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[...] nunca se realizou uma obra filosófica que fosse duradoura em todas as suas partes. Por isso não se pode aprender filosofia em absoluto, porque ela ainda não existe. (Kant, 1983, p. 407.) É clássico citar Kant quando se pretende defender que não é possível ensinar a filosofia, mas sim a filosofar. Para Kant , a filosofia é um saber que está sempre incompleto, pois está sempre em movimento, sempre aberto, sempre sendo feito e se revendo e, por isso, não pode ser capturado e ensinado. Ainda, segundo Kant :

A Aprender a filosofar só pode ser feito estabelecendo um diálogo crítico com a filosofia.
B Só quem tem o natural talento filosófico pode se aventurar no entendimento completo da filosofia.
C Só filosofa quem segue os princípios universais e as tentativas filosóficas já existentes, confirmando-os sempre e nunca rejeitando-os.
D É necessário lançar-se ao “filosofar” pura e simplesmente, sem a necessidade de se esforçar na compreensão crítica da filosofia e de seus conceitos.

O conhecimento quanto às técnicas argumentativas permite o efeito persuasivo da linguagem, de maneira que se torna mais fácil o reconhecimento de falácias para o estabelecimento de um contraponto pautado no raciocínio sólido, que sustente o discurso. Um exemplo de falácia consiste em pautar o foco da atenção na pessoa em vez do argumento sustentado por ela. É correto afirmar que o ataque ao oponente em detrimento do debate argumentativo em si consiste em um exemplo de falácia conhecida como:

A Ad populum.
B Ad hominem.
C Apelo à autoridade.
D Post hoc ou causa falsa.
Órgão: Câmara Municipal de Caratinga MG Cargo: Oficial de Redação Legislativa Prova: Instituto Consulplan - Câmara Municipal de Caratinga MG - Oficial de Redação Legislativa - 2024

Em uma discussão sobre a relação entre fé e razão, o professor de filosofia propõe aos alunos uma situação hipotética: um filósofo cristão do século IV argumenta que a fé é necessária para se alcançar a verdade divina, mas que a razão, por si só, não pode compreendê-la completamente. Séculos depois, outro filósofo cristão afirma que a razão pode ser uma ferramenta para entender os mistérios da fé e que ambas, fé e razão, não são excludentes, mas complementares. Com base nessa situação hipotética, qual das afirmativas relaciona corretamente esses pensamentos filosóficos com seus respectivos autores?

A O primeiro filósofo é São Tomás de Aquino, que defendeu a supremacia da fé sobre a razão.
B O segundo filósofo é Santo Agostinho, que considerava a razão como o principal meio para entender a fé.
C O segundo filósofo é São Tomás de Aquino, que argumentava que a fé e a razão são complementares e que a razão pode ser usada para esclarecer os ensinamentos da fé.
D O primeiro filósofo é Santo Agostinho, que defendia que a fé precede a razão, mas essa pode ajudar a compreender melhor a fé; possuindo a razão um papel ilimitado, vez que é capaz de alcançar a verdade divina por si só.

Certo professor de filosofia propõe a seus alunos a seguinte situação hipotética: imagine um cientista que busca formular uma teoria sobre o comportamento da matéria. Ele afirma que apenas a razão, sem interferência dos sentidos, pode oferecer uma explicação confiável, pois os sentidos podem nos enganar. Outro cientista, no entanto, defende que somente a observação e a experiência concreta podem fundamentar uma teoria válida, uma vez que o conhecimento deve ser extraído da natureza e dos fenômenos observáveis. Com base nessa situação, assinale a afirmativa a seguir que associa corretamente as correntes filosóficas e seus representantes com os cientistas hipotéticos descritos.

A O primeiro cientista está alinhado ao empirismo de John Locke, que defendia que o conhecimento é adquirido pela experiência sensível.
B O segundo cientista segue o racionalismo de René Descartes, que acreditava que o conhecimento é obtido exclusivamente pela razão, independente dos sentidos.
C O primeiro cientista está alinhado ao racionalismo cartesiano, que defende que o conhecimento confiável é obtido pela razão, e o segundo cientista ao empirismo de Francis Bacon, que prioriza a observação empírica.
D O segundo cientista está de acordo com o criticismo de Kant, que propõe que tanto a razão quanto a experiência são necessárias para a construção do conhecimento, enquanto o primeiro cientista segue o idealismo de Hegel, que nega a importância dos sentidos.

Ética e moral são conceitos relacionados, mas com distinções fundamentais. Com base no estudo de ética e moral, assinale a afirmativa correta.

A Ética e moral são sinônimos que podem ser usados indistintamente.
B A moral é universal e imutável; a ética é subjetiva e varia entre os indivíduos.
C A ética é a reflexão filosófica sobre os fundamentos das normas morais; a moral é a prática cotidiana dessas normas.
D A ética refere-se às normas concretas de conduta em uma sociedade; a moral trata de reflexões filosóficas sobre essas normas.

Durante um debate filosófico, certo estudante argumentou: “o objetivo da lógica é organizar o pensamento humano, garantindo que ele seja claro e livre de contradições. Contudo, fiquei em dúvida sobre a diferença entre lógica formal e lógica simbólica”. Com base nos conceitos de lógica formal e lógica simbólica, assinale a afirmativa correta.

A A lógica formal e a lógica simbólica são sinônimas, já que ambas utilizam símbolos para expressar a validade dos argumentos.
B A lógica simbólica analisa o conteúdo dos argumentos em contextos históricos; a lógica formal utiliza exclusivamente a linguagem verbal.
C A lógica simbólica está restrita aos estudos matemáticos; a lógica formal analisa argumentos com base na interpretação subjetiva do conteúdo.
D A lógica formal analisa a estrutura dos argumentos sem considerar o conteúdo; a lógica simbólica emprega símbolos matemáticos para analisar argumentos de maneira mais precisa.

Sobre a lógica aristotélica, considere o seguinte silogismo: 1. Todo ser humano é mortal. 2. Sócrates é um ser humano. 3. Logo, Sócrates é mortal. Assinale a alternativa que explica corretamente o silogismo apresentado.

A É válido, mas a conclusão é desnecessária, já que Sócrates é um caso particular.
B É inválido, pois a conclusão generaliza a mortalidade para todos os seres humanos.
C É inválido, pois não apresenta evidências empíricas que comprovem a premissa inicial.
D É válido, pois segue as regras da lógica aristotélica, onde a conclusão deriva das premissas universais e particulares.

Joana é professora de filosofia e propôs aos seus alunos uma reflexão sobre a diferença entre lógica e dialética. Ela explicou que a lógica formal se concentra na estrutura dos argumentos e a dialética tem um objetivo mais amplo. Com base na relação entre lógica e dialética, assinale a afirmativa correta.

A A lógica e a dialética são sinônimas, pois ambas focam na análise da forma dos argumentos.
B A lógica e a dialética tratam exclusivamente de discussões políticas, limitando-se a debates sobre o poder e a justiça.
C A dialética é uma extensão da lógica simbólica que utiliza símbolos matemáticos para refutar argumentos inconsistentes.
D A lógica busca identificar a validade formal dos argumentos; a dialética explora a interação entre ideias opostas para gerar sínteses.

Sobre a ética cristã, que introduziu uma nova perspectiva na história da filosofia centrada nos valores ensinados por Jesus Cristo, assinale a afirmativa correta.

A É exclusivamente voltada para recompensas divinas após a morte, sem impacto na vida terrena.
B Rejeita completamente os valores da moralidade humana e valoriza apenas as normas religiosas.
C Considera o sofrimento humano uma condição natural, devendo ser aceito sem questionamentos.
D Baseia-se na ideia de que os seres humanos devem buscar o bem comum e respeitar a dignidade de todos.

O imperativo categórico é um princípio moral que deve ser universal e independente de interesses pessoais. Com base no pensamento ético de Kant, é correto afirmar que o imperativo categórico:

A Rejeita completamente o uso da razão, valorizando apenas as emoções humanas.
B Afirma que todas as ações morais devem ter como objetivo a felicidade individual.
C Fundamenta-se na ideia de que a moralidade é relativa e depende do contexto cultural.
D Exige que as ações sejam válidas como lei universal, independente de circunstâncias e interesses pessoais.