a funções diferentes, não previstas por sua fundação anterior (penso nas cidades italianas com sua história de séculos ou de milénios). Mais do que com a maquina, e a comparação com o organismo vivo na evolução da espécie que pode nos dizer alguma coisa importante sobre a cidade: como, ao passar de uma era para outra, as espécies vivas adaptam seus órgãos para novas funções ou desaparecem, assim também as cidades. E não podemos esquecer que na história da evolução toda espécie carrega consigo características que parecem de outras eras, na medida em que já não correspondem a necessidades vitais, mas que talvez um dia, em condições ambientais transformadas, serão as que salvarão a espécie da extinção. Assim a força da continuidade de uma cidade pode consistir em características e elementos que hoje parecem prescindíveis, porque esquecidos ou contraditos por seu funcionamento atual. Os antigos representavam o espírito de uma cidade com aquele tanto de vago e aquele tanto de preciso que essa operação implica, evocando os nomes dos deuses que presidiram sua fundação: nomes que equivalem a personificações de posturas vitais do comportamento humano e que tinham de garantir a vocação profunda da cidade. Uma cidade pode passar por catástrofes e anacronismos, ver estirpes diferentes sucedendo-se em suas casas, ver suas casas mudarem cada pedra, mas deve, no momento certo, sob formas diferentes, reencontrar os próprios deuses. (Adaptado de Calvino, Ítalo. Assunto encerrado. Trad. Roberta Barni. São Paulo: Companhia das Letras, 2006, p. 333-336, passim)

Para fundamentar sua comparação da cidade com um organismo vivo, o autor se vale da convicção de que em ambos os casos

A evidencia-se um mesmo modelo funcional aprimorado pelo homem.
B manisfeta-se o fenômeno da sucessiva e evolutiva adaptação a novas funções.
C ganha corpo a ilusão de que algo se esteja aprimorando com o tempo.
D transparece a certeza de que as funções vitais são invariáveis.
E comprova-se o fato de quem evoluem a partir de um projeto divino.