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Em relação à otite média crônica tuberculosa, analise as afirmativas abaixo e dê valores Verdadeiro (V) ou Falso (F).

( ) A hipótese diagnóstica deve ser considerada na presença de mucosa de aspecto pálido, curso insidioso e má resposta ao uso de gotas otológicas com antibiótico.

( ) Essa doença, apesar de rara, geralmente se manifesta de forma isolada e não relacionada à infecção pulmonar.

( ) O isolamento do bacilo da tuberculose na secreção da orelha média é de relativa facilidade.

( ) O curso da doença costuma ser rápido, com queda do estado geral e com secreção espessa.

( ) Geralmente é um quadro fulminante com erosão óssea extensa e prognóstico reservado. Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta de cima para baixo.

A V - V - V - V - F
B V - V - V - F - F
C V - V - F - F - F
D V - F - F - F - F
E F - F - F - F - F

Paciente feminino de 17 anos apresenta otorreia fétida na orelha direita há 3 anos. Tem história de otites médias de repetição. Há dois dias iniciou quadro de febre alta (38,9oC), cefaleia e vômitos e, há 6 horas, rebaixamento do nível de consciência. Sua conduta inicial seria:

A internação, antibioticoterapia e exame de imagem (TC e/ou RM)
B internação e exame de líquor
C internação e hemograma
D internação e hidratação apenas
E internação, antibioticoterapia e mastoidectomia

Artrite, pleurite, pericardite, fotossensibilidade, rash malar e manifestações orais, como úlceras superficiais indolores com halo eritematoso em palato e mucosa jugal, são características de:

A Doença de Crohn
B Síndrome de Behçet
C Síndrome de Sjo?gren
D Lúpus eritematoso sistêmico
E Esclerodermia

A petrosite, infecção do ápice petroso do osso temporal, pode se manifestar através da Síndrome de Gradenigo, a qual se caracteriza por:

A otite média, dor facial e paralisia do nervo abducente ipsilateral
B otite média, dor facial e paralisia facial ipsilateral
C otite média, dor facial e paralisia do nervo troclear ipsilateral
D otite média, dor facial e paralisia do nervo oculomotor ipsilateral
E otite média, dor facial e paralisia do nervo oculomotor bilateral

Paciente do sexo masculino, 32 anos, deu entrada no PS com febre alta persistente com calafrios, cefaleia intensa, vômitos, diplopia e dor na região retromastóidea há 3 dias. Referia odor fétido na orelha direita (OD) persistente há mais de 10 anos e negava cirurgia otológica prévia. Ao exame físico: regular estado geral, febril, com alteração do nível de consciência. À otoscopia da orelha esquerda, observada retração de membrana timpânica, e da orelha direita, observada bolsa de retração superior com lamelas de epiteliais e otorreia. Estava com dificuldade na movimentação do olho direito no sentido lateral. Em relação à principal hipótese diagnóstica e conduta, assinale a alternativa correta.

A Tromboflebite de seio sigmoide, solicitar tomografia computadorizada (TC) com contraste para confirmação diagno?stica e iniciar antibioticoterapia venosa e, se necessário, anticoagulante
B Tromboflebite do seio sigmoide e seio cavernoso, solicitar TC sem contraste para confirmação diagno?stica, iniciar antibioticoterapia e, se necessário, anticoagulação
C Acidente vascular de tronco encefálico, solicitar angioressonância encefálica
D Abscesso cerebelar, iniciar antibio?tico e programar cirurgia
E Tromboflebite do seio sigmoide e cavernoso, solicitar RM e angio RM para confirmação diagno?stica, iniciar antibioticoterapia venosa e mastoidectomia e, se necessário, anticoagulação

Com relação às síndromes genéticas, assinale a alternativa que corresponde ao quadro clínico apresentado a seguir. Criança de 4 anos de idade apresentando microtia e atresia aural à esquerda (sem alterações de orelha externa, média e interna à direita), apêndices periauriculares, alterações oculares e vertebrais. Tem assimetria facial e hipoplasia malar e mandibular à esquerda.

A Síndrome de Apert
B Síndrome de Waardenburg
C Síndrome de Goldenhar
D Síndrome de Wallenberg
E Síndrome de Usher

É importante reconhecer o potencial de lesão do trauma acústico para a orelha interna e diferenciá-lo da perda auditiva induzida pelo ruído. Com relação ao trauma acústico, podemos afirmar que:

A há perda auditiva aguda por estímulo sonoro com intensidade igual ou superior a 85dB
B o trauma acústico agudo, o estímulo sonoro de altas frequências é mais lesivo que os sons de frequências pro?ximas a 550Hz
C perda auditiva súbita ocorre sempre relacionada a um estímulo de pequena duração, elevada intensidade e frequência inespecífica
D os picos de pressão no trauma acústico agudo podem chegar a no máximo a 110dB NPS
E não ocorre perda sensorioneural após exposição prolongada no volume máximo aos fones dos aparelhos celulares

Num trauma acústico do tipo explosão, as estruturas da orelha que sofrem agressão são:

A a membrana timpânica e cadeia ossicular são as únicas estruturas a serem lesadas
B somente as células ciliadas externas são comprometidas e as demais estruturas são preservadas
C a endolinfa e a perilinfa, por alterações metabo?licas que levam a aumento da microcirculação para a orelha interna com maior acúmulo de resíduos metabo?licos lesivos para a orelha interna
D só as células ciliadas internas são comprometidas, pois estas são transicionais na transformação do estímulo mecânico em elétrico
E todas as estruturas da orelha interna e até mesmo da orelha média podem ser comprometidas. As células ciliadas externas são mais sensíveis, pois seus estereocílios são rígidos e facilmente lesionados

Quando se faz a admissão de um candidato a um trabalho com exposição a ruído, considera-se como de:

A alto risco indivíduos com perda auditiva unilateral
B baixo risco indivíduos operados de otoespongiose com sucesso na cirurgia
C alto risco indivíduos com otoespongiose
D alto risco indivíduos com otite média cro?nica
E baixo risco os portadores de diabetes e doença coronariana