Atenção: Leia o texto para responder às questões de números 13 e 14.
A Rua Diferente
Na minha rua estão cortando árvores
botando trilhos
construindo casas.
Minha rua acordou mudada.
Os vizinhos não se conformam.
Elas não sabem que a vida tem dessas exigências brutas.
Só minha filha goza o espetáculo
e se diverte com os andaimes,
a luz da solda autógena
e o cimento escorrendo nas fôrmas.
(ANDRADE. Calos Drummond de. Alguma poesia . Rio de Janero:
Record, edição digital)
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51.363 questões
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24.632 questões
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MACKENZIE
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Texto associado
No poema, o processo de transformação da paisagem é descrito como
As obras das fundações de uma edificação farão uso de argamassa impermeável dosada e preparada na obra e composta de cimento Portland, areia, aditivo impermeabilizante e água. O traço volumétrico deve ser de uma parte de cimento para
Considere a planta de um terreno rural cujas coordenadas A, B, C, D, E estão apresentadas em metros.
Para desenhar a linha CD no programa AutOCAD com o comando LINE em coordenadas polares relativas, estando o cursor posicionado no vértice C. após a instrução TO POINT , deve-se digitar:
Nos revestimentos de paredes e tetos com argamassas inorgânicas, o revestimento de argamassa deve apresentar aderência com a base de revestimento e entre suas camadas constituintes, avaliada conforme norma técnica vigente. Para tanto, deve-se avaliar a aderência dos revestimentos acabados por ensaios de percussão, realizados através de impactos leves, não contundentes, com martelo de madeira ou outro Instrumento rijo. A avaliação deve ser feita em cerca de
Considere:
I. Perna forte posicionada a frente.
II. Perna forte posicionada atrás.
III. Pernas abertas mais ou menos na mesma distância dos ombros.
IV. Pernas fechadas.
V. Joelhos flexionados.
VI. Pés paralelos.
Em relação à postura de combate ideal para facilitar ataques, defesas ou possível fuga, é coreto o que se afirma APENAS em
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 1 a 6, baseie-se no texto abaixo.
Hollywood dentro de nós
A cultura norte-americana, mais do que qualquer outra, vive e pensa à coletividade como um conjunto de indivíduos. Para um europeu ou um sul-americano, comemorar, explicar e mesmo narrar um acontecimento é, no mínimo, problemático sem explorar sua dimensão propriamente social: o encontro ou a luta de ideias, classes, nações, grupos, grandes interesses econômicos, etc.
Hollywood, com a força de seu cinema, só podia nascer numa cultura em que, seja qual for a dimensão social dos fatos, toda experiência toma a forma de uma história de aventuras. Nesse tipo de cultura, qualquer história de vida promete um roteiro de filme.
Criticamos ou desprezamos Hollywodd pelas simplificações, pelos silêncios e pelas ignorâncias., talvez inevitáveis, ao reduzir a complexidade da história às andanças singulares dos indivíduos. Mas, no fundo, essa critica se endereça a nós mesmos. Defendemos um entendimento do mundo em que causas e conflitos coletivos são mais importantes que a epopeia dos indivíduos. No entanto, a crítica do reducionismo de Hollywood é a maneira que encontramos para reprimir uma dimensão crucial da nossa própria experiência: o mundo nos interessa só porque constitui o cenário da aventura das nossas vidas. Hollywood, desprezada, cativa-nos e fascina-nos porque glorifica um individualismo que é o nosso. Portanto, mesmo envergonhados, entremos no cinema.
(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Terra de ninguém. São Paulo: Publifolha, 2004, p. 322-323)
Hollywood dentro de nós
A cultura norte-americana, mais do que qualquer outra, vive e pensa à coletividade como um conjunto de indivíduos. Para um europeu ou um sul-americano, comemorar, explicar e mesmo narrar um acontecimento é, no mínimo, problemático sem explorar sua dimensão propriamente social: o encontro ou a luta de ideias, classes, nações, grupos, grandes interesses econômicos, etc.
Hollywood, com a força de seu cinema, só podia nascer numa cultura em que, seja qual for a dimensão social dos fatos, toda experiência toma a forma de uma história de aventuras. Nesse tipo de cultura, qualquer história de vida promete um roteiro de filme.
Criticamos ou desprezamos Hollywodd pelas simplificações, pelos silêncios e pelas ignorâncias., talvez inevitáveis, ao reduzir a complexidade da história às andanças singulares dos indivíduos. Mas, no fundo, essa critica se endereça a nós mesmos. Defendemos um entendimento do mundo em que causas e conflitos coletivos são mais importantes que a epopeia dos indivíduos. No entanto, a crítica do reducionismo de Hollywood é a maneira que encontramos para reprimir uma dimensão crucial da nossa própria experiência: o mundo nos interessa só porque constitui o cenário da aventura das nossas vidas. Hollywood, desprezada, cativa-nos e fascina-nos porque glorifica um individualismo que é o nosso. Portanto, mesmo envergonhados, entremos no cinema.
(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Terra de ninguém. São Paulo: Publifolha, 2004, p. 322-323)
A razão pela qual o cinema de Hollywood é tão influente está no segmento
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 7 a 12, baseie-se no texto abaixo.
De Rubem Braga para Vinicius de Moraes
Gosto muito da crônica que Rubem Braga publicou depois que seu amigo Vinicius de Moraes se foi. Em forma de carta, o cronista dá ao poeta notícias atualizadas sobre o Rio, as moças do Rio, a vida, a natureza em for, a chegada da primavera, as promessas no ar... E para arrematar sua despedida, diz:
— Vou ficando por aqui mais um pouco...
Esse “vou ficando” resume a contingência de todos nós, esse estado provisório que gostamos de tratar como se etemo fosse. Esse “vou ficando” soa como desculpa por ainda estar vivo O cronista melancólico diante da ausência de um ardoroso posta amigo, que tanto soube amar à vida.
Quem conheceu o velho Braga admitirá que o tempo dele foi sempre marcado por uma nostalgia profunda, dessas que existem garantindo que não tem cura. Esse “vou ficando” soa, assim, como uma espécie de resignação final de quem não alcançou o teto das expectativas e aguarda agora os protocolos do tempo implacável.
Admiro muito essas frases sintéticas, supostamente simples, mas de muitas camadas, ressonâncias e projeções A gente se abeira delas e elas vão minando água fresca, para saciar nossa sede de consolos. Agora mesmo tive vontade de dizer a todos os parentes e amigos que já partiram:
— Vou ficando mais um pouco...
Como nada mais tenho que possa lhes oferecer, fico recitando essa frase, com esse gerúndio expressivo, essa indiscrição de um vivo, essa penitência de quem fica à espera da curva depois da qual não se pode mais ficar nem um pouquinho.
(Almeida Tibinçã, a editar)
De Rubem Braga para Vinicius de Moraes
Gosto muito da crônica que Rubem Braga publicou depois que seu amigo Vinicius de Moraes se foi. Em forma de carta, o cronista dá ao poeta notícias atualizadas sobre o Rio, as moças do Rio, a vida, a natureza em for, a chegada da primavera, as promessas no ar... E para arrematar sua despedida, diz:
— Vou ficando por aqui mais um pouco...
Esse “vou ficando” resume a contingência de todos nós, esse estado provisório que gostamos de tratar como se etemo fosse. Esse “vou ficando” soa como desculpa por ainda estar vivo O cronista melancólico diante da ausência de um ardoroso posta amigo, que tanto soube amar à vida.
Quem conheceu o velho Braga admitirá que o tempo dele foi sempre marcado por uma nostalgia profunda, dessas que existem garantindo que não tem cura. Esse “vou ficando” soa, assim, como uma espécie de resignação final de quem não alcançou o teto das expectativas e aguarda agora os protocolos do tempo implacável.
Admiro muito essas frases sintéticas, supostamente simples, mas de muitas camadas, ressonâncias e projeções A gente se abeira delas e elas vão minando água fresca, para saciar nossa sede de consolos. Agora mesmo tive vontade de dizer a todos os parentes e amigos que já partiram:
— Vou ficando mais um pouco...
Como nada mais tenho que possa lhes oferecer, fico recitando essa frase, com esse gerúndio expressivo, essa indiscrição de um vivo, essa penitência de quem fica à espera da curva depois da qual não se pode mais ficar nem um pouquinho.
(Almeida Tibinçã, a editar)
Rubem Braga endereçou ao amigo Vinícius de Moraes uma frase que encantou o autor do texto porque ela
O uso dos uniformes e acessórios de identificação visual pelos Inspetores e pelos Agentes da Polícia Judicial ativos, lotados nas unidades de segurança institucional dos órgãos do Poder Judiciário, tem por objetivos primordiais EXCETO:
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 1 a 6, baseie-se no texto abaixo.
Hollywood dentro de nós
A cultura norte-americana, mais do que qualquer outra, vive e pensa à coletividade como um conjunto de indivíduos. Para um europeu ou um sul-americano, comemorar, explicar e mesmo narrar um acontecimento é, no mínimo, problemático sem explorar sua dimensão propriamente social: o encontro ou a luta de ideias, classes, nações, grupos, grandes interesses econômicos, etc.
Hollywood, com a força de seu cinema, só podia nascer numa cultura em que, seja qual for a dimensão social dos fatos, toda experiência toma a forma de uma história de aventuras. Nesse tipo de cultura, qualquer história de vida promete um roteiro de filme.
Criticamos ou desprezamos Hollywodd pelas simplificações, pelos silêncios e pelas ignorâncias., talvez inevitáveis, ao reduzir a complexidade da história às andanças singulares dos indivíduos. Mas, no fundo, essa critica se endereça a nós mesmos. Defendemos um entendimento do mundo em que causas e conflitos coletivos são mais importantes que a epopeia dos indivíduos. No entanto, a crítica do reducionismo de Hollywood é a maneira que encontramos para reprimir uma dimensão crucial da nossa própria experiência: o mundo nos interessa só porque constitui o cenário da aventura das nossas vidas. Hollywood, desprezada, cativa-nos e fascina-nos porque glorifica um individualismo que é o nosso. Portanto, mesmo envergonhados, entremos no cinema.
(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Terra de ninguém. São Paulo: Publifolha, 2004, p. 322-323)
Hollywood dentro de nós
A cultura norte-americana, mais do que qualquer outra, vive e pensa à coletividade como um conjunto de indivíduos. Para um europeu ou um sul-americano, comemorar, explicar e mesmo narrar um acontecimento é, no mínimo, problemático sem explorar sua dimensão propriamente social: o encontro ou a luta de ideias, classes, nações, grupos, grandes interesses econômicos, etc.
Hollywood, com a força de seu cinema, só podia nascer numa cultura em que, seja qual for a dimensão social dos fatos, toda experiência toma a forma de uma história de aventuras. Nesse tipo de cultura, qualquer história de vida promete um roteiro de filme.
Criticamos ou desprezamos Hollywodd pelas simplificações, pelos silêncios e pelas ignorâncias., talvez inevitáveis, ao reduzir a complexidade da história às andanças singulares dos indivíduos. Mas, no fundo, essa critica se endereça a nós mesmos. Defendemos um entendimento do mundo em que causas e conflitos coletivos são mais importantes que a epopeia dos indivíduos. No entanto, a crítica do reducionismo de Hollywood é a maneira que encontramos para reprimir uma dimensão crucial da nossa própria experiência: o mundo nos interessa só porque constitui o cenário da aventura das nossas vidas. Hollywood, desprezada, cativa-nos e fascina-nos porque glorifica um individualismo que é o nosso. Portanto, mesmo envergonhados, entremos no cinema.
(Adaptado de: CALLIGARIS, Contardo. Terra de ninguém. São Paulo: Publifolha, 2004, p. 322-323)