1 ____ A adesão voluntária ao discurso moderno que proclama a manutenção de uma sociedade constituída de sujeitos self-made ,
autor e protagonista de seu próprio destino e, ao mesmo tempo, responsabilizado desde sempre pelo fracasso da empreitada
individualista, pode ser percebida a partir da difusão de conceitos como “consumo responsável”, “sustentabilidade”, “consumo
4 consciente”, entre outros slogans similares que procuram alertar os consumidores dos males causados pelo hiperconsumo e
descarte de mercadorias no meio ambiente. A crítica presente na cultura consumista aos danos à natureza não é nova, sempre
teve seu lugar em relação ao discurso hegemônico pregador do consumo sem limites, mas, ao contrário do que ocorre atualmente,
7 esse alerta sempre se manteve marginal. Hoje, a assimilação dessa crítica encontra seu espaço na ideologia da responsabilização
do consumidor. Tal discurso tem-se apoiado no projeto político-ideológico que, na sociedade moderna, sustenta a existência do
eu autônomo.
10 ___ O enfoque de grande parte dos meios midiático e publicitário, com apoio dos órgãos governamentais, tem recaído na ação
individual, isto é, na responsabilização dos indivíduos pelos danos causados pela atividade das corporações no meio ambiente.
Essa é uma ideia que remete ao discurso da liberdade de escolha e de poder decisório do sujeito, que domina a sociedade
13 capitalista contemporânea. A viabilidade de tal discurso torna-se possível em face da inexistência de modelos ou referências que
orientem o sujeito. Desse modo, em um mundo desencantado, os indivíduos devem-se autoforjar singular e coletivamente.
O que está em jogo é a radicalização de uma ordem política e social já atuante, voltada principalmente para a maneira
16 como o sujeito governa a si mesmo. Assim, os problemas originados na dinâmica do sistema socioeconômico, como desemprego,
criminalidade, abuso de drogas etc., não são mais atribuídos a fatores estruturais, mas a categorias subjetivas.
Esse giro discursivo pode ser observado na forma como se privilegiam estilos de vida e sua relação com a prevenção de
19 doenças, estratégia principal da formulação de campanhas publicitárias destinadas a “reeducar” o cidadão para que viva
saudavelmente.
O eu autônomo, responsável por seus atos de consumo, ressurge em mais um cenário de crise do capitalismo, dessa vez,
22 diante dos limites da exploração da natureza, que vem substituir a velha promessa ideológica da igualdade presente no american
way of life , pois, como já não é mais possível sustentar a promessa de acesso a todos das benesses do desenvolvimento,
passa-se a apontar a própria natureza como limite para a impossibilidade de cumprimento da promessa de prosperidade para
25 todos. Os limites do consumo no capitalismo passam a ser definidos em âmbito externo ao sistema econômico.
Afinal, viver como se não existissem limites já não é uma promessa que a ideologia hegemônica neoliberal possa cumprir,
logo a culpa decorrente de tal constatação é comumente explorada pelo próprio mercado por meio do desenvolvimento e
28 exposição de produtos “ecologicamente corretos”, o que permite a expiação da culpa do consumidor ao optar pelo “consumo
consciente”.
Wagner Souza. A ilusão do eu autônomo na sociedade de consumo. Internet: (com adaptações).
No que se refere ao texto e a seus aspectos linguísticos, julgue os itens de 1 a 11.
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A respeito dos aspectos estruturais e linguísticos do texto 1A1BBB,
Texto associado
Na linha 1, o emprego de preposição em “ao discurso” justifica-se pela regência do termo “voluntária”.
Texto associado
Texto para as questões de 1 a 5.
1 Parece que o processo de destruição do pensamento
individual é uma consequência natural das nossas práticas
educativas. Quanto mais se é obrigado a ler, menos se pensa.
4 Schopenhauer tomou consciência disso e o disse de maneira
muito simples em alguns textos sobre livros e leitura. O que
se toma por óbvio e evidente é que o pensamento está
7 diretamente ligado ao número de livros lidos. Tanto assim
que se criaram técnicas de leitura dinâmica que permitem
que se leia Grande Sertão – Veredas em pouco mais de três
10 horas.
Ler dinamicamente, como se sabe, é essencial para se
preparar para o vestibular e para fazer os clássicos
13 “fichamentos” exigidos pelos professores. Schopenhauer
pensa o contrário: “É por isso que, no que se refere a nossas
leituras, a arte de não ler é sumamente importante”. Isso
16 contraria tudo o que se tem como verdadeiro, e é preciso
seguir seu pensamento. Diz ele: “Quando lemos, outra
pessoa pensa por nós: só repetimos seu processo mental”.
19 Quanto a isso, não há dúvidas: se pensamos os nossos
pensamentos enquanto lemos, na verdade não lemos. Nossa
atenção não está no texto. Ele continua: “Durante a leitura,
22 nossa cabeça é apenas o campo de batalha de pensamentos
alheios. Quando estes, finalmente, se retiram, o que resta?
Daí se segue que aquele que lê muito e quase o dia inteiro
25 perde, paulatinamente, a capacidade de pensar por conta
própria”.
Nietzsche pensava o mesmo e chegou a afirmar que,
28 nos seus dias, os eruditos só faziam uma coisa: passar as
páginas dos livros. E com isso haviam perdido a capacidade
de pensar por si mesmos. “Na verdade, eles não pensam; eles
31 reagem. Vi isso com meus próprios olhos: pessoas
bem-dotadas que, aos trinta anos, haviam se arruinado de
tanto ler. De manhã cedo, quando o dia nasce, quando
34 tudo está nascendo – ler um livro é simplesmente algo
depravado”.
E, no entanto, eu me daria por feliz se as nossas
37 escolas ensinassem uma única coisa: o prazer de ler!
Internet: (com adaptações).
1 Parece que o processo de destruição do pensamento
individual é uma consequência natural das nossas práticas
educativas. Quanto mais se é obrigado a ler, menos se pensa.
4 Schopenhauer tomou consciência disso e o disse de maneira
muito simples em alguns textos sobre livros e leitura. O que
se toma por óbvio e evidente é que o pensamento está
7 diretamente ligado ao número de livros lidos. Tanto assim
que se criaram técnicas de leitura dinâmica que permitem
que se leia Grande Sertão – Veredas em pouco mais de três
10 horas.
Ler dinamicamente, como se sabe, é essencial para se
preparar para o vestibular e para fazer os clássicos
13 “fichamentos” exigidos pelos professores. Schopenhauer
pensa o contrário: “É por isso que, no que se refere a nossas
leituras, a arte de não ler é sumamente importante”. Isso
16 contraria tudo o que se tem como verdadeiro, e é preciso
seguir seu pensamento. Diz ele: “Quando lemos, outra
pessoa pensa por nós: só repetimos seu processo mental”.
19 Quanto a isso, não há dúvidas: se pensamos os nossos
pensamentos enquanto lemos, na verdade não lemos. Nossa
atenção não está no texto. Ele continua: “Durante a leitura,
22 nossa cabeça é apenas o campo de batalha de pensamentos
alheios. Quando estes, finalmente, se retiram, o que resta?
Daí se segue que aquele que lê muito e quase o dia inteiro
25 perde, paulatinamente, a capacidade de pensar por conta
própria”.
Nietzsche pensava o mesmo e chegou a afirmar que,
28 nos seus dias, os eruditos só faziam uma coisa: passar as
páginas dos livros. E com isso haviam perdido a capacidade
de pensar por si mesmos. “Na verdade, eles não pensam; eles
31 reagem. Vi isso com meus próprios olhos: pessoas
bem-dotadas que, aos trinta anos, haviam se arruinado de
tanto ler. De manhã cedo, quando o dia nasce, quando
34 tudo está nascendo – ler um livro é simplesmente algo
depravado”.
E, no entanto, eu me daria por feliz se as nossas
37 escolas ensinassem uma única coisa: o prazer de ler!
Internet: (com adaptações).
A respeito de aspectos gramaticais e semânticos do trecho “Quanto mais se é obrigado a ler, menos se pensa. Schopenhauer tomou consciência disso e o disse de maneira muito simples em alguns textos sobre livros e leitura” (linhas de 3 a 5), assinale a alternativa correta.
Texto associado
De acordo com o texto acima, julgue os itens a seguir.
No verso 4, “Recria tua vida, sempre, sempre”, o
primeiro “sempre” é adjetivo e o segundo é substantivo.
É um mal porque todo relato jornalístico tende ao provisório. (1º parágrafo)
Entretanto , o jornalismo dito de qualidade sempre foi objeto de uma minoria. (6º parágrafo )
Os elementos sublinhados acima introduzem, no contexto, respectivamente, noção de
No segundo parágrafo,
Texto associado
Atlântida
O primeiro a falar do continente perdido
da Atlântida foi o filósofo ateniense Platão
(417-347 a.C.) nos textos Timeu e Crítias. Ele
teria ouvido a história de alguém que a ouvira
do poeta Sólon (615-535 a.C.) que, por sua vez,
a ouvira dos sacerdotes da cidade egípcia de
Sais. Segundo o relato, nove mil anos antes
da época de Sólon (mais ou menos 10.000
a.C.), a Atlântida dominava toda a costa do
Mediterrâneo. A ilha-continente ficava além
dos Pilares de Hércules (que hoje conhecemos
como o Estreito de Gibraltar), era governada
por um colegiado de dez reis e tinha sido
fundada por descendentes do titã Atlas
(daí o nome). Os atlantes, muito abusados,
resolveram escravizar todos os povos do
mundo. Os deuses ficaram furiosos e fizeram
a civilização desaparecer do mapa numa série
de terremotos e inundações.
Embora a história oficial não reconheça
a existência de uma civilização avançada em
10.000 (Jericó, a comunidade humana mais
antiga do mundo, surgiu em 9.000 a.C. e nada
mais era que uma vila de agricultores cercada
por muros e barro), ideias associadas à Atlântida
aparecem na literatura paracientífica, seitas
exóticas, escolas esotéricas, organizações
secretas e teorias conspiratórias. [...]
A arqueologia, no entanto, nunca
encontrou artefato ou ruína que comprove a
existência da Atlântida. Teorias que associam
as pirâmides maias às egípcias, como prova de
uma herança cultural comum, caem por terra
quando se confrontam datas de construção
dos monumentos. As egípcias foram feitas
em 2.700 a.C. O templo de Tenochtitlan foi
terminado por volta de 1.487 d.C. É possível,
entretanto, que uma vasta conspiração da
ciência oficial esteja nos escondendo a
verdade. Vai saber.
Fonte: ARAN, Edson. Conspirações. São Paulo: Geração Editorial,
2004. p. 41-2. (adaptado).
Considerando o texto “Atlântida” como
um todo e os aspectos linguísticos
da Língua Portuguesa, julgue, como
VERDADEIRO ou FALSO, os itens a
seguir.
O primeiro a falar do continente perdido
da Atlântida foi o filósofo ateniense Platão
(417-347 a.C.) nos textos Timeu e Crítias. Ele
teria ouvido a história de alguém que a ouvira
do poeta Sólon (615-535 a.C.) que, por sua vez,
a ouvira dos sacerdotes da cidade egípcia de
Sais. Segundo o relato, nove mil anos antes
da época de Sólon (mais ou menos 10.000
a.C.), a Atlântida dominava toda a costa do
Mediterrâneo. A ilha-continente ficava além
dos Pilares de Hércules (que hoje conhecemos
como o Estreito de Gibraltar), era governada
por um colegiado de dez reis e tinha sido
fundada por descendentes do titã Atlas
(daí o nome). Os atlantes, muito abusados,
resolveram escravizar todos os povos do
mundo. Os deuses ficaram furiosos e fizeram
a civilização desaparecer do mapa numa série
de terremotos e inundações.
Embora a história oficial não reconheça
a existência de uma civilização avançada em
10.000 (Jericó, a comunidade humana mais
antiga do mundo, surgiu em 9.000 a.C. e nada
mais era que uma vila de agricultores cercada
por muros e barro), ideias associadas à Atlântida
aparecem na literatura paracientífica, seitas
exóticas, escolas esotéricas, organizações
secretas e teorias conspiratórias. [...]
A arqueologia, no entanto, nunca
encontrou artefato ou ruína que comprove a
existência da Atlântida. Teorias que associam
as pirâmides maias às egípcias, como prova de
uma herança cultural comum, caem por terra
quando se confrontam datas de construção
dos monumentos. As egípcias foram feitas
em 2.700 a.C. O templo de Tenochtitlan foi
terminado por volta de 1.487 d.C. É possível,
entretanto, que uma vasta conspiração da
ciência oficial esteja nos escondendo a
verdade. Vai saber.
Fonte: ARAN, Edson. Conspirações. São Paulo: Geração Editorial,
2004. p. 41-2. (adaptado).
Considerando o texto “Atlântida” como
um todo e os aspectos linguísticos
da Língua Portuguesa, julgue, como
VERDADEIRO ou FALSO, os itens a
seguir.
O último parágrafo tem, em sua primeira
linha, a expressão “no entanto”, cuja
função é gerar uma oposição entre esse
parágrafo e os anteriores. Do mesmo modo,
a conjunção “entretanto”, utilizada nesse
mesmo parágrafo, também tem a função
de estabelecer uma oposição, mas, nesse
caso, entre ideias internas ao parágrafo.
Texto associado
Experiências parisienses
Rubinstein apoiou fortemente VillaLobos na realização de seu sonho de longa data: ir a Paris para poder, lá, dedicar-se exclusivamente a seu trabalho de composição. Para fundar o projeto em uma base realista, Rubinstein sugeriu estabelecer um plano de financiamento que foi adotado por alguns amigos de Villa-Lobos. A imprensa relatou sobre isso: “Tudo indica que é chegado o momento de encaminhar para a Europa esse formoso talento que ontem foi delirantemente aplaudido”.
Para colocar à disposição os meios necessários, o deputado Arthur Lemos apresentou uma proposta na câmara municipal de vereadores em julho de 1922 sob o título: “Para a divulgação de nossa música no exterior”. Foram pedidos 108 contos de réis – segundo a moeda de hoje, aproximadamente, 30 mil reais – para que pudessem ser realizados, ao total, 24 concertos com obras de compositores brasileiros nas capitais musicais da Europa. Já em 1912, Nepomuceno, Oswald, Braga e Nascimento haviam encaminhado uma iniciativa semelhante para o jovem compositor, muito promissor, Glauco Velásquez. O projeto contudo, fracassou, e Velásquez morreu dois anos mais tarde.
A fim de propagar seu objetivo, Villa-Lobos realizou uma série de oito concertos – quatro no Rio de Janeiro, quatro em São Paulo –, os quais ele dedicou a algumas personalidades de destacada posição social: ao presidente Epitácio Pessoa, ao vice-presidente Estácio Coimbra, ao senador Marcílio Lacerda e ao milionário Arnaldo Guinle. [...]
Apesar de todos os esforços, VillaLobos não conseguiu influenciar o ambiente no sentido intencionado. Não houve número considerável de público nem uma ressonância notável por parte da imprensa, e as personalidades importantes solicitadas também se mantiveram reservadas. O quarto concerto no Rio de Janeiro teve até mesmo de ser cancelado, já que não houve venda suficiente de ingressos. Ronald de Carvalho censurou, por conseguinte, em um artigo de jornal, a “decadência” do público no Rio de Janeiro. [...]
NEGWER, M. Villa-Lobos . O florescimento da música brasileira. São Paulo: Martins Fontes, 2009. p. 141-142. (adaptado)
Rubinstein apoiou fortemente VillaLobos na realização de seu sonho de longa data: ir a Paris para poder, lá, dedicar-se exclusivamente a seu trabalho de composição. Para fundar o projeto em uma base realista, Rubinstein sugeriu estabelecer um plano de financiamento que foi adotado por alguns amigos de Villa-Lobos. A imprensa relatou sobre isso: “Tudo indica que é chegado o momento de encaminhar para a Europa esse formoso talento que ontem foi delirantemente aplaudido”.
Para colocar à disposição os meios necessários, o deputado Arthur Lemos apresentou uma proposta na câmara municipal de vereadores em julho de 1922 sob o título: “Para a divulgação de nossa música no exterior”. Foram pedidos 108 contos de réis – segundo a moeda de hoje, aproximadamente, 30 mil reais – para que pudessem ser realizados, ao total, 24 concertos com obras de compositores brasileiros nas capitais musicais da Europa. Já em 1912, Nepomuceno, Oswald, Braga e Nascimento haviam encaminhado uma iniciativa semelhante para o jovem compositor, muito promissor, Glauco Velásquez. O projeto contudo, fracassou, e Velásquez morreu dois anos mais tarde.
A fim de propagar seu objetivo, Villa-Lobos realizou uma série de oito concertos – quatro no Rio de Janeiro, quatro em São Paulo –, os quais ele dedicou a algumas personalidades de destacada posição social: ao presidente Epitácio Pessoa, ao vice-presidente Estácio Coimbra, ao senador Marcílio Lacerda e ao milionário Arnaldo Guinle. [...]
Apesar de todos os esforços, VillaLobos não conseguiu influenciar o ambiente no sentido intencionado. Não houve número considerável de público nem uma ressonância notável por parte da imprensa, e as personalidades importantes solicitadas também se mantiveram reservadas. O quarto concerto no Rio de Janeiro teve até mesmo de ser cancelado, já que não houve venda suficiente de ingressos. Ronald de Carvalho censurou, por conseguinte, em um artigo de jornal, a “decadência” do público no Rio de Janeiro. [...]
NEGWER, M. Villa-Lobos . O florescimento da música brasileira. São Paulo: Martins Fontes, 2009. p. 141-142. (adaptado)
Considerando, ainda, o terceiro parágrafo, assinale a alternativa correta em relação ao seguinte trecho: “[...] ao presidente Epitácio Pessoa, ao vice-presidente Estácio Coimbra, ao senador Marcílio Lacerda e ao milionário Arnaldo Guinle.”
Texto associado
Atlântida
O primeiro a falar do continente perdido da Atlântida foi o filósofo ateniense Platão (417-347 a.C.) nos textos Timeu e Crítias. Ele teria ouvido a história de alguém que a ouvira do poeta Sólon (615-535 a.C.) que, por sua vez, a ouvira dos sacerdotes da cidade egípcia de Sais. Segundo o relato, nove mil anos antes da época de Sólon (mais ou menos 10.000 a.C.), a Atlântida dominava toda a costa do Mediterrâneo. A ilha-continente ficava além dos Pilares de Hércules (que hoje conhecemos como o Estreito de Gibraltar), era governada por um colegiado de dez reis e tinha sido fundada por descendentes do titã Atlas (daí o nome). Os atlantes, muito abusados, resolveram escravizar todos os povos do mundo. Os deuses ficaram furiosos e fizeram a civilização desaparecer do mapa numa série de terremotos e inundações.
Embora a história oficial não reconheça a existência de uma civilização avançada em 10.000 (Jericó, a comunidade humana mais antiga do mundo, surgiu em 9.000 a.C. e nada mais era que uma vila de agricultores cercada por muros e barro), ideias associadas à Atlântida aparecem na literatura paracientífica, seitas exóticas, escolas esotéricas, organizações secretas e teorias conspiratórias. [...]
A arqueologia, no entanto, nunca encontrou artefato ou ruína que comprove a existência da Atlântida. Teorias que associam as pirâmides maias às egípcias, como prova de uma herança cultural comum, caem por terra quando se confrontam datas de construção dos monumentos. As egípcias foram feitas em 2.700 a.C. O templo de Tenochtitlan foi terminado por volta de 1.487 d.C. É possível, entretanto, que uma vasta conspiração da ciência oficial esteja nos escondendo a verdade. Vai saber.
Fonte: ARAN, Edson. Conspirações. São Paulo: Geração Editorial, 2004. p. 41-2. (adaptado).
Considerando o segundo parágrafo
do texto “Atlântida” e os aspectos
linguísticos da Língua Portuguesa,
julgue, como VERDADEIRO ou FALSO,
os itens a seguir.
O primeiro a falar do continente perdido da Atlântida foi o filósofo ateniense Platão (417-347 a.C.) nos textos Timeu e Crítias. Ele teria ouvido a história de alguém que a ouvira do poeta Sólon (615-535 a.C.) que, por sua vez, a ouvira dos sacerdotes da cidade egípcia de Sais. Segundo o relato, nove mil anos antes da época de Sólon (mais ou menos 10.000 a.C.), a Atlântida dominava toda a costa do Mediterrâneo. A ilha-continente ficava além dos Pilares de Hércules (que hoje conhecemos como o Estreito de Gibraltar), era governada por um colegiado de dez reis e tinha sido fundada por descendentes do titã Atlas (daí o nome). Os atlantes, muito abusados, resolveram escravizar todos os povos do mundo. Os deuses ficaram furiosos e fizeram a civilização desaparecer do mapa numa série de terremotos e inundações.
Embora a história oficial não reconheça a existência de uma civilização avançada em 10.000 (Jericó, a comunidade humana mais antiga do mundo, surgiu em 9.000 a.C. e nada mais era que uma vila de agricultores cercada por muros e barro), ideias associadas à Atlântida aparecem na literatura paracientífica, seitas exóticas, escolas esotéricas, organizações secretas e teorias conspiratórias. [...]
A arqueologia, no entanto, nunca encontrou artefato ou ruína que comprove a existência da Atlântida. Teorias que associam as pirâmides maias às egípcias, como prova de uma herança cultural comum, caem por terra quando se confrontam datas de construção dos monumentos. As egípcias foram feitas em 2.700 a.C. O templo de Tenochtitlan foi terminado por volta de 1.487 d.C. É possível, entretanto, que uma vasta conspiração da ciência oficial esteja nos escondendo a verdade. Vai saber.
Fonte: ARAN, Edson. Conspirações. São Paulo: Geração Editorial, 2004. p. 41-2. (adaptado).
Considerando o segundo parágrafo
do texto “Atlântida” e os aspectos
linguísticos da Língua Portuguesa,
julgue, como VERDADEIRO ou FALSO,
os itens a seguir.