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Atenção : As questões de números 36 a 42 referem-se ao conteúdo Saúde Pública.

Um usuário, com uma lesão cutânea no braço, chegou a uma Unidade de Saúde relatando ter contraído essa doença do seu gato, que apresentava lesões no focinho que foram evoluindo até o óbito do animal. O paciente relatou com muita firmeza e orgulho que não enterrou, mas queimou o animal, para evitar que o gato contaminasse o solo e outras pessoas pudessem adoecer; informou, ainda, que havia na sua vizinhança muitos gatos com a mesma doença. A enfermeira, que o atendia, ouviu-o com atenção, sem interrompê-lo e sem repreendê-lo mesmo quando ele lhe disse que já havia passado vários remédios e nada havia resolvido, e que tinha certeza de que a doença viera do gato. A enfermeira, com a permissão do paciente, chamou um profissional que combatia vetores para conversar sobre os outros gatos doentes. Essa situação

A está em desacordo com os preceitos do Sistema Único de Saúde, em que o usuário não deve ter participação na avaliação dos riscos a que está exposto.
B mostra que a enfermeira não teve conduta ética, invadindo a privacidade do paciente ao convidar outro profissional para participar do atendimento.
C indica que o paciente conhece a epidemiologia da doença que ele acredita ter e que foi atendido de acordo com a política nacional de humanização.
D ilustra uma ação de promoção de saúde executada pelo paciente, ao queimar o animal morto.
E caracteriza uma profissional de saúde insegura, que fez acolhimento incorreto por não repreender o paciente pelas suas atitudes inadequadas, tanto acerca da automedicação, quanto da conclusão precipitada da causa da doença.

Em visita domiciliar, um Agente de Combate às Endemias notou grande quantidade de moscas e percebeu que uma criança lacrimejava e coçava, incessantemente, os olhos que apresentavam secreção. A criança não conseguia olhar para a luz (fotofobia), estava com a pálpebra superior retraída e inflamada. O Agente suspeitou de tracoma, orientou a família para buscar atendimento médico e alertou para o risco de transmissão, direta ou indireta, dessa doença bacteriana. Nesse caso,

A o tracoma não é uma infecção bacteriana e sim parasitária, causada por Plasmodium .
B o Agente errou, visto que o tracoma não é contagioso, pois acometeu apenas um indivíduo da família.
C o Agente estava correto nas suas ações, mas deveria pesquisar a presença de Anopheles , dentro e fora do domicílio, que são os vetores de tracoma.
D as moscas podem contribuir para a disseminação da doença, por transmissão mecânica.
E os sintomas eram de uma conjuntivite simples e o Agente não deveria alarmar a família para buscar auxílio médico.

Um Agente Comunitário de Saúde organizou, junto com a equipe de saúde, uma atividade de metodologia participativa com grupo de mulheres, incluindo idosas, em situação de violência. O objetivo do grupo era aprofundar a reflexão sobre violência doméstica com a colaboração de todos. Convidou os participantes a pensarem a respeito de determinado aspecto de sua vida, de suas atitudes e das possibilidades de mudança em relação à situação de violência. Esse grupo

A é um grupo reflexivo, estratégia útil e indicada para trabalho participativo.
B deveria ser composto apenas de profissionais psicólogos.
C deveria incluir apenas mulheres não idosas, para ser mais homogêneo.
D fere a diretriz de sigilo e privacidade do paciente do Sistema Único de Saúde.
E é desaconselhável, pois o ideal em situação de violências é sempre o atendimento individual.

Um Agente Comunitário de Saúde na vigilância e controle da dengue precisa saber que

A a eficiência do bloqueio de transmissão aumenta, consideravelmente, quando se realiza a remoção prévia dos focos larvários, com a intensificação das visitas domiciliares e mutirões de limpeza e com a colaboração da população, abrindo portas e janelas, de maneira a facilitar a entrada das gotículas do inseticida no domicílio.
B nos parâmetros sugeridos para a estruturação do controle vetorial é recomendado 1 Agente Comunitário de Saúde para, no máximo, 2.000 pessoas.
C o bloqueio de transmissão baseia-se na aplicação de inseticida, por meio da nebulização espacial a frio, utilizando equipamentos portáteis ou pesados em, pelo menos, uma aplicação, iniciando no quarteirão de ocorrência e continuando nos adjacentes, considerando um raio de 1.000 m.
D caso suspeito é o que apresenta febre com menos de 7 dias e sempre os seguintes sintomas bem específicos da doença: cefaleia, mialgia e artralgia, prostração e dor retro-orbitária.
E se, após a avaliação e conduta inicial, o paciente for encaminhado para outros serviços de saúde, o referido Agente não precisa mais ter responsabilidades sobre tal paciente que passa para nova equipe de saúde.

Um Agente de Combate às Endemias foi convocado para uma reunião da Equipe de Atenção Básica sobre processo de territorialização e mapeamento da área de atuação da equipe. O referido Agente

A tem suas atribuições exclusivas em campo e não precisa atender à convocação de reuniões da Equipe.
B pode dar muita contribuição à Equipe sobre situação demográfica, social, ambiental e epidemiológica da área.
C não faz parte da Equipe de Atenção Básica e não precisa atender à tal convocação.
D deve participar da reunião informando que a Atenção Básica não pode ser restrita a territórios e deve ser Universal.
E deve participar da reunião, mas não comentar sobre a situação social que ele observou em determinadas áreas, por razões éticas.

Um espaço urbano foi identificado com 5 itens, para ordenação de atividades contra a dengue e análise dos resultados. Os itens foram:

1. espaços com características semelhantes que representam a unidade básica de agregação dos dados de avaliação entomológica.

2. unidades territoriais com dimensões adequadas à operação de pesquisas do Censo Demográfico (malhas disponibilizadas pelo IBGE).

3. unidades mínimas de agregação de imóveis com abrangência definida pelo arruamento.

4. imóveis selecionados pela elevada oferta de recipientes em condições de se tornarem criadouros de vetores.

5. imóveis selecionados em função do risco que oferecem à disseminação da transmissão, dada a circulação ou permanência de grande número de pessoas.

Os itens 1, 2, 3, 4, e 5 correspondem, respectivamente, a:

A áreas − setores censitários − quarteirões − pontos estratégicos − imóveis especiais.
B setor censitário − quarteirões − áreas − imóveis especiais − pontos estratégicos.
C quarteirões − áreas − setores censitários − imóveis especiais − pontos estratégicos.
D pontos estratégicos − quarteirões − áreas − pontos estratégicos − imóveis especiais.
E imóveis especiais − pontos estratégicos − imóveis especiais − pontos estratégicos − pontos críticos.

Aos olhos do Agente Comunitário de Saúde, três indivíduos aparentavam doença: todos haviam emagrecido, um apresentava tosse produtiva há 3 meses, outro apresentava diarreia e lesões marrons na pele há 60 dias, e outro reclamava de falta de sensibilidade cutânea. O agente deve suspeitar de ocorrência de casos, respectivamente, de:

A hanseníase, tuberculose e aids.
B tuberculose, aids e hanseníase.
C diabetes, aids e tuberculose.
D diabetes, tuberculose e hanseníase.
E tuberculose, diabetes, tuberculose.

Um Agente Comunitário de Saúde, em visita domiciliar a uma família, relembrou as datas e horários de exames e consultas agendados. Na reunião de supervisão, uma enfermeira avaliou que essa ação do Agente foi incorreta. Sobre essa situação, é correto afirmar que o Agente Comunitário de Saúde

A não fez nada errado e a enfermeira avaliou de modo errado.
B não pode ser supervisionado por enfermeiros.
C não pode ser avaliado por enfermeiros.
D agiu contra a diretriz de autonomia do paciente prevista no Sistema Único de Saúde.
E fez uma ação exclusiva da enfermagem.

No Município de Caxias foi internado um paciente com dengue. O paciente mora em outro município e chegou em Caxias há 3 dias. O bloqueio de transmissão da dengue, no local de permanência do doente, dentro do município de Caxias,

A não deve ser feito, pois o doente foi infectado em outro município.
B não deve ser feito, pois o doente mora em outra cidade e, portanto, não é autóctone.
C deve ser utilizado inseticida, apenas se houver surto no local de permanência do doente.
D deve ser feito sobre as formas adultas do vetor e não sobre as formas larvais.
E deve ser feito se houver vetor no local de permanência do doente.

Assinale a alternativa que apresenta um tipo de controle mecânico/ambiental para a Dengue.

A Destruição de pneus velhos e latas que servem como criadouros de mosquito.
B Uso de larvicidas.
C Uso de predadores naturais como peixes que consomem a larva do mosquito.
D Racionamento do uso de inseticida.