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Em um cenário de terapia intensiva pediátrica, uma criança de 11 meses é admitida, proveniente da enfermaria, com imunodeficiência grave e suspeita de infecção hospitalar. Quais são as medidas a serem tomadas para tratar e prevenir a propagação da infecção neste cenário?

A Implementar protocolos rigorosos de higiene e desinfecção, garantir a higiene das mãos em todos os momentos de assistência ao paciente, uso de Equipamento de Proteção Individual pela equipe Médica e toda equipe assistencial, isolar o paciente, mas não é necessária a introdução de antibioticoterapia. Deve-se coletar exames laboratoriais e culturas e aguardar o resultado; só introduzir antibiótico se a criança apresentar sinais de sepse, após abertura de protocolo de sepse.
B Implementar protocolos rigorosos de higiene e desinfecção, garantir a higiene das mãos em todos os momentos de assistência ao paciente, sem necessidade de uso de Equipamento de Proteção Individual pela equipe Médica, uso de antibioticoterapia terapêutica de largo espectro para cobertura de bacilos Gram negativos e Staphylococcus aureus e é necessário isolar o paciente
C Implementar protocolos rigorosos de higiene e desinfecção, garantir a higiene das mãos nos cinco momentos de assistência ao paciente, uso adequado de Equipamento de Proteção Individual pela equipe médica e toda equipe assistencial, uso de antibioticoterapia terapêutica de largo espectro para cobertura de bacilos Gram negativos, S taphylococcus coagulase negativo e Staphylococcus aureus e isolar o paciente
D Implementar protocolos rigorosos de higiene e desinfecção, garantir a higiene das mãos nos cinco momentos de assistência ao paciente, uso adequado de Equipamento de Proteção Individual pela equipe médica e toda equipe assistencial, uso de antibioticoterapia terapêutica de largo espectro para cobertura de bacilos Gram negativos e Staphylococcus aureus , mas não é necessário isolar o paciente.
E A principal ação para evitar a propagação da infecção são os cinco momentos de higiene das mãos, que são: antes de tocar o paciente, antes de realizar procedimento limpo e asséptico, após risco de exposição a fluidos corporais, após tocar o paciente e após tocar superfícies próximas ao paciente. As outras medidas tais como isolamento do paciente e introdução de antibióticos profiláticos são desnecessárias.

Em relação ao manejo do traumatismo cranioencefálico em pediatria, assinale a alternativa correta.

A A monitorização de pressão intracraniana não deve ser realizada em crianças devido ao risco aumentado de sangramento do Sistema Nervoso Central e pelo risco de infecção associado ao procedimento.
B A ressonância magnética é preferível à tomografia computadorizada na avaliação inicial das crianças com traumatismo cranioencefálico.
C A hiperventilação é frequentemente benéfica para reduzir a pressão intracraniana em crianças com traumatismo cranioencefálico e praticamente não apresenta efeitos adversos.
D O uso de hipotermia terapêutica pode ser benéfico por reduzir o fluxo sanguíneo cerebral e, assim, auxiliar no controle da pressão intracraniana, mas apresenta efeitos indesejados como discrasias sanguíneas, distúrbios eletrolíticos, arritmias cardíacas e outros.
E O uso de corticosteroides, em especial a dexametasona, é indicado e corresponde a um padrão de boas práticas em crianças com traumatismo cranioencefálico.

A síndrome do bebê sacudido, uma das formas de violência física contra a criança, leva à necessidade de internação em Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica. Com relação a este tipo de maus-tratos, assinale a alternativa correta.

A O quadro clínico se caracteriza por rebaixamento do nível de consciência, sonolência, irritabilidade, vômitos, convulsões, apneia e coma.
B A síndrome do bebê sacudido é definida como um tipo de traumatismo cranioencefálico por abuso. Um terço dos casos evolui a óbito e as sequelas neurológicas são raras.
C É muito mais frequente em famílias com condições socioeconômicas ruins, mas pode acontecer em famílias mais abastadas, especialmente quando há história de alcoolismo e uso de drogas ilícitas.
D A síndrome do bebê sacudido ocorre em crianças menores do que 3 anos de idade, sobretudo, em crianças menores do que 6 meses, e acomete principalmente o sexo feminino.
E Deve-se avaliar o fundo de olho à procura de hemorragias oculares decorrentes de chacoalhamento e também pesquisar fraturas em ossos longos, embora a ocorrência de fraturas e a observação de calos ósseos sejam raras.

O acesso periférico em pediatria sempre causa muita preocupação para a equipe, devido a características inerentes a esta faixa etária. A esse respeito, é correto afirmar que

A uma das complicações mais temidas em relação ao acesso intraósseo é o deslocamento da agulha e manutenção da infusão, com a formação de uma possível necrose e síndrome compartimental, porém isso só ocorre com infusão de drogas vesicantes como o bicarbonato de sódio e o gluconato de cálcio.
B nos casos de PCR sem acesso venoso, o acesso intraósseo deve ser tentado antes mesmo de se tentar um acesso venoso periférico, caso se julgue que este acesso será difícil. Deve-se evitar a canulação intraóssea se houver infecção nos tecidos subjacentes.
C o acesso intraósseo só deve ser tentado após 3 tentativas de punção venosa periférica em um período de 1 minuto e 30 segundos, pois os riscos de infecção são muito elevados.
D o acesso intraósseo deve ser lembrado precocemente em situações de PCR, choque hipotensivo e convulsão de difícil controle e, nesta última situação, mesmo antes de se tentar a via intramuscular ou intranasal.
E o acesso intraósseo deve ser utilizado em todas as situações em que a equipe de enfermagem tem dificuldade de punção do acesso periférico. Nele pode- -se administrar qualquer fluido em qualquer idade.

O cuidado progressivo ao paciente tem os seguintes objetivos a seguir relacionados, EXCETO:

A garantir que todos os médicos que atuem nas unidades de cuidados intensivos pediátricos tenham título de especialização em pediatria e a Certificação de Área de Atuação em Medicina Intensiva Pediátrica.
B organizar a atenção ao paciente crítico pediátrico para garantir seu acesso, acolhimento e resolubilidade dos problemas de saúde.
C garantir o cuidado progressivo por meio de acesso aos diferentes níveis da assistência na área pediátrica, por meio da disponibilização de unidade de cuidados intensivos e intermediários de forma integrada.
D garantir a qualificação da atenção e a segurança do paciente nas unidades de cuidados intensivos e intermediários.
E apoiar a educação permanente dos profissionais de saúde para a atenção ao paciente crítico ou gravemente doente.

É correto afirmar, com relação a cânceres que acometem a população do sexo masculino, que

A estudos científicos recentes sugerem que não há associação entre infecção pelo papilomavírus humano (HPV) e o câncer de pênis.
B o câncer de testículo tem maior incidência em homens idosos, com idade superior a 60 anos.
C o câncer de próstata está associado ao histórico da doença na família, à obesidade e ao tabagismo.
D o tabagismo é considerado a segunda maior causa de câncer de bexiga.
E o câncer de bexiga, apesar de sua alta incidência nos homens, ocorre com mais frequência em mulheres.

Homem de 78 anos com DPOC (GOLD grau III – grupo E) é levado ao hospital pelo serviço pré-hospitalar (SAMU). Há 3 dias, ele evolui com piora da dispneia e aumento do volume e purulência do escarro. À chegada no hospital, ele está sonolento; temperatura: 37,8 ºC; oximetria de pulso com saturação de 100%; frequência cardíaca: 110 bpm; pressão arterial: 132 x 75 mmHg; frequência respiratória: 30 ipm; ausculta pulmonar com sibilos difusos. Radiografia de tórax mostra campos pulmonares hiperinsuflados, mas sem consolidação. Exames séricos: proteína C reativa: 4,5 mg/dL (normal: até 1,0); neutrófilos: 12210/mm 3 . Gasometria arterial à chegada (máscara de oxigênio): pH: 7,28; PCO2: 76 mmHg; PO2: 162 mmHg; bicarbonato: 33 mEq/L. Nesse momento, o próximo passo recomendado é

A retirada da máscara de oxigênio.
B intubação endotraqueal e ventilação mecânica.
C cânula nasal de alto fluxo.
D ventilação não invasiva de 2 níveis (BiPAP).
E ventilação não invasiva de 1 nível (CPAP).

Mulher de 19 anos é atendida com queixa principal de humor deprimido há 2 semanas. Ela observa que, desde que seu terapeuta saiu de férias, teve ideação suicida, crises de choro e aumento do apetite. Relata que deixou 40 mensagens na secretária eletrônica do terapeuta dizendo que ela vai se matar e que isso seria bom para ele por deixá-la. O exame físico revela múltiplas cicatrizes antigas e queimaduras de cigarro na face anterior de ambos os antebraços. O diagnóstico mais provável é de transtorno

A histriônico.
B de personalidade limítrofe.
C bipolar tipo II.
D depressivo maior.
E esquizoafetivo.

Homem de 67 anos apresenta crise aguda de dor intensa no 1º pododáctilo direito, cujo exame clínico evidencia artrite. O histórico médico é positivo para hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, doença renal crônica (creatinina basal de 3,2 mg/dL) e hiperuricemia (ácido úrico de base de 10 mg/dL). Os medicamentos em uso incluem: aspirina em baixa dose, atorvastatina, metoprolol e lisinopril. O melhor tratamento oral, nesse momento, é

A alopurinol: 100 mg/dia.
B codeína/paracetamol (30/500), de 6/6 horas.
C colchicina: 1,2 mg, seguido de 0,6 mg de 6/6 horas.
D naproxeno 250 mg, de 8/8 horas.
E prednisona: 40 mg/dia.

Homem de 72 anos, ex-fumante, é acompanhado por DPOC (GOLD grau IV). Ele está em condição estável nos últimos meses e faz uso regular de broncodilatadores inalatórios (antagonista muscarínico de ação prolongada e agonista β de ação prolongada). IMC: 18,5 Kg/m 2 . Mediante interrogação, o paciente relata dores de cabeça matinais e dificuldade de concentração. A gasometria arterial atual mostra: pH: 7,32; PO2: 62 mmHg; PCO2: 57 mmHg; bicarbonato: 30 mEq/L. Assinale a alternativa que apresenta o próximo passo indicado.

A Modafinila.
B Programa de reabilitação física.
C Ventilação não invasiva.
D Azitromicina.
E Oxigênio de longo prazo.