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Considere as seguintes situações:

I. execução de ofício de contribuições previdenciárias relativas a acordo homologado em sede de reclamação trabalhista; e
II. ação ajuizada por empregado público estadual pleiteando o pagamento de parcelas previstas na lei que institui o regime jurídico dos servidores públicos do Estado respectivo.

Em conformidade com a Constituição Federal e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, a competência para

A I é da Justiça comum federal e II, da Justiça comum estadual.
B I é da Justiça comum federal e II, da Justiça do Trabalho.
C ambas é da Justiça comum estadual.
D ambas é da Justiça do Trabalho.
E I é da Justiça do Trabalho e II, da Justiça comum estadual.

A partir de uma ferramenta de automatização e gerenciamento de configuração, aberta e funcionando em condições ideais, um analista criou um arquivo com o seguinte conteúdo:

Sobre o conteúdo desse arquivo, trata-se de um

A facter do Ansible para automatizar a configuração do Apache, criar um diretório para o site e uma pâgina HTML de boasvindas.
B manifesto Puppet que instala o Apache, garante que o serviço esteja em execução e cria uma pâgina inicial.
C facter do Jenkins que instala o Apache, cria um diretório para o site e uma página HTML de boas-vindas.
D pipeline do Puppet usado para gerenciar a instalação do Apache, garantir que ele esteja rodando e configurar um arquivo de pâgina inicial.
E playbook do Jenkins que gerencia o estado do pacote Apache, assegura que o serviço esteja ativo e configura um arquivo HTML de boas-vindas.
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 1 a 7, baseie-se no texto abaixo.
Temos que acreditar
Será que podemos entender o mundo sem algum tipo de crença? Esta é uma pergunta central na dicotomia entre ciência e fé. De fato, o modo como um indivíduo escolhe responder a ela determina, em grande parte, como se relaciona com o mundo e a vida em geral. Contrastando as explicações míticas e cientificas da realidade, podemos dizer que muitos religiosos buscam explicar o desconhecido com o desconhecível, enquanto a ciência busca explicar o desconhecido com o conhecível.
Muito da tensão entre ciência e fé vem da suposição de que existem duas realidades mutuamente incompatíveis, uma dentro deste mundo (e, portanto, “conhecível” através da aplicação diligente do método científico) e outro fora dele (e, portanto, “desconhecível', relacionada tradicionalmente à crença religiosa).
Mitos religiosos permitem que os que neles creem transcendam sua “situação histórica”, a perplexidade que sentimos ao compreendermos que somos criaturas delimitadas pelo tempo, cada um com uma história que tem um começo e um fim. Em um nível mais pragmático, explicações míticas de fenômenos naturais são tentativas pré-científicas de dar sentido áquilo que existe além do controle humano. A motivação por trás dessas explicações não é tão diferente daquela da ciência, já que ambas tentam de alguma forma revelar mecanismos por trás dos fenômenos naturais: afinal, tanto deuses quanto forças físicas fazem coisas acontecer, mesmo que de formas radicalmente distintas.
Tanto o cientista quanto o crente acreditam em causas não compreendidas, ou seja, em coisas que ocorrem por razões desconhecidas, mesmo que a natureza da causa seja completamente diferente para cada um.
(Adaptado de: GLEISER, Marcelo. À ilha do conhecimento . Rio de Janeiro: Record, 2023, p. 31-32)

No contexto do terceiro parágrafo, ao se falar de explicações míticas e científicas, considera-se que

A as coisas que ambas fazem acontecer revelam possível identidade de procedimentos.
B as causas dos intrincados fenômenos naturais elucidam-se por uma disposição de fé.
C cientistas e religiosos convergirão no final de tudo para resultados similares.
D a dicotomia inicial entre distintas formas de conhecimento tende a ser suprimida.
E alguma semelhança de propósitos não elimina uma distinção drástica entre os métodos.
Texto associado
Atenção : Considere a crônica “Tartaruga de arrastão”, de Rachel de Queiroz, para responder às questões de números 9 a 20.

O caso deu-se aqui na ilha, numa pescaria de arrastão. Da primeira redada veio um tal peixe que causou espanto: ninguém podia crer que naquele côncavo de mar morasse tanto peixe assim. Havia de ser alguma piracema que ia passando; para lá de trés toneladas de pescado foram apanhadas de uma só vez. Na segunda redada nada veio, ou quase nada — fugira a piracema ou fora toda colhida pela rede. Entretanto, no meio daquele quase nada apareceu um bicho estranho: uma tartaruga do mar. Tartaruga diferente daquelas fluviais que a gente conhece, tartaruga das profundezas salinas, meio peixe, porque em vez de pernas tem nadadeiras.
Primeiro ela se debateu e tentou de todas as maneiras furar a malha. Depois foi agarrada e atirada ignominiosamente na areia, de barriga para cima. Por fim puseram-na em posição normal; e ela, recuperando imediatamente a compostura, estirou o pescoço enrugado e correu em torno de si um olho temeroso. Não sei se os presentes compreenderam quanto havia de surpresa, terror e pasmo nos olhos da tartaruga. Muito pior que um bicho da terra pego numa rede: este pode estranhar a prisão, mas afinal continua dentro de um elemento conhecido, pisando chão, vendo árvores familiares, sentindo o cheiro da terra. A tartaruga não: para ela, nascida e vivida no mar, aquela era a mais estranha, a mais inacreditável e terrível das aventuras. Para aquela tartaruga era o mesmo que seria para um de nós vermo-nos transportados subitamente, sem dano físico, até o fundo do mar. Imagine que estranho, que portentoso e medonho não parece. As caras desconhecidas de ignorados animais - no caso, homens. E todos, todos, canibais ou pior que isso — pois bem sentia ela sobre o seu casco grosso, sobre a carapaça encaracada, o olhar doce e atento e cobiçoso dos comedores de carne.
A sorte da coitada foi ninguém chegar a um acordo sobre a forma de abatê-la. E sorte maior o fato de ninguém, pessoalmente, querer se responsabilizar pela carnificina naquela quinta-feira santa. Mas levaram-na para o galinheiro - que ignominia, uma veterana dos sete mares a ser atirada entre as galinhas, na noite que deveria ser a última da sua vida; ela que decerto esperava sepultar-se entre areias claras, nalgum maciço colorido de anêmonas do mar. Mas felizmente para a tartaruga, incerto é o coração do homem, incertos, os seus impulsos. Tanto val para um lado como para o outro, tanto procura devorar hoje o seu irmão bicho, como amanhã o festeja e liberta. O fato é que um coração se apiedou da tragédia e houve mão que abriu a porta da capoeira e encaminhou a marcha rampante do bicho marinho em direção da prala, em direção do mar, sua pátria. Ela também não esperou arrependimento, não hesitou, não agradeceu. Cortou a areia deixando um rastro longo, penetrou na água como um barco a deslizar do estaleiro, mergulhou, emergiu, voltou a cabeça ainda assustada para aquele mundo sujo, escuro, inimigo, onde viviam os homens, onde esperava nunca mais voltar; e mergulhou de novo, abraçando toda a água que podia entre as nadadeiras abertas.
(Adaptado de: QUEIROZ, Rachel de. 100 crônicas escolhidas: um alpendre, uma rede, um açude . Rio de Janeiro: José Olympio, 2021)

De acordo com o Dicionário Houaiss da língua portuguesa , os dêiticos são elementos indiciais da linguagem que se referem à situação em que o enunciado é produzido, ao momento da enunciação e aos atores do discurso. Expressões como “ali”, lá”, “hoje” ou “ontem” devem ser interpretadas em função de onde e em que momento se encontram os atores do discurso quando dizem “ali”, “lá”, “hoje” ou “ontem”. Ocorre um dêitico que se refere ao lugar em que o enunciado é produzido (ao lugar onde se encontra a cronista) no seguinte trecho:

A O fato é que um coração se apiedou da tragédia (3º parágrafo).
B Cortou a areia deixando um rastro longo, penetrou na água (3º parágrafo).
C O caso deu-se aqui na ilha, numa pescaria de arrastão (1º parágrafo).
D Tartaruga diferente daquelas fluviais que a gente conhece (1º parágrafo).
E Depois foi agarrada e atirada ignominiosamente na areia (2º parágrafo).
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 7 a 10, leia o texto abaixo.

Quando abri os olhos, vi o vulto de uma mulher e o de uma criança. As duas figuras estavam inertes diante de mim, e a claridade indecisa da manhã nublada devolvia os dois corpos ao sono e ao cansaço de uma noite maldormida. Sem perceber, tinha me afastado do lugar escolhido para dormir e ingressado numa espécie de gruta vegetal, entre o globo de luz e o caramanchão que dá acesso aos fundos da casa. Deitada na grama, com o corpo encolhido por causa do sereno, sentia na pele a roupa úmida e tinha as mãos repousadas nas páginas também úmidas de um caderno aberto, onde rabiscara, meio sonolenta, algumas impressões do voo noturno. Lembro que adormecera observando o perfil da casa fechada e quase deserta, tentando visualizar os dois leões de pedra entre as mangueiras perfiladas no outro lado da rua. A mulher se aproximou de mim e. sem dizer uma palavra, afastou com o pé uma boneca de pano que estava entre o alfoje e o meu rosto; depois continuou imóvel, com o olhar perdido na escuridão da gruta, enquanto a criança apanhava o corpo de pano e, correndo em zigue-zague, alcançava o interior da casa. Eu procurava reconhecer o rosto daquela mulher. Talvez em algum lugar da infância tivesse convivido com ela, mas não encontrei nenhum traço familiar, nenhum sinal que acenasse ao passado.

(Adaptado de HATOUM, Milton. Relato de um certo Oriente . São Paulo: Companhia das Letras, 2008)

No trecho As duas figuras estavam inertes diante de mim , o termo “inertes” pode ser substituído, sem alterar o sentido da frase, por:

A agitadas.
B carentes.
C preocupadas.
D invisíveis.
E imóveis.

A figura abaixo apresenta a previsão de um fluxo de caixa (em R$) para três meses (1; 2; 3):

Considerando uma taxa de juros de 2% ao mês, com capitalização composta, o valor de entrada no período inicial zero que equilibra o fluxo de caixa corresponde, em R$, a

A 582,18.
B 546,45.
C 690,12.
D 615,43.
E 671,09.
Órgão: Companhia de Gás da Bahia Cargo: Técnico de Processos Organizacionais (TPO) - Especialidade: Organizacional Prova: FCC - BAHIAGÁS - Técnico de Processos Organizacionais (TPO) - Especialidade: Organizacional - 2024

Um funcionário do Tribunal do Trabalho utiliza um recurso do Windows 11 para executar aplicativos de forma isolada em um ambiente seguro denominado

A Windows Explorer,
B Control Panel
C Virtual Desktop.
D Device Manager.
E Windows Sandbox.
Órgão: Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região Cargo: Técnico Judiciário - Área: Agente da Polícia Judicial Prova: FCC - TRT 20 - Técnico Judiciário - Área: Agente da Polícia Judicial - 2024
Texto associado
Atenção : Para responder às questões de números 9 a 15, baseie-se no texto abaixo.

De Rubem Braga para Vinícius de Moraes

Gosto muito da crônica que Rubem Braga publicou depois que seu amigo Vinícius de Moraes se foi. Em forma de carta, o cronista dá ao poeta notícias atualizadas sobre o Rio, as moças do Rio, a vida, a natureza em flor, a chegada da primavera, as promessas no ar... E para arrematar sua despedida, diz:
- Vou ficando por aqui mais um pouco...
Esse “vou ficando” resume a contingência de todos nós, esse estado provisório que gostamos de tratar como se eterno fosse. Esse “vou ficando” soa como desculpa por ainda estar vivo o cronista melancólico diante da ausência de um ardoroso poeta amigo, que tanto soube amar a vida.
Quem conheceu o velho Braga admitirá que o tempo dele foi sempre marcado por uma nostalgia profunda, dessas que existem garantindo que não tem cura. Esse “vou ficando” soa, assim, como uma espécie de resignação final de quem não alcançou o teto das expectativas e aguarda agora os protocolos do tempo implacável.
Admiro muito essas frases sintéticas, supostamente simples, mas de muitas camadas, ressonâncias e projeções. A gente se abeira delas e elas vão minando água fresca, para saciar nossa sede de consolos. Agora mesmo tive vontade de dizer a todos os parentes e amigos que já partiram:
— Vou ficando mais um pouco...
Como nada mais tenho que possa lhes oferecer, fico recitando essa frase, com esse gerúndio expressivo, essa indiscrição de um vivo, essa penitência de quem fica à espera da curva depois da qual não se pode mais ficar nem um pouquinho.

(Almeida Tibiriçá, a editar)

Uma qualidade propriamente linguística da frase com que Rubem Braga arremata sua despedida, salientada num recurso gramatical, ocorre em:

A gerúndio expressivo (7° parágrafo).
B soa como desculpa (3º parágrafo).
C resume a contingência (3° parágrafo).
D marcado por uma nostalgia (4º parágrafo).
E indiscrição de um vivo (7° parágrafo).
Órgão: Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região Cargo: Técnico Judiciário - Área Tecnologia da Informação Prova: FCC - TRT 20 - Técnico Judiciário - Área Tecnologia da Informação - 2024

Usando JPA 2.0, um Técnico utilizou a anotação @MappedSuperclass que é útil para mapear uma classe de entidade

A abstrata que não será diretamente persistida no banco de dados.
B que será persistida em uma tabela única com outras entidades.
C que será persistida em uma tabela separada.
D concreta persistida diretamente no banco de dados.
E que será persistida em uma tabela de junção.
Órgão: Tribunal Regional do Trabalho da 20ª Região Cargo: Técnico Judiciário - Área Tecnologia da Informação Prova: FCC - TRT 20 - Técnico Judiciário - Área Tecnologia da Informação - 2024