Atenção : Para responder às questões de números 8 a 12, baseie-se no texto abaixo.
Palavras em agonia
No avião, ouço a voz da comissária: “Senhores passageiros, estamos próximos à decolagem.” Oba! Finalmente vou descobrir onde fica a decolagem. Deve ser um lugar, porque, segundo a moça, estamos próximos dela. Já reparei que, ao levantar voo no Santos Dumont para São Paulo, o avião rola de mansinho pela pista, acelera e, quando passa pela Escola Naval, decola. Se a decolagem é um lugar, significa que esse lugar é ali, diante da antiga ilha onde, em 1555, Vilegagnon tentou construir a França Antártica. Isso justificaria a frase “Estamos próximos à decolagem". Mas, e se a decolagem não for um lugar, e sim uma ação? Mais correto, então, seria dizer “Dentro de instantes iremos decolar”. Ou “Estamos perto de decolar”. Isso obrigaria, no entanto, ao uso de uma palavra que está se despedindo da língua, como se seu significado tivesse se exaurido. A palavra é “perto” As pessoas agora dizem “Estou próximo de sair, não “perto de sair, “Estou próximo de conseguir emprego”, não “perto de conseguir emprego”. “Perto” não é a única palavra em agonia entre nós. Há muitas mais, substituídas por outras que se instalaram e ganharam a preferência nacional. Exemplos. Ninguém mais coloca algo em lugar nenhum — “posiciona”. Ninguém termina mais nada — “finaliza”. Ninguém mais tem resistência física ou emocional — é resiliente”. Ninguém mais completa ou enriquece um texto — “atualiza”.
(CASTRO, Ruy. Folha de S.Paulo , 26 de dezembro de 2024)
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Os dados de uma empresa que são apresentados a seguir, referentes ao ano de 2021, foram obtidos de diversas fontes internas e os valores estão expressos em reais:
Ao receber um pedido de acesso a documentos que possam comprometer a privacidade de indivíduos ainda vivos, O arquivista deve
A Secretaria Municipal de Saúde identificou um aumento significativo de mortes causadas por dengue no final do ano de 2024, índices acompanhados pelo aumento de casos de zika e chicungunha. Em consonância com as políticas do Ministério e da Secretaria Estadual, foi elaborado um plano de combate à doença que envolve campanhas junto à população para sensibilizar sobre a necessidade de encontrar e remover focos de proliferação do mosquito aedes aegypti . Na elaboração do material de divulgação para a imprensa sobre a campanha, o assessor de imprensa incluiu no material:
I. aspas destacando a importância que autoridades como o prefeito e o secretário dão para o tema, preocupados com o bem-estar dos cidadãos.
II. formas de identificar e remover os focos de proliferação do mosquito aedes aegypti .
III. dados estatísticos sobre infecções, casos graves e mortes causadas pelas doenças que são objeto da campanha.
IV. endereços e contatos que os cidadãos devem acionar se identificarem situações que precisem de intervenção da prefeitura para combater as doenças objeto da campanha.
V. um último parágrafo com agradecimento a todos profissionais servidores ou empregados públicos, comissionados ou de carreira, que se empenharam na construção da campanha.
Está correto o que se afirma APENAS em
Dentre as diretrizes do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional (PCMSO), de acordo com a Norma Regulamentadora NR-7, está:
Para preencher um álbum são necessárias 320 figurinhas. Ontem, Camila completou metade do álbum. Hoje, Camila adquiriu 12 pacotes de 6 figurinhas cada um e, depois de colar todas as figurinhas que ainda não tinha, restaram 33 figurinhas repetidas. O número de figurinhas que ainda faltam para completar o álbum é
Uma equipe técnica está utilizando o servidor de aplicações WildFly para hospedar uma aplicação Java EE crítica. Para monitorar os eventos de execução e falhas, decidiram integrar a aplicação com o Elastic Stack (Elasticsearch, Logstash e Kibana). Em condições ideais, a melhor abordagem para capturar e analisar os logs da aplicação é
Durante o desenvolvimento de um projeto colaborativo no GitHub, um Técnico da equipe realizou commits diretamente na branch principal ( main ) sem passar por uma revisão de código via Pull Request. A prática mais indicada para corrigir essa situação e minimizar o impacto na equipe é:
Um Analista de um Tribunal Regional do Trabalho está configurando o Elastic Stack (Elasticsearch, Logstash e Kibana) integrado ao AWS para coletar, indexar e analisar logs de serviços da AWS, como CloudTrail e CloudWatch. À sequência de ações que ele deve utilizar para configurar o pipeline de dados e realizar a análise dos logs é
Texto associado
A palavra resiliente” no texto exemplifica:
Texto associado
Atenção : Considere o texto abaixo para responder às questões de números 1 a 7.
Em O fim da teoria , Chris Anderson afirma que quantidades inimagináveis de dados (o Big Data ) tornariam as teorias completamente obsoletas: "Hoje, empresas que cresceram em uma era de dados massivamente abundantes não precisam se contentar com modelos errados. Na verdade, elas não precisam mais se contentar com modelos”. A psicologia ou sociologia orientada por dados torna possível prever e controlar com precisão o comportamento humano. As teorias estão sendo substituídas por dados diretos.
O Big Data , na verdade, não explica nada. Apenas revela correlações entre as coisas. Mas as correlações são a forma mais primitiva de conhecimento. Nada é compreendido nas correlações. O Big Data não é capaz de explicar por que as coisas se comportam da maneira como se comportam. Não são estabelecidas conexões causais nem conceituais.
A teoria como narração cria uma ordem de coisas, relacionando-as umas com as outras e explicando por que elas se comportam da maneira como se comportam. Em contraste com o Big Data , ela nos oferece a forma mais elevada de conhecimento, qual seja, a compreensão. O Big Data , por outro lado, é totalmente aberto.
A teoria na forma de desfecho prende as coisas em uma estrutura conceitual e as toma, com isso, apreensíveis. O fim da teoria significa, em última instância, dizer adeus ao conceito como espírito. A inteligência artificial funciona muito bem sem o conceito. Inteligência não é espirito. Somente o espírito é capaz de uma nova ordem das coisas, de uma nova narração. A inteligência calcula. O espírito, todavia, narra. Em um mundo saturado de dados e informações, a capacidade de narrar se atrofia. Com isso, a construção de teorias se torna algo mais raro, até mesmo arriscado.
A inteligência artificial não pode pensar porque não pode se apaixonar, porque não é capaz de uma narração apaixonada. Os diálogos de Platão já deixam claro que a filosofia é uma narração. A filosofia como ciência renega seu caráter narrativo originário. Ela se priva de sua linguagem. Emudece. Assim, a atual crise da narração também está se apoderando da filosofia e lhe pondo um fim. No instante em que a filosofia reivindica ser uma ciência, ser uma ciência exata, seu declínio começa.
(HAN, Byung-Chul. A crise da narração. Trad. Daniel Guilhermino. Petrópolis: Editora Vozes. edição digital, 2023)
Em O fim da teoria , Chris Anderson afirma que quantidades inimagináveis de dados (o Big Data ) tornariam as teorias completamente obsoletas: "Hoje, empresas que cresceram em uma era de dados massivamente abundantes não precisam se contentar com modelos errados. Na verdade, elas não precisam mais se contentar com modelos”. A psicologia ou sociologia orientada por dados torna possível prever e controlar com precisão o comportamento humano. As teorias estão sendo substituídas por dados diretos.
O Big Data , na verdade, não explica nada. Apenas revela correlações entre as coisas. Mas as correlações são a forma mais primitiva de conhecimento. Nada é compreendido nas correlações. O Big Data não é capaz de explicar por que as coisas se comportam da maneira como se comportam. Não são estabelecidas conexões causais nem conceituais.
A teoria como narração cria uma ordem de coisas, relacionando-as umas com as outras e explicando por que elas se comportam da maneira como se comportam. Em contraste com o Big Data , ela nos oferece a forma mais elevada de conhecimento, qual seja, a compreensão. O Big Data , por outro lado, é totalmente aberto.
A teoria na forma de desfecho prende as coisas em uma estrutura conceitual e as toma, com isso, apreensíveis. O fim da teoria significa, em última instância, dizer adeus ao conceito como espírito. A inteligência artificial funciona muito bem sem o conceito. Inteligência não é espirito. Somente o espírito é capaz de uma nova ordem das coisas, de uma nova narração. A inteligência calcula. O espírito, todavia, narra. Em um mundo saturado de dados e informações, a capacidade de narrar se atrofia. Com isso, a construção de teorias se torna algo mais raro, até mesmo arriscado.
A inteligência artificial não pode pensar porque não pode se apaixonar, porque não é capaz de uma narração apaixonada. Os diálogos de Platão já deixam claro que a filosofia é uma narração. A filosofia como ciência renega seu caráter narrativo originário. Ela se priva de sua linguagem. Emudece. Assim, a atual crise da narração também está se apoderando da filosofia e lhe pondo um fim. No instante em que a filosofia reivindica ser uma ciência, ser uma ciência exata, seu declínio começa.
(HAN, Byung-Chul. A crise da narração. Trad. Daniel Guilhermino. Petrópolis: Editora Vozes. edição digital, 2023)