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A desigualdade social vem crescendo em todo mundo. Apesar de ser uma discussão antiga, não há consenso entre os especialistas sobre qual sistema econômico gera mais desigualdade. Nessa perspectiva de debate, o filósofo Rousseau afirmou que existiam as desigualdades:

A Econômica e social.
B Física e natural.
C Física ou natural; moral e política.
D Social e natural.
E Política e contratual.

O primeiro que, ao cercar um pedaço de terra, teve a ideia de dizer “Isto é meu”, e encontrou pessoas tão ingênuas que acreditaram nele, foi o verdadeiro fundador da sociedade civil. Quantos crimes, guerras, assassinatos, misérias e horrores teria poupado ao gênero humano aquele que, arrancando o cercado, tivesse gritado para seus semelhantes: “Cuidado ao escutar esse impostor; vocês se perderão se esquecerem que os frutos são de todos e a terra não é de ninguém”. ROUSSEAU, J. J. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade entre os homens. Paris. 1755. Adaptado. A respeito do conceito de desigualdade em Rousseau e com base no texto, assinale (V) para a afirmativa verdadeira e (F) para a falsa.

( ) A propriedade é efeito dos cercamentos arbitrários e da credulidade humana.

( ) A origem da desigualdade civil é consequência da evolução social do homem.

( ) A propriedade da terra resulta da divisão social do trabalho. As afirmativas são, na ordem apresentada, respectivamente,

A F – V – F.
B F – V – V.
C V – F – F.
D V – V – F.
E F – F – V.

Segundo algumas das principais teorias políticas dos séculos XVII e XVIII, contrato social consiste em uma concepção que busca explicar

A a passagem do estado de natureza ao estado civil ou sociedade civil pelo assentimento dos indivíduos em renunciar à liberdade natural e à posse natural de bens e armas, transferindo-se a um terceiro, o soberano, o protagonismo do poder político.
B a passagem do estado civil ou sociedade civil ao estado de natureza pela concessão do poder político do soberano aos indivíduos, para que estes conservem a posse de sua liberdade natural e a posse de bens e de armas.
C a passagem do estado civil ou sociedade civil ao estado de natureza pela concessão do poder político do soberano aos indivíduos, para que estes possam lutar uns contra os outros para assegurar sua liberdade natural e a posse de bens e de armas.
D a passagem do estado de natureza ao estado civil ou sociedade civil pelo assentimento dos indivíduos em renunciar à liberdade natural e à posse natural de bens e armas, transferindo-se a um ser ontologicamente divino o protagonismo do poder político.
E passagem do estado civil ou sociedade civil para o estado de natureza pelo assentimento dos indivíduos em renunciar à liberdade social e à posse convencional de bens e armas, transferindo-se a um terceiro, o soberano, o protagonismo do poder político.

Muitos imaginaram repúblicas e principados que jamais foram vistos e que nem se soube se existiram na verdade, porque há tamanha distância entre como se vive e como se deveria viver que aquele que abandona o que se faz por aquilo que se deveria fazer aprende antes a arruinar-se que a preservar-se. Eis por que é necessário a um príncipe que quiser manter-se, aprender a poder não ser bom e a valer-se ou não disso segundo a necessidade. Nicolau Maquiavel. O Príncipe . Ed. Martins Fontes (com adaptações). Considerando-se o texto precedente, é correto afirmar que Maquiavel recomenda ao príncipe, isto é, ao governante, que este

A aja sempre de acordo com os valores morais cristãos estabelecidos, o que requer que ele seja bom a despeito da necessidade.
B guie sua conduta a partir de como a república ou o principado deve ser, tendo como propósito uma ideia de perfectibilidade humana.
C conduza as suas ações a partir de como as coisas são, e não como elas deveriam ou poderiam ser, o que requer que ele faça o que for necessário, mesmo que não seja bom.
D tenha como modelo repúblicas ou principados imaginários, utilizando métodos descritos como maus para que aqueles se tornem reais.
E busque a harmonia entre as diversas facções que constituem uma república ou principado por medidas que favoreçam a moralidade das ações em todas as circunstâncias.

Para Marx, a alienação não é puramente teórica, porque se manifesta na vida real quando o produto do trabalho deixa de pertencer a quem produziu. Isso ocorre porque, na economia capitalista, prevalece a lógica de mercado, em que tudo tem um preço, ou seja, adquire um valor de troca, diferentemente de quando fabricamos o que é necessário para a existência (casas, roupas, livros), produtos que têm utilidade vital, valor de uso. Maria Lúcia de Aranha. Filosofia : introdução à Filosofia. São Paulo: Moderna, 2009, p. 70 (com adaptações). Com relação ao assunto do texto precedente, é correto afirmar que, no novo contexto capitalista, de acordo com a perspectiva marxista, também pensada pelos frankfurtianos, quando o operário vende a sua força de trabalho mediante salário, esta se transforma em

A luxo.
B opção.
C supérfluo.
D representação.
E mercadoria.
Texto associado
A BNCC apresenta a disciplina de língua portuguesa no ensino médio como encarregada de, entre outras coisas: “promover o desenvolvimento de habilidades relativas ao trato com a informação e a opinião, no que diz respeito à veracidade e à confiabilidade de informações, à adequação, validade e força dos argumentos”. ( BNCC . 2018, p. 498).

Considerando a BNCC e sua organização, bem como as relações de interdisciplinaridade possíveis entre a filosofia e a língua portuguesa, julgue o item a seguir. A citação apresentada e habilidades e competências da área de ciências humanas apontam para a possibilidade do uso da filosofia em sua dimensão socioafetiva.

A Certo
B Errado

O filósofo Thomas Hobbes proporcionou ao tema do poder a primeira abordagem jurídica da modernidade. Em sua filosofia, o indivíduo é movido por paixões naturais, por isso a sua meta não consiste em ser benevolente em relação aos outros, mas sim em realizar tanto os seus interesses quanto os seus desejos. A partir disso, o estado de natureza pode ser caracterizado como

A “uma guerra de todos contra todos”, porque há conflitos entre os indivíduos e predominam os interesses egoístas.
B uma soberania absoluta exercida por reis.
C repleto de leis e de organização.
D uma paz perpétua, ou seja, tranquilidade e pacificidade constantes.

“No século XVIII, as noções de liberdade e igualdade avançaram com a original concepção política firmada na vontade geral (do povo), elaborada pelo “cidadão de Genebra” (Suíça) Jean-Jacques Rousseau (1712-1778). Aspectos avançados do seu pensamento decorrem do entendimento de que cada cidadão pode transferir sua liberdade e seus bens apenas para a comunidade (interpretada como corpo único) da qual ele faz parte” (ARANHA e MARTINS, 2016, p. 249). A partir do trecho e de seus conhecimentos sobre a filosofia política de Rousseau, é correto afirmar que o contrato social

A origina-se da discórdia entre os indivíduos, por isso uma das principais frases do pensador é a seguinte: “o homem é lobo do próprio homem”.
B para ser legítimo tem a sua origem no consentimento unânime entre os indivíduos. No caso, cada sujeito se aliena de forma total ao abdicar sem reservas de todos os seus direitos em favor da comunidade. No entanto, tendo em vista que cada um é parte integrante da comunidade, ao abdicar de sua liberdade pelo pacto, ou seja, em prol da obediência da lei, acaba por obedecer a si mesmo e, assim, é livre.
C expõe que obedecer à vontade geral consiste em algo ilusório e metafísico.
D antecede ao estado de natureza, já que consiste em um termo pré-civil.

Norberto Bobbio (1909-2004) foi um filósofo, jurista e “militante político que participou de polêmicas em jornais e em revistas, criticando a injustiça no mundo capitalista e o estado de não liberdade dos países em que foi implantado o socialismo real” (ARANHA e MARTINS, 2016, p. 290). Sobre o seu pensamento filosófico, político, social e econômico, assinale a alternativa correta.

A Escreveu a obra A náusea, a qual expressa a sua teoria existencialista.
B É autor da obra O capital no século XXI, que gerou grande polêmica devido à constatação da tendência de crescimento da fortuna dos ricos e de aumento da desigualdade, caso não sejam alteradas as bases da economia atual.
C Ao lado de outros teóricos, como John Rawls, propôs o neocontratualismo , em que, diferentemente das antigas teorias, o pacto não se limita somente à explicação da origem do Estado.
D Apontou os riscos do igualitarismo na obra Crepúsculo dos ídolos.

“A cultura aponta para o mundo como ele é, com hábito, costumes, valores que nos aproximam dos outros indivíduos do grupo. A arte aponta para possibilidades do mundo, tira-nos do habitual, rompe os costumes, propõe outros valores. Já a cultura de massa e a indústria cultural estão ligadas à cultura e não à arte, pois reiteram o que já sabemos, têm efeito tranquilizante sobre seu público, oferecendo entretenimento e passamento que não propiciam a compreensão mais profunda do mundo” (ARANHA e MARTINS, 2016, p. 359). A partir da leitura do fragmento, bem como de seus conhecimentos sobre indústria cultural e cultura de massa, assinale a alternativa correta.

A A indústria cultural e a cultura de massa foram tematizadas por Adorno e Horkheimer. A partir da constituição de tais conceitos, iniciou-se uma retomada da tendência iluminista que, por sua vez, influenciou a constituição da teoria da ação comunicativa de karl-Otto Apel.
B O público da cultura de massa pode ser considerado alienado na sociedade capitalista industrial. Apesar disso, a autenticidade ainda pode ser impressa à ação, já que o indivíduo ainda irá conseguir se projetar no tempo. Quer dizer, a existência se caracterizará como um lançar-se contínuo às possibilidades renovadas.
C O grande perigo da cultura transmitida pelos meios de comunicação de massa (jornais, revistas, televisão, rádio, internet, etc.), segundo Horkheimer e Adorno, é tornar parcela do público em rebanho de seres passivos, ou seja, incapazes do exercício da autorreflexão. Afinal, isso tornaria dificultoso o trabalho de transformação da realidade.
D O conceito de indústria cultural foi desenvolvido por Habermas, na obra Dialética do Esclarecimento.