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MUITOS DADOS, POSSÍVEIS LEITURAS

Carla Madureira Cruz (Instituo de Geociência - UFRJ)

Estamos cada vez mais exigentes aos detalhes do mundo que nos rodeia, seja espacial ou temporalmente. Ainda que não saibamos o limite de onde podemos chegar, seguramente romperemos as dificuldades de forma cada vez mais rápida. Vejamos a questão da escala...
Não faz muito tempo que observar o mundo através de manchas indicativas do tipo de ocupação (como é o caso das áreas urbanas e dos fragmentos florestais) era o que havia de melhor para fazer medições, monitoramentos e diagnósticos. Isso tudo a intervalos de anos, às vezes, décadas. Afinal, a produção cartográfica sempre foi, historicamente, um desafio complexo, exigindo tempo, métodos e recursos pouco triviais. Não é à toa que era restrita a poucos.
Atualmente, e cada vez mais rapidamente, temos sido capazes de romper muitas dessas fronteiras. E por que isto é importante? Porque a representação de dados depende da escala e esta, por sua vez, depende do conjunto de dados primários utilizados. Assim, se quisermos analisar um território de modo mais detalhado, precisaremos de dados suficientemente ajustados ao nível de escala exigido para cada demanda. Hoje, tornou-se comum trocarmos manchas por indivíduos (como casas e árvores) em algumas aplicações como as voltadas aos estudos urbanos.
As formas de levantamentos de dados são variáveis e podem ser do tipo in situ (no campo) ou remoto. Com o avanço tecnológico, cresce em qualidade e diversidade as opções remotas de obtenção de dados, como é o caso do sensoriamento remoto com suas múltiplas facetas. Ele nos permite acesso, cada vez mais amplo, a um parque de imagens muito variadas, que buscam atender a estudos e aplicações diversas. Afinal, a leitura espacial é um quesito fundamental para a quantificação e compreensão da evolução da paisagem, podendo considerar aspectos antrópicos ou naturais.
Com a facilidade tecnológica de acesso, produção e disponibilização de dados espaciais, as pressões por soluções que passam por essas representações espaciais só crescem. Ampliam-se os dados, expressos na maioria das vezes por imagens e mapas, mas também há um aumento, e aprofundamento, do conhecimento sobre as dinâmicas de eventos - informações consideradas cruciais para lidar com as complexidades do mundo atual.
Não devemos esquecer que o que existe e o que representamos nunca é a mesma coisa. Toda representação em escala carrega em si alguma perda, que denominamos generalização. E isso é importante, porque possibilita a análise de áreas maiores. O desafio, portanto, é saber escolher a escala adequada ao estudo: aquela que não invisibiliza o que precisamos observar e medir.

Adaptado de: https://cienciahoje.org.br/artigo/muitos-dadospossiveis-leituras/. Acesso em: 05 abr. 2023.

No excerto "Ampliam- se os dados [ ... ]", 5º parágrafo, o item em destaque

A é um pronome recíproco, como em "Eles se beijaram".
B é um pronome reflexivo, como em "Ele se machucou".
C pode ser omitido sem que isso prejudique a sintaxe ou a semântica do excerto.
D indica que o sujeito é indeterminado.
E sinaliza que a oração está na voz passiva.

A respeito das anormalidades no equilíbrio ácido-base, preencha as lacunas e assinale a alternativa correta.

A ______________ é uma condição em que o pH apresenta-se ______________, a pCO2 pode estar ______________, causada por cetoacidose diabética.
A ______________ é uma condição em que o pH apresenta-se ______________, a pCO2 pode estar ______________, causada por dor aguda e ansiedade.

A acidose metabólica / baixo / normal / acidose respiratória / baixo / baixa
B alcalose respiratória / alto / baixa / acidose metabólica / baixo / normal
C alcalose metabólica / alto / diminuída / acidose respiratória / baixo / normal
D acidose metabólica / baixo / normal / alcalose respiratória / alto / baixa
E acidose respiratória / baixo / baixa / alcalose respiratória / alto / normal

A respeito dos agentes biológicos distribuídos em classes de risco que afetam o ser humano, os animais e as plantas, assinale a alternativa correta.

A A classe de risco 5 inclui os agentes biológicos que possuem capacidade de transmissão, em especial por via respiratória, por exemplo, a tuberculose.
B A classe de risco 4 inclui os agentes biológicos com grande poder de transmissibilidade, em especial por via respiratória, ou de transmissão desconhecida. Essa classe inclui, principalmente, os vírus, por exemplo, vírus ebola e vírus da varíola.
C A classe de risco 1 tem moderado risco individual e limitado risco para a comunidade.
D A classe de risco 2 inclui os agentes biológicos conhecidos por causarem doenças leves no ser humano ou nos animais adultos sadios, por exemplo, Bacillus subtilis .
E A classe 3 inclui alto risco individual e para a comunidade.

De acordo com a Associação Brasileira para o estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica, o risco cardiovascular está aumentado quando a medida da circunferência abdominal é igual ou superior a

A 100 cm em homens e 90 cm em mulheres.
B 90 cm em homens e 80 cm em mulheres.
C 94 cm em homens e 80 cm em mulheres.
D 104 cm em homens e 94 cm em mulheres.
E 102 cm em homens e 92 cm em mulheres.

Paciente do sexo masculino, 23 anos, foi vítima de perfuração em tórax na região pulmonar direita, causada por arma branca que não ficou alojada na vítima. Considerando o trauma de tórax aberto e a atuação do enfermeiro no atendimento préhospitalar, o mais adequado para o caso é o curativo

A oclusivo.
B de 3 pontas.
C aberto.
D fechado.
E com bandagem israelense.

Teoria que vê o homem como um todo dinâmico, em constante interação com o ambiente em que vive. Ela explica os sistemas de resposta do homem ao local onde permanece e considera a enfermagem a responsável por manter as energias do paciente, atuando de maneira a alterar o ambiente.

A que autora e teoria, respectivamente, o enunciado se refere?

A Myria Estrin Levine e à Teoria Holística.
B Florence Nightingale e à Teoria Ambientalista.
C Dorothea Orem e à Teoria dos Sistemas.
D Wanda Horta e à Teoria das Necessidades Humanas Básicas.
E Callista Roy e à Teoria da Adaptação.
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MUITOS DADOS, POSSÍVEIS LEITURAS

Carla Madureira Cruz (Instituo de Geociência - UFRJ)

Estamos cada vez mais exigentes aos detalhes do mundo que nos rodeia, seja espacial ou temporalmente. Ainda que não saibamos o limite de onde podemos chegar, seguramente romperemos as dificuldades de forma cada vez mais rápida. Vejamos a questão da escala...
Não faz muito tempo que observar o mundo através de manchas indicativas do tipo de ocupação (como é o caso das áreas urbanas e dos fragmentos florestais) era o que havia de melhor para fazer medições, monitoramentos e diagnósticos. Isso tudo a intervalos de anos, às vezes, décadas. Afinal, a produção cartográfica sempre foi, historicamente, um desafio complexo, exigindo tempo, métodos e recursos pouco triviais. Não é à toa que era restrita a poucos.
Atualmente, e cada vez mais rapidamente, temos sido capazes de romper muitas dessas fronteiras. E por que isto é importante? Porque a representação de dados depende da escala e esta, por sua vez, depende do conjunto de dados primários utilizados. Assim, se quisermos analisar um território de modo mais detalhado, precisaremos de dados suficientemente ajustados ao nível de escala exigido para cada demanda. Hoje, tornou-se comum trocarmos manchas por indivíduos (como casas e árvores) em algumas aplicações como as voltadas aos estudos urbanos.
As formas de levantamentos de dados são variáveis e podem ser do tipo in situ (no campo) ou remoto. Com o avanço tecnológico, cresce em qualidade e diversidade as opções remotas de obtenção de dados, como é o caso do sensoriamento remoto com suas múltiplas facetas. Ele nos permite acesso, cada vez mais amplo, a um parque de imagens muito variadas, que buscam atender a estudos e aplicações diversas. Afinal, a leitura espacial é um quesito fundamental para a quantificação e compreensão da evolução da paisagem, podendo considerar aspectos antrópicos ou naturais.
Com a facilidade tecnológica de acesso, produção e disponibilização de dados espaciais, as pressões por soluções que passam por essas representações espaciais só crescem. Ampliam-se os dados, expressos na maioria das vezes por imagens e mapas, mas também há um aumento, e aprofundamento, do conhecimento sobre as dinâmicas de eventos - informações consideradas cruciais para lidar com as complexidades do mundo atual.
Não devemos esquecer que o que existe e o que representamos nunca é a mesma coisa. Toda representação em escala carrega em si alguma perda, que denominamos generalização. E isso é importante, porque possibilita a análise de áreas maiores. O desafio, portanto, é saber escolher a escala adequada ao estudo: aquela que não invisibiliza o que precisamos observar e medir.

Adaptado de: https://cienciahoje.org.br/artigo/muitos-dadospossiveis-leituras/. Acesso em: 05 abr. 2023.

Sobre o excerto "Hoje, tornou-se comum trocarmos manchas por indivíduos (como casas e árvores)[ ... ]", assinale a alternativa correta.

A O verbo "trocarmos" pode ser substituído por "trocar" sem que isso torne o excerto incorreto gramaticalmente.
B A vírgula é de uso obrigatório, uma vez que isola um adjunto adverbial deslocado.
C O termo "por" apresenta o mesmo significado que em "Por ter feito um bom trabalho, foi recompensado".
D Os parênteses podem ser substituídos por dois sinais de ponto e vírgula (;) sem que isso cause prejuízo sintático ao excerto.
E "Hoje" se refere à data de publicação do texto.

Um hospital realizou um aperfeiçoamento com a equipe de enfermagem baseado nas diretrizes da American Heart Association. Dentre os assuntos abordados, a parada cardiorrespiratória em pediatria foi apresentada. Em relação aos procedimentos adequados em caso de parada cardiorrespiratória, assinale a alternativa correta.

A Em casos em que o ritmo apresentado seja assistolia/atividade elétrica sem pulso (AESP), oferecer a primeira carga de choque com 2j/kg e iniciar a RCP imediatamente por dois minutos.
B Comprimir com rapidez (80 a 100/minutos) em crianças até seis anos de idade.
C Se estiver sem via aérea avançada, a relação compressão-ventilação é de 15:2.
D Se estiver com via aérea avançada, administrar compressões contínuas e uma ventilação a cada 2 minutos.
E A dose recomendada de epinefrina intravenosa é de 0,06 mg/kg, repetir a cada um minuto.
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MUITOS DADOS, POSSÍVEIS LEITURAS

Carla Madureira Cruz (Instituo de Geociência - UFRJ)

Estamos cada vez mais exigentes aos detalhes do mundo que nos rodeia, seja espacial ou temporalmente. Ainda que não saibamos o limite de onde podemos chegar, seguramente romperemos as dificuldades de forma cada vez mais rápida. Vejamos a questão da escala...
Não faz muito tempo que observar o mundo através de manchas indicativas do tipo de ocupação (como é o caso das áreas urbanas e dos fragmentos florestais) era o que havia de melhor para fazer medições, monitoramentos e diagnósticos. Isso tudo a intervalos de anos, às vezes, décadas. Afinal, a produção cartográfica sempre foi, historicamente, um desafio complexo, exigindo tempo, métodos e recursos pouco triviais. Não é à toa que era restrita a poucos.
Atualmente, e cada vez mais rapidamente, temos sido capazes de romper muitas dessas fronteiras. E por que isto é importante? Porque a representação de dados depende da escala e esta, por sua vez, depende do conjunto de dados primários utilizados. Assim, se quisermos analisar um território de modo mais detalhado, precisaremos de dados suficientemente ajustados ao nível de escala exigido para cada demanda. Hoje, tornou-se comum trocarmos manchas por indivíduos (como casas e árvores) em algumas aplicações como as voltadas aos estudos urbanos.
As formas de levantamentos de dados são variáveis e podem ser do tipo in situ (no campo) ou remoto. Com o avanço tecnológico, cresce em qualidade e diversidade as opções remotas de obtenção de dados, como é o caso do sensoriamento remoto com suas múltiplas facetas. Ele nos permite acesso, cada vez mais amplo, a um parque de imagens muito variadas, que buscam atender a estudos e aplicações diversas. Afinal, a leitura espacial é um quesito fundamental para a quantificação e compreensão da evolução da paisagem, podendo considerar aspectos antrópicos ou naturais.
Com a facilidade tecnológica de acesso, produção e disponibilização de dados espaciais, as pressões por soluções que passam por essas representações espaciais só crescem. Ampliam-se os dados, expressos na maioria das vezes por imagens e mapas, mas também há um aumento, e aprofundamento, do conhecimento sobre as dinâmicas de eventos - informações consideradas cruciais para lidar com as complexidades do mundo atual.
Não devemos esquecer que o que existe e o que representamos nunca é a mesma coisa. Toda representação em escala carrega em si alguma perda, que denominamos generalização. E isso é importante, porque possibilita a análise de áreas maiores. O desafio, portanto, é saber escolher a escala adequada ao estudo: aquela que não invisibiliza o que precisamos observar e medir.

Adaptado de: https://cienciahoje.org.br/artigo/muitos-dadospossiveis-leituras/. Acesso em: 05 abr. 2023.

Em relação aos elementos de coesão empregados no último parágrafo do texto, assinale a alternativa correta.

A Em "que denominamos generalização", o pronome relativo retoma o substantivo "escala".
B O termo "isso" é um pronome demonstrativo utilizado para se referir ao que está próximo da autora do texto e longe do leitor.
C A conjunção "porque" atua na coesão sequencial do texto e pode ser substituída por expressões sinônimas, como "pois", "visto que" e "porquanto".
D A conjunção "portanto" atua na coesão referencial do texto, tendo como referente a palavra "desafio".
E A conjunção "E" atua na coesão sequencial do texto, podendo ser substituída por "bem como" sem que isso prejudique a sintaxe ou a semântica do parágrafo.
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MUITOS DADOS, POSSÍVEIS LEITURAS

Carla Madureira Cruz (Instituo de Geociência - UFRJ)

Estamos cada vez mais exigentes aos detalhes do mundo que nos rodeia, seja espacial ou temporalmente. Ainda que não saibamos o limite de onde podemos chegar, seguramente romperemos as dificuldades de forma cada vez mais rápida. Vejamos a questão da escala...
Não faz muito tempo que observar o mundo através de manchas indicativas do tipo de ocupação (como é o caso das áreas urbanas e dos fragmentos florestais) era o que havia de melhor para fazer medições, monitoramentos e diagnósticos. Isso tudo a intervalos de anos, às vezes, décadas. Afinal, a produção cartográfica sempre foi, historicamente, um desafio complexo, exigindo tempo, métodos e recursos pouco triviais. Não é à toa que era restrita a poucos.
Atualmente, e cada vez mais rapidamente, temos sido capazes de romper muitas dessas fronteiras. E por que isto é importante? Porque a representação de dados depende da escala e esta, por sua vez, depende do conjunto de dados primários utilizados. Assim, se quisermos analisar um território de modo mais detalhado, precisaremos de dados suficientemente ajustados ao nível de escala exigido para cada demanda. Hoje, tornou-se comum trocarmos manchas por indivíduos (como casas e árvores) em algumas aplicações como as voltadas aos estudos urbanos.
As formas de levantamentos de dados são variáveis e podem ser do tipo in situ (no campo) ou remoto. Com o avanço tecnológico, cresce em qualidade e diversidade as opções remotas de obtenção de dados, como é o caso do sensoriamento remoto com suas múltiplas facetas. Ele nos permite acesso, cada vez mais amplo, a um parque de imagens muito variadas, que buscam atender a estudos e aplicações diversas. Afinal, a leitura espacial é um quesito fundamental para a quantificação e compreensão da evolução da paisagem, podendo considerar aspectos antrópicos ou naturais.
Com a facilidade tecnológica de acesso, produção e disponibilização de dados espaciais, as pressões por soluções que passam por essas representações espaciais só crescem. Ampliam-se os dados, expressos na maioria das vezes por imagens e mapas, mas também há um aumento, e aprofundamento, do conhecimento sobre as dinâmicas de eventos - informações consideradas cruciais para lidar com as complexidades do mundo atual.
Não devemos esquecer que o que existe e o que representamos nunca é a mesma coisa. Toda representação em escala carrega em si alguma perda, que denominamos generalização. E isso é importante, porque possibilita a análise de áreas maiores. O desafio, portanto, é saber escolher a escala adequada ao estudo: aquela que não invisibiliza o que precisamos observar e medir.

Adaptado de: https://cienciahoje.org.br/artigo/muitos-dadospossiveis-leituras/. Acesso em: 05 abr. 2023.

Analise o excerto a seguir: "[ ... ] há um aumento, e aprofundamento, do conhecimento [ ... ]". Assinale a alternativa adequada considerando uma possibilidade de reescrita que mantém sua correção gramatical e seu grau de formalidade.

A Hão aumentos, e aprofundamentos, do conhecimento.
B Existe aumentos, e aprofundamentos, do conhecimento.
C Existem aumentos, e aprofundamentos, do conhecimento.
D Têm aumentos, e aprofundamentos, do conhecimento.
E Tem aumentos, e aprofundamentos, do conhecimento.