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Homem de 47 anos com obesidade e diabetes sofre uma laceração profunda na coxa esquerda enquanto trabalhava em sua fazenda. Ele se apresenta um dia após a lesão com fortes dores na coxa esquerda, eritema difuso e bolhas. O músculo necrótico é visível na ferida e ele apresenta crepitação ao exame. Antibióticos de amplo espectro são iniciados, e ele é levado ao centro-cirúrgico para desbridamento. A coloração de Gram revela bastonete gram-positivo. Nesse momento, o regime antibiótico mais adequado é

A ampicilina-sulbactam.
B penicilina e clindamicina.
C cefepima e metronidazol.
D linezolida e clindamicina.
E vancomicina e piperacilina-tazobactam.

Homem de 32 anos teve um curso prolongado na UTI com choque séptico e desconforto respiratório agudo (SDRA/ARDS). Ele está intubado há 12 dias e necessitou de vasopressores para o manejo do choque. Vasopressores foram descontinuados e infusões de sedativos e analgésicos foram reduzidos. Ele interage e responde perguntas tipo sim/não, mas está com profunda fraqueza muscular em extremidades, mais intensamente em musculatura proximal que distal. Ele falha em vários testes de respiração espontânea nos últimos dias, e colocação de tubo de traqueostomia é aventado. Constitui a condição que, mais frequentemente, está associada a essa evolução do paciente:

A hiperglicemia.
B acidemia.
C hipoalbuminemia.
D hiperfosfatemia.
E uso de fluoroquinolona.

Homem de 73 anos com insuficiência cardíaca e transtorno afetivo bipolar em uso de lítio evolui com quadro de ataxia, tremores e confusão. A família relata história de doença viral há 4 dias com ingestão oral deficiente, seguido de dispneia. Exames séricos: sódio: 140 mEq/L; potássio: 3,5 mEq/L; cloreto: 100 mEq/L; bicarbonato: 28 mEq/L; ureia: 66 mg/dL; creatinina: 1,5 mg/dL; lítio: 3,0 mEq/L (normal 0,6 a 1,0). O próximo passo mais importante é

A alcalinização sérica com cloreto de sódio e bicarbonato.
B carvão ativado por sonda nasogástrica.
C hemodiálise.
D expansão volêmica com ringer lactato (20 mL/kg).
E furosemida parenteral.

Uma pedestre de 45 anos foi atropelada por um veículo automotor. Ela tem histórico de DPOC e alergia à penicilina. Ela sofreu fraturas bilaterais de costelas com um segmento instável à esquerda, contusão pulmonar esquerda, lesão diafragmática esquerda (status pós-reparo) e fraturas expostas à esquerda da tíbia e da fíbula (também status pós-reparo). Ela estava internada na UTI cirúrgica há 8 dias. Ela tem sido difícil de desmamar do ventilador e tem colocado um cateter central e um dreno torácico esquerdo desde a admissão. Ela começou a ter febre há 2 dias e agora precisa de vasopressores. Foram iniciados cefepima empírico, metronidazol e vancomicina, mas clinicamente não houve melhora. Seu lavado broncoalveolar (LBA) e hemoculturas deram positivo para Candida com espécie pendente. Qual é a melhor opção de tratamento para esse paciente atualmente?

A Fluconazol 200 mg IV diariamente.
B Continue com os antibióticos atuais e dê mais tempo para melhorar.
C Flucitosina 50 mg/kg IV a cada 6 horas.
D Caspofungina 70 mg IV x1 seguido de 50 mg IV diariamente.
E Voriconazol 4 mg/kg IV diariamente.

Sobre os distúrbios da hemostasia e coagulopatias, é correto afirmar, em relação ao uso do alfa-andexanete para a reversão de medicamentos inibidores do fator Xa, que

A a dosagem é baseada na dose do anticoagulante e no tempo desde a última dose.
B constitui um anticorpo monoclonal que se liga ao fator Xa.
C há grande preocupação com efeito pró-trombótico direto após sua administração.
D reverte anticoagulantes orais de ação direta, mas não heparina de baixo peso molecular.
E tem longa meia-vida e nova aplicação não costuma ser necessária após dose inicial em bolus.

Mulher de 64 anos com histórico de cirrose alcoólica em lista de transplante é internada na UTI por encefalopatia hepática. Em relação à terapia nutricional nessa paciente, é correto afirmar:

A aminoácidos de cadeia ramificada incluem lisina, isoleucina, serina e valina.
B nutrição parenteral é contraindicada na cirrose.
C o peso real é superior ao peso seco ou ao peso habitual no cálculo das necessidades energéticas e proteicas em pacientes com cirrose e insuficiência hepática.
D restrição proteica é indicada para reduzir o risco de agravamento da encefalopatia hepática.
E aminoácidos de cadeia ramificada não trazem benefícios relevantes em pacientes que recebem antibióticos de ação luminal e lactulose.

Homem de 18 anos está internado devido traumatismo cranioencefálico grave com hemorragia subaracnoidea, edema cerebral aumento da pressão intracraniana. Nos dias seguintes, ele apresenta uma queda aguda no sódio sérico para 112 mEq/L. Outros achados no exame de sangue são: potássio: 4,0 mEq/L; cloreto: 74 mEq/L; bicarbonato: 25 mEq/L; ureia: 42 mg/dL; creatinina: 0,9 mg/dL; osmolalidade: 282 mosmol/kg H 2 O. Exames de urina: osmolalidade urinária: 368 mosmol/kg H 2 O; sódio: 112 mEq/L; potássio: 26 mEq/L. A pressão arterial sistólica diminuiu para 90 mmHg, associada a diminuição do turgor da pele e aumento do débito urinário para 9 litros em 24 horas. A explicação mais provável para essa evolução é

A diurese salina fisiológica.
B síndrome perdedora de sal cerebral.
C diabetes insípido central.
D diurese fisiológica da água em resposta à hiponatremia.
E síndrome da secreção inapropriada do hormônio antidiurético.

Homem de 45 anos com diabetes tipo 1 apresenta quadro de fortes dores abdominais. Relata que há 3 dias parou de usar a insulina. Ele está afebril, com frequência cardíaca de 120 bpm, pressão arterial de 100 x 65 mmHg, frequência respiratória de 32/min e saturação de oxigênio de 98% em ar ambiente. O exame físico é relevante desidratação 2+/4 e dor abdominal difusa moderada, sem sinais de peritonismo. Exames séricos: glicemia: 430 mg/dL; potássio: 3,0 mEq/L; bicarbonato arterial: 7 mEq/L. O eletrocardiograma mostra apenas taquicardia sinusal. Ele recebe 3 litros de cloreto de sódio a 0,9% e insulina IV em bolo (15 unidades), seguida de bomba de infusão contínua (0,1 U/kg/hora de insulina). Algumas horas depois, ele sofre uma parada cardíaca. A etiologia mais provável dessa evolução é

A abdome agudo vascular.
B infarto do miocárdio.
C embolia pulmonar.
D arritmia.
E choque séptico.

Homem de 58 anos com cateter suprapúbico devido a lesão medular é internado por hipotensão. Ele recebe ressuscitação agressiva com fluídos e meropenem é iniciado por possível infecção do trato urinário associada ao cateter. Ele evolui bem e no 5o dia de internação, as hemoculturas e uroculturas não mostram crescimento de bactérias e o meropenem é interrompido. No 6o dia de internação, exames de “rotina” são coletados a urina tipo I revela: 45 leucócitos/campo (normal: até 10); 2 hemácias/campo; esterase leucocitária negativa e nitrito são negativos. O próximo passo na condução clínica desse paciente é

A iniciar irrigação do cateter com amicacina.
B iniciar polimixina B.
C trocar o cateter suprapúbico.
D prescrever tigeciclina intravenosa.
E continuar o manejo atual.