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Nos últimos anos, o Ministério da Educação produziu documentos que oferecem orientações concernentes ao ensino da Filosofia. Em 2006, as Orientações Curriculares para o Ensino Médio, em seu volume 3, dedicado às Ciências Humanas e suas Tecnologias, apresentam um capítulo dedicado aos “Conhecimentos de Filosofia”. Em relação ao ensino de Filosofia no Ensino Médio, esse documento:

A Propõe uma lista fechada de conteúdos, restringindo a autonomia do professor.
B Insiste na centralidade da História da Filosofia como fonte para o tratamento adequado de questões filosóficas.
C Propõe a substituição do texto e de conceitos filosóficos por métodos dinâmicos de formação da consciência dos estudantes.
D Propõe um mínimo de uma hora-aula semanal para a disciplina, apontando, ademais, que deva ser ministrada em uma série do Ensino Médio.
E Defende que o tratamento correto dos temas filosóficos no Ensino Médio é transdisciplinar e transversal, sem necessidade de constituir- se como componente curricular.

“Rousseau concorda com Hobbes, contra Locke, que num estado de natureza não há direitos de propriedade e, consequentemente, também não há justiça nem injustiça. Mas à medida que a sociedade se desenvolve a partir do seu estado primitivo, a falta de tais direitos começa a ser sentida. A cooperação econômica e o progresso técnico tornam necessária a formação de uma associação para a proteção das pessoas e das posses dos indivíduos. Como poderá isto ser feito, permitindo ao mesmo tempo que cada membro da associação permaneça tão livre quanto o era antes? O Contrato Social dá a solução apresentando o conceito de vontade geral.” (KENNY, 2016). De acordo com a perspectiva de Jean-Jacques Rousseau, a vontade geral pode ser compreendida como:

A A vontade da maioria dos cidadãos reunidos numa assembleia política, ou seja, aquela que é expressa pelo voto censitário.
B A vontade de todos os cidadãos reunidos no momento originário do contrato social, ou seja, a essência egoísta da natureza humana.
C A soma das vontades particulares dos cidadãos numa situação de democracia parlamentarista, ou seja, a vontade resultante da argumentação retórica.
D Aquela que traduz o que há de comum em todas as vontades individuais, ou seja, o substrato coletivo das consciências.
E A vontade do governo representativo de uma classe política, ou seja, a essência de um governo autoritário.

Thomas Morus escreveu uma obra na qual descreve um Estado imaginário, onde não existia a propriedade privada e nem se utilizava o dinheiro. A preocupação maior era com a felicidade coletiva e a organização da produção. O autor atribuiu à obra mencionada o título de:

A As Leis.
B República.
C A Cidade de Deus.
D Cidade do Sol.
E Utopia.

Para a indagação: por que os sujeitos sociais não percebem o vínculo entre o poder econômico e o poder político? Marx observa que os trabalhadores se veem como indivíduos isolados (cada qual com sua família, seus parentes e amigos) que conhecem seu próprio trabalho, mas ignoram os trabalhos das outras categorias de trabalhadores, isto é, não se percebem como formando uma classe social única. Por não se perceberem como classe social, não se reconhecem como produtores da riqueza e das coisas. Esse fenômeno Marx chama de:

A materialismo dialético.
B mais valia e lucro.
C alienação econômica e ideológica.
D consciência de classe e representação.
E superestrutura e infraestrutura econômica.

Por que o mentir, ser um político corrupto e ou praticar o homicídio, são atos imorais? São atos imorais, segundo Kant, porque:

A o mentiroso, o corrupto e o homicida, com sua ação transgridem lei universal e degeneram definitivamente o gênero humano.
B o mentiroso, o corrupto e o homicida transgridem as três máximas morais: não respeitam em sua pessoa e na do outro a humanidade, não tratam a humanidade como um fim e o que praticam não deve servir de lei universal.
C o mentiroso, o corrupto e o homicida agem sem escrúpulos e de forma egoísta se beneficiam, em detrimento do outro.
D não é imoral por que o mentiroso e o corrupto podem se arrepender e ressarcir a sociedade, mas o ato praticado pelo homicida é definitivo, mesmo que se arrependa, não trará de volta o “de cujus”.
E não é ato imoral apenas quando o mentiroso, o corrupto e o homicida se arrependem do ato praticado, perdem a liberdade e cumprem pena imposta pela sociedade.