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De acordo com o pensamento de Agostinho de Hipona, de modo especial em sua crítica ao maniqueísmo, o problema do mal não deve ser entendido como uma substância independente. Assinale a alternativa que apresenta corretamente a concepção agostiniana sobre o mal.

A O mal e o bem são princípios eternos e imutáveis, sendo equivalentes, e disputam a alma humana.
B O mal é compreendido como substância material no pensamento agostiniano, opondo-se diretamente à alma humana.
C O mal, para Agostinho de Hipona, consiste na ausência ou privação do bem, não possuindo assim existência própria.
D Pode-se afirmar que, de acordo com Agostinho, o mal é uma força natural necessária para manter o equilíbrio do universo.
E O mal é entendido, no pensamento agostiniano, como uma ilusão produzida pelos sentidos, não possuindo qualquer relação com as ações humanas.

O filósofo alemão Walter Benjamin, em seu ensaio A obra de arte na era de sua reprodutividade técnica , desenvolve o conceito de “aura” para compreender e analisar a especificidade da obra de arte em diferentes contextos sociais e históricos. Com base no pensamento de Walter Benjamin e em sua concepção de “aura”, assinale a alternativa correta.

A A “aura” corresponde à capacidade da obra de arte de ser difundida em massa, ampliando seu acesso ao público.
B A “aura” se relaciona com a singularidade da obra de arte, consistindo na valorização estética da obra apenas por sua beleza formal, independentemente de sua história.
C Compreende-se, de acordo com Walter Benjamin, que a “aura” é uma figura plural, composta de elementos especiais e atemporais.
D A “aura” é considerada a absoluta pluralidade de um ser, seja ele natural ou artístico, sua condição de exemplar diverso se oferece em um aqui e agora irrepetível.
E Walter Benjamin relaciona a “aura” com a singularidade da obra de arte, vinculada ao seu contexto e à tradição que lhe confere sentido.

De acordo com o pensamento de Kant, o conhecimento se estabelece da relação entre estruturas da razão e dados da experiência. Nesse sentido, ele distingue entre elementos dados a priori e a posteriori . De acordo com o pensamento de Kant, é correto afirmar que

A os elementos a priori são entendidos por Kant como formas de conhecimentos que recebem o conteúdo da razão.
B de acordo com a crítica kantiana, o conhecimento se estabelece inicialmente por meio de elementos a priori , que são independentes da experiência.
C pode-se dizer, a partir do pensamento kantiano, que a forma é em si um conhecimento como as ideias inatas presentes nos racionalistas.
D o conhecimento depende da experiência, fundamentalmente; já a experiência fornece conteúdos a priori .
E para Kant, conhecimento a posteriori não tem suas fontes na experiência.

Ao revisar os planejamentos de suas aulas, um professor de filosofia questiona a validade de alguns livros didáticos utilizados por ele no último ano. O docente observa que, em algumas passagens, conceitos apresentados como certos são contraditórios entre si ou baseados apenas em opiniões de poucos e antigos autores, sem evidências claras. Para resolver esse problema, ele decide aplicar os princípios do método cartesiano. Considerando esse contexto e o pensamento de Descartes, assinale a alternativa correta.

A Aplicando os métodos de Descartes, o professor deve aceitar os conteúdos do livro, que já foram validados cientificamente, os quais garantem a verdade das informações.
B O professor deve confiar nos dados sensíveis, como a percepção e a experiência cotidiana, pois não podem enganar o sujeito.
C O professor deve aplicar o método cartesiano, que é composto por quatro regras fundamentais: evidência, enumeração, síntese e análise, respectivamente.
D O professor deve priorizar os conteúdos mais complexos, deixando o mais simples para o final, conforme instrui Descartes no seu método cartesiano da síntese.
E O professor deve aplicar a dúvida radical, analisando de modo crítico cada informação, não aceitando nada como verdadeiro que não se apresente de modo claro e distinto à sua razão.

Para Kant, o dever não se manifesta como conjunto de prescrições específicas, mas como uma forma universal que orienta toda a ação moral. O imperativo categórico expressa essa forma de maneira incondicional e sem exceções. Considerando o aspecto moral presente na filosofia de Kant, assinale a alternativa correta.

A Em Kant, no imperativo categórico, a moralidade de uma ação depende da aprovação social e da conveniência individual.
B Segundo Kant, nossas ações devem ser orientadas por máximas, mas não qualquer máxima; deve ser uma máxima que, se valesse universalmente, permaneceria justa.
C Kant compreende que a norma do imperativo categórico é muito abstrata e indeterminada para constituir um guia válido e eficaz da vida moral; por isso sugere alguns dogmas que permitem, em comum com a religião, verificar se a ação está de acordo com o imperativo categórico ou não.
D O imperativo categórico vale apenas para situações em que a ação produz consequências positivas para a sociedade, sendo, portanto, condicional.
E A primeira máxima do imperativo categórico indica que a ética depende de hábitos adquiridos e das tradições culturais de cada sociedade.

Com base na filosofia de Nietzsche, assinale a alternativa correta.

A Para Nietzsche, os conceitos negativos, sobretudo aqueles que embasam os sentidos, devem ser investigados profundamente para que suas verdadeiras raízes sejam reveladas.
B O conhecimento, para Nietzsche, é fruto de um lento processo de acumulação e comprovações empíricas, tendo como finalidade a salvação dos fenômenos.
C O niilismo, para Nietzsche, tem um sentido negativo, pois reforça o pacto com a vida. Para o autor, a vida é marcada por dor e sofrimento; logo, ela não tem valor.
D O bem supremo, para Nietzsche, é a própria vida, que é expressa na vontade de potência. Trata-se da determinação de viver e da vontade de criar novos valores, de inscrever-se em uma dimensão além da do bem e do mal.
E A vontade de potência leva o indivíduo a se superar no âmbito moral, criando um novo modelo de homem ético cristão, sendo o senhor dos próprios gestos e atos.

“Bernard Williams certa vez distinguiu desejos categóricos de outros desejos. Os desejos categóricos nos dão razão para viver — eles não são estabelecidos sob a suposição de que viveremos. Os tipos de coisas que dão sentido à vida tendem a ser objetos de desejo categórico. Nós os desejamos, ao menos eu assim sugeriria, porque os consideramos valiosos. Eles não são valiosos simplesmente porque os desejamos ou simplesmente porque tornam as nossas vidas mais agradáveis” (Wolf apud Bonjour ; Baker, 2010). No trecho apresentado, a filósofa estadunidense Susan Wolf esboça ideias fundamentais para sua reflexão em torno do sentido da vida. Assinale a alternativa que melhor apresenta a interpretação que a autora propõe.

A O sentido da vida não é algo que tenha qualquer relação com os nossos desejos.
B Se nos atraímos por algo que julgamos valioso, então isso pode dar sentido à nossa vida.
C O sentido da vida está vinculado aos nossos desejos, quaisquer que sejam eles.
D Desejos categóricos dependem de nossas razões para viver.
E O sentido da vida pode ser encontrado mesmo que não tenhamos razão alguma além de nosso próprio prazer em ser atraído por algo.

“Graças à possibilidade de uma argumentação que forneça razões, mas razões não-coercitivas, é que é possível escapar ao dilema: adesão a uma verdade objetiva e universalmente válida, ou recurso à sugestão e à violência para fazer que se admitam suas opiniões e decisões” (Velasco, 2010). Tendo como ponto de partida a citação apresentada, extraída de “Educando para a Argumentação: Contribuições do Ensino de Lógica”, de Patrícia Del Nero Velasco, é correto afirmar um nexo entre

A filosofia e arte.
B filosofia e religião.
C filosofia e tecnologia
D argumentação e civilidade.
E argumentação e matemática.

Martin Heidegger opera uma importante modificação na compreensão do ser, pois, ao considerar a tradição filosófica, o pensamento heideggeriano inova ao introduzir um novo meio para a investigação ontológica. Qual é a via para a análise do ser proposta por Heidegger?

A Heurística.
B Linguagem.
C Deontologia.
D Estética.
E Política.

O Instituto de Pesquisa Social foi fundando em 1923 e marcou uma nova fase na reflexão sobre a sociedade. Também conhecido como a Escola de Frankfurt, os acadêmicos que trabalhavam no instituto acabaram por conformar um verdadeiro movimento intelectual, que foi encabeçado, em sua primeira geração, por Max Horkheimer e Theodor Adorno. Qual é a visão desses dois autores sobre a relação entre natureza e técnica no mundo contemporâneo?

A A emancipação humana está ligada ao pressuposto de uma reconciliação com a natureza.
B Cada ato de domínio sobre a natureza é um passo em direção à emancipação humana.
C A racionalidade instrumental leva o indivíduo à consciência de sua necessária emancipação.
D O desenvolvimento tecnológico não tem qualquer influência sobre a subjetividade humana.
E A emancipação coletiva da humanidade é impossível, de modo que a emancipação é um projeto e um esforço de cada indivíduo.