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31 questões encontradas

Paciente de 60 anos, portador de cirrose hepática secundária à infecção crônica pelo vírus da hepatite C, evolui com icterícia progressiva, ascite volumosa, asterixis e rebaixamento do nível de consciência. Exames laboratoriais evidenciam bilirrubina total de 8,5 mg/dL, albuminade 2,1 g/dL, INR de 2,3 eamônia plasmática elevada. Com base no quadro clínico e laboratorial, qual das seguintes alterações fisiopatológicas é a principal responsável pela encefalopatia apresentada pelo paciente?

A Diminuição da excreção renal de uréia.
B Aumento da produção intestinal e redução da depuração hepática de amônia.
C Hipoglicemia secundária à redução da gliconeogênese.
D Acúmulo de bilirrubina indireta no sistema nervoso central.
E Hiponatremiadilucional isolada.

Paciente de 68 anos, com história de perda ponderal, prurido intenso e icterícia progressiva há 2 meses, apresenta bilirrubina total de 12 mg/dL (predomínio direto), fosfatase alcalina e GGT elevadas. A ultrassonografia evidencia dilatação de vias biliares intra-hepáticas, sem cálculos na vesícula. A tomografia mostra estenose na confluência dos ductos hepáticos direito e esquerdo. No diagnóstico diferencial com adenocarcinoma de cabeça de pâncreas, qual achado é mais sugestivo de colangiocarcinoma hilar (tumor de Klatskin)?

A Dilatação predominante das vias biliares intra-hepáticas, com colédoco distal de calibre normal.
B Vesícula biliar palpável e indolor ao exame físico (sinal de Courvoisier).
C Dilatação simultânea do ducto pancreático principal e do colédoco (sinal do duplo ducto).
D Elevação acentuada de amilase e lipase séricas.
E Presença de massa sólida na cabeça pancreática à tomografia.

A anemia pode decorrer de diferentes mecanismos fisiopatológicos, incluindo redução da produção eritrocitária, aumento da destruição das hemácias ou perda sanguínea. A correta diferenciação etiológica depende da integração entre dados clínicos e laboratoriais. Assinale a alternativa CORRETA .

A A anemia ferropriva é tipicamente normocítica, porque a deficiência de ferro compromete apenas a concentração de hemoglobina, sem alterar o volume das hemácias.
B A anemia de doença crônica cursa com ferritina reduzida, porque há diminuição dos estoques corporais totais de ferro.
C A anemia por perda sanguínea crônica apresenta reticulocitose persistente desde o início do quadro, porque há estímulo medular imediato e sustentado.
D A anemia falciforme é uma anemia hemolítica, porque decorre de alteração estrutural da hemoglobina que leva à destruição precoce das hemácias.
E A anemia da insuficiência renal crônica é microcítica, porque a redução da eritropoetina compromete a síntese de hemoglobina.

O tratamento farmacológico do diabetes mellitus tipo 2 deve ser individualizado, podendo envolver diferentes classes de medicamentos ao longo da evolução da doença. Assinale a alternativa CORRETA .

A A insulina deve ser introduzida quando as metas glicêmicas não são alcançadas com terapia otimizada com antidiabéticos orais e/ou injetáveis não insulínicos,podendo ser mantida emassociação com metformina e outras classes.
B A insulina deve ser utilizada apenas após falha de todas as combinações possíveis de antidiabéticos orais, porque sua introdução precoce aumenta obrigatoriamenteo risco de complicaçõescardiovasculares.
C Os inibidores de SGLT2 e os agonistas do receptor de GLP-1 substituea necessidade de insulinana maioria dos pacientes, porque promovem controle glicêmico independente da reserva funcionalpancreática.
D A metformina deve ser suspensa sempre que a insulina é iniciada, porque a associação das duas terapias eleva de forma significativa o risco de hipoglicemia grave.
E As sulfonilureias devem ser mantidas obrigatoriamente quando se inicia insulina basal, porque essa combinação reduz o ganho ponderal e o risco de hipoglicemia.

Uma criança de 6 anos é internada por pneumonia adquirida na comunidade, com febre alta e desconforto respiratório. Após 72 horas de antibioticoterapia adequada, evolui com piora da dispneia, aumento da necessidade de oxigênio e dor torácica ventilatório-dependente. Radiografia de tórax mostra opacificação basal direita com apagamento do seio costofrênico. A ultrassonografia torácica evidencia derrame pleural moderado, septado, com ecos internos, sem sinais de colapso pulmonar total. A conduta mais apropriada é:

A Indicar drenagem pleural associada à continuidade/adequação da antibioticoterapia, considerando tratar-se de derrame complicado.
B Manter apenas antibioticoterapia sistêmica, pois a maioria dos derrames parapneumônicos resolve espontaneamente.
C Realizar toracocentese diagnóstica isolada e aguardar cultura para definir necessidade de drenagem.
D Solicitar tomografia computadorizada de tórax antes de qualquerintervenção, para melhorcaracterização anatômica do derrame.
E Realizar toracocentese seria a por 24 horas, independente da característica do líquido pleural, e se não tiver melhora clínica, indicar a drenagem torácica.

Uma criança de 4 anos é levada à consulta por febre intermitente, rinorreia, tosse e obstrução nasal há 8 dias. Nos primeiros 5 dias, os sintomas foram leves, porém nas últimas 48 horas houve piora clínica, com febre alta (39 °C), secreção nasal purulenta espessa e dor facial referida. Não há história de vômitos persistentes nem sinais de toxemia. Ao exame físico: orofaringe hiperemiada sem exsudato, otoscopia normal, ausculta pulmonar sem alterações. A conduta mais apropriada é:

A Diagnosticar resfriado comum prolongado e manter apenas tratamento sintomático, pois secreção purulenta indica infecção viral.
B Solicitar tomografia computadorizada dos seios da face para confirmação diagnóstica antes de iniciarantibiótico.
C Iniciar antibioticoterapia empírica para faringoamigdalite estreptocócica, mesmo sem critérios clínicosapós melhora inicial.
D Diagnosticar rinossinusite bacteriana aguda e iniciar antibioticoterapia, devido ao padrão de piora após melhora inicial.
E Diagnosticar pneumonia viral atípica, sem necessidade de antibioticoterapia.

Um menino de 7 anos, com diagnóstico prévio de asma, apresenta episódios recorrentes de sibilância, tosse noturna e limitação ao exercício, apesar do uso regular de β2-agonista de curta duração sob demanda. Nos últimos 12 meses, apresentou duas exacerbações que necessitaram corticosteroide sistêmico. Espirometria: • VEF₁: 78% do previsto • Relação VEF₁/CVF: reduzida • Reversibilidade pós-broncodilatador: +14% e +220 mL Avaliação adicional: • Técnica inalatória correta. • Boa adesão relatada. • Sem exposição domiciliar ao tabaco. A conduta de manutenção mais apropriada é:

A Manter apenas β2-agonistade curta duração sob demanda, pois há resposta broncodilatadoraadequada.
B Iniciar corticosteroide inalatório em baixa dose como tratamento controlador diário.
C Introduzir β2-agonista delonga duração em monoterapia, visando controle dos sintomaspersistentes.
D Iniciar corticosteroide oral em esquema contínuo de baixa dose para prevenção de exacerbações.
E Manter β2-agonista e iniciar antibioticoprofilaxia.

Um lactente de 9 meses apresenta episódios recorrentes de vômitos profusos, letargia e palidez cerca de 2–3 horas após ingestão de fórmula à base de leite de vaca. Não há urticária, angioedema, sibilância nem sintomas respiratórios. Em dois episódios prévios, evoluiu com hipotensão transitória, necessitando atendimento hospitalar. Exames laboratoriais colhidos durante um episódio mostram: • Leucocitose com neutrofilia. • Metabólica acidose leve. • IgE total: normal. • Testes cutâneos por puntura para leite de vaca: negativos. A conduta correta, assinale a alternativa CORRETA .

A Anafilaxia alimentar mediada por IgE; prescrever adrenalina autoinjetável e manter leite extensamente hidrolisado.
B Enterocolite induzida por proteína alimentar (FPIES); excluir leite devaca da dieta e orientarreintrodução apenas em ambiente hospitalar.
C Alergia alimentar mista (IgE e não IgE); iniciar corticoterapia sistêmica contínua e dieta de exclusão parcial.
D Intolerância à lactose; orientar redução do volume de leite e uso de enzima lactase.
E Esofagite eosinofilica; solicitar endoscopia digestiva alta com biopsia.

Uma criança de 5 anos, previamente hígida e com calendário vacinal incompleto, é atendida por febre alta persistente há 4 dias, associada à tosse seca, coriza e conjuntivite bilateral. Ao exame, observa-se enantema esbranquiçado puntiforme na mucosa jugal, seguido, no 5º dia, por exantema maculopapular eritematoso, inicialmente retroauricular, com progressão céfalo-caudal, confluente no tronco. No 7º dia de doença, a criança apresenta melhora da febre, porémevolui com diarreia e sinaisde infecção respiratória secundária. Assinale a alternativa CORRETA.

A Rubéola; instituir isolamento por gotículas e tratamento sintomático, pois não há risco aumentado de complicações infecciosas.
B Exantema súbito (HHV-6); iniciar antibioticoterapia empírica devido à associação com imunossupressão transitória.
C Sarampo; instituir isolamento respiratório, tratamento de suporte e administração de vitamina A, independentemente do estado nutricional.
D Escarlatina; iniciar penicilina benzatina e notificar apenas se houver complicações sistêmicas.
E Virose respiratória inespecífica; iniciar tratamento com antiviral.

Adolescente de 14 anos, sem doenças prévias, com dispneia progressiva, tosse seca e edema facial há 10 dias. Exame físico: taquipneia, circulação colateral em tórax superior e linfadenomegalia supraclavicular discreta. Sem alargamento do mediastino febre e sem perda ponderal significativa. Radiografia de tórax: anterior. Tomografia computadorizada confirma massa mediastinal volumosa, comprimindo parcialmente a veia cava superior. Hemograma revela leucócitos normais, hemoglobina 11,2 g/dL e plaquetas normais. DHL encontra-se marcadamente elevada. Assinale a alternativa CORRETA.

A Linfoma de Hodgkin; realizarbiópsia excisional imediata sob anestesia geral para confirmaçãohistológica.
B Linfoma não Hodgkin de célulasB (Burkitt); iniciar quimioterapia de alta intensidade imediatamente, mesmo antes de confirmação histológica.
C Linfoma linfoblástico (precursor T); evitar sedação profunda, priorizar biópsia minimamente invasiva e iniciar corticoterapia apenas pós obtenção de diagnóstico.
D Leucemia linfoblástica aguda T; iniciar quimioterapia sistêmica completapois a massa mediastinalindica doença disseminada.
E Leucemia mielóide aguda; iniciar quimioterapia imediatamente.