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Atual cenário de chuvas intensas e fortes tempestades no país pode impactar sistema de saneamento básico
Estudo do Trata Brasil revela como as tempestades sobrecarregam os sistemas de água e esgotamento sanitário

Publicado em 16/01/2025

O Brasil enfrenta um cenário de chuvas intensas e fortes tempestades que estão afetando diversos estados. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) , a previsão para o período de 13 a 20 de janeiro aponta chuvas em quase todo o país. Além disso, o boletim agroclimático divulgado pelo INMET destaca que a interação entre a superfície dos oceanos e a atmosfera exerce um impacto nas condições climáticas, com fenômenos como o El Niño influenciando diretamente o tempo e o clima no país.
A intensificação das mudanças climáticas representa uma ameaça crescente para o setor de saneamento no Brasil , criando desafios significativos para a operação de sistemas de água e esgoto. Esses riscos climáticos agravam as desigualdades no acesso aos serviços básicos, especialmente em comunidades urbanas periféricas e áreas rurais. De acordo com um estudo do Instituto Trata Brasil, eventos extremos como tempestades, ondas de calor e secas afetam diretamente a infraestrutura básica.
Para os serviços de saneamento, as tempestades podem sobrecarregar os sistemas de água, drenagem e de tratamento de esgoto . Entenda quais os principais impactos:
Mananciais e Sistemas de Água
• Aumento do acúmulo de sedimentos: tempestades intensas e prolongadas podem aumentar a quantidade de sedimentos carregados para mananciais e reservatórios, reduzindo a capacidade de armazenamento e dificultando o tratamento de água.
• Estação de tratamento de água (ETAS’s):
• Danos físicos às estruturas e impedimento do transporte de água: tempestades podem causar danos significativos em ETA’s, estruturas de pressurização, e afetar o transporte de água.
• Redução da eficiência do tratamento: as ETA’s podem receber fluxos de água acima da capacidade projetada durante tempestades, comprometendo a eficiência do tratamento.
• Interrupções de energia: tempestades podem gerar interrupções, afetando o funcionamento das ETA’s.
Sistema de Esgoto
• Contaminação de águas superficiais: tempestades intensas podem causar transbordo de canais sem redes de coleta e tratamento de esgoto, e consequente liberação de efluentes não tratados diretamente nos corpos hídricos.
• Estação de tratamento de esgoto (ETE’s):
• Danos físicos às estruturas e impedimento do transporte de esgoto: tempestades podem causar danos significativos em ETE’s, elevatórias e linhas de recalque, dificultando o transporte de esgoto.
• Redução da eficiência do tratamento : as ETE’s podem receber fluxos de água acima da capacidade projetada durante tempestades, comprometendo a eficiência do tratamento.
• Interrupções de energia: tempestades podem gerar interrupções, afetando o funcionamento de bombas e outros equipamentos das ETE’s.
Para enfrentar os desafios impostos pelos riscos climáticos, é essencial que tanto o poder público quanto as empresas de saneamento adotem estratégias de adaptação climática. Ações como o fortalecimento da infraestrutura de captação e tratamento de água e esgoto, a modernização dos sistemas de monitoramento e controle de qualidade da água, e os investimentos em tecnologia, como o reuso, contribuem para a diversificação das fontes de água. Essas medidas são fundamentais para mitigar os impactos das mudanças climáticas na vida da população, especialmente nas regiões mais vulneráveis.
Adaptado de: https://tratabrasil.org.br/chuvas-tempestades-impactar-sistema-saneamento/. Acesso em: 30 jan. 2025.

Considerando vocábulos do texto, assinale a alternativa na qual a retirada do acento gráfico da palavra NÃO configura desvio gramatical, ainda que ocorra alteração de sentido.

A Acumulo.
B Interrupçoes.
C Cenario.
D Climaticas.
E Hidricas.
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Leia o texto a seguir para responder às questões 15 a 24.

DeepSeek, OpenAI, Microsoft, Alibaba, a água, a Amazônia e a COP30

'Busca profunda' que devemos almejar é ampliar a consciência hídrica dos povos; avanço da inteligência artificial depende de recurso escasso

Adriano Stringhini Professor da Fundação Dom Cabral, é membro do Imagine Brasil, do Centro de Estudos de Infraestrutura e Soluções Ambientais da FGV e do “Todos pela COP30”; ex-diretor da Sabesp

Muito se tem falado sobre inteligência artificial após as versões 4.0 de DeepSeek e Alibaba surgirem. A ministra da Ciência e Tecnologia, Luciana Santos, diz que “iremos beber da fonte”. É nesse contexto que ouso emitir parcas reflexões sobre o impacto ambiental do avanço da IA no consumo de água e energia.
Horas na Netflix, redes sociais, e-mails, transacionar criptomoedas. Tudo isso pede uma colossal infraestrutura global, “cidades data centers” e cabos que dariam mais de 80 voltas na Terra. Alimentar as plataformas online exige mais potência das máquinas, o que implica maior consumo de água e energia.
A Agência Internacional de Energia (AIE) estimou que, em 2022, os data centers consumiram 460 terawatt-hora (TWh) de energia no planeta. Com o crescimento da IA, esse consumo aumentará para 1.050 TWh até 2026. O valor é o dobro do consumo anual de energia elétrica no Brasil, de aproximadamente 500 TWh. [...]
Esses sistemas, a pleno vapor, precisam de ventilação para evitar o superaquecimento. Esse resfriamento, para ser eficiente (leia-se menor custo), utiliza muita água, um recurso escasso. Além disso, sabemos que os chips usados no treinamento de IA consomem muito mais água do que os de servidores comuns (acelerado pelo forte investimento em IA generativa em 2022). [...]
Diante desse cenário, é preciso “beber da fonte”, mas devemos lembrar que nós somos a fonte. Brasil e a Amazônia são a fonte principal de água do mundo, que, ao final, é essencial para sistemas de IA. Água é energia — e, como bem lembrou o filme Matrix (1999), não há inteligência artificial sem energia.
A Amazônia é um oceano subterrâneo, com volume total de 162 mil quilômetros cúbicos, o que é chamado pelos cientistas de Sistema Aquífero Grande Amazônia (Saga). Essa água nutre toda a vida da Amazônia, do planeta. O Saga seria capaz de abastecer o planeta inteiro durante 250 anos. São mais de 150 quatrilhões de litros de água doce, o nosso verdadeiro petróleo.
Frise-se: não estou sugerindo que se use água da Amazônia para resfriar data centers. O que proponho aqui é que a sociedade gaste tempo no Google pesquisando mais sobre como economizar água e levar saneamento para todos em vez de gastá-la pesquisando no Google, ChatGPT e DeepSeek qual dos três é melhor ou pior, ou mais ou menos seguro. Afinal, sem água no mundo, nenhum dos três irá funcionar.
Na COP30, que ocorrerá em Belém, em novembro, teremos a oportunidade de falar sobre a importância de ampliar o reúso da água para a refrigeração dos data centers, mas, principalmente, alertar o mundo sobre a necessidade de preservar a “Amazônia hídrica”, os rios voadores e os rios/oceanos subterrâneos. [...]
Sem verde não há água; sem água não há verde; sem verde e sem água não há vida — nem natural nem artificial. Essa é a verdadeira “busca profunda” (“deep seek”) que devemos almejar: ampliar a resiliência e a consciência hídrica dos povos.

Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/02/deepseek-openai-microsoft-alibaba-a-agua-a-amazonia-e-a-cop30.shtml. Acesso em: 26 mar. 2025.

Sobre a formação e a grafia das palavras “ex-diretor”, “criptomoedas”, “infraestrutura”, “superaquecimento”, “subterrâneo” e “reúso”, presentes no texto, assinale a alternativa correta.

A A palavra “ex-diretor” é grafada com hífen porque é formada pelo processo de composição.
B Em “reúso”, o acento sinaliza que a vogal “u” é tônica, formando-se um hiato, não um ditongo.
C Todas as palavras são formadas pelo processo de derivação sufixal.
D Em “superaquecimento”, a substituição do afixo “super” por “sobre” modificaria o sentido de “aquecimento excessivo” para “aquecimento em cima”.
E A palavra “reúso” é grafada sem hífen porque “uso” se inicia com uma letra diferente de “e”.
Órgão: Ministério Público do Rio Grande do Sul Cargo: Analista do Ministério Público - Área: Biologia Prova: Instituto AOCP - MPE RS - Analista do Ministério Público - Área: Biologia - 2025
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A palavra é nomofobia

Em série de reportagens da Rádio UFMG Educativa, especialistas analisam as implicações da dependência digital e do uso excessivo de celulares pelas crianças

Por UFMG | Pesquisa e Inovação

As novas tecnologias, como smartphones , tablets e outros dispositivos digitais móveis, provocaram a incorporação de uma nova palavra ao léxico especializado: nomofobia. O termo se refere ao uso exacerbado e dependente do celular e de outras tecnologias digitais. Desde 2018, a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a dependência digital como transtorno: ela desencadeia um medo irracional de estar sem o celular ou sem aparelhos eletrônicos no geral.
A doença está listada na chamada Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID). Nos Estados Unidos, pesquisa realizada pela Common Sense Media trouxe resultados alarmantes: metade dos adolescentes se sentem viciados em usar o celular. Na UFMG, alguns estudos avaliam as consequências do vício em celular. Um deles foi realizado pela psiquiatra Júlia Khoury, que se dedicou no mestrado, no doutorado e no pós-doutorado a compreender a dependência digital.
Júlia Khoury ensina como identificar crianças e adolescentes viciados no celular: “A criança ou adolescente aumenta cada vez mais o seu tempo de exposição. O tempo gasto nas telas impede a realização ou diminui a realização de outras atividades, principalmente aquelas de que gostava e que são incompatíveis com o smartphone , como esportes e o contato com a natureza. Além disso, a pessoa pode alterar seu comportamento. Uma criança que era tranquila começa a ficar agressiva. Uma criança que interagia bem começa a ficar mais introspectiva e deixa de interagir com as pessoas”, explica a pesquisadora.
[...]
Ainda na UFMG, a terapeuta ocupacional e doutora em Medicina Molecular Renata Santos estudou as associações entre tempo de tela e saúde mental. Ela também indica como perceber a nomofobia infantojuvenil: “Ela aparece quando começa a atrapalhar as outras atividades, quando começam os atrasos na entrega de tarefas de casa e da escola. As crianças também começam a mentir sobre a quantidade de tempo que passam no celular. Elas não acham nada mais interessante do que ficar no celular. Elas se sentem às vezes frustradas e tristes quando não podem usar. Precisam ficar cada vez mais tempo para poder satisfazer suas necessidades. E a gente percebe que elas têm fracassado nas tentativas de diminuir o uso”.
[...]
O córtex pré-frontal é a região do cérebro responsável por planejamento, tomada de decisões, autocontrole e regulação emocional, e pode não estar completamente desenvolvido até os 20 anos ou mais tarde. Em geral, de acordo com o campo da neuropediatria, os celulares estimulam vias de processamento cerebral passivas. O tempo excessivo durante o qual crianças e adolescentes passam diante de telas é um tempo em que deveriam ser estimulados pelas vias ativas. O ideal é praticar atividades para desenvolvimento da coordenação motora, da comunicação, da resolução de problemas e da sociabilidade de maneira off-line.
Um cuidado especial deve ser tomado com as recompensas fáceis que as redes sociais ofertam ao córtex pré-frontal, prejudicando o desenvolvimento de uma região cerebral controladora de impulsos, atenção, julgamentos e tomada de decisão. Apesar de tanto se falar em vício em celular, muitos pais ainda duvidam que o dispositivo e outros eletrônicos possam viciar. A neuropediatra Letícia Sampaio responde se o cérebro infantojuvenil pode mesmo se viciar no uso de celular e demais telas: “Sim, a dependência digital ou o vício em tecnologia existe. Quando se está interagindo com um dispositivo eletrônico, muitas vezes, se tem como recompensa uma gratificação imediata por meio dos jogos ou das redes sociais, dos vídeos ou de alguma forma de entretenimento. Então, isso leva a um ciclo de recompensa que vai estimular cada vez mais o uso contínuo dos aplicativos desses conteúdos digitais. Eles são projetados para ser envolventes e estimulantes, o que leva a um comportamento mais compulsivo. É aquela necessidade de verificar toda hora o telefone: a pessoa não pode ficar off-line nem um minuto, tem medo de perder algo que seja importante nas redes sociais”.
[...]

Adaptado de: https://ufmg.br/comunicacao/noticias/vicio-aoalcance-das-maos-uso-abusivo-infanto-juvenil-de-celulares. Acesso em: 6 mar. 2025.

No trecho “ Apesar de tanto se falar em vício em celular [...]”, a expressão em destaque indica uma noção

A explicativa.
B adversativa.
C proporcional.
D concessiva.
E conformativa.
Órgão: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato Grosso do Sul Cargo: Técnico em Assuntos Educacionais Prova: Instituto AOCP - IFMS - Técnico em Assuntos Educacionais - 2025
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Atual cenário de chuvas intensas e fortes
tempestades no país pode impactar sistema de saneamento básico
Estudo do Trata Brasil revela como as tempestades sobrecarregam os sistemas de água e esgotamento sanitário
Publicado em 16/01/2025
O Brasil enfrenta um cenário de chuvas intensas e fortes tempestades que estão afetando diversos estados. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a previsão para o período de 13 a 20 de janeiro aponta chuvas em quase todo o país. Além disso, o boletim agroclimático divulgado pelo INMET destaca que a interação entre a superfície dos oceanos e a atmosfera exerce um impacto nas condições climáticas, com fenômenos como o El Niño influenciando diretamente o tempo e o clima no país.
A intensificação das mudanças climáticas representa uma ameaça crescente para o setor de saneamento no Brasil , criando desafios significativos para a operação de sistemas de água e esgoto. Esses riscos climáticos agravam as desigualdades no acesso aos serviços básicos, especialmente em comunidades urbanas periféricas e áreas rurais. De acordo com um estudo do Instituto Trata Brasil, eventos extremos como tempestades, ondas de calor e secas afetam diretamente a infraestrutura básica.
Para os serviços de saneamento, as tempestades podem sobrecarregar os sistemas de água, drenagem e de tratamento de esgoto . Entenda quais os principais impactos:
Mananciais e Sistemas de Água
• Aumento do acúmulo de sedimentos : tempestades intensas e prolongadas podem aumentar a quantidade de sedimentos carregados para mananciais e reservatórios, reduzindo a capacidade de armazenamento e dificultando o tratamento de água.
• Estação de tratamento de água (ETAS’s):
• Danos físicos às estruturas e impedimento do transporte de água: tempestades podem causar danos significativos em ETA’s, estruturas de pressurização, e afetar o transporte de água.
• Redução da eficiência do tratamento: as ETA’s podem receber fluxos de água acima da capacidade projetada durante tempestades, comprometendo a eficiência do tratamento.
• Interrupções de energia: tempestades podem gerar interrupções, afetando o funcionamento das ETA’s.
Sistema de Esgoto
• Contaminação de águas superficiais : tempestades intensas podem causar transbordo de canais sem redes de coleta e tratamento de esgoto, e consequente liberação de efluentes não tratados diretamente nos corpos hídricos.
• Estação de tratamento de esgoto (ETE’s):
• Danos físicos às estruturas e impedimento do transporte de esgoto: tempestades podem causar danos significativos em ETE’s, elevatórias e linhas de recalque, dificultando o transporte de esgoto.
• Redução da eficiência do tratamento: as ETE’s podem receber fluxos de água acima da capacidade projetada durante tempestades, comprometendo a eficiência do tratamento.
• Interrupções de energia: tempestades podem gerar interrupções, afetando o funcionamento de bombas e outros equipamentos das ETE’s.
Para enfrentar os desafios impostos pelos riscos climáticos, é essencial que tanto o poder público quanto as empresas de saneamento adotem estratégias de adaptação climática. Ações como o fortalecimento da infraestrutura de captação e tratamento de água e esgoto, a modernização dos sistemas de monitoramento e controle de qualidade da água, e os investimentos em tecnologia, como o reuso, contribuem para a diversificação das fontes de água. Essas medidas são fundamentais para mitigar os impactos das mudanças climáticas na vida da população, especialmente nas regiões mais vulneráveis.
Adaptado de: https://tratabrasil.org.br/chuvas-tempestades-impactar-sistema-saneamento/. Acesso em: 30 jan. 2025.

No subtítulo do texto, em “Estudo do Trata Brasil revela como as tempestades sobrecarregam os sistemas de água e esgotamento sanitário”, o termo em destaque está no plural porque concorda com

A o sujeito “Estudo do Trata Brasil”.
B o sujeito “Trata Brasil”.
C o sujeito “as tempestades”.
D o sujeito “os sistemas de água”.
E o verbo anterior “revela”.

Vladimir, empresário russo, durante estada em Dubai para negócios, agrediu violentamente seu sócio alemão Klaus nas dependências de um hotel, causando-lhe lesões corporais graves. O delito, praticado na presença de diversas testemunhas, não resultou na prisão em flagrante do agressor, que logrou deixar o território dos Emirados Árabes Unidos, fixando-se posteriormente no Brasil, onde mantém residência habitual.

Diante do exposto e considerando que o Brasil assumiu obrigação convencional de reprimir a prática do referido ilícito penal mediante tratado internacional devidamente internalizado, assinale a alternativa que apresenta o fundamento jurídico autorizador da aplicação da legislação penal brasileira ao caso apresentado.

A Princípio da personalidade, considerando a nacionalidade russa do agente do crime.
B Princípio da defesa, tendo em vista que a conduta ofendeu valores jurídicos protegidos pelo ordenamento brasileiro.
C Princípio da justiça universal, em virtude do compromisso internacional assumido pelo Brasil.
D Princípio do domicílio, pois o sujeito ativo é domiciliado no Brasil.
E Princípio do pavilhão, uma vez que a fuga do agente para o Brasil tornou inviável a persecução penal no local do delito, conferindo competência à justiça brasileira para processá-lo e julgá-lo.
Texto associado
Atual cenário de chuvas intensas e fortes
tempestades no país pode impactar sistema de saneamento básico

Estudo do Trata Brasil revela como as tempestades sobrecarregam os sistemas de água e esgotamento sanitário

Publicado em 16/01/2025

O Brasil enfrenta um cenário de chuvas intensas e fortes tempestades que estão afetando diversos estados. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), a previsão para o período de 13 a 20 de janeiro aponta chuvas em quase todo o país. Além disso, o boletim agroclimático divulgado pelo INMET destaca que a interação entre a superfície dos oceanos e a atmosfera exerce um impacto nas condições climáticas, com fenômenos como o El Niño influenciando diretamente o tempo e o clima no país.
A intensificação das mudanças climáticas representa uma ameaça crescente para o setor de saneamento no Brasil , criando desafios significativos para a operação de sistemas de água e esgoto. Esses riscos climáticos agravam as desigualdades no acesso aos serviços básicos, especialmente em comunidades urbanas periféricas e áreas rurais. De acordo com um estudo do Instituto Trata Brasil, eventos extremos como tempestades, ondas de calor e secas afetam diretamente a infraestrutura básica.
Para os serviços de saneamento, as tempestades podem sobrecarregar os sistemas de água, drenagem e de tratamento de esgoto . Entenda quais os principais impactos:

• Mananciais e Sistemas de Água
• Aumento do acúmulo de sedimentos: tempestades intensas e prolongadas podem aumentar a quantidade de sedimentos carregados para mananciais e reservatórios, reduzindo a capacidade de armazenamento e dificultando o tratamento de água.

• Estação de tratamento de água (ETAS’s):
• Danos físicos às estruturas e impedimento do transporte de água: tempestades podem causar danos significativos em ETA’s, estruturas de pressurização, e afetar o transporte de água.
• Redução da eficiência do tratamento: as ETA’s podem receber fluxos de água acima da capacidade projetada durante tempestades, comprometendo a eficiência do tratamento.
• Interrupções de energia: tempestades podem gerar interrupções, afetando o funcionamento das ETA’s.

Sistema de Esgoto
• Contaminação de águas superficiais: tempestades intensas podem causar transbordo de canais sem redes de coleta e tratamento de esgoto, e consequente liberação de efluentes não tratados diretamente nos corpos hídricos.

• Estação de tratamento de esgoto (ETE’s):
• Danos físicos às estruturas e impedimento do transporte de esgoto: tempestades podem causar danos significativos em ETE’s, elevatórias e linhas de recalque, dificultando o transporte de esgoto.
• Redução da eficiência do tratamento: as ETE’s podem receber fluxos de água acima da capacidade projetada durante tempestades, comprometendo a eficiência do tratamento.
• Interrupções de energia: tempestades podem gerar interrupções, afetando o funcionamento de bombas e outros equipamentos das ETE’s.

Para enfrentar os desafios impostos pelos riscos climáticos, é essencial que tanto o poder público quanto as empresas de saneamento adotem estratégias de adaptação climática . Ações como o fortalecimento da infraestrutura de captação e tratamento de água e esgoto, a modernização dos sistemas de monitoramento e controle de qualidade da água, e os investimentos em tecnologia, como o reuso, contribuem para a diversificação das fontes de água. Essas medidas são fundamentais para mitigar os impactos das mudanças climáticas na vida da população, especialmente nas regiões mais vulneráveis.

Adaptado de: https://tratabrasil.org.br/chuvas-tempestades-impactar-sistema-saneamento/. Acesso em: 30 jan. 2025.

No seguinte excerto adaptado do texto, “É essencial que tanto o poder público quanto as empresas de saneamento adotem estratégias de adaptação climática para enfrentar os desafios impostos pelas ameaças ambientais .”, o trecho em destaque expressa

A finalidade.
B comparação.
C concessão.
D condição.
E conformidade.

No que concerne à audiência de conciliação ou mediação, um servidor que atua no setor de agendamento de audiências em uma Vara Cível de determinada Comarca do Estado do Paraná, para bem desempenhar suas funções, deverá ter conhecimento de que

A caso uma das partes manifeste desinteresse na designação da audiência de conciliação ou mediação, não deverá ser realizada a designação da audiência.
B mesmo no caso de improcedência liminar do pedido, o juiz designará audiência de conciliação ou de mediação, considerando que as partes podem ajustar outro desfecho para a lide.
C o autor será intimado pessoalmente para a audiência de conciliação ou mediação.
D a pauta das audiências de conciliação ou de mediação será organizada de modo a respeitar o intervalo mínimo de trinta minutos entre o início de uma e o início da seguinte.
E na audiência de conciliação ou mediação, as partes devem estar acompanhadas por seus advogados ou defensores públicos.

Em relação à radiação ionizante em TC, qual princípio norteia a campanha “Image Gently”?

A Substituição obrigatória de TC por RM em todas as crianças.
B Aplicação do princípio ALARA para reduzir dose sem comprometer diagnóstico.
C Aumento do kVp para melhorar a relação sinal-ruído.
D Eliminação de qualquer exame com contraste iodado.
E Padronização de dose única para todas as idades.

Paciente do sexo masculino, 50 anos, foi encaminhado ao centro cirúrgico para realização de herniorrafia inguinal D. Após checagem da identidade, jejum e exames pré-operatórios, o paciente foi posicionado em decúbito dorsal (posição supina) sobre a mesa cirúrgica. Considerando o tempo estimado de cirurgia de 2 horas, a equipe de enfermagem adotou medidas de prevenção de lesão por pressão (LPP). Foram utilizados coxins e protetores de espuma em locais anatômicos específicos, com o objetivo de reduzir o risco de injúrias relacionadas ao posicionamento. Diante do caso, assinale a alternativa que apresenta corretamente os principais locais anatômicos que devem ser protegidos com coxins/protetores para prevenir lesões por pressão na posição supina.

A Occipital, escapular, olécrano, sacro, cóccix e calcâneos.
B Face, patela, abdome, palmas das mãos, planta dos pés.
C Occipital, lombar, região inguinal, dedos dos pés e dorso das mãos.
D Face anterior das coxas, maléolos laterais, região cervical e dedos das mãos.
E Face lateral do crânio, tórax, quadris, região poplítea e panturrilhas.

Mulher, 27 anos, foi diagnosticada com tuberculose pulmonar no terceiro trimestre da gestação. Iniciou tratamento com o Esquema Básico e realizou os exames de controle, apresentando resultado negativo para baciloscopia ao completar 15 dias de tratamento. Após o parto, apresentou boa evolução clínica, mantendo-se assintomática e em acompanhamento e tratamento regular pela equipe de saúde. Considerando a situação clínica e o aleitamento materno nesse período, a paciente deve ser orientada a

A iniciar aleitamento materno misto, com predomínio de fórmula infantil nos três primeiros meses de vida do recém-nascido.
B oferecer fórmula infantil ao recém-nascido até que a criança complete seis meses de idade.
C manter o aleitamento materno exclusivo, pois não há contraindicação se a mãe estiver em tratamento e não for bacilífera.
D interromper o aleitamento materno até o término do tratamento da tuberculose.
E manter o aleitamento materno restrito ao uso de máscara N95 na puérpera até que o tratamento seja finalizado.