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(...) o intérprete senta-se junto à pessoa, ouve uma longa parte do discurso e, depois, verte-o para uma outra língua, geralmente com a ajuda de notas. (Adaptado de: ROSA, Andréa da Silva. Entre a visibilidade da tradução da língua de sinais e a invisibilidade da tarefa do intérprete. Campinas, Arara Azul, 2005, p. 115) O trecho apresentado refere-se à modalidade de interpretação

A audiovisual.
B simultânea.
C ao vivo.
D on-line.
E consecutiva.

O propósito principal tanto da tradução quanto da interpretação é fazer com que uma mensagem expressa em determinado idioma seja transposta para outro, a fim de ser compreendida por uma comunidade que não fale o idioma em que essa mensagem foi originalmente concebida. (Adaptado de: PAGURA, Reynaldo José. A interpretação de conferências: interfaces com a tradução escrita e implicações para a formação de intérpretes e tradutores . DELTA, São Paulo, 19, especial, p. 209-236, 2003. Disponível em: https://doi.org/ ) Apesar de terem o mesmo propósito, conforme afirma a citação acima, a tradução e a interpretação se diferenciam por operacionalizações. São apresentadas as materialidades corretas nos diferentes processos de operacionalização em:

A A tradução envolve materialidades enunciativas produzidas em diferentes plataformas de registro enquanto a interpretação envolve materialidades enunciativas majoritariamente efêmeras.
B A tradução envolve materialidades enunciativas escritas, assim como a interpretação.
C A tradução envolve materialidades enunciativas orais enquanto a interpretação envolve materialidades enunciativas escritas.
D A tradução envolve materialidades enunciativas efêmeras enquanto a interpretação envolve materialidades enunciativas em registro escrito.
E A tradução e a interpretação envolvem apenas materialidades enunciativas registradas em vídeo.

No livro A Surdez, um olhar sobre as diferenças, Carlos Skliar

( 1998 ), na apresentação intitulada “Um olhar sobre o nosso olhar acerca da surdez e as diferenças”, destrincha e debate de forma categórica duas grandes perspectivas sobre a surdez − clínico-patológica e socioantropológica − que foram adotadas nos anos seguintes por diferentes pesquisadores no âmbito dos Estudos Surdos, Estudos Educacionais, Estudos Linguísticos e Estudos da Tradução e Interpretação da Língua de Sinais. Considerando essa discussão,

A a perspectiva clínico-patológica da surdez defende o uso da língua de sinais, da cultura surda e da protetização dos surdos.
B a perspectiva socioantropológica da surdez reconhece a visualidade como potencialidade subjetiva das pessoas surdas e a língua de sinais como representação simbólica dessa forma de enxergar o mundo.
C tanto a perspectiva socioantropológica da surdez quanto a clínico-patológica defendem que o implante coclear é o melhor caminho para a inclusão social de pessoas surdas.
D a perspectiva socioantropológica defende que a surdez é uma deficiência que precisa ser corrigida e que a fala é o que dará aos surdos a condição de cidadãos.
E a perspectiva clínico-patológica reconhece a visualidade como potencialidade subjetiva das pessoas surdas e a língua de sinais como representação simbólica dessa forma de enxergar o mundo.

Segundo o artigo 6º da Lei nº 12.319/2010, é atribuição do tradutor e intérprete de Libras, no exercício de suas competências, efetuar comunicação entre surdos e ouvintes, surdos e surdos, surdos e surdos-cegos, surdos-cegos e ouvintes,

A por meio da Libras para a língua oral e vice-versa.
B surdos com outras deficiências e surdo-cegos por meio da Libras para a língua oral e vice-versa.
C surdos autistas e com TDHA e ouvintes, por meio da Libras para a língua oral e vice-versa.
D surdos com outras deficiências e surdo-cegos por meio da Libras para a língua inglesa e vice-versa.
E surdos com outras deficiências e surdo-cegos por meio da Libras para as línguas de sinais indígenas e vice-versa.

Segundo Xavier

( 2006 ), as pesquisas linguísticas realizadas por Willian Stokoe na década de 1960 trouxeram aos estudos linguísticos o conceito de modalidade de língu a ao evidenciar que as línguas gesto-visuais são diferentes das línguas vocais-auditivas. Esse conceito teve impacto não apenas nos estudos linguísticos, mas na educação e nos estudos sobre aquisição de linguagem de surdos. Modalidade de língua pode ser definida maneira como

A a língua escrita é registrada no papel.
B as línguas gesto-visuais apresentam seus sistemas gramaticais.
C as línguas vocais-auditivas apresentam seus sistemas gramaticais.
D as línguas humanas são manifestadas considerando via de produção e de recepção.
E as línguas vocais-auditivas se relaciona, do ponto de vista lexical, com as línguas gesto-visuais.

O Código de Conduta e Ética (CCE) da Federação Brasileira das Associações de Tradutores, Intérpretes e Guias-intérpretes da Língua de Sinais (Febrapils) é norteado pelos seguintes princípios:

I. Confidencialidade.

II. Competência Tradutória.

III. Respeito aos envolvidos na profissão.

IV. Compromisso pelo desenvolvimento profissional. Considerando uma situação de interpretação em contexto de atendimento médico, NÃO obedece ao primeiro princípio o que consta em:

A Preservação do nome do paciente surdo quando relatado o caso da interpretação em situações de formação de intérpretes.
B Realização de comentários sobre comportamento sexual relatado pelo paciente surdo ao médico após a consulta para os familiares do paciente.
C Recusa de responder qualquer pergunta sobre a consulta médica ao acompanhante do paciente surdo que esperou do lado de fora da sala.
D Não fornecimento de informações pessoais do paciente surdo durante a consulta para além do que foi fornecido por ele.
E Fornecimento de informações sobre a consulta, em caso de interpelação judicial, desde que comunicado ao solicitante e ao beneficiário.

Em relação ao trabalho do intérprete educacional de Libras no ensino fundamental II, com base no Decreto nº 5.626/2005, na Lei nº 12.319/2010 e no Código de Conduta e Ética (CCE) da Febrapils, é correto afirmar que uma de suas funções é

A substituir o professor regente da sala de aula em caso de ausência e ministrar aulas para todos os alunos da sala.
B realizar a interpretação simultânea da interação entre professor e aluno surdo, excetuando as interações entre alunos ouvintes e alunos surdos.
C auxiliar o professor na distribuição de atividades e na orientação da sala durante aulas que envolvam atividades em grupo.
D preparar os trabalhos dos alunos em horário extra da aula.
E realizar a interpretação simultânea das interações dos alunos surdos com professores, alunos ouvintes e quaisquer pessoas que não falem Libras.
Texto associado
Minha primeira tentativa de ler Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes, foi um fracasso. Eu ainda estava na escola e me confundia com as frases longas e as palavras antigas. Acabei desistindo. Anos depois, li do começo ao fim, desfrutando cada página da história daquela dupla inusitada: o cavaleiro idealista determinado a transformar a realidade para que se assemelhe à de seus livros e seus sonhos; e o escudeiro pragmático que tenta manter seu mestre na dura realidade para que ele não se perca nas nuvens da fantasia. Tudo é deslumbrante nesse livro, que simboliza melhor do que qualquer outro a infinita variedade da língua espanhola para expressar a condição humana com todas as nuances, a fantasia que leva o ser humano a transformar a vida. Em outras palavras, a forma como a literatura nos defende da frustração, do fracasso e da mediocridade. O mundo estreito e provinciano de La Mancha, pelo qual Dom Quixote e Sancho fazem sua peregrinação, pouco a pouco se torna, graças à coragem do determinado cavaleiro andante, um universo de aventuras insólitas, em que se entrelaçam audácia, absurdo e humor, para nos mostrar como a imaginação pode transformar o tédio em aventura e converter o cotidiano em uma peripécia inusitada em que se alternam o maravilhoso, o milagroso, o patético – todos os matizes de que se faz a vida. Em livro recente, o crítico Santiago Muñoz Machado analisa as biografias mais importantes do escritor Miguel de Cervantes para saber em que sociedade surgiu Dom Quixote. O leitor da obra de Muñoz Machado encontrará tudo: o aparato jurídico que reinava na Espanha enquanto Cervantes escrevia as aventuras de Dom Quixote, as festas populares, a propagação da feitiçaria, os crimes da Inquisição, a vida elevada dos artistas, a mentalidade militar à sombra da Coroa. Cervantes era um homem simples e miserável, aparentemente desde muito jovem. No começo da vida, um crime o leva para a Itália. Como todos os humildes, ele se torna soldado. E guerreia em Lepanto contra os turcos, quando não deveria, por causa de condição de que sofria. E, então, devido a raptores berberiscos, ele passou cinco anos em Argel, onde deve ter sofrido o indescritível, sobretudo depois de suas tentativas de fuga. Padres trinitarianos o salvaram, pagando seu resgate. Na Espanha, tentou ir para a América, mas o Estado sequer respondeu às suas cartas. Ou seja, com ele tudo acontecia de maneira tal que ele poderia muito bem se tornar ressentido. E, no entanto, a generosidade e a hombridade de Cervantes estão mais do que garantidas. Era um homem sem remorso, preocupado em elevar a vida de seus concidadãos. Um homem bom e idealista. Quando li Dom Quixote , já havia muito tempo que lia romances de cavalaria, nos quais o formalismo tentava frear os excessos da época. Sob a ferocidade das batalhas, surgiu um mundo de paz e ordem, segundo um plano rígido destinado a acabar com a espontaneidade que mostrava o mundo como ele é: pútrido e irremediável. Será que, depois de tanto sofrer na vida, Cervantes também não tivesse buscado a mesma coisa? (Adaptado de: LLOSA, Mario Vargas. Disponível em: www.cultura.estadao.com.br . Acessado em: 05.05.2022)

Para o autor, Miguel de Cervantes era, dentre outras características,

A nostálgico.
B amargurado.
C deslumbrado.
D íntegro.
E enérgico.
Texto associado
Minha primeira tentativa de ler Dom Quixote de la Mancha, de Miguel de Cervantes, foi um fracasso. Eu ainda estava na escola e me confundia com as frases longas e as palavras antigas. Acabei desistindo. Anos depois, li do começo ao fim, desfrutando cada página da história daquela dupla inusitada: o cavaleiro idealista determinado a transformar a realidade para que se assemelhe à de seus livros e seus sonhos; e o escudeiro pragmático que tenta manter seu mestre na dura realidade para que ele não se perca nas nuvens da fantasia. Tudo é deslumbrante nesse livro, que simboliza melhor do que qualquer outro a infinita variedade da língua espanhola para expressar a condição humana com todas as nuances, a fantasia que leva o ser humano a transformar a vida. Em outras palavras, a forma como a literatura nos defende da frustração, do fracasso e da mediocridade. O mundo estreito e provinciano de La Mancha, pelo qual Dom Quixote e Sancho fazem sua peregrinação, pouco a pouco se torna, graças à coragem do determinado cavaleiro andante, um universo de aventuras insólitas, em que se entrelaçam audácia, absurdo e humor, para nos mostrar como a imaginação pode transformar o tédio em aventura e converter o cotidiano em uma peripécia inusitada em que se alternam o maravilhoso, o milagroso, o patético – todos os matizes de que se faz a vida. Em livro recente, o crítico Santiago Muñoz Machado analisa as biografias mais importantes do escritor Miguel de Cervantes para saber em que sociedade surgiu Dom Quixote. O leitor da obra de Muñoz Machado encontrará tudo: o aparato jurídico que reinava na Espanha enquanto Cervantes escrevia as aventuras de Dom Quixote, as festas populares, a propagação da feitiçaria, os crimes da Inquisição, a vida elevada dos artistas, a mentalidade militar à sombra da Coroa. Cervantes era um homem simples e miserável, aparentemente desde muito jovem. No começo da vida, um crime o leva para a Itália. Como todos os humildes, ele se torna soldado. E guerreia em Lepanto contra os turcos, quando não deveria, por causa de condição de que sofria. E, então, devido a raptores berberiscos, ele passou cinco anos em Argel, onde deve ter sofrido o indescritível, sobretudo depois de suas tentativas de fuga. Padres trinitarianos o salvaram, pagando seu resgate. Na Espanha, tentou ir para a América, mas o Estado sequer respondeu às suas cartas. Ou seja, com ele tudo acontecia de maneira tal que ele poderia muito bem se tornar ressentido. E, no entanto, a generosidade e a hombridade de Cervantes estão mais do que garantidas. Era um homem sem remorso, preocupado em elevar a vida de seus concidadãos. Um homem bom e idealista. Quando li Dom Quixote , já havia muito tempo que lia romances de cavalaria, nos quais o formalismo tentava frear os excessos da época. Sob a ferocidade das batalhas, surgiu um mundo de paz e ordem, segundo um plano rígido destinado a acabar com a espontaneidade que mostrava o mundo como ele é: pútrido e irremediável. Será que, depois de tanto sofrer na vida, Cervantes também não tivesse buscado a mesma coisa? (Adaptado de: LLOSA, Mario Vargas. Disponível em: www.cultura.estadao.com.br . Acessado em: 05.05.2022)

E, no entanto, a generosidade e a hombridade de Cervantes estão mais do que garantidas. No contexto, a expressão “no entanto” estabelece relação de sentido de

A causa.
B oposição.
C finalidade.
D condição.
E temporalidade.

Considere:

I. Juízes do Trabalho.

II. Tribunal Pleno.

III. Órgão Especial.

IV. Presidente.

V. Corregedor. Nos termos do Regimento Interno do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, são órgãos do Tribunal o constante nos itens

A II e III, apenas.
B II, III, IV e V, apenas.
C I, II, III, IV e V.
D IV e V, apenas.
E I, II e III, apenas.