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Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outro indivíduo. O homem é o próprio culpado dessa menoridade se a causa dela não se encontra na falta de entendimento, mas na falta de decisão e coragem de servir-se de si mesmo sem a direção de outrem. - KANT, Immanuel. Resposta à pergunta: o que é esclarecimento? In: Textos Seletos. Tradução de Raimundo Vier e Floriano de Souza Fernandes. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1985, p. 100. - Considerando o fragmento de Kant, quanto ao movimento do Iluminismo, assinale a alternativa correta.

A O enciclopedismo marcou o movimento Iluminista ao defender a autoridade do Estado Absolutista em relação à Igreja.
B Os pensadores iluministas buscaram defender e exaltar os valores cristãos, instrumento político de combate à miséria e à ignorância.
C Ao se utilizar da metáfora da luz e da claridade em oposição às trevas, o Iluminismo recupera a noção de que a liberdade e a igualdade derivam de Deus.
D Por causa do seu caráter emancipador, o Iluminismo defende fortemente o conhecimento enquanto instrumento de libertação e progresso da humanidade.
E O Iluminismo foi um movimento uniforme e coeso, surgido de uma profunda insatisfação com os rumos da sociedade capitalista moderna.

Acerca do contratualismo de Thomas Hobbes, assinale a alternativa correta.

A O contrato social é fruto da necessidade humana de bem-estar social, reforçada pela ideia aristotélica de que o homem é um animal político.
B Por ser depositário da voluntária união dos súditos em torno da figura do soberano, é necessário que ele faça parte do contrato social.
C O poder é exercido por um soberano que pode ser tanto um rei quanto um parlamento ou, até mesmo, uma assembleia.
D O contrato social estabelecido entre os súditos e o soberano é uma espécie de ratificação do direito divino que este possui ao governar.
E Apesar de absoluto, o poder do soberano não é ilimitado, ficando submisso às regras estabelecidas no contrato social que deu origem ao Leviatã.

Assinale a alternativa que traduz o caráter liberal do pensamento político de John Locke.

A O Estado deve ser forte e absoluto para garantir a paz e a segurança.
B Ao Estado cabe regulamentar as questões religiosas em benefício da fé comum.
C O Estado apenas executa as leis já estabelecidas pelo contrato social.
D O contrato social impossibilita aos cidadãos a insurreição contra o governo.
E A função do Estado é a de assegurar as liberdades e os direitos individuais.

John Locke, em Ensaio acerca do entendimento humano, intenta descobrir os elementos constitutivos do conhecimento humano, sua origem e formação. Sob essa intenção, o filósofo faz uma crítica ao inatismo. Tal crítica o leva a conceber o ser humano como uma tabula rasa. Quanto a essa concepção, assinale a alternativa correta.

A A ideia de que o ser humano nasce como uma folha em branco, na qual nada está inicialmente escrito, motiva a filosofia analítica de Locke.
B Para defender a ideia de que a experiência fornece o material que preenche a alma humana de conteúdo, Locke divide o conhecimento em dois momentos, a saber: a sensibilidade e o entendimento.
C Ainda que Locke afirme que o ser humano é uma tabula rasa, isto é, que não há nada em seu espírito que não passe antes pelos sentidos, defende que as ideias provindas da reflexão, ao não serem originadas pela experiência, decorrem da atividade espontânea do entendimento humano.
D Para Locke, a experiência sensível e a reflexão, por não serem processos que munem o ser humano de ideias simples, constituem propriamente o conhecimento.
E A ideia de que o ser humano nasce como uma folha em branco, na qual nada está inicialmente escrito, motiva a filosofia empirista de Locke.

Deus é inteligível, e inteligíveis são também os princípios das ciências; todavia, há notável diferença entre as duas coisas. Com efeito, tanto a terra como a luz são visíveis, mas a terra não pode ser vista se a luz não brilhar. Deve-se, portanto, crer que também os conhecimentos que são transmitidos nas ciências, e que todo aquele que é capaz de entender admite sem nenhuma dúvida serem verossímeis, não podem ser compreendidos se não forem iluminados por outra coisa, como por um sol deles. Portanto, como no sol natural, podemos observar três coisas: que existe, que resplandece e que ilumina, assim, naquele Deus escondido que queres conhecer, existem três outras coisas: que existe, que é inteligível e que torna inteligíveis todas as outras coisas. - Agostinho, Solilóquios, 1, 8, 15. In: REALE, G.; ANTISIERI, D. História da filosofia: patrística e escolástica. Volume 2. Tradução de Ivo Storniolo. São Paulo: Paulus, 2003, p. 107, com adaptações. - Com base em seus conhecimentos a respeito de Santo Agostinho e no excerto apresentado, no que se refere ao pensamento agostiniano, assinale a alternativa correta.

A É delimitado pela teoria da iluminação, influenciado por Platão, fundamentado na tese da reminiscência.
B É marcado pela teoria da iluminação, influenciado por Platão, do qual rejeita a tese da reminiscência
C Rejeita a teoria da iluminação, influenciado por Platão, do qual aceita a tese da reminiscência.
D Recusa a teoria da iluminação e a da reminiscência, oriundas de Platão.
E Aceita a teoria da iluminação e a da reminiscência, oriundas das epístolas de São Paulo.

[...] sempre que a repetição de algum ato ou operação particular produz uma propensão de renovar o mesmo ato ou operação sem que sejamos impelidos por qualquer raciocínio ou processo do entendimento, dizemos que essa propensão é efeito de um hábito. - HUME, D. Investigação sobre o entendimento humano. São Paulo: Abril Cultural, 1984. - Assinale a alternativa correspondente ao que Hume entende por hábito.

A Hábito é uma ideia complexa, ou seja, ela deriva da relação entre duas ideias simples: as ideias de causa e de efeito.
B Hábito é um princípio da razão, segundo o qual a metafísica pode ser salvaguardada.
C Hábito é um princípio da razão que leva ao conhecimento da relação entre ideias, tais como as ideias da geometria, da álgebra e da aritmética.
D O hábito é o grande guia da experiência humana, pois faz com que a experiência nos seja útil e faz com que esperemos, no futuro, uma sequência de acontecimentos semelhantes aos verificados no passado.
E Embora o hábito seja o guia da experiência humana, ele não é útil, uma vez que faz com que o ser humano tente compreender mais do que pode racionalmente.

Na obra Lógica da investigação científica , Karl Popper afirma que o problema da demarcação é o “de encontrar um critério que nos permitiria distinguir entre as ciências empíricas de um lado, e a matemática e a lógica assim como os sistemas ‘metafísicos’, de outro lado”. - À luz do problema apontado por Popper, ele rejeita a lógica indutiva justamente porque ela não proporciona um marco discriminador apropriado. Considerando essas informações, assinale a alternativa que apresenta o critério demarcatório defendido por Popper.

A A verificabilidade
B A falseabilidade
C A revolução
D A verificação conclusiva
E O progresso

Segundo Kuhn, os cientistas recebem um paradigma da “ciência normal” e tentam articulá-lo, refinando suas teorias e leis, resolvendo vários enigmas e estabelecendo medições mais exatas de constantes. Mas, por fim, seus esforços podem gerar anomalias. Estas emergem só com dificuldade contra um fundo de expectativas criadas pelo paradigma. A acumulação de anomalias desencadeia uma crise que, às vezes, se resolve por meio de uma revolução que substitui o paradigma antigo por um novo. - AUDI, R. Dicionário de filosofia. São Paulo: Paulus, 2006, com adaptações. - No que tange ao pensamento científico de Kuhn, assinale a alternativa correta.

A Kuhn é um dos grandes defensores do desenvolvimento teleológico da ciência.
B Para Kuhn, a ciência sempre busca a verdade e, por isso, ele nunca questionou a concepção tradicional de ciência.
C A aquisição gradual e cumulativa do conhecimento é o eixo mediante o qual todo fazer científico deve ser pensado. Por isso, a prática científica não envolve decisões cuja base seja a fé.
D Kuhn defende que a ciência se desenvolve por estágios, mas não porque tende a algum objetivo, como a verdade, por exemplo.
E A passagem de um paradigma para o outro sempre se dá quando os cientistas têm absoluta certeza de que o novo paradigma resolverá as anomalias.

Em relação à diferença entre ciência e senso comum, assinale a alternativa correta.

A A imprecisão do senso comum o leva a um conhecimento muito geral acerca da realidade. A ciência, por sua vez, seleciona casos específicos, de início, aleatoriamente, para que, depois, possa controlar a experiência.
B Ao passo que o senso comum possui uma grande amostra de casos, segundo os quais organiza seus conhecimentos, a ciência observa casos particulares e sem nenhuma orientação.
C À medida que o senso comum não observa a realidade, a ciência vai se fazendo por meio de generalizações apressadas.
D Ao mesmo tempo que o senso comum resulta de um conhecimento particular e sistemático, a ciência busca conclusões gerais.
E Enquanto o senso comum resulta de um conhecimento particular e assistemático, a ciência busca conclusões gerais.

Hegel introduz uma noção nova, a de que a razão é histórica, ou seja, a verdade é construída no tempo. Partindo da noção kantiana de que a consciência (ou o sujeito) interfere ativamente na construção da realidade, propõe o que se chama filosofia do devir, do ser como processo, como movimento, como vir-a-ser. Desse ponto de vista, o ser está em constante transformação, donde surge a necessidade de fundar uma lógica que não parta do princípio de identidade, que é estática, mas do princípio de contradição, para dar conta da dinâmica do real. - ARANHA, M.; ARRUDA, M. Introdução à filosofia. São Paulo: Moderna, 2009. - Tendo em vista essas informações, assinale a alternativa que apresenta a nova lógica proposta por Hegel.

A Fenomenológica
B Ontológica
C Dialética
D Idealista
E Subjetiva