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“Fotografias são onipresentes: coladas em álbuns, reproduzidas em jornais, expostas em vitrines, paredes de escritórios, afixadas contra muros sob forma de cartazes, impressas em livros, latas de conservas, camisetas. O que significam tais fotografias?” (Flusser,

V. Filosofia da Caixa Preta . São Paulo: Annablume, 2011, p. 51). “Com a fotografia, o valor de culto começa a recuar, em todas as frentes, diante do valor de exposição. Mas o valor de culto não se entrega sem oferecer resistência. Sua última trincheira é o rosto humano. Não é por acaso que o retrato era o principal tema das primeiras fotografias”. (Benjamin, W. A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica. In Benjamin, W. Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1994, p. 174) Avalie as seguintes afirmações:

I. Ao tratar da noção de aura como um elemento também próprio da fotografia, Benjamin vê com otimismo essa nova forma de obra de arte, pois ainda está munida de aura.

II. Benjamin pensa o valor deculto e o valor de exposição das imagenstécnicas. Flusser, em suaperspectiva, considera afotografia como produções automáticas,mediada por aparelhoscodificadores.

III. Flusser analisa positivamente a mediação técnica da fotografia, ao contrário de Benjamin, que considera tal mediação decadente.

IV. Vilém Flusser, ao pensar a fotografia como imagem produzida e distribuída por aparelho, evidencia a influência do pensamento de Walter Benjamin, ao considerar a imagem fotográfica como a primeira imagem técnica. Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.

A I e II.
B II e III.
C III e IV.
D I e III.
E II e IV.

“A virtude é, pois, uma disposição de caráter relacionada com a escolha e consistente numa mediania, isto é, a mediania relativa a nós, a qual é determinada por um princípio racional próprio do homem dotado de sabedoria prática. E é um meio-termo entre dois vícios, um por excesso e outro por falta; pois que, enquanto os vícios ou vão muito longe ou ficam aquém do que é conveniente no tocante às ações e paixões, a virtude encontra e escolhe o meio-termo. E assim, no que toca à sua substância e à definição que lhe estabelece a essência, a virtude é uma mediania; com referência ao sumo bem e ao mais justo, é, porém, um extremo. (Aristóteles. Ética a Nicômaco. São Paulo, Abril, 1989, 1107ª). Aristóteles contribui com a reflexão ética a partir da consideração da virtude como um elemento próprio da vida prática. Assim, a partir da passagem acima, o que poderíamos afirmar sobre a virtude?

A Por isso, a virtude não poderia ser pensada fora da vida prática ou práxis, pois ela pode ser ensinada.
B A virtude manifesta-se no equilíbrio nas ações dos indivíduos, tendo em vista a comunidade da qual fazem parte e, por conseguinte, a tornam também virtuosa.
C Aristóteles abriu escolas de ensino de ética, tendo em vista a necessidade de ensinar a mediania.
D Da mesma forma que podemos aprender um ofício de produção artesanal, também podemos aprender a ser éticos, conforme os ensinamentos de Aristóteles.
E A partir do equilíbrio nos vícios, também podemos ser virtuosos.

Thomas Kuhn é conhecido por sua filosofia da ciência que considera a estrutura das revoluções científicas, com grande destaque para o conceito de paradigma. Assim, o que significa paradigma para o autor?

A É uma abstração, distante da realidade dos laboratórios, que não necessariamente tem relação com o trabalho científico concreto.
B Como não é obrigado a ser seguido, o paradigma aparece como um modelo alternativo à comunidade científica.
C É algo que não tem relação com a prática científica.
D São modelos que se caracterizam por serem cumulativos do ponto de vista do conhecimento científico.
E É um modelo de prática científica compartilhado pela comunidade científica, no tocante a sua forma de fazer ciência. Por isso, aparece como a caracterização básica de uma comunidade.

David Hume (1711-1776) é um dos principais autores da tradição empirista. A publicação do Tratado sobre a natureza humana, em 1739, traz os traços fundamentais de sua filosofia, levando o empirismo às últimas consequências. Como se caracteriza o empirismo de Hume?

A Hume era considerado cético, mas sua crítica à subjetividade cartesiana e à causalidade não prejudicavam o entendimento empirista do mundo natural.
B Se no empirismo humeano, as ideias têm sua origem na impressão sensível, então não há nada no eu que não sejam as impressões sensíveis.
C Pela lembrança e não pela memória, o eu é garantido, pois depende da experiência exterior ao mesmo eu para se constituir.
D Como as percepções não variam de acordo com a experiência, então a unidade e a permanência da razão não dependem da experiência.
E Para Hume a razão é um feixe de ideias e não percepções.

“Três questões podem ser formuladas sobre a existência de Deus: 1. A existência de Deus é uma verdade evidente? 2. A existência de Deus pode ser demonstrada? 3. Deus existe?”. (Aquino, Santo Tomás. Suma Teológica, I, questão 2, art.1). A questão da existência de Deus é central na filosofia cristã, no tocante às provas da existência de Deus pela razão.

A As cinco vias de Santo Tomás de Aquino consistem em provas irrefutáveis que Deus existe.
B O entendimento de Deus previsto nas provas partem da consideração do cosmo como criação divina.
C Para Santo Tomás, a razão procura demonstrar a seu modo o que a fé anteriormente incutiu na alma humana, como um caminho para a fé cristã.
D As marcas do Criador em sua Criação só é possível pela fé revelada.
E O mundo natural não é objeto de reflexão, pois Deus não está na natureza.

De acordo com os estudos de lógica e semiótica de Charles Pierce, relacione as colunas e assinale a alternativa que apresenta a sequência correta. 1. Primeiridade. 2. Secundidade. 3. Terceiridade.

( ) Símbolo.

( ) Ícone.

( ) Índice.

A 1 – 2 – 3.
B 3 – 2 – 1.
C 3 – 1 – 2.
D 2 – 1 – 3.
E 1 – 3 – 2.

No processo de fundamentação do conhecimento, Descartes busca um princípio absolutamente indubitável, chegando à célebre formulação do cogito, ergo sum (“penso, logo existo”). Sobre essa ideia, assinale a alternativa correta.

A O cogito é a primeira certeza indubitável alcançada por Descartes após a aplicação da dúvida metódica.
B A conclusão “penso, logo existo” depende da veracidade dos sentidos, que garantem a realidade da existência do eu pensante.
C A certeza do cogito decorre de um raciocínio probabilístico, pois Descartes admite que pode estar enganado sobre sua própria existência.
D A formulação do cogito é baseada na tradição aristotélica, que sustenta que todo conhecimento deve partir da experiência sensível.
E Descartes conclui que a única certeza possível é a existência do mundo externo, já que as ideias inatas são insuficientes para fundamentar o conhecimento.

Em sua obra crítica, Kant aborda o problema do conhecimento, investigando como é possível compreender a realidade. Assinale a alternativa correta a respeito da concepção kantiana do conhecimento.

A Kant afirma que o conhecimento humano é possível apenas através da experiência sensível, sem a necessidade de categorias a priori.
B Para Kant, o conhecimento é um produto exclusivo da razão pura, sem qualquer influência da experiência sensível.
C Kant sustenta que o conhecimento só é possível porque a mente humana organiza as impressões sensíveis de acordo com categorias a priori, como causalidade e unidade.
D Segundo Kant, o sujeito pode conhecer as “coisas em si mesmas” diretamente, sem nenhuma mediação do mundo sensível.
E Kant defende que o conhecimento é totalmente subjetivo e não tem qualquer relação com o mundo externo, sendo uma construção puramente mental.

Theodor Adorno e Max Horkheimer, em sua teoria acerca da indústria cultural, examinam os impactos da produção em massa de cultura na sociedade contemporânea. Com base no exposto, assinale a alternativa que melhor reflete a concepção de Adorno e Horkheimer.

A Adorno e Horkheimer acreditam que a indústria cultural contribui para a emancipação dos indivíduos, estimulando a reflexão crítica e a autonomia.
B Segundo Adorno e Horkheimer, a indústria cultural transforma a cultura em mercadoria, padronizando as produções culturais e manipulando as massas, tornando-as passivas.
C Adorno e Horkheimer defendem que a indústria cultural promove a diversidade de vozes e perspectivas, permitindo que os indivíduos se engajem criticamente com o mundo.
D Para Adorno e Horkheimer, a indústria cultural oferece um espaço de liberdade e expressão, no qual os indivíduos podem se libertar das normas sociais e políticas.
E Adorno e Horkheimer consideram que a indústria cultural fortalece a autonomia das massas ao promover conteúdos que incentivam a reflexão sobre a sociedade.

A formulação do cogito, ergo sum em Descartes representa um marco na fundamentação do conhecimento, estabelecendo um ponto de certeza indubitável após a aplicação da dúvida metódica. Em relação a essa fundamentação, assinale a alternativa correta.

A O cogito é uma inferência silogística, na qual a premissa “penso” leva logicamente à conclusão “sou”, seguindo os princípios do raciocínio dedutivo tradicional.
B A afirmação “penso, logo existo” depende da veracidade divina para se sustentar como um princípio absoluto, uma vez que Deus não permitiria que Descartes fosse enganado sobre sua própria existência.
C A certeza do cogito deriva da evidência intuitiva da própria existência do sujeito pensante, sendo anterior e independente de qualquer estrutura argumentativa mediada.
D O cogito é uma verdade contingente, pois sua validade depende das circunstâncias psicológicas do sujeito e da possibilidade de que o pensamento cesse em algum momento.
E A fundamentação cartesiana do cogito recorre à experiência sensível como critério último de certeza, garantindo que a existência do eu pensante seja confirmada empiricamente.