QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Questões por banca

Questões de Filosofia da NUCEPE

Pratique questões de Filosofia da NUCEPE e filtre por assunto, tópico, órgão, cargo e ano.

Estude com questões da NUCEPE

Consulte o banco público da QuestLab com questões da NUCEPE. Use os filtros abaixo para localizar questões por disciplina, assunto, órgão, cargo, ano e modalidade.

Ver DNA da NUCEPE

Questões da NUCEPE por disciplina

37 disciplinas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
17 questões encontradas

“Por natureza, todos os seres humanos inclinam-se ao saber. Sinal disso é seu apreço pelas sensações. De fato, abstração feita de sua utilidade, elas são apreciadas por si mesmas e, dentre todas, sobretudo, as visuais”. (Aristóteles, Metafísica , Livro A

( 1980 ). Segundo Aristóteles, o desejo humano pelo conhecimento requer uma definição ampliada das diversas formas do conhecimento, considerando seu processo de formação. Para compreender este processo, desde as sensações até o saber teórico, mostra que o conhecimento verdadeiro é mais elevado

A é da ordem dos sentidos.
B caracteriza-se por ser experiência.
C pode ser ensinado, tal como a arte ( technè ).
D é a ciência filosófica das sensações.
E interroga-se acerca das causas primeiras.

A filosofia de Martin Heidegger caracteriza-se, entre outros aspectos, como o trilhar de caminhos em busca do melhor tratamento para a questão mais fundamental da história da filosofia ocidental: a questão do ser. Mas o que é necessário, segundo Heidegger, para recolocar esta questão?

A Revisitar a história da filosofia ocidental como o questionamento do ser.
B Pensar a questão do ponto de vista da diferença entre ser e ente.
C Adaptar na atualidade a pergunta pelo ser, tendo em vista os desenvolvimentos científicos.
D Esquecer da questão do ser, pois, em última instância, não faz sentido recolocá-la.
E Começar uma nova filosofia que compreenda a questão como um erro a não ser mais cometido.

Sobre as regras do método, tal afirmar o seguinte: como apresentadas por Descartes no Discurso do Método, podemos I - o primeiro momento é aquele que afirma com cautela a necessária evidência de algum conhecimento como o elemento da verdade, evitando precipitações. II - o segundo momento, segundo o qual, para conhecer algo, é necessário compartimentalizar as dificuldades em tantas partes necessárias e possíveis. III - conduzir o pensamento a partir dos objetos mais complexos, passando depois para os mais simples. IV - enumerar de modo simples, todas as partes, até o momento da certeza que nada foi omitido, já que a evidência não requer revisões gerais. Assinale a alternativa que contenha APENAS as afirmações corretas.

A I e II.
B II e III.
C III e IV.
D I e III.
E II e IV.

“Ao chegar à cidade mais próxima, encontrou Zaratustra grande quantidade de povo reunido na praça do mercado; pois lhe fora prometido que iriam ver um funâmbulo. E Zaratustra assim falou ao povo: ‘Eu vos ensino o super-homem. O homem é algo que deve ser superado. Que fizestes para superá-lo?’” (Nietzsche, Assim falou Zaratustra , 3). Tendo em vista a passagem acima, que afirma Nietzsche sobre o super-homem?

A O super-homem é o homem que precisa ser superado pelo humanismo cristão.
B Zaratustra é a imagem do super-homem porque afirma a morte de Deus, o eterno retorno e a verdadeira religião.
C Superar o homem significa ultrapassar o modelo do homem metafísico e seus valores.
D O super-homem é um personagem utilizado pelos estúdios de cinemaamericano na tentativa demostrar a salvação da humanidade.
E Nietzsche é o verdadeiro super-homem.

“Esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade, da qual ele próprio é culpado. A menoridade é a incapacidade de fazer uso de seu entendimento sem a direção de outros indivíduos”. (Kant, Resposta à pergunta: que é “Esclarecimento”?. In Kant,

I. Textos seletos . Petrópolis: Vozes, 2010, p. 63.) Para Kant, a relação entre a menoridade e a maioridade da razão, no contexto do Esclarecimento,

A Trata-se de uma questão da perspectiva de vida do indivíduo moderno, pois a vida prática não se relaciona com o pensamento cultivado.
B Torna a menoridade um momento no qual o indivíduo tem consciência de sua liberdade de pensamento.
C Torna a maioridade um momento no qual o indivíduo tem consciência de sua submissão a tutelas alheias.
D Trata-se de um processo de passagem entre minoridade e maioridade, à medida que o individuo esclarecido pensa por ele mesmo, sem tutelas.
E Possibilita o trânsito entre menoridade e maioridade enquanto um vice-versa de escolhas do homem moderno.

“Fotografias são onipresentes: coladas em álbuns, reproduzidas em jornais, expostas em vitrines, paredes de escritórios, afixadas contra muros sob forma de cartazes, impressas em livros, latas de conservas, camisetas. O que significam tais fotografias?” (Flusser,

V. Filosofia da Caixa Preta . São Paulo: Annablume, 2011, p. 51). “Com a fotografia, o valor de culto começa a recuar, em todas as frentes, diante do valor de exposição. Mas o valor de culto não se entrega sem oferecer resistência. Sua última trincheira é o rosto humano. Não é por acaso que o retrato era o principal tema das primeiras fotografias”. (Benjamin, W. A obra de arte na era da sua reprodutibilidade técnica. In Benjamin, W. Magia e técnica, arte e política. São Paulo: Brasiliense, 1994, p. 174) Avalie as seguintes afirmações:

I. Ao tratar da noção de aura como um elemento também próprio da fotografia, Benjamin vê com otimismo essa nova forma de obra de arte, pois ainda está munida de aura.

II. Benjamin pensa o valor deculto e o valor de exposição das imagenstécnicas. Flusser, em suaperspectiva, considera afotografia como produções automáticas,mediada por aparelhoscodificadores.

III. Flusser analisa positivamente a mediação técnica da fotografia, ao contrário de Benjamin, que considera tal mediação decadente.

IV. Vilém Flusser, ao pensar a fotografia como imagem produzida e distribuída por aparelho, evidencia a influência do pensamento de Walter Benjamin, ao considerar a imagem fotográfica como a primeira imagem técnica. Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.

A I e II.
B II e III.
C III e IV.
D I e III.
E II e IV.

“A virtude é, pois, uma disposição de caráter relacionada com a escolha e consistente numa mediania, isto é, a mediania relativa a nós, a qual é determinada por um princípio racional próprio do homem dotado de sabedoria prática. E é um meio-termo entre dois vícios, um por excesso e outro por falta; pois que, enquanto os vícios ou vão muito longe ou ficam aquém do que é conveniente no tocante às ações e paixões, a virtude encontra e escolhe o meio-termo. E assim, no que toca à sua substância e à definição que lhe estabelece a essência, a virtude é uma mediania; com referência ao sumo bem e ao mais justo, é, porém, um extremo. (Aristóteles. Ética a Nicômaco. São Paulo, Abril, 1989, 1107ª). Aristóteles contribui com a reflexão ética a partir da consideração da virtude como um elemento próprio da vida prática. Assim, a partir da passagem acima, o que poderíamos afirmar sobre a virtude?

A Por isso, a virtude não poderia ser pensada fora da vida prática ou práxis, pois ela pode ser ensinada.
B A virtude manifesta-se no equilíbrio nas ações dos indivíduos, tendo em vista a comunidade da qual fazem parte e, por conseguinte, a tornam também virtuosa.
C Aristóteles abriu escolas de ensino de ética, tendo em vista a necessidade de ensinar a mediania.
D Da mesma forma que podemos aprender um ofício de produção artesanal, também podemos aprender a ser éticos, conforme os ensinamentos de Aristóteles.
E A partir do equilíbrio nos vícios, também podemos ser virtuosos.

Thomas Kuhn é conhecido por sua filosofia da ciência que considera a estrutura das revoluções científicas, com grande destaque para o conceito de paradigma. Assim, o que significa paradigma para o autor?

A É uma abstração, distante da realidade dos laboratórios, que não necessariamente tem relação com o trabalho científico concreto.
B Como não é obrigado a ser seguido, o paradigma aparece como um modelo alternativo à comunidade científica.
C É algo que não tem relação com a prática científica.
D São modelos que se caracterizam por serem cumulativos do ponto de vista do conhecimento científico.
E É um modelo de prática científica compartilhado pela comunidade científica, no tocante a sua forma de fazer ciência. Por isso, aparece como a caracterização básica de uma comunidade.

“Há alguns anos, em relato sobre o julgamento de Eichmann em Jerusalém, mencionei a “banalidade do mal”. Não quis, com a expressão, referir-me a teoria ou doutrina de qualquer espécie, mas antes a algo bastante factual, o fenômeno dos atos maus, cometidos em proporções gigantescas – atos cuja raiz não iremos encontrar em uma especial maldade, patologia ou convicção ideológica do agente; sua personalidade destacava-se unicamente por uma extraordinária superficialidade. (Arendt, H. A dignidade da política: ensaios e conferências. Rio de Janeiro: RelumeDumará, 1993, p. 145) Para Hannah Arendt, a banalidade do mal é uma noção fundamental no horizonte contemporâneo da filosofia política.

A Pensar os totalitarismos é também considerar a contribuição de técnicos burocratas que justificam a realização do seu próprio trabalho, sem considerar o mal a que estão diretamente vinculados.
B Trata-se de uma teoria política do mal, mas atitudes pretensamente boas que se revelam, em última instância, na realização do mal.
C Em última instância, a reflexão política é, ao mesmo tempo, a confirmação da banalidade do mal.
D Apesar disso, no âmbito da filosofia política, todo mal é, por fim, um bem a se realizar.
E Mas Arendt não vê indícios da banalidade do mal nas democracias.

“O primeiro que, tendo cercado um terreno, ousou dizer isto é meu e encontrou pessoas suficientemente simplórias para lhe dar crédito foi o verdadeiro fundador da sociedade civil”. (Rousseau. Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade humana. São Paulo: Martins Fontes, parte II). “O texto do Discurso sobre a origem e os fundamentos da desigualdade, publicado em 1755, é uma resposta à questão formulada em 1753 pela Academia de Dijon, ‘qual a origem da desigualdade entre os homens; ela é resultado da lei natural?’ Tais concursos eram comuns no século XVIII, sobretudo na França e na Alemanha, e, embora o texto de Rousseau não tenha obtido o primeiro lugar, tornou-se um clássico do pensamento político”. (Marcondes, D. Textos básicos de filosofia. Rio de Janeiro: Zahar, 1999, p. 95) Avalie as seguintes afirmações:

I. Rousseau analisa as origens do mal na sociedade por uma crítica da organização social.

II. A natureza humana originalmente é má, e se caracteriza pela falta de liberdade e instinto de sobrevivência.

III. O ‘bom selvagem’ é o instrumento de Rousseau para criticar o homem civilizado.

IV. O instinto de sobrevivência e o sentimento de piedade são próprios da corrupção da natureza humana. Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.

A I e II.
B II e III.
C III e IV.
D I e III.
E II e IV.