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O articulista Marcelo Rebelo, em setembro de 2012, afirmou que “em um mundo hiperconectado onde as informações são disseminadas de maneira cada vez mais frenética por múltiplos canais, os jornais estão tendo que se adaptar e se reinventar”. Seu artigo repercutia um artigo de Patrick Pexton, do Washington Post, sobre a importância dos feedbacks às demandas dos leitores que redundou na criação de um novo tipo de editor com a função de determinar como e onde alcançar os leitores. Esse novo personagem na estrutura dos jornais, principalmente aqueles do meio digital, são chamados de

A ombudsman
B ouvidor
C editor de engajamento.
D auditor
E editor de relacionamento.
Texto associado
LIVROS Tropeçavas nos astros desastrada Quase não tínhamos livros em casa E a cidade não tinha livraria Mas os livros que em nossa vida entraram São como a radiação de um corpo negro Apontando pra expansão do Universo Porque a frase, o conceito, o enredo, o verso (E, sem dúvida, sobretudo o verso) É o que pode lançar mundos no mundo. (https://www.letras.mus.br/caetano-veloso, acessado em 09.11.2018)

Assinale a alternativa correta quanto à conjugação e/ou à correlação entre os tempos verbais.

A Se Caetano dispusesse de livros é porque sua família adquire cultura.
B Se a cidade tivesse livrarias, as pessoas obteriam mais conhecimento.
C Como não entrassem livros nas casas, as pessoas não expandirão o conhecimento.
D Quando as cidades dispuserem livros a todos, ninguém mais permaneceu na escuridão.
E Por mais que se obtenham livros, as cidades não adquiririam cultura.

Hostil novo mundo Você já passou por isso. Nas últimas semanas, tenho sido torturado por computadores que ligam e desligam sozinhos, mouses travados, “reiniciações” lentas e outras deliciosas avarias. Ligo para o técnico e ele me instrui a ligar e desligar este ou aquele botão da torre, “usar o aplicativo” ou ficar de quatro, meter-me debaixo da mesa e desplugar tudo da parede, esperar cinco minutos e plugar de novo. Naturalmente, não dá certo. Nem pode dar. Em jovem, sobrevivi aos zeros em matemática, física, estatística e outras ciências do diabo, e me concentrei apenas no que me interessava: português, história e línguas. Desde então, passei a vida profissional a bordo de um único veículo – a palavra. Com ela, tenho me virado em jornais, revistas, editoras de livros, rádios, TVs, auditórios, salas de aula e outros cenários onde a palavra seja chamada a dirimir dúvidas ou dinamitar certezas. De repente, várias eras geológicas depois, em idade de não querer aprender mais nada, a tecnologia exige que eu me torne engenheiro eletrônico. Cada vez mais funções dispensam o papel, a ida pessoal ao banco ou a conversa “presencial”. Para reinstalar a internet no computador, tenho de ligar um cabo enfiado na televisão. Desbloquear um cartão de crédito exige saber extrair uma raiz quadrada. A vida agora é online e cabe no bolso, mas, diante daquele inferno de teclas, plugues e botões sem sentido, pode-se perder tudo se digitar algo errado. A tecnologia tornou o mundo hostil para os que não conseguem acompanhá-la. É verdade que ela não pode parar por causa de meia dúzia de macróbios incapazes de se atualizar. Acontece que, nós, os macróbios, não somos meia dúzia. Somos milhões e, graças à ciência e a nós mesmos, estamos ameaçados de viver até os cem anos. Pois, se for para chegar lá, que seja para continuar usando algo mais nobre do que apenas os polegares. (Ruy Castro. Folha de S. Paulo. Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/ 2018/10/ hostil-mundo-novo.shtml. Publicado em 28.10.2018) O autor do texto usa como argumento para justificar sua dificuldade em aderir à tecnologia

A a falta de privacidade quanto a seus dados e arquivos armazenados no computador que podem ser acessados pelos técnicos de informática.
B o excesso de problemas que os computadores apresentam que são resolvidos ao desplugá-los da tomada.
C o receio de se tornar dependente dos aparelhos tecnológicos e não ser capaz de exercer sua profissão com êxito.
D a sua preferência pela área de humanas e a sua dificuldade com a área das exatas durante toda a sua vida escolar.
E a afirmação de que pode viver perfeitamente sem acesso à internet no computador ou nos dispositivos eletrônicos.
Texto associado
Página infeliz O mercado editorial no Brasil nunca pareceu tão próximo de uma catástrofe - com as duas principais redes de livrarias do país, Saraiva e Cultura, em uma crise profunda, reduzindo o número de lojas e com dívidas que parecem sem fim. Líder do mercado, a Saraiva, que já acumula atrasos de pagamentos a editores nos últimos anos, anunciou nesta semana o fechamento de 20 lojas. Em nota, a rede afirma que a medida tem a ver com “desafios econômicos e operacionais”, além de uma mudança na “dinâmica do varejo”. Na semana anterior, a Livraria Cultura entrou em recuperação judicial. No pedido à Justiça, a rede afirma acumular prejuízos nos últimos quatro anos, ter custos que só crescem e vendas menores. Mesmo assim, diz a petição enviada ao juiz, não teria aumentado seus preços. O enrosco da Cultura está explicado aí. Diante da crise, a empresa passou a pegar dinheiro emprestado com os bancos - o tamanho da dívida é de R$ 63 milhões. Com os atrasos nos pagamentos das duas redes, editoras já promoveram uma série de demissões ao longo dos últimos dois anos. O cenário de derrocada , contudo, parece estar em descompasso com os números de vendas. Desde o começo do ano, os dados compilados pela Nielsen, empresa de pesquisa de mercado, levantados a pedido do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, mostravam que o meio livreiro vinha dando sinais de melhoras pela primeira vez, desde o início da recessão econômica que abala o país. Simone Paulino, da Nós, editora independente de São Paulo, enxerga um descompasso entre as vendas em alta e a crise. Nas palavras dela, “um paradoxo assustador.” A editora nunca vendeu tanto na Cultura quanto nesses últimos seis meses”, diz. E é justamente nesse período que eles não têm sido pagos. “O modelo de produção do livro é muito complicado. Você investe desde a compra do direito autoral ou tradução e vai investindo ao longo de todo o processo. Na hora que você deveria receber, esse dinheiro não volta”, diz Paulino. “Os grandes grupos têm uma estrutura de advogados que vão ter estratégia para tentar receber. E para os pequenos? O que vai acontecer? ” Mas há uma esperança para os editores do país: o preço fixo do livro. Diante do cenário de crise, a maior parte dos editores aposta em uma carta tirada da manga no apagar das luzes do atual governo - a criação, no país, do preço fixo do livro - norma a ser implantada por medida provisória - nos moldes de boa parte de países europeus, como França e Alemanha. Os editores se inspiram no pujante mercado europeu. Por lá, o preço fixo existe desde 1837, quando a Dinamarca criou a sua lei limitando descontos, abolida só em 2001. A crença é a de que a crise atual é em parte causada pela guerra de preço. Unificar o valor de capa permitiria um florescimento das livrarias independentes, uma vez que elas competiriam de forma mais justa com as grandes redes. (Folha de S. Paulo, 03.11.2018. Adaptado)

Considere as palavras em destaque no texto - catástrofe, enrosco, derrocada, esperança e florescimento - e assinale a alternativa correta.

A Todas as palavras em destaque apresentam compatibilidade de sentido com a ideia contida no título - Página infeliz.
B As palavras - esperança e florescimento - sinalizam um cenário promissor para os grupos editoriais saírem da crise
C As palavras - enrosco, florescimento e esperança - atestam a problemática vivida pelos grandes grupos editoriais do país.
D Todas as palavras em destaque expressam a ideia de que o mercado editorial do país está em alta, apesar da recessão econômica.
E As palavras - catástrofe, enrosco e derrocada - evidenciam que os grupos editoriais poderão sair da crise, com a ajuda dos bancos.

Segundo Leandro Pereira Morais (www.ipea.gov.br), “o momento atual é marcado pelo avanço expansivo, permanente e irreversível da CT&I, caracterizando o que especialistas no tema chamam, por exemplo, de “indústria 4.0”. Os principais pilares dessa “indústria” são:

A Compartilhamento de tecnologias, Big Data Analytics e Segurança.
B Internet das coisas, Big Data Analytics e Compartilhamento de dados.
C Internet das coisas, Compartilhamento de dados e Segurança
D Compartilhamento de Tecnologias, Compartilhamento de dados e Segurança.
E Internet das coisas, Big Data Analytics e Segurança.

Misto de beco e escadaria, um corredor estreito que margeia a beira do morro leva a uma casa onde funciona o restaurante Sabor das Louras. Na varanda do 2º andar, duas mesas proporcionam uma vista da Baía da Guanabara e de um pedaço da Estação Central do Brasil, um privilégio que desfruta quem acessa aquela área do Morro da Providência, no centro do Rio de Janeiro. O trecho acima pertence à abertura de uma matéria que conta a história de Rosana Damasceno, proprietária de um pequeno restaurante para turistas do Morro da Providência, no Rio de Janeiro. De acordo com as características de redação desse trecho de matéria, é correto afirmar que ela pode ter sido veiculada

A em um programa jornalístico da Rádio Bandeirantes.
B na revista Veja.
C no programa Globo Repórter.
D no jornal Folha de S. Paulo.
E no portal Porta dos Fundos.

As matérias jornalísticas devem ser estruturadas observando-se alguns critérios para que cumpram o seu papel de bem informar a sociedade. Entre esses fundamentos estão: coesão, coerência, precisão, clareza e objetividade.

A Por clareza deve-se entender a qualidade de um texto sem rebuscamentos e livre da prolixidade.
B A objetividade refere-se ao sentido denotativo da linguagem e ao uso de construções linguísticas que evitem significados duvidosos e tratamentos herméticos.
C Um texto será preciso quando oferecer uma mensagem livre de comentários redundantes e sem relevância.
D O texto será coeso quando apresentar ideias bem-ordenadas, rico em apostos explicativos, de forma a permitir ao leitor o acompanhamento integral do fato que originou a notícia.
E A coerência de um texto se expressa na exposição dos temas que confirmam as posições ideológicas da empresa.

Em 2016, a Comissão Europeia apresentou uma proposta de lei com o objetivo de tornar obrigatório que todos os sites governamentais dos Estados Membros considerem a necessidade de criar ferramentas que facilitem a formação de uma sociedade digital inclusiva tendo em vista, entre outras causas, o envelhecimento da população e as limitações decorrentes desse envelhecimento. Em outras palavras, os membros da comissão querem que os sites governamentais tenham boa

A interatividade
B usabilidade
C acessibilidade
D navegabilidade
E digitabilidade

Determinado bolsista submeteu seu projeto à agência de fomento, que, por sua vez, deferiu seu pedido. No entanto, irregularidades foram identificadas durante o processo de acompanhamento da execução e da prestação de contas. Nesse sentido, é correto afirmar que o bolsista

A não está sujeito a sanções aplicadas pela agência de fomento, sujeitando-se somente à responsabilização penal a ser aplicada judicialmente.
B está sujeito a sanções a serem determinadas pela agência de fomento, sem prejuízo de eventuais sanções em outras esferas.
C não está sujeito a sanções, recaindo estas sobre a instituição de pesquisa a que estiver vinculado.
D não está sujeito a sanções, recaindo estas sobre o orientador a que estiver vinculado.
E está sujeito a sanções a serem aplicadas somente pela instituição de pesquisa a que estiver vinculado.