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Paciente de 69 anos, tabagista há 28, com IMC de 37, em uso de captopril há 4 anos, há 1 mês começou a fazer pequenos exercícios físicos em casa e há 10 dias tenta realizar caminhadas pelo bairro, porém não consegue. Relata dor aguda na perna direita ao andar cerca de 600 m, que logo alivia com repouso. Assinale a alternativa que apresenta o diagnóstico mais provável nesse caso.

A Trombose venosa profunda.
B Flebite em MMII.
C Miosite na perna direita.
D Doença arterial periférica.
E Insuficiência de safena parva.

Qual das seguintes afirmações sobre o uso do Doppler em ultrassonografia vascular é correta?

A No Doppler colorido, o fluxo sanguíneo que se afasta do transdutor é convencionalmente codificado em azul, enquanto o fluxo que se aproxima é codificado em vermelho, independentemente do ângulo de insonação ou da velocidade do fluxo.
B A análise da forma da onda Doppler espectral na artéria carótida interna normal tipicamente revela um padrão de baixa resistência, com fluxo contínuo durante todo o ciclo cardíaco e um pico sistólico mais baixo em comparação com a artéria carótida externa.
C O índice de resistividade (IR) é um parâmetro quantitativo derivado da forma da onda Doppler espectral, calculado como a razão entre a velocidade sistólica máxima e a velocidade diastólica mínima (IR = Vmáx / Vmín), sendo útil na avaliação da impedância vascular distal.
D O ângulo de insonação ideal para obter uma avaliação precisa da velocidade do fluxo sanguíneo utilizando o Doppler espectral deve ser o mais próximo possível de 90 graus em relação à direção do fluxo, minimizando o erro introduzido pela equação Doppler.
E A utilização de contraste ultrassonográfico microbolhas não tem impacto significativo na avaliação Doppler, pois as bolhas são grandes demais para seguir o fluxo sanguíneo em pequenos vasos.
Texto associado
Um paciente com 60 anos de idade procurou uma unidade de saúde e informou apresentar, havia três dias, dor em membro inferior associado a edema e calor local. O exame físico mostrou edema de membro inferior esquerdo, localizado abaixo do joelho, associado a calor e rubor, com a presença do sinal de Homans-Bandeira.

A partir dessa situação hipotética, julgue os itens a seguir.

A ultrassonografia com Doppler do membro inferior esquerdo pode apresentar resultado negativo se a obstrução se localizar de forma isolada em veias distais.

C Certo
E Errado

Uma senhora de 64 anos consulta-se por dor nas pernas. A dor é em peso, uma sensação de fadiga nas pernas, relacionada a momentos em que fica por longos períodos em pé. Não usa qualquer medicamento diariamente. Previamente sadia. O exame físico mostra apenas veias dilatadas e tortuosas da coxa e panturrilha visíveis e palpáveis quando o paciente está em pé. Não há edema, hiperpigmentação da pele nem fibrose. É correto afirmar que:

A elevar as pernas à noite não irá melhorar os sintomas;
B meias elásticas devem ser usadas diariamente durante o sono;
C somente o tratamento cirúrgico é eficaz, de modo que devemos referenciar a senhora ao especialista;
D há alto níveis de evidências justificando o uso de medicamentos venoativos como principal medida não cirúrgica;
E meias elásticas de compressão graduada (pressão de 20–30 mm Hg) reduzem a pressão venosa na perna e podem prevenir a progressão da doença.

Um paciente de 75 anos de idade, portador de hipertensão arterial sistêmica, diabete melito tipo II e dislipidemia, apresenta queixa de claudicação intermitente incapacitante de panturrilha direita. Durante a investigação, foi solicitado ecodoppler colorido arterial de membros inferiores, que demonstrou oclusão femoropoplítea direita, sem acometimento distal importante. Diante desses fatos, o médico assistente decidiu solicitar uma angiotomografia com contraste para programação de revascularização. Para realização desse exame nesse perfil de paciente, devido ao risco de acidose lática, é preciso ficar atento ao uso de:

A cilostazol
B losartana
C metformina
D sinvastatina
E ácido acetilsalicílico

Um homem de 62 anos, hipertenso em uso de losartana e hidroclorotiazida, chega a seu polo de espuma densa referenciado pela unidade básica, com dor, edema, varizes e dermatite ocre em membros inferiores, já classificado como CEAP IV, com exame de doppler venoso mostrando safenas magnas e parvas dilatadas e insuficientes. É indicado para tratamento por espuma densa ecoguiada como rege o fluxo da instituição local. Apesar da conduta já determinada, o residente plantonista hipocraticamente colhe a história do paciente e o examina, descobrindo que, além de hipertenso, ele é diabético e tabagista e que suas dores são típicas de claudicação intermitente com uma distância de marcha não maior que 100 metros. Seus pulsos poplíteos e tibiais são diminuídos e os pediosos, ausentes. Diante do quadro clínico em questão, é esperado que o residente:

A suspenda o protocolo e devolva o paciente à unidade básica de saúde;
B siga o tratamento com espuma densa eco guiada, conforme o protocolo, pois o paciente realmente tem indicação de fazêlo, e deixe que a unidade básica siga com a investigação arterial;
C inicie o tratamento com espuma, pois esse foi o protocolo designado pelo fluxo local, e oriente o paciente a procurar tratamento arterial;
D suspenda o tratamento venoso, oriente o paciente sobre os motivos, inicie tratamento clínico para doença arterial e devolva-o à unidade básica para seguimento adequado;
E siga o tratamento com espuma conforme o protocolo e inicie medicação para doença arterial em paralelo.

A endarterectomia, técnica aliada do cirurgião vascular, salva artérias em várias ocasiões. O local da parede arterial em que se inicia a deposição de lipídeos, dando início ao processo da formação da placa, é:

A entre a limitante elástica externa e as fibras musculares;
B entre a camada endotelial e a limitante elástica interna;
C no conjuntivo mais frouxo entre as lâminas elásticas da camada média;
D entre a limitante elástica interna e o conjuntivo frouxo da adventícia;
E entre a túnica íntima e a túnica média.

Um paciente de 28 anos de idade encontra-se em investigação para aneurisma de aorta abdominal assintomático, descoberto durante exame médico de rotina. Na anamnese o paciente refere úlceras orais dolorosas de repetição e um episódio de úlcera genital. Diante desses fatos, deve-se investigar o diagnóstico de:

A sífilis terciária;
B doença de Bueger;
C arterite de Takayasu;
D síndrome de Behçet;
E aortite mediada por IgG4.