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A literatura contemporânea sobre comunicação pública destaca que a esfera pública, inicialmente concebida como espaço de diálogo e articulação cidadã, tem sido tensionada por limitações estruturais, pela influência da mídia tradicional e pela superficialidade argumentativa predominante nas redes sociais digitais. Esse cenário fragiliza a construção coletiva de sentido, dificulta a mediação entre interesses diversos e amplia a circulação de discursos pouco fundamentados, muitas vezes sustentados por fake news, julgamentos morais instantâneos ou agendas de grupos específicos. Considerando essas transformações, um dos principais desafios para a comunicação pública no âmbito da gestão pública e das redes organizacionais consiste em

A reforçar a centralidade dos meios de comunicação tradicionais como árbitros legítimos do debate público.
B priorizar a disseminação de mensagens governamentais sem a preocupação com retorno, para evitar controvérsias informacionais.
C reconstruir espaços deliberativos capazes de promover participação qualificada, circulação imparcial da informação e engajamento cívico crítico.
D transferir a responsabilidade pela mediação de conflitos para influenciadores digitais, ampliando o alcance do debate.
E adotar estratégias comunicacionais voltadas à persuasão rápida, reduzindo a complexidade das mensagens para facilitar aceitação social.

A comunicação pública pode ser compreendida a partir de cinco áreas, que definem tanto um campo de saberes quanto um conjunto de atividades profissionais. Uma dessas áreas parte da premissa de que a comunicação atua na difusão de ideias, opiniões e posicionamentos políticos e também na regulação exercida pelo Estado sobre os meios de comunicação e sua relação com a sociedade. Nessa vertente, a mídia cumpre papel central na mediação do poder e na formação do debate público. Essa área da comunicação pública é classificada como:

A Comunicação política.
B Comunicação organizacional.
C Comunicação governamental.
D Comunicação científica.
E Comunicação da sociedade civil organizada.

A direção de órgão público busca compreender por que certos líderes conseguem sustentar processos contínuos de adaptação, aprendizagem e revisão de premissas organizacionais ao longo do tempo, enquanto outros preservam padrões que já não respondem adequadamente às demandas ambientais. Segundo a literatura sobre liderança orientada para a aprendizagem, uma característica central desse tipo de liderança consiste na capacidade de

A manter rigorosamente os valores culturais existentes para reduzir incertezas operacionais.
B reforçar padrões comportamentais estabelecidos com foco na estabilidade interna.
C limitar a exposição a informações externas que possam gerar conflitos culturais.
D privilegiar a aplicação de rotinas consolidadas para assegurar previsibilidade estratégica.
E analisar a cultura em profundidade, questionar premissas estabelecidas e promover aprendizagem contínua.

Uma organização iniciou a revisão do desenho de seus cargos para torná-los mais motivadores. Em determinadas funções, foram identificados elementos estruturais que possibilitam ao colaborador maior controle sobre a forma de executar suas atividades, além de maior liberdade para decidir como organizar seu próprio trabalho. Segundo o modelo dos estados psicológicos críticos, tal característica do cargo tende a desenvolver predominantemente a(o)

A ampliação do significado atribuído às tarefas desempenhadas.
B percepção de responsabilidade pessoal pelos resultados do trabalho.
C aumento da necessidade de supervisão direta para orientar o desempenho.
D redução da complexidade percebida nas tarefas atribuídas.
E dependência de recompensas extrínsecas para manter a motivação.

Um gestor observa que o desempenho de sua equipe varia amplamente entre indivíduos e situações. Ao analisar os fatores determinantes do comportamento de trabalho, percebe que o esforço empregado depende tanto das habilidades e competências de cada pessoa quanto de sua compreensão do papel que deve desempenhar e da forma como percebe as recompensas associadas aos resultados alcançados. Considerando esse modelo explicativo, conclui-se que o desempenho no trabalho é resultado da

A articulação entre condições de trabalho, estilo de liderança e oportunidades de desenvolvimento oferecidas pela organização.
B combinação entre esforço individual, apoio gerencial e disponibilidade de recursos necessários para a execução das tarefas.
C adequação entre competências técnicas, estrutura organizacional e grau de autonomia percebido pelo colaborador.
D relação entre expectativas organizacionais, clima da equipe e mecanismos de acompanhamento adotados pelo gestor.
E interação entre capacidades do indivíduo, percepção do papel e valor atribuído às recompensas associadas ao desempenho.

Em um processo de avaliação de treinamento, a organização deseja verificar se o programa gerou efeitos mensuráveis sobre indicadores de desempenho, como redução de custos, aumento de produtividade, melhoria da qualidade ou aceleração de ciclos operacionais. Trata-se de um nível de profundidade que examina a transmissão das habilidades e competências para alcançar resultados que afetam o negócio em termos de produtividade, qualidade, custos, redução do tempo, serviço ao cliente e clima de trabalho. O nome desse nível de avaliação é

A reação e ação planejada.
B aprendizado de novas habilidades.
C aplicação no trabalho.
D impacto nos resultados do negócio.
E retorno sobre o investimento.

As transformações econômicas das décadas de 1970 e 1980 impulsionaram reformas estatais que buscaram maior eficiência, flexibilização do trabalho público e adoção de mecanismos de mercado. Já a partir da segunda metade dos anos 1990, as chamadas reformas de “segunda geração” promoveram uma síntese que superava tanto o modelo do Estado-providência quanto a defesa do Estado mínimo, fortalecendo a orientação para resultados e a redefinição do papel estatal. Nesse contexto, ampliou-se o uso de conceitos como responsabilização, transparência, mérito, estratégia e medição de desempenho. Considerando essas características, a gestão por resultados na administração pública enfatiza principalmente

A a manutenção da estrutura tradicional de provisão estatal direta dos serviços.
B a redução das funções estatais por meio da diminuição sistemática do gasto público.
C o foco no desempenho, monitoramento e responsabilização pelos resultados.
D a substituição completa da atuação estatal por mecanismos de mercado em todos os setores.
E a ampliação do papel do Estado como único provedor e financiador dos serviços essenciais.

No processo de planejamento estratégico, os objetivos podem assumir diferentes tipos de valor. Enquanto alguns são definidos por resultados concretos e facilmente mensuráveis, outros expressam escolhas administrativas que refletem a orientação ou o estilo gerencial adotado pela organização. Considerando essa distinção, a característica central de um objetivo estilístico é

A apresentar mensuração predominantemente subjetiva.
B corresponder à quantificação imediata do objetivo.
C estar associado à obtenção ou retenção de valor mensurável.
D ser definido quando não há informações suficientes para estabelecer metas.
E representar uma etapa intermediária para alcançar um objetivo maior.

Durante uma reunião de emergência em uma empresa de logística, um problema grave interrompe o sistema de rastreamento de cargas. O grupo responsável reúne-se rapidamente na sala de operações. Entre os profissionais presentes, um analista intermediário assume espontaneamente a condução inicial da conversa: fala com segurança, propõe etapas imediatas, delega verificações técnicas e tranquiliza os colegas quanto ao plano de contingência. Os demais passam a escutar suas orientações, referem-se a ele para validação das decisões e o tratam como se fosse o líder formal da equipe. No entanto, esse mesmo profissional, quando realocado temporariamente para outro setor algumas semanas antes, não havia sido percebido como líder — comportava-se de forma mais reservada e os colegas não lhe atribuíam qualquer influência especial. Considerando essa situação, o estilo de liderança ilustrado no caso corresponde a:

A autônoma.
B carismática.
C atribuída.
D transformacional.
E orientada à equipe.

A cultura organizacional influencia diretamente a forma como indivíduos se comportam dentro das empresas, afetando atitudes, decisões e modos de interação. Considerando as características da cultura e seu impacto nas organizações, analise as afirmativas a seguir. I. O comportamento nas estruturas organizacionais varia entre culturas, de modo que funcionários de países diferentes tendem a apresentar atitudes e padrões de comportamento distintos. II. A cultura explica apenas uma pequena parte das diferenças de comportamento observadas entre países, sendo considerada um fator secundário quando comparada a aspectos como condições geográficas ou padrões de vida. III. Embora diferenças culturais influenciem comportamentos, elas impedem que a diversidade seja aproveitada como fonte de sinergia na melhoria da eficácia organizacional. Está correto o que se afirma em:

A I, apenas.
B II, apenas.
C I e III, apenas.
D II e III, apenas.
E I, II e III.