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O Decreto federal nº 5626/2005 que regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, e o art. 18 da Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000, consideram a pessoa surda aquela que, por ter perda auditiva, compreende e interage com o mundo por meio de experiências visuais, manifestando sua cultura principalmente pelo uso da Lingua Brasileira de Sinais - Libras. Avalia como deficiência auditiva a perda bilateral, parcial ou total de:

A quarenta e um decibéis (dB) ou mais
B cinquenta e um decibéis (dB) ou mais
C acima de setenta decibéis (dB)
D acima de noventa decibéis (dB)

Uma grande conquista da comunidade surda brasileira e considerada como um marco histórico, a Lei nº 10436, de 24 de abril de 2002, que reconhece como meio legal de comunicação e expressão a Língua Brasileira de Sinais - Libras e outros recursos de expressão a ela associados, dispõe, em seu Parágrafo único, que a Língua Brasileira de Sinais:

A poderá substituir a modalidade escrita da língua portuguesa quando houver tradução em Libras
B não poderá substituir a modalidade escrita da língua portuguesa
C torna o português escrito um instrumento linguístico facultativo a comunidade surda
D deverá ser a língua majoritária nas escolas bilingues

Nos estudos da Libras, a transcrição é algumas vezes chamada de simplificada ou sistema de notação por palavras (FELIPE, 1998; FINAU, 2004). Sobre o Sistema de Transcrição de Sinais utilizado no Brasil atualmente, é correto afirmar:

A Um sinal composto, formado por dois ou mais sinais, é representado pelas palavras correspondentes separadas por hífen.
B Os sinais da Libras, para efeito de simplificação, são representados por itens lexicais da Língua Portuguesa em letras maiúsculas.
C Um sinal, que é representado por duas ou mais palavras em Língua Portuguesa, é representado pelo símbolo ^.
D O sinal soletrado, ou seja, uma palavra da língua portuguesa que, por empréstimo, passou a pertencer a Libras, é representada pela palavra separada, letra por letra, por hífen.

Os tradutores de Libras convertem, por exemplo, conteúdos de livros e documentos do português para a Língua Brasileira de Sinais. Já o intérprete está envolvido nas línguas sinalizadas ou faladas, ou seja, nas modalidades visual-espacial ou oral auditiva. O ato de interpretar:

A determina que esse profissional jamais se envolva na interação comunicativa (social e cultural), portanto, não possuindo poder para influenciar o objeto e o produto da interpretação
B envolve processos descontextualizados e simplificados
C é um processo onde as escolhas lexicais, estruturais, semânticas e pragmáticas são feitas na língua fonte e as informações são dadas na língua alvo
D é umato cognitivo-linguístico, ou seja, um processo em que o intérprete estará diante de pessoas que apresentam intenções comunicativas específicas e que utilizam línguas diferentes

Na Língua Brasileira de Sinais, existe um conjunto de signos que representam as letras do alfabeto, denominado como “Alfabeto Manual”. Este recurso é utilizado para soletração de nomes próprios ou termos que não apresentem um sinal correspondente na Libras, ou quando se desconhece um referido sinal. Ao soletrar as palavras através do alfabeto manual, dá-se o nome a esse recurso de:

A digitação sinalizada
B soletração visual
C datilologia
D classificadores

Existia um consenso de que a Libras é o português feito com as mãos e os sinais suprem cada palavra falada, acompanhando sempre a mesma estrutura da fala em português. Porém, sabe-se que a Libras possui uma estrutura gramatical própria, muitas vezes diferente da Língua Portuguesa. Sobre os aspectos linguísticos da língua de sinais, pode-se considerar:

A A Libras possui estrutura gramatical própria, porém parte da sua composição semântica está vinculada às influências da Língua Portuguesa.
B Os parâmetros da Libras estão vinculados a questões pronominais e verbais.
C A Língua de Sinais é uma língua de modalidade gestual visual. Os sinais são formados a partir da combinação da forma e do movimento das mãos e do ponto no corpo ou no espaço onde esses sinais são feitos; por essa natureza gestual as línguas de sinais em todo o mundo são idênticas sintaticamente.
D A Libras apresenta estrutura sintática própria, não seguindo as mesmas regras e composição da língua portuguesa; a flexão verbal se estabelece de um modo diferenciado em relação ao português, não sendo comum o uso de artigos, preposições e conjunções.

Na Libras, o conjunto de pronomes pessoais se distingue em três pessoas (primeira, segunda e terceira) e em três números (singular, dual e múltiplo/mais de dois). Na questão pronominal da língua de sinais, é correto afirmar que:

A O sistema pronominal na Libras não apresenta marcação de gênero, embora os pronomes de terceira pessoa possam ser precedidos dos sinais MASCULINO e FEMININO, quando a distinção é relevante.
B O sistema pronominal na libras apresenta marcação de gênero, desse modo os pronomes de terceira pessoa são precedidos dos sinais MASCULINO e FEMININO, impreterivelmente.
C Na Libras, todo pronome pessoal tem marcação de gênero e número.
D No singular, nem sempre os pronomes pessoais são representados com a mesma configuração de mão. Para se referir ao enunciador, ou seja, a pessoa que está sinalizando, é empregado o sinal de “EU”, que é feito com o polegar apontando para o peito.

Sobre os aspectos morfológicos da língua de sinais, a respeito do processo de formação e composição linguística, é correto afirmar que:

A As unidades mínimas da língua de sinais são equiparadas aos fonemas e morfemas nas línguas de natureza oral-auditiva, sendo constituídas pelos parâmetros da Libras.
B Na Libras, não existem morfemas por ser considerada uma língua ágrafa e não possuir fonemas sonoros.
C Existe uma única e universal língua de sinais usada por todas as pessoas surdas.
D As línguas de sinais derivam da comunicação gestual espontânea dos ouvintes.

Na Língua Brasileira de Sinais, o léxico, que é o sinal, é formado por unidades mínimas icônicas. Estas unidades mínimas são:

A substantivos (SB), pronomes (PN) e verbos da língua de sinais (VB)
B fonemas (FN), morfemas (MF) e as configurações de mãos (CM)
C configuração de mãos (CM), ponto de articulação (PA), movimento (M), orientação (O) e expressão facial ou corporal (EF/C)
D configuração de mãos (CM), ponto de articulação (PA), classificadores (CL) e expressões não manuais (ENM)

Na Língua de Sinais, o classificador é um recurso empregado através das configurações de mãos que podem ser afixados a um morfema lexical (sinal) para mencionar a classe a que pertence o referente desse sinal, para descrevê-lo quanto à forma e tamanho, ou para descrever a maneira como esse referente se comporta na ação verbal. Dentre os tipos de classificadores, pode-se considerar que os “classificadores especificadores” têm como função:

A gerar os sinais icônicos, como exemplo, o sinal de “casa”
B descrever visualmente a forma, o tamanho, a textura, o paladar, o cheiro, os sentimentos, o “olhar”, os “sons” do material, do corpo da pessoa e dos animais
C simular a incorporação do instrumento, descrevendo a ação gerada por ele
D descrever como uma ação acontece na realidade por meio da expressão corporal de seres animados