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[...] nunca se realizou uma obra filosófica que fosse duradoura em todas as suas partes. Por isso não se pode aprender filosofia em absoluto, porque ela ainda não existe. (Kant, 1983, p. 407.) É clássico citar Kant quando se pretende defender que não é possível ensinar a filosofia, mas sim a filosofar. Para Kant , a filosofia é um saber que está sempre incompleto, pois está sempre em movimento, sempre aberto, sempre sendo feito e se revendo e, por isso, não pode ser capturado e ensinado. Ainda, segundo Kant :

A Aprender a filosofar só pode ser feito estabelecendo um diálogo crítico com a filosofia.
B Só quem tem o natural talento filosófico pode se aventurar no entendimento completo da filosofia.
C Só filosofa quem segue os princípios universais e as tentativas filosóficas já existentes, confirmando-os sempre e nunca rejeitando-os.
D É necessário lançar-se ao “filosofar” pura e simplesmente, sem a necessidade de se esforçar na compreensão crítica da filosofia e de seus conceitos.

O conhecimento quanto às técnicas argumentativas permite o efeito persuasivo da linguagem, de maneira que se torna mais fácil o reconhecimento de falácias para o estabelecimento de um contraponto pautado no raciocínio sólido, que sustente o discurso. Um exemplo de falácia consiste em pautar o foco da atenção na pessoa em vez do argumento sustentado por ela. É correto afirmar que o ataque ao oponente em detrimento do debate argumentativo em si consiste em um exemplo de falácia conhecida como:

A Ad populum.
B Ad hominem.
C Apelo à autoridade.
D Post hoc ou causa falsa.
Órgão: Câmara Municipal de Caratinga MG Cargo: Oficial de Redação Legislativa Prova: Instituto Consulplan - Câmara Municipal de Caratinga MG - Oficial de Redação Legislativa - 2024

Thomas Kuhn, em seu livro A Estrutura das Revoluções Científicas, afirma que “um paradigma é o que os membros de uma comunidade científica compartilham, e, inversamente, uma comunidade científica consiste em homens que compartilham um paradigma”. (KUHN, Thomas S.; FOUCAULT, Michel. A Estrutura das Revoluções Científicas e Outros Ensaios. São Paulo: Editora Perspectiva, 2000, p. 176.) Com base nessa definição, qual das alternativas a seguir melhor descreve o conceito de paradigma científico?

A Paradigmas são apenas métodos de pesquisa, sem influência sobre as teorias ou a prática científica.
B O conceito de paradigma não é relevante para a ciência, pois a ciência se baseia em métodos e não em crenças ou valores.
C Um paradigma é um conjunto fixo de teorias que nunca muda e que é aceito por todos os cientistas em uma área específica.
D Um paradigma é um conjunto de crenças, valores e técnicas que são aceitos pela comunidade científica e que orientam a pesquisa até que uma nova descoberta provoque uma revolução científica.

A beleza é a manifestação sensível da ideia. (HEGEL, Georg Wilhelm Friedrich. Estética: A Ideia e o Ideal. São Paulo: Editora Martins Fontes, 1997, p. 42.) Com base na citação de Hegel , melhor representa a concepção de beleza na arte, segundo a filosofia idealista:

A É subjetiva e depende exclusivamente do gosto individual de quem observa a obra.
B Trata-se de uma característica objetiva que pode ser medida e avaliada com precisão em qualquer obra de arte.
C Deve ser entendida como uma imitação da natureza, e seu valor depende de quão fielmente a obra reproduz o mundo natural.
D Refere-se à manifestação de uma ideia universal e, portanto, possui um caráter objetivo, embora se manifeste de maneira sensível.

Em uma discussão sobre a relação entre fé e razão, o professor de filosofia propõe aos alunos uma situação hipotética: um filósofo cristão do século IV argumenta que a fé é necessária para se alcançar a verdade divina, mas que a razão, por si só, não pode compreendê-la completamente. Séculos depois, outro filósofo cristão afirma que a razão pode ser uma ferramenta para entender os mistérios da fé e que ambas, fé e razão, não são excludentes, mas complementares. Com base nessa situação hipotética, qual das afirmativas relaciona corretamente esses pensamentos filosóficos com seus respectivos autores?

A O primeiro filósofo é São Tomás de Aquino, que defendeu a supremacia da fé sobre a razão.
B O segundo filósofo é Santo Agostinho, que considerava a razão como o principal meio para entender a fé.
C O segundo filósofo é São Tomás de Aquino, que argumentava que a fé e a razão são complementares e que a razão pode ser usada para esclarecer os ensinamentos da fé.
D O primeiro filósofo é Santo Agostinho, que defendia que a fé precede a razão, mas essa pode ajudar a compreender melhor a fé; possuindo a razão um papel ilimitado, vez que é capaz de alcançar a verdade divina por si só.

Certo professor de filosofia propõe a seus alunos a seguinte situação hipotética: imagine um cientista que busca formular uma teoria sobre o comportamento da matéria. Ele afirma que apenas a razão, sem interferência dos sentidos, pode oferecer uma explicação confiável, pois os sentidos podem nos enganar. Outro cientista, no entanto, defende que somente a observação e a experiência concreta podem fundamentar uma teoria válida, uma vez que o conhecimento deve ser extraído da natureza e dos fenômenos observáveis. Com base nessa situação, assinale a afirmativa a seguir que associa corretamente as correntes filosóficas e seus representantes com os cientistas hipotéticos descritos.

A O primeiro cientista está alinhado ao empirismo de John Locke, que defendia que o conhecimento é adquirido pela experiência sensível.
B O segundo cientista segue o racionalismo de René Descartes, que acreditava que o conhecimento é obtido exclusivamente pela razão, independente dos sentidos.
C O primeiro cientista está alinhado ao racionalismo cartesiano, que defende que o conhecimento confiável é obtido pela razão, e o segundo cientista ao empirismo de Francis Bacon, que prioriza a observação empírica.
D O segundo cientista está de acordo com o criticismo de Kant, que propõe que tanto a razão quanto a experiência são necessárias para a construção do conhecimento, enquanto o primeiro cientista segue o idealismo de Hegel, que nega a importância dos sentidos.

Em uma reunião pedagógica, um grupo de professores discute diferentes teorias filosóficas sobre a relação entre o Estado e a liberdade individual. Um dos professores argumenta que, em certos contextos, a centralização do poder é necessária para garantir a ordem e evitar o caos. Outro professor contrapõe dizendo que a separação dos poderes é fundamental para proteger a liberdade e evitar o abuso de autoridade. Um terceiro professor menciona que, para garantir a verdadeira liberdade, é preciso que a sociedade atue de acordo com uma vontade coletiva, enquanto um quarto professor ressalta a importância de garantir os direitos naturais do indivíduo, com o Estado desempenhando um papel limitado. Com base nos pensamentos políticos de Maquiavel, Hobbes, Locke, Rousseau, Kant, Hegel e Marx, assinale a afirmativa que reflete a filosofia de Montesquieu sobre o equilíbrio entre liberdade e poder estatal.

A Sustenta que o Estado deve centralizar o poder em um soberano absoluto para garantir a ordem e a segurança, pois, sem essa centralização, a sociedade estaria em constante risco de anarquia e caos.
B Afirma que a verdadeira liberdade só pode ser alcançada quando os indivíduos submetem suas vontades à vontade geral, que expressa o interesse comum, sendo o Estado um reflexo direto dessa vontade.
C Acredita que a liberdade é garantida pelo respeito aos direitos naturais dos indivíduos, como vida, liberdade e propriedade, e que o Estado deve existir apenas para proteger esses direitos, sem intervir além do necessário.
D Defende que a liberdade individual só pode ser preservada em um Estado com separação de poderes, onde Executivo, Legislativo e Judiciário atuam de forma independente, impedindo que o poder se concentre em uma única instituição, o que poderia levar ao despotismo.

Durante uma aula sobre teorias filosóficas, o professor apresenta a seguinte situação para discussão: em uma sociedade fictícia, as classes trabalhadoras lutam contra as elites dominantes para conquistar melhores condições de vida. No entanto, essa luta não é apenas econômica, mas também envolve questões culturais, sociais e políticas, que são influenciadas pelos modos de produção dessa sociedade. Em outro momento da discussão, o professor propõe uma reflexão sobre a experiência subjetiva dos indivíduos e como o mundo se apresenta a eles, sugerindo que a consciência do ser humano é formada a partir da sua relação direta com o mundo, sem mediações externas. Com base na situação apresentada, qual das afirmativas a seguir associa corretamente as correntes filosóficas com os exemplos fornecidos pelo professor?

A A primeira parte da discussão reflete o materialismo histórico e dialético de Karl Marx, enquanto a segunda parte está alinhada ao existencialismo de Jean-Paul Sartre, que valoriza a liberdade individual acima de todas as determinações históricas.
B A primeira parte da discussão se relaciona à fenomenologia de Heidegger, que explora a existência e a angústia humana, enquanto a segunda parte reflete o materialismo dialético de Engels, que defende a interpretação econômica da história.
C A primeira parte da discussão está relacionada à fenomenologia de Edmund Husserl, que foca na experiência direta do sujeito, enquanto a segunda parte reflete o materialismo histórico de Karl Marx, com ênfase nas transformações sociais e econômicas.
D A primeira parte da discussão está de acordo com o materialismo histórico e dialético de Karl Marx, que enfatiza a luta de classes e as condições materiais da produção, enquanto a segunda parte está alinhada à fenomenologia de Edmund Husserl, que valoriza a experiência subjetiva do ser.

Durante uma reunião pedagógica, os professores de uma escola discutem os desafios do processo de ensino-aprendizagem no contexto da pós-modernidade. Um deles levanta a questão de que, na atual era pós-moderna, os alunos tendem a questionar a autoridade do conhecimento tradicional e buscam por abordagens mais flexíveis e adaptáveis ao seu contexto social. Outro professor sugere que as novas tecnologias e a pluralidade de informações fragmentam o conhecimento, dificultando o papel do professor como mediador. Um terceiro professor acredita que o conceito de “verdade única” está sendo substituído por uma multiplicidade de perspectivas, o que exige que o professor adote uma postura mais crítica e reflexiva em sala de aula. Com base nas teorias filosóficas da pós-modernidade, qual afirmativa melhor reflete os desafios enfrentados pelos professores no processo de ensino-aprendizagem?

A Na pós-modernidade, os alunos aceitam o conhecimento tradicional de forma acrítica, e o papel do professor é essencialmente o de transmitir informações sem contestação.
B A era pós-moderna reforça a noção de uma verdade única, onde o professor deve orientar os alunos a aceitarem e compreenderem o conhecimento preestabelecido pelas instituições tradicionais.
C A pós-modernidade exige que o professor adote uma postura flexível, crítica e reflexiva, reconhecendo que o conhecimento é fragmentado e que os alunos estão expostos a múltiplas perspectivas e informações.
D O processo de ensino-aprendizagem na pós-modernidade torna-se obsoleto, uma vez que os alunos podem acessar todas as informações necessárias por meio da tecnologia, eliminando a necessidade do professor como mediador do conhecimento.

Imagine a seguinte situação hipotética: em uma escola pública, os professores estão organizando um debate sobre a natureza do poder e a formação dos governos. Durante o debate, um deles afirma que o Estado deve ser construído com base no consenso entre os cidadãos, permitindo que todos participem ativamente das decisões coletivas. Outro professor discorda, dizendo que o poder deve ser exercido em benefício da classe trabalhadora, visando à abolição da propriedade privada para promover igualdade. Um terceiro professor menciona que o poder deve se concentrar em um soberano forte para evitar a desordem, já que a natureza humana tende ao conflito. Finalmente, um quarto professor argumenta que a liberdade só pode ser preservada se o poder for dividido entre várias instituições. Com base nas ideias dos filósofos Maquiavel, Hobbes, Locke, Montesquieu, Rousseau, Kant e Hegel, a visão de Karl Mar, resumidamente, sobre a natureza do poder e da sociedade:

A Sustenta que o poder deve ser dividido entre o Executivo, Legislativo e Judiciário, de modo a garantir a liberdade individual e evitar o abuso de autoridade.
B Acredita que a sociedade deve ser organizada em torno da vontade geral, na qual os cidadãos obedecem às leis que eles próprios criaram em benefício do interesse coletivo.
C Argumenta que o Estado ideal é aquele que centraliza o poder em um soberano absoluto, pois sem essa centralização, a sociedade estaria em constante risco de conflitos e desordem.
D Defende que o poder deve ser exercido pela classe trabalhadora, com o objetivo de abolir a propriedade privada e superar as desigualdades criadas pelo sistema capitalista, resultando na construção de uma sociedade sem classes.