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Texto 1 Leia o texto a seguir: Dê aos homens o direito de chorar “Um homem também chora Menina morena Também deseja colo Palavras amenas Precisa de carinho Precisa de ternura Precisa de um abraço Da própria candura Guerreiros são pessoas São fortes, são frágeis... “Um Homem Também Chora – Guerreiro Menino”, canção de Gonzaguinha. Essa música, lançada em 1983, fala de uma questão muito delicada. Os homens têm menor expectativa de vida do que as mulheres? Para o desespero masculino: sim, em média, eles vivem menos! Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2020 revelam que a expectativa de vida no Brasil é de 73,3 anos para os homens e de 80,3 anos para as mulheres. Culturalmente, os homens são educados para não manifestar suas vulnerabilidades. Nossa sociedade ainda valoriza pouco a percepção e a sensibilidade masculina. Escutam desde pequenos que precisam ser fortes. Enquanto as mulheres tendem a buscar mais ajuda quando se sentem vulneráveis, muitos homens resistem. Geralmente, só buscam ajuda quando os problemas já estão muito exacerbados, dificultando uma resolução favorável com o tratamento. Tem uma situação muito comum no meu consultório: a mulher se consulta, se trata e agenda para o marido. Em 2023 faz 30 anos que me formei. Ao longo desses 30 anos, venho percebendo uma alteração do perfil de atendimento. Inicialmente, essa diferença aparece em relação ao hábito de fazer consultas preventivas ou com desconfortos leves.Antes, quase não se viam homens com essa preocupação e cuidado, era muito mais comum no sexo feminino. Hoje, já é muito mais frequente essa preocupação dos homens. Um processo educacional mais equalizado entre meninas e meninos, que não hiperfragiliza as mulheres, assim como não superpotencializa os homens, cria uma relação mais justa nessa convivência e impacta diferentemente a construção de saúde. Se o homem se vê como um ser infalível, ele não só se arrisca muito mais, como subestima seus sintomas, inclusive, porque, muitas vezes, sente vergonha de estar doente. Em algumas situações, apresentam um comportamento até agressivo. Muitas vezes, não avaliamos o quanto a cultura pode ser cruel com os homens, determinando para eles um tempo menor de vida. Há 40 anos, o cantor Gonzaguinha já nos deixou esse recado. Os homens também merecem condutas delicadas, merecem um espaço para revelar suas fragilidades sem receber críticas que questionem sua masculinidade. Quanto mais respeitarmos os homens como seres humanos que sofrem e têm o direito de manifestar seus sofrimentos, creio eu que teremos homens melhores e uma distância menor na relação entre eles e as mulheres.

Fonte: Souza, Meira. Disponível em: https://www.otempo.com.br/opiniao/drameira-souza/de-aos-homens-o-direito-de-chorar-1.3184498

No texto, há apresentação de diversos vocábulos que podem estabelecer conexão por semelhança ou oposição. Aqueles que apresentam uma relação de oposição são:

A fortes/ frágeis
B carinho/ abraço
C ternura/ candura
D pessoas/ menino
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Leia o texto a seguir: Rubem Alves ... é uma das maiores fontes de alegria. Claro, há uns livros chatos. Não os leiam. Borges dizia que, se há tantos livros deliciosos de serem lidos, por que gastar tempo lendo um livro que não dá prazer? Na leitura fazemos turismo sem sair de casa gastando menos dinheiro e sem correr os riscos das viagens. O Shogun me levou para uma viagem ao Japão do século XVI, em meio aos ferozes samurais e às sutilezas do amor nipônico e das cerimônias de chá. Cem anos de solidão, que reli faz alguns meses, me produziu espantos e ataques de riso. Achei que o Gabriel García Márquez deveria estar sob o efeito de algum alucinógeno quando o escreveu. A poesia do Alberto Caeiro me ensina a ver, me faz criança e fico parecido com árvores e regatos. Também o Mário Quintana. E o Manoel de Barros. E o Solte os cachorros, da Adélia. No momento estou em meio à leitura do livro Na berma de nenhuma estrada, de Mia Couto (Editorial Ndjira), escritor moçambicano. Berma: nunca havia lido ou ouvido essa palavra. O dicionário me disse que “berma” é um “caminho estreito à beira de fossos”. Contos curtíssimos de três páginas. Mia Couto se parece com o Manoel de Barros, vai descobrindo jeitos diferentes de dizer. E o leitor vai vivendo experiências que não viveu e se espantando o tempo todo. Adaptado de: Alves, Rubem. Ostra feliz não faz pérola / Rubem Alves. – São Paulo: Editora Planeta do Brasil, 2008.

Na penúltima linha do texto, o adjetivo “diferentes” está flexionado no:

A masculino e no plural, porque se refere a “jeitos”
B feminino e no plural, porque se refere a “páginas”
C masculino e no singular, porque se refere a “jeitos”
D feminino e no singular, porque se refere a “páginas”
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Leia o texto a seguir para responder a questão. Educação profissional para o século XXI Novo Ensino Médio facilitará a integração dos jovens à sociedade do trabalho, com impactos sociais relevantes. *Por Horácio Lafer Piva, Pedro Passos e Pedro Wongtschowski 05/08/2023 O Novo Ensino Médio (NEM) entrou no debate público neste ano e foi alçado a um patamar compatível a sua importância. A etapa final da educação básica é complexa por muitas razões, sendo momento delicado de transição à vida adulta. É também a etapa que tem os piores resultados de aprendizagem e índices altos de evasão. Não há bala de prata em políticas públicas; não se chega facilmente a consensos em problemas complexos. Mas há um ponto específico que merece atenção redobrada nas alterações que podem ser feitas após a conclusão da acertada consulta pública realizada pelo Ministério da Educação (MEC), que ouviu estudantes e professores. Primeiramente, vale dizer que o NEM traz avanços que não podem retroceder. Destacamos aqui três pilares importantíssimos: a ampliação da carga horária, a flexibilização curricular para atender à diversidade de anseios de aprofundamento e vocações das juventudes e a expansão da Educação Profissional e Tecnológica (EPT), modalidade possível de ser mais conectada com as demandas do século XXI que podem impulsionar a inserção profissional e a renda dos jovens. A EPT não pode ser vista como ponto de chegada da formação, mas como opção que precede e cria oportunidades para o ingresso no ensino superior ou no mercado de trabalho. Isso é fundamental para um país mais próspero e justo. E também urgente para uma geração inteira de jovens que hoje ainda vê poucas opções para seu futuro. Dada a relevância que a formação técnica e profissional pode ter para o ensino médio e para o país, são preocupantes algumas propostas apresentadas no debate público, por serem capazes de impor um freio relevante na expansão do ensino técnico. Elas dizem respeito à mudança na divisão de tempos entre a parte do ensino médio comum a todos (chamada de “formação geral básica”) e a constituída por opções de trilhas formativas (“chamada de itinerários formativos”). Há um consenso expressivo de que a regra atual, que restringe a parte comum do currículo ao máximo de 1.800 horas (das 3 mil horas totais ao longo dos três anos), é um equívoco. Dependendo de como esse número for ampliado, pode causar grandes prejuízos à articulação da EPT com o ensino médio. Isso porque pode impedir que os cursos técnicos de nível médio sejam trabalhados na carga horária total de 3 mil horas. Caso exija-se um mínimo de 2.400 horas para a parte comum a todos os estudantes, restariam apenas 600 horas para os itinerários formativos, inviabilizando um curso técnico dentro das 3 mil horas. Há soluções no debate que dão conta de superar os desafios atuais, sem prejudicar o avanço do EPT. E, também importante, dando flexibilidade aos estados para que possam pensar diferentes arranjos para seu ensino médio. As propostas do Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) têm ido nesta linha. O NEM representa uma grande oportunidade para a valorização da formação profissional dos jovens e, portanto, para o desenvolvimento inclusivo do país que não podemos perder. Mais que atender às demandas de um setor industrial e de serviços ávidos por jovens de boa formação, na sua busca contínua por aumento de produtividade, facilitará a integração dos jovens à sociedade do trabalho, com impactos sociais relevantes e redução do grave problema do desemprego nessa faixa etária. Na reta final do debate sobre o NEM, o Brasil tem a chance de alcançar um desenho de política muito melhor que o originalmente proposto, mas mantendo os avanços trazidos. Em especial, a possibilidade de expandirmos para valer as oportunidades oferecidas aos jovens de cursar a EPT ao longo do ensino médio. O MEC acertou em abrir uma consulta pública e ampliar o diálogo. O mais importante, porém, reside na forma como a concluirá. Disso depende o futuro de milhões de estudantes. E, também, do próprio país.

Fonte: *Horácio Lafer Piva, Pedro Passos e Pedro Wongtschowski são empresários. https://oglobo.globo.com

“[...] a flexibilização curricular para atender à diversidade de anseios [...].” 2º§ Levando em consideração a frase acima, marque a alternativa que apresenta o adjetivo correspondente à palavra sublinhada.

A ancioso.
B anciozo.
C anseioso.
D ansioso.
E ansiozo.

Considerando o fragmento “O atendimento ao público é essencial para estabelecer e manter relacionamentos positivos com o público-alvo e pode ocorrer em diversos contextos, como empresas comerciais, órgãos governamentais, instituições de ensino, hospitais, entre outros”, assinale a alternativa que apresenta apenas adjetivos.

A Público – relacionamentos – diversos.
B Contextos – comerciais – outros.
C Essencial – positivos – governamentais.
D Estabelecer – diversos – comerciais.
E Essencial – governamentais – hospitais.
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Texto CB1A1-I A PETROBRAS demonstra compromisso com a sustentabilidade por meio do desenvolvimento de estratégias para acelerar a descarbonização e atuar sempre de forma ética e transparente. com operações seguras, respeito às pessoas e ao meio ambiente e com foco na geração de valor. Seis dos dez compromissos de sustentabilidade estabelecidos pela empresa estão associados a carbono. Os outros quatro compromissos referem-se a segurança hídrica, conservação da biodiversidade, gestão de resíduos e responsabilidade social, e esse último inclui investimentos em projetos socioambientais, programas em direitos humanos, relacionamento comunitário e contribuição para a solução de problemas sociais e ambientais, envolvendo oportunidades de atuação junto aos públicos de interesse e clientes de produtos da PETROBRAS. No que diz respeito aos desafios da transição energética, a PETROBRAS contribui para a mitigação da mudança climática por meio do investimento de recursos e tecnologias na produção de petróleo de baixo carbono no Brasil, gerando energia, divisas e riquezas relevantes para o financiamento de uma transição energética responsável, bem como para a capacidade de ofertar gás e energia despachável para viabilizar a elevada participação de energias renováveis na matriz elétrica brasileira. Além disso, investe em novas possibilidades de produtos a negócios de menor intensidade de carbono, promove pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias e soluções de baixo carbono e investe em projetos socioambientais para a recuperação e conservação de florestas. Internet https://petrobras.com.br> (com adaptações)

Acerca de aspectos linguísticos do texto CB1A1- I, julgue o item subsequente. Nos trechos "para viabilizar a elevada participação de energias renováveis" ( primeiro período do segundo parágrafo) e " negócios de menor intensidade de carbono" (segundo período do segundo parágrafo), os vocábulos "elevada" e "menor" classificam-se gramaticalmente como adjetivos.

A Certo
B Errado
Órgão: Petrobras Cargo: Ênfase 12 Suprimento de Bens e Serviços – Administração Prova: CESPE CEBRASPE - Petrobras - Ênfase 12 Suprimento de Bens e Serviços – Administração - 2023
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O PAPEL DO PAPEL Comecei a escrever sobre o mundo da tecnologia da informação em 1987, quando ele ainda nem atendia por esse nome. Dizíamos apenas “informática”, e o termo englobava tudo, até visões opostas do que estava em jogo. Para a maioria, informática era a definição de um universo habitado por nerds e máquina, inenarravelmente chato; para a minoria que habitava o tal universo, era uma coleção de maravilhas e de possibilidades que mudariam o mundo. O tempo se encarregou de mostrar que estávamos certos. E embora a ideia do que é ou não chato seja altamente subjetiva, o fato é que mesmo quem não suportava (e ainda não suporta) computadores, hoje tem uma vida mais divertida graças ao que se cozinhava naquele caldeirão. O que ninguém poderia imaginar, porém, era quanto e como o mundo mudaria. Era impossível, na época, prever o impacto planetário da internet. Por outro lado, muitos estavam convencidos de que caminhávamos, a passos largos, para uma sociedade sem papel. Teríamos pequenos computadores de bolso, extensão dos desktops de casa, que usaríamos para carregar nossos dados, fazer anotações e mesmo pagar as contas via IFRD (infravermelho) com aparelhos universalmente espalhados pelo comércio. Adeus dinheiro de papel, recebidos, papelada! O palm foi, até certo ponto, a materialização dessa ideia, mas nunca tomou o lugar dos cartões de credito. Os celulares, que vieram correndo por fora, começam agora a apontar nessa direção. Todas as necessidades de comunicação, leitura e arquivamento se resolveriam eletronicamente. Na sociedade sem papel, as escrivaninhas seriam tão limpas que dariam aflição: nada de livros, bloquinhos, revistas, calhamaços diversos. Pessoalmente, eu não levava a menor Fé nessa visão. Comungava do credo oposto – até porque nunca antes, na história desse planeta, se vira tanto papel. Bastava ver o tamanho dos manuais publicados a cada nova versão de software. Além disso, como os manuais eram invariavelmente ruins, os updates davam filhotes nas livrarias, onde sólidos tomos de centenas de páginas tentavam explicar o que os engenheiros de software não conseguiam. Ao mesmo tempo, a popularização dos computadores trouxe, na sua esteira, a disseminação das impressoras. Criava-se, aí, um cenário de calamidade, que unia a facilidade de produzir toda a espécie de, vá lá, “conteúdo” – de trabalhos escolares a planilhas e memorandos – à inédita possibilidade de reproduzi-lo ao infinito. Cansei de ver executivos que começavam o dia de trabalho lendo os e-mails... caprichosamente impressos pelas secretárias. E cansei, eu mesma, de guardar longos estudos e processos, que imprimia para ler na condução entre a minha casa e o jornal. Fomos salvos da lenta morte por asfixia em montanhas de impressos pelo custo impraticável dos cartuchos de tinta. Estou certa de que, um dia, a humanidade saberá reconhecer este inestimável serviço prestado pelos fabricantes de impressoras. Parte do mérito cabe também às telas, que aumentaram de resolução, tamanho, visibilidade. Um LCD com 20 polegadas, como que eu uso e que já não é nada demais, oferece indiscutivelmente uma leitura mais confortável do que os velhos monitores de fósforo verde de 10 polegadas (alguém se lembra?). As próprias telinhas dos Blackberries e dos celulares já dão para o gasto. Taí uma tecnologia que evolui com velocidade muito superior à dos e-papers, diversos tipos de papel eletrônico que há tempos vêm sendo pesquisados. Neles, em tese, poderiam circular jornais e revistas, mas estou entre os que acham seu futuro mais certo na área dos cartazes e displays. O Kindle e outros leitores – cujos primeiros antepassados vieram ao mundo, sem sucesso, no início dos anos 1990 – prometem remover parte das montanhas de papel que ainda nos circundam. São o suporte perfeito para livros de referência e manuais que precisam de atualização, e para livros de leitura rápida, como a maioria dos best-sellers; mas não conseguirão substituir edições caprichadas das obras que amamos, livros de arte ou, no outro extremo, livros de bolso baratinhos. Ou alguém se arrisca a levar um Kindle para a praia? Cora Rónai – Jornal O Globo, 26/09/2009

“(...) universo habitado por nerds e máquina, inenarravelmente chato...” Caso o adjetivo chato se referir a dois substantivos, a única opção INCORRETA seria:

A nerds e máquina chata.
B nerds e máquina chatos.
C nerds e máquina chatas.
D nerds e máquinas chatas.
E máquina e nerds chatos

Assinale a alternativa incorreta sobre a formação do adjetivo grifado.

A A capa do caderno era azul . Adjetivo primitivo.
B Meu gato é muito preguiçoso . Adjetivo derivado.
C As águas claras do rio cortavam as montanhas. Adjetivo simples.
D Os cabelos castanho-escuros ressaltavam os olhos azuis da menina. Adjetivo simples.
E As cidades seriam mais limpas se os cestos de lixo fossem utilizados. Locução adjetiva.