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Um professor de química do IFPB designou um aluno para sintetizar o ácido 2-butenoico. O aluno, após a síntese, obteve dois isômeros diferentes do ácido, que foram separados por cromatografia e denominados P-1 e P-2. Ao caracterizá-los por infravermelho e ressonância magnética nuclear, o aluno confirmou que P-1 é o isômero no qual os grupos de maior prioridade em cada carbono da dupla ligação estão em lados opostos do plano.
Considerando as Regras de Prioridade de CahnIngold-Prelog, assinale a alternativa que aponta o nome IUPAC completo e o tipo de isomeria que a molécula P-1 apresenta.

A Ácido (Z)-2-butenoico; Isômero cis.
B Ácido (E)-2-butenoico; Isômero trans.
C Ácido (Z)-2-butenoico; Isômero trans.
D Ácido (E)-2-butenoico; Isômero cis.
E Ácido (Z)-3-butenoico; Isômero trans.

Segundo a Lei nº 9.394/1996 (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional – LDB), o dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de:

I. educação básica obrigatória e gratuita dos 4 (quatro) aos 17 (dezessete) anos de idade, organizada em pré-escola, ensino fundamental e ensino médio;
II. educação infantil gratuita às crianças de até 6 (seis) anos de idade;
III. atendimento educacional especializado gratuito aos educandos com deficiência, transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, transversal a todos os níveis, etapas e modalidades, preferencialmente na rede regular de ensino;
IV. educação digital, com a garantia de conectividade de todas as instituições públicas de educação básica e superior à internet em alta velocidade, adequada para o uso pedagógico, com o desenvolvimento de competências voltadas ao letramento digital de jovens e adultos, criação de conteúdos digitais, comunicação e colaboração, segurança e resolução de problemas;
V. vaga na escola pública de educação infantil ou de ensino fundamental mais próxima de sua residência a toda criança a partir do dia em que completar 3 (três) anos de idade.

Estão corretas:

A apenas I e III.
B apenas II e IV.
C apenas I, III e IV.
D apenas II, IV e V.
E apenas I, II, III e V.

Nos últimos anos, a gestão de pessoas no setor público tem se transformado, incorporando princípios de eficiência, meritocracia, inovação e valorização do servidor. Essas mudanças buscam compatibilizar as novas tendências da gestão estratégica de pessoas com as normas jurídicas vigentes, equilibrando a profissionalização da força de trabalho com as exigências de legalidade, impessoalidade e isonomia. Em relação ao tema, assinale a alternativa correta.

A O Estado brasileiro, por meio de suas diretrizes constitucionais e legais, permite que o recrutamento de pessoal permanente na administração direta seja feito por análise de currículo e entrevista, desde que sejam utilizados critérios objetivos e previamente divulgados.
B As tendências contemporâneas em gestão de pessoas no setor público permitem que cargos comissionados sejam utilizados amplamente para o provimento de funções técnicas, desde que o gestor justifique a escolha com base em indicadores de desempenho organizacional.
C A gestão de pessoas orientada por competências, ao ser aplicada ao setor público, busca alocar o servidor público com base em sua afinidade pessoal com a chefia imediata, visando fortalecer o clima organizacional e reduzir conflitos internos.
D A legislação que rege o serviço público estabelece que o ingresso em cargos efetivos deve ocorrer por meio de processo seletivo público, como concursos de provas ou de provas e títulos, sendo as exceções restritas a cargos em comissão destinados a funções de direção, chefia e assessoramento.
E O processo de recrutamento e seleção no setor público deve seguir os mesmos padrões do setor privado, priorizando a flexibilidade, a avaliação subjetiva e a autonomia decisória do gestor, com o objetivo de selecionar o candidato mais alinhado ao perfil institucional.

A Resolução CNE/CEB nº 6/2012 define as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação Profissional Técnica de Nível Médio, modalidade articulada à Educação Básica. Sobre essa norma, assinale a alternativa correta.

A A resolução anula a necessidade da articulação da Educação Profissional Técnica de Nível Médio com o Ensino Médio integrado, concomitante, ou de forma subsequente, apresentando essas articulações como inadequadas.
B A resolução considera que os cursos técnicos de nível médio não devem incluir componentes da Educação Básica (como linguagens, matemática e ciências da natureza), pois são exclusivamente voltados à qualificação profissional.
C A resolução determina que os cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio se organizem por eixos tecnológicos, permitam itinerários formativos flexíveis e contemplem articulação com o ensino regular.
D A resolução estipula que a carga horária mínima dos cursos de Educação Profissional Técnica de Nível Médio e o plano de curso são fixos para todas as habilitações, não havendo a possibilidade de adequação institucional ou regional.
E Se o estudante já trabalhar na área, a resolução exclui, como requisito curricular para os cursos técnicos, a necessidade de estágio ou prática profissional supervisionada na Educação Profissional Técnica de Nível Médio.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia da Paraíba Cargo: Técnico em Assuntos Educacionais Prova: Instituto AOCP - IFPB - Técnico em Assuntos Educacionais - 2025
Texto associado
Cortar o glúten? Pesquisa revela por que essa pode ser uma ideia desastrosa

Por Victor Bianchin

Um novo estudo comparou 39 alimentos com e sem glúten para analisar as diferenças reais entre eles. A conclusão pode ser um choque para quem está adotando dietas “gluten free” por motivos de saúde: os alimentos sem glúten contêm menos fibras, menos proteínas e menos nutrientes essenciais.
O estudo, publicado no periódico Plant Foods for Human Nutrition , afirma que, devido a essas faltas, os supostos benefícios da dieta sem glúten, como diminuição de peso e controle da diabetes, são exagerados. Além dos problemas citados, os alimentos sem glúten possuem quantidades de açúcar mais elevadas em comparação aos que contém a proteína. Por isso, estão associados a um aumento do índice de massa corporal (IMC) e de deficiências nutricionais.
Nos EUA, os produtos sem glúten são definidos como aqueles que contêm no máximo 20 partes por milhão de glúten. Em geral, eles não contêm ingredientes como trigo, centeio, cevada e, às vezes, aveia. Esses ingredientes são ricos em arabinoxilano, um polissacarídeo não amiláceo essencial. O arabinoxilano oferece vários benefícios à saúde, incluindo a promoção de bactérias benéficas no intestino, a melhora da digestão, a regulação dos níveis de açúcar no sangue e o suporte a uma microbiota intestinal equilibrada.
É curioso notar, entretanto, que um produto específico se mostrou exceção. O pão sem glúten com sementes contém significativamente mais fibras – 38,24 gramas por 100 gramas – do que suas versões com glúten. O estudo sugere que isso se deve, provavelmente, aos esforços dos fabricantes para compensar a deficiência de fibras utilizando ingredientes como pseudocereais, amaranto e hidrocoloides de quinoa.
Essas adições, no entanto, mudam muito de região para região e de fabricante para fabricante, de modo que não é possível atestar com certeza que qualquer pão sem glúten tem mais fibras do que um com glúten.
A princípio, o consumo de alimentos sem glúten só era indicado para pessoas com doença celíaca ou com alergia a trigo. No entanto, a partir do final dos anos 2000, começou a se popularizar na mídia a ideia de que uma dieta sem glúten poderia trazer benefícios como a perda de peso e a melhora na digestão, mesmo para quem não tinha intolerância diagnosticada.
O crescimento dessa tendência foi impulsionado por celebridades, influenciadores de saúde e livros como Barriga de Trigo (2011), de William Davis, e A Dieta da Mente (2013), de David Perlmutter, que associaram o consumo de glúten a diversos problemas de saúde. A indústria de alimentos respondeu lançando ao grande público diversos alimentos sem glúten e criando um novo nicho — em 2024, o mercado global de produtos sem glúten movimentou US$ 7,28 bilhões.
Em 2023, uma pesquisa da UESB detectou que, no Brasil, os produtos sem glúten apresentam menor teor calórico (5% a 35%), mas também menor teor de carboidratos (1% a 13%), de gorduras totais (10% a 140%), proteína (35% a 192%) e fibras (11% a 94%), para a maioria das categorias analisadas. Além disso, o preço final ao consumidor chega ser até 110% mais caro quando comparado com as versões com glúten do mesmo produto, em todas as categorias analisadas.

Texto adaptado de: https://super.abril.com.br/saude/cortar-o-glutenpesquisa-revela-por-que-essa-pode-ser-uma-ideia-desastrosa/. Acesso em: 14 mar. 2025.

No trecho “É curioso notar , entretanto , que um produto específico se mostrou exceção.”, é possível, mantendo o sentido original, substituir os termos destacados, respectivamente, por

A arguir; porém.
B reparar; todavia.
C advertir; no entanto.
D censurar; apesar disso.
E perceber; pois.

Para o desenvolvimento de um projeto de leitura com estudantes do ensino médio, a professora de língua portuguesa definiu todos os objetivos e todas as atividades a serem aplicadas, ao longo do trabalho, com base na concepção de leitura como processo de interação. Partindo desse pressuposto, ao encerrar as atividades do projeto, a professora realizou uma avaliação diagnóstica com os estudantes participantes, por meio da qual constatou que o projeto obteve sucesso em todos os objetivos traçados. Diante disso, é correto afirmar que, ao longo da aplicação do projeto,

A os estudantes foram levados, principalmente, a compreender, por meio de exercícios de leitura, como a linguagem constitui uma entidade capaz de encerrar e veicular todos os sentidos por si mesma.
B os estudantes foram conduzidos, principalmente, por práticas de leitura que exigiam a mobilização de seus conhecimentos prévios, como o conhecimento enciclopédico, para a construção dos sentidos.
C no projeto, predominaram os exercícios de leitura e de interpretação com o objetivo de alcançar o verdadeiro sentido do texto ou de compreender o que o autor pretendia dizer.
D os estudantes realizaram, sobretudo, atividades de reconhecimento detalhado a respeito dos elementos envolvidos na comunicação, como emissor, receptor, mensagem etc.
E a professora propôs, principalmente, práticas de leitura que estimularam a compreensão formal da linguagem, de modo que os estudantes alcançaram aptidão para a descrição morfológica e sintática da língua.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul Cargo: Professor - Área: Português Prova: Instituto AOCP - IFMS - Professor - Área: Português - 2025
Texto associado
Leia o Texto 1 para responder às questões de 11 a 21.

Texto 1

ARGUMENTAR NA REDE

Monica Graciela Zoppi Fontana

A argumentação é um fato de linguagem tão presente no nosso dia a dia que nem sempre percebemos sua força. Ela está presente nas mais diversas relações cotidianas: em conversas entre amigos, familiares e desconhecidos, nas reclamações de quem se encontra em uma fila de espera e demanda atendimento, nas estratégias para conseguir agendar uma consulta médica, na discussão sobre uma nota com um professor ou sobre um preço com um vendedor e até mesmo em situações mais enquadradas por procedimentos institucionais, como um julgamento no tribunal do Júri.
Argumentar é uma prática de linguagem que envolve uma relação entre os interlocutores e com a situação do dizer. Argumentamos a partir do já-dito, ou seja, dos sentidos já produzidos socialmente na história e presentes como memória discursiva. E ao argumentar estabelecemos uma relação particular com o não-dito e com o silêncio, pois a língua fornece a base material para essa prática.
Argumentamos por meio de palavras (casebre, mansão, pouco, um pouco, muito e muitas outras presentes no léxico da língua). Sufixos e prefixos também participam na argumentação (contradiscurso, antibelicista, pseudointelectual), assim como diminutivos e aumentativos (carrão, favorzinho, mulherzinha, garotão). Temos ainda locuções adverbiais (mesmo que, só que, apesar de, tanto quanto, por exemplo) e frases idiomáticas (descascar um abacaxi, enfiar o pé na jaca). E ainda há interjeições com valor argumentativo (vixe!, credo!). Argumentamos também por meio da forma de construção dos enunciados (a ordem das palavras na frase, construções passivas ou ativas, elipses etc.). As diversas formas de encadeamento dos enunciados no texto têm valor argumentativo. Algumas palavras, como as conjunções (portanto, porém, entre outras), explicitam o tipo de relação argumentativa presente no encadeamento.
Assim, a forma específica como os enunciados estão formulados afeta a interpretação, orientando o sentido produzido em uma determinada direção. Mas toda prática de linguagem é produzida por falantes constituídos enquanto tais em um tempo e um espaço específicos. Todo dizer é assim determinado pelos processos históricos e pelos espaços de enunciação nos quais é produzido. E isso afeta constitutivamente a argumentação.
Nas novas tecnologias de linguagem, a argumentação ganha contornos diferenciados, por meio de funcionamentos próprios do digital, como hashtags, memes, gifs e vídeos. Algumas expressões que surgiram na internet atravessam as fronteiras das redes sociais e são incorporadas na oralidade pelos falantes em suas trocas linguageiras.
A Linguística estuda essas questões e reflete sobre os diversos modos de argumentar ao longo do tempo e em diversos espaços de enunciação. Questões semânticas e discursivas devem ser abordadas para compreender melhor o funcionamento da argumentação nos dias atuais e para ponderar seus efeitos nas práticas de linguagem na sociedade.

Adaptado de: https://www.blogs.unicamp.br/linguistica/2017/08/16/argumentar-na-rede/. Acesso em: 04 de abr. de 2025.

No excerto “Todo dizer é assim determinado pelos processos históricos e pelos espaços de enunciação nos quais é produzido. E isso afeta constitutivamente a argumentação.”, o termo destacado é responsável pelo estabelecimento do fator de textualidade denominado

A coesão.
B coerência.
C situacionalidade.
D aceitabilidade.
E informatividade.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul Cargo: Professor - Área: Português Prova: Instituto AOCP - IFMS - Professor - Área: Português - 2025

Na Administração Pública contemporânea, a gestão por resultados em compras públicas exige mais do que a execução técnica dos processos, pressupõe controle eficiente do patrimônio, entre outras adequações. A articulação entre compras, avaliação de desempenho, controle patrimonial e indicadores de resultado passou a ser fundamental para o cumprimento dos objetivos institucionais. Nesse sentido, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.

( ) O princípio da eficiência em compras públicas está frequentemente associado à celeridade e à redução de custos, sendo comum a adoção do menor preço como critério de julgamento, ainda que outros fatores, como qualidade e efetividade, também possam ser considerados.
( ) O tombamento de bens móveis e imóveis é uma atividade vinculada à gestão patrimonial do Estado, sendo parte do processo de controle físico, contábil e legal do patrimônio público.
( ) A gestão por resultados em compras públicas busca alinhar os processos de aquisição às metas institucionais, avaliando não apenas o cumprimento formal das etapas, mas também os efeitos gerados pelos bens e serviços contratados.
( ) A avaliação da entrega do objeto contratado só ocorre após o fim da vigência do contrato, momento em que se verifica a conformidade documental, sem necessidade de análise do desempenho funcional do bem ou serviço prestado.

A F – V – V – F.
B V – F – V – V.
C F – F – V – V.
D V – V – F – F.
E F – V – F – V.
Órgão: Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro Cargo: Técnico - Administração de Empresas Prova: Instituto AOCP - UENF - Técnico - Administração de Empresas - 2025
Texto associado
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Texto 1

ARGUMENTAR NA REDE

Monica Graciela Zoppi Fontana

A argumentação é um fato de linguagem tão presente no nosso dia a dia que nem sempre percebemos sua força. Ela está presente nas mais diversas relações cotidianas: em conversas entre amigos, familiares e desconhecidos, nas reclamações de quem se encontra em uma fila de espera e demanda atendimento, nas estratégias para conseguir agendar uma consulta médica, na discussão sobre uma nota com um professor ou sobre um preço com um vendedor e até mesmo em situações mais enquadradas por procedimentos institucionais, como um julgamento no tribunal do Júri.
Argumentar é uma prática de linguagem que envolve uma relação entre os interlocutores e com a situação do dizer. Argumentamos a partir do já-dito, ou seja, dos sentidos já produzidos socialmente na história e presentes como memória discursiva. E ao argumentar estabelecemos uma relação particular com o não-dito e com o silêncio, pois a língua fornece a base material para essa prática.
Argumentamos por meio de palavras (casebre, mansão, pouco, um pouco, muito e muitas outras presentes no léxico da língua). Sufixos e prefixos também participam na argumentação (contradiscurso, antibelicista, pseudointelectual), assim como diminutivos e aumentativos (carrão, favorzinho, mulherzinha, garotão). Temos ainda locuções adverbiais (mesmo que, só que, apesar de, tanto quanto, por exemplo) e frases idiomáticas (descascar um abacaxi, enfiar o pé na jaca). E ainda há interjeições com valor argumentativo (vixe!, credo!). Argumentamos também por meio da forma de construção dos enunciados (a ordem das palavras na frase, construções passivas ou ativas, elipses etc.). As diversas formas de encadeamento dos enunciados no texto têm valor argumentativo. Algumas palavras, como as conjunções (portanto, porém, entre outras), explicitam o tipo de relação argumentativa presente no encadeamento.
Assim, a forma específica como os enunciados estão formulados afeta a interpretação, orientando o sentido produzido em uma determinada direção. Mas toda prática de linguagem é produzida por falantes constituídos enquanto tais em um tempo e um espaço específicos. Todo dizer é assim determinado pelos processos históricos e pelos espaços de enunciação nos quais é produzido. E isso afeta constitutivamente a argumentação.
Nas novas tecnologias de linguagem, a argumentação ganha contornos diferenciados, por meio de funcionamentos próprios do digital, como hashtags, memes, gifs e vídeos. Algumas expressões que surgiram na internet atravessam as fronteiras das redes sociais e são incorporadas na oralidade pelos falantes em suas trocas linguageiras.
A Linguística estuda essas questões e reflete sobre os diversos modos de argumentar ao longo do tempo e em diversos espaços de enunciação. Questões semânticas e discursivas devem ser abordadas para compreender melhor o funcionamento da argumentação nos dias atuais e para ponderar seus efeitos nas práticas de linguagem na sociedade.

Adaptado de: https://www.blogs.unicamp.br/linguistica/2017/08/16/argumentar-na-rede/. Acesso em: 04 de abr. de 2025.

Sabendo que, no estudo da sintaxe, as palavras não formam diretamente as sentenças, mas que, entre essas duas unidades, há uma unidade intermediária denominada sintagma, cuja categoria se verifica pelo núcleo, assinale a alternativa em que o termo destacado entre colchetes é um sintagma nominal.

A “Argumentar é uma prática [de linguagem] que envolve uma relação entre os interlocutores e com a situação do dizer.”.
B “A Linguística [estuda essas questões] e reflete sobre os diversos modos de argumentar ao longo do tempo e em diversos espaços de enunciação.”.
C “Nas [novas] tecnologias de linguagem, a argumentação ganha contornos diferenciados, por meio de funcionamentos próprios do digital, como hashtags, memes, gifs e vídeos.”.
D “[Ela] está nas mais diversas relações cotidianas: em conversas entre amigos, familiares e desconhecidos [...]”.
E “As diversas formas de encadeamento dos enunciados no texto [têm valor argumentativo]”.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul Cargo: Professor - Área: Português Prova: Instituto AOCP - IFMS - Professor - Área: Português - 2025
Texto associado
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Texto 1

ARGUMENTAR NA REDE

Monica Graciela Zoppi Fontana

A argumentação é um fato de linguagem tão presente no nosso dia a dia que nem sempre percebemos sua força. Ela está presente nas mais diversas relações cotidianas: em conversas entre amigos, familiares e desconhecidos, nas reclamações de quem se encontra em uma fila de espera e demanda atendimento, nas estratégias para conseguir agendar uma consulta médica, na discussão sobre uma nota com um professor ou sobre um preço com um vendedor e até mesmo em situações mais enquadradas por procedimentos institucionais, como um julgamento no tribunal do Júri.
Argumentar é uma prática de linguagem que envolve uma relação entre os interlocutores e com a situação do dizer. Argumentamos a partir do já-dito, ou seja, dos sentidos já produzidos socialmente na história e presentes como memória discursiva. E ao argumentar estabelecemos uma relação particular com o não-dito e com o silêncio, pois a língua fornece a base material para essa prática.
Argumentamos por meio de palavras (casebre, mansão, pouco, um pouco, muito e muitas outras presentes no léxico da língua). Sufixos e prefixos também participam na argumentação (contradiscurso, antibelicista, pseudointelectual), assim como diminutivos e aumentativos (carrão, favorzinho, mulherzinha, garotão). Temos ainda locuções adverbiais (mesmo que, só que, apesar de, tanto quanto, por exemplo) e frases idiomáticas (descascar um abacaxi, enfiar o pé na jaca). E ainda há interjeições com valor argumentativo (vixe!, credo!). Argumentamos também por meio da forma de construção dos enunciados (a ordem das palavras na frase, construções passivas ou ativas, elipses etc.). As diversas formas de encadeamento dos enunciados no texto têm valor argumentativo. Algumas palavras, como as conjunções (portanto, porém, entre outras), explicitam o tipo de relação argumentativa presente no encadeamento.
Assim, a forma específica como os enunciados estão formulados afeta a interpretação, orientando o sentido produzido em uma determinada direção. Mas toda prática de linguagem é produzida por falantes constituídos enquanto tais em um tempo e um espaço específicos. Todo dizer é assim determinado pelos processos históricos e pelos espaços de enunciação nos quais é produzido. E isso afeta constitutivamente a argumentação.
Nas novas tecnologias de linguagem, a argumentação ganha contornos diferenciados, por meio de funcionamentos próprios do digital, como hashtags, memes, gifs e vídeos. Algumas expressões que surgiram na internet atravessam as fronteiras das redes sociais e são incorporadas na oralidade pelos falantes em suas trocas linguageiras.
A Linguística estuda essas questões e reflete sobre os diversos modos de argumentar ao longo do tempo e em diversos espaços de enunciação. Questões semânticas e discursivas devem ser abordadas para compreender melhor o funcionamento da argumentação nos dias atuais e para ponderar seus efeitos nas práticas de linguagem na sociedade.

Adaptado de: https://www.blogs.unicamp.br/linguistica/2017/08/16/argumentar-na-rede/. Acesso em: 04 de abr. de 2025.

No Texto 1, a autora descreve o papel dos itens lexicais e gramaticais na construção da argumentação. A exemplo disso, ela afirma que “Algumas palavras, como as conjunções (portanto, porém, entre outras), explicitam o tipo de relação argumentativa presente no encadeamento.”. Com base no exposto, leia o trecho a seguir e assinale a alternativa em que o termo ou a expressão em destaque marca o argumento mais forte na escala argumentativa composta no excerto.

“A argumentação é um fato de linguagem tão presente no nosso dia a dia que nem sempre percebemos sua força . Ela está presente nas mais diversas relações cotidianas: em conversas entre amigos, familiares e desconhecidos, nas reclamações de quem se encontra em uma fila de espera e demanda atendimento, nas estratégias para conseguir agendar uma consulta médica, na discussão sobre uma nota com um professor ou sobre um preço com um vendedor e até mesmo em situações mais enquadradas por procedimentos institucionais, como um julgamento no tribunal do Júri.”.

A Nem sempre.
B Sua força.
C Para.
D Ou.
E Até mesmo.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul Cargo: Professor - Área: Português Prova: Instituto AOCP - IFMS - Professor - Área: Português - 2025