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Questões de Comunicação Social da CONSULPLAN

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Os debates a respeito da definição do objeto de estudo em comunicação frequentemente oscilam entre duas posturas extremas: de um lado, a visão que reduz o fenômeno comunicacional a determinados equipamentos ou meios; de outro, a ideia de que praticamente tudo seria comunicação, diluindo seu significado em excesso de abrangência. Ao mesmo tempo, existe uma perspectiva que valoriza os processos e as relações simbólicas entre indivíduos, vendo a comunicação como algo que atravessa toda a vida social, mas sem cair no “tudo é comunicação”. Nesse contexto, surgem questionamentos sobre como melhor delimitar o fenômeno, de modo que ele não seja nem encarado apenas como ferramenta tecnológica ou atividade profissional, nem como um conceito tão amplo que perca seu poder explicativo. A respeito da maneira de conceituar o objeto da comunicação, assinale a alternativa que melhor sintetiza uma visão que evite tanto a simplificação quanto a generalização excessiva.

A Concentrar-se exclusivamente nos dispositivos tecnológicos de difusão de mensagens, pois eles são a manifestação mais concreta do fenômeno comunicacional.
B Definir o objeto com base apenas na evolução histórica dos sistemas de mídia, pois é a transformação desses sistemas que garante identidade à área de comunicação.
C Afirmar que qualquer prática humana é comunicação, sem a necessidade de recortes ou delimitações, dado que todos os processos sociais podem ser compreendidos como troca simbólica.
D Compreender o fenômeno comunicacional como processos e práticas de interação que criam vínculos sociais e significados, considerando tanto as formas empíricas quanto o modo de recortá-las conceitualmente.

A convergência de mídias é uma dinâmica que redefine as relações entre mídia, cultura e sociedade no contexto contemporâneo. Considere que um grande portal de notícias enfrenta o desafio de produzir e distribuir conteúdos em múltiplos canais, buscando alcançar diferentes segmentos do público. Os jornalistas se questionam sobre como criar narrativas que incentivem a participação ativa dos leitores, indo além da simples republicação do mesmo material em várias plataformas. Nesse contexto, a equipe de redação precisa definir estratégias que considerem a convergência de mídias, conforme discutida na teoria de Henry Jenkins, para potencializar tanto a experiência do público quanto a relevância das pautas. Diante dessa situação, qual abordagem se alinha adequadamente aos princípios da convergência de mídias, considerando as transformações culturais e práticas participativas?

A Criar conteúdos idênticos para cada canal de distribuição, priorizando velocidade e volume de publicações, ainda que o público não seja estimulado a interagir ou cocriar.
B Reformular os conteúdos para cada plataforma, mas manter a participação do público restrita a comentários mediados pelos editores, garantindo o controle total sobre as narrativas.
C Desenvolver formatos interativos e complementares para cada plataforma, promovendo colaboração do público na construção das narrativas, de modo que a história se expanda em múltiplos suportes.
D Centralizar toda a produção em um meio principal (por exemplo, o site), relegando redes sociais e aplicativos a canais secundários de mera divulgação, sem permitir adaptações ou envolvimento ativo dos usuários.

A expressão “comunicação pública” tem sido cada vez mais discutida no contexto contemporâneo, pois diz respeito à forma como informações de interesse comum circulam entre governos, sociedade, mercado e demais atores sociais. Em contraste com estratégias de marketing ou propaganda, a comunicação pública busca servir ao coletivo, favorecendo a transparência, a participação cidadã e a responsabilização. No entanto, seus limites e propósitos nem sempre são claros, gerando interpretações distintas sobre como efetivamente colocá-la em prática. Com base nisso, melhor reflete o propósito central e implicações práticas da comunicação pública:

A Trata-se de um instrumento para mobilizar apoio às políticas oficiais, priorizando a difusão de mensagens governamentais e legitimando campanhas institucionais.
B Consiste em uma técnica de padronização de informações para garantir que o conteúdo divulgado à população siga critérios uniformes de controle e coordenação política.
C É voltada ao alinhamento dos interesses mercadológicos com os discursos oficiais, concentrando-se, sobretudo, na manutenção da imagem de organizações públicas e privadas.
D Busca estabelecer canais de diálogo que acolham diferentes perspectivas de interesse comum, promovendo transparência, accountability e participação cidadã efetiva, sem se restringir a fins exclusivamente eleitorais ou mercadológicos.

A noção de “convergência de mídias”, formulada por Henry Jenkins, envolve muito mais do que a fusão de tecnologias. Refere-se a um cenário contemporâneo em que diferentes meios de comunicação, práticas culturais e tecnologias se entrelaçam, transformando a forma como as pessoas produzem, consomem e interagem com conteúdos. Para o jornalismo, essa convergência traz desafios e oportunidades, pois exige narrativas articuladas, participação ativa do público e capacidade de pensar diferentes linguagens e suportes. Com base no conceito de convergência de mídias, assinale a alternativa que reflete os elementos fundamentais desse fenômeno.

A A convergência consiste na sobreposição de plataformas tecnológicas, unificando todos os formatos midiáticos em um único dispositivo, mantendo o modo como produtores e públicos se relacionam.
B Refere-se a um movimento de retorno aos formatos tradicionais de comunicação, adaptando-os minimamente ao meio digital e mantendo o público em uma posição essencialmente receptora dos conteúdos.
C É um fenômeno essencialmente mercadológico que prioriza apenas estratégias de distribuição multiplataforma, mas não interfere na forma como as narrativas são desenvolvidas nem na dinâmica de participação dos consumidores.
D Implica uma transformação cultural em que o conteúdo circula por múltiplos canais e em que o público participa ativamente da produção, remixando e complementando narrativas em diferentes suportes, de modo a redefinir a relação entre produtores e consumidores.
Texto associado
O câncer cada vez mais próximo da cura Ao realizar uma pesquisa breve no portal de periódicos da Capes, uma das principais referências nacionais no que se refere aos acervos das produções acadêmicas, é possível notar que há 203 resultados para o termo cura do câncer somente nos últimos dois anos. Isso nos ajuda a pressupor uma ideia óbvia: há um desejo incontido dos pesquisadores por tratamentos que tornem o câncer bem menos letal. Os tratamentos convencionais, principalmente a radioterapia e a quimioterapia, dão uma contribuição importante, mas esbarram fortemente em efeitos colaterais que comprometem a qualidade de vida do paciente durante o combate ao tumor. Minimizar esse sofrimento e potencializar as chances de cura são, portanto, duas estratégias sobre as quais a ciência se debruça todos os dias. Uma das respostas mais importantes nesse sentido, se não a mais, vem sendo o CAR-T Cell. A técnica é uma revolução na imunoterapia e no combate a alguns tipos de câncer, especialmente a leucemia linfoblástica aguda (LLA), o linfoma não-Hodgkin (LNH) e o mieloma múltiplo. O tratamento consiste na extração de algumas células T, que atuam no sistema imunológico, do próprio paciente. Essas células são então programadas para combater as células cancerígenas, e na sequência são reinseridas no corpo do paciente. Há uma multiplicação de casos de pacientes que simplesmente se livraram do câncer. Um deles ganhou recentemente uma atenção ampla nos sites de notícias nacionais. Um brasileiro de 61 anos, diagnosticado com linfoma não-Hodgkin, já havia passado por 45 sessões de quimioterapia sem sucesso, e estava prestes a ser conduzido a cuidados paliativos. Depois de se submeter à imunoterapia com CAR-T Cell, o câncer simplesmente desapareceu. O grande salto da ciência hoje em relação ao tratamento é sua expansão para outros tipos de câncer. O procedimento é visto como a grande esperança contra os tumores sólidos, como de próstata, de mama e de cérebro. Se a cura do câncer figura entre os temas recorrentes da Capes, não podemos nos furtar de dizer que alguma parte desse acervo é composta também por produções científicas que tratam dos avanços do CAR-T Cell para novas fronteiras. Hoje, esses estudos se debruçam principalmente sobre a genética do câncer. Grosseiramente, é como se a ciência estivesse produzindo um manual de instruções sobre cada câncer para, através dessa imunoterapia, reprogramar as células T para atacar pontualmente o problema identificado no seu organismo de origem. É possível classificar, portanto, como uma tendência as chances de já nos próximos anos esse tratamento ser expandido para novos tipos de tumores que hoje ainda não estão no radar da ciência. O CAR-T Cell é um procedimento que pode levar à cura do câncer. E isso leva a comunidade científica a alimentar a esperança de que a profusão de relatos favoráveis à cura logo serão o tema principal das produções acadêmicas neste campo. Quem viver verá. (Guilherme Muzzi. Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/opiniao. Acesso em: fevereiro de 2025.)

Considerando as informações e ideias trazidas ao texto, analise as afirmativas a seguir.

I. Os tratamentos, considerados convencionais, passam a demonstrar comprometimento em sua eficácia diante dos avanços tecnológicos.

II. Há estratégias argumentativas utilizadas no texto para o fortalecimento e a construção da argumentação quanto à apresentação da prática de tratamento inovador no combate ao câncer.

III. A técnica denominada “CAR-T Cell” apresenta-se como uma forma inovadora e eficaz de combater alguns tipos de câncer, mostrando-se como uma alternativa aos tratamentos anteriores à sua prática. Está correto o que se afirma em

A I, II e III.
B I e II, apenas.
C I e III, apenas.
D II e III, apenas.

O melhor caminho para uma prática eficiente de assessoria de imprensa é construir relacionamentos éticos e sólidos com os jornalistas. (MAFEI, Maristela. 2004.) No que se refere às boas práticas do relacionamento assessor e jornalista, assinale a afirmativa INCORRETA.

A O assessor deve evitar o follow up após o envio do release.
B A apuração e checagem dos fatos é responsabilidade também do assessor.
C O assessor de imprensa precisa ter “tino” de repórter dentro da organização para levantar pautas que sejam atraentes e de interesse público.
D O assunto da divulgação pode ter várias ênfases, por isso o assessor deve estar atento às diversas editorias que poderiam se interessar pela pauta, adequando os releases de forma que fiquem atrativos a cada uma delas.

Assim como a melhor maneira de enfrentar crises é gerenciar riscos, estar preparado, capacitar fontes e porta-vozes para interagir com jornalistas é investimento de retorno certo para criar e fortalecer uma cultura de comunicação e obter resultados mais efetivos. (DUARTE, Jorge, 2018.) Trata-se do principal objetivo do media training em uma organização:

A Desenvolver materiais gráficos para apoiar as declarações feitas pelos porta-vozes em entrevistas.
B Melhorar as habilidades de redação dos porta-vozes para garantir maior clareza nos comunicados à imprensa.
C Ensinar os porta-vozes a responder de maneira eficaz e a se comportar adequadamente durante as entrevistas com a mídia.
D Proporcionar treinamento técnico para os jornalistas, a fim de que compreendam melhor os produtos e serviços da empresa.

Uma empresa está bem se seus produtos encontram receptividade no mercado. Produtos competitivos estão relacionados com empregados felizes. Tudo junto forma uma imagem positiva da empresa. E o principal objetivo da comunicação interna é manter essa cadeia de felicidade. Relações interpessoais criam um clima de alto astral no interior da empresa e favorecem a consecução da qualidade total de produtos e serviços. (TOMASI, Carolina; MEDEIROS, João B. Comunicação Empresarial. 5. Ed. Rio de Janeiro: Atlas, 2019.) A principal função da comunicação interna em uma organização é:

A Minimizar o uso de tecnologias digitais, priorizando a comunicação face a face entre os colaboradores.
B Estabelecer regras rígidas de comunicação entre os diferentes níveis hierárquicos, com foco no controle de informações.
C Garantir que os líderes da empresa se comuniquem exclusivamente com o público externo para manter a imagem corporativa.
D Facilitar o fluxo de informações entre os colaboradores, promovendo o alinhamento dos objetivos organizacionais e a integração entre os setores.

As Tecnologias Digitais de Informação e Comunicação (TDIC) estão facilitando cada vez mais o acesso e a produção de informações e, em virtude disso, têm mudado a forma como nos comunicamos. Essas alterações em nosso cotidiano não se dão apenas no nível pessoal, mas também em diferentes profissões, especialmente naquelas ligadas ao mundo da comunicação. As assessorias de imprensa são um exemplo de organizações que foram impactadas por esse contexto digital, tendo que incorporar novas rotinas e práticas como a produção audiovisual e a comunicação móvel. No contexto das assessorias de imprensa, a utilização de conteúdo audiovisual é uma estratégia importante para ampliar a visibilidade de informações. Sobre as vantagens significativas do uso de conteúdos audiovisuais nas ações de comunicação de uma assessoria, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.

( ) Ser sempre mais barato do que os outros formatos de comunicação.

( ) Reduzir a necessidade de uma estratégia de comunicação integrada em vídeos e imagens.

( ) Permitir maior agilidade na transmissão da mensagem e um maior impacto na audiência. A sequência está correta em

A V, V, V.
B V, V, F.
C F, F, V.
D F, F, F.

A obtenção do desenvolvimento econômico implica, atualmente, a conscientização sobre a importância da responsabilidade social. Trata-se de uma prática a ser incorporada por agentes como o Estado, a iniciativa privada e a cidadania em geral, e que deve estar articulada rumo a uma harmonia internacional, uma vez que as ações humanas, independentemente de onde sejam desencadeadas, produzem impactos sociais. A responsabilidade social pressupõe um comportamento que:

A Torne o Estado mais paternalista e intervencionista em relação às leis do mercado.
B Contribua para o desenvolvimento sustentável, para a saúde e o bem-estar da sociedade.
C Unifique recursos entre instituições para que respondam solidariamente por suas finanças.
D Democratize a propriedade privada a partir do estabelecimento de um modo de vida cooperativo entre as pessoas.