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No contexto do empirismo de David Hume, suas teorias sobre a origem do conhecimento e a natureza das ideias revelam uma crítica às concepções anteriores sobre a razão e a percepção. Assinale a alternativa correta a respeito do pensamento de Hume.

A Hume defende que todas as ideias têm origem na razão pura e que a experiência sensível apenas confirma as conclusões da razão.
B Para Hume, as impressões sensíveis são a fonte primária do conhecimento e as ideias são simplesmente cópias dessas impressões, sendo sempre derivadas da experiência.
C Hume acredita que a causalidade é uma ideia inata e que a mente humana é capaz de perceber as relações causais de forma imediata e intuitiva.
D Segundo Hume, a razão humana é capaz de compreender a totalidade do mundo e estabelecer leis universais, independentemente da experiência sensível.
E Hume argumenta que o conhecimento humano é limitado à experiência sensível, mas a razão é responsável pela criação das leis universais da lógica e da moral.

“A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica” é um dos textos mais emblemáticos de Walter Benjamin, no qual ele propõe uma reflexão sobre como a reprodução técnica das obras de arte transforma a relação entre o público e a criação artística, impactando assim nas formas de cultura contemporâneas. Sobre o conceito de aura descrito no texto, é correto afirmar que:

A A aura significa a soma de todos os processos de reprodução pelo qual uma determinada obra passou.
B Com a possibilidade de reprodução técnica (como fotografias, cópias e filmes), a obra perde essa aura, pois não precisa mais estar ligada a um tempo e espaço específicos.
C Está estritamente ligada ao conceito de religião.
D Não tem significado relevante.

A estética romântica conferia centralidade a um conceito que estabelecia certa visão do artista, que seria um indivíduo “[...] essencialmente original e expressava sua natureza superior por meio de obras pelas quais as pessoas comuns entrariam em contato com ele e comungariam com sua personalidade” (Aranha; Martins, 2016). O conceito romântico em questão é o de:

A Espírito.
B Herói.
C Personalidade.
D Gênio.
E Mártir.

Na filosofia moral de Immanuel Kant, os imperativos são comandos da razão que orientam as ações humanas. O autor distingue dois tipos principais: • Imperativo hipotético: ordena ações condicionadas a objetivos desejados. • Imperativo categórico: ordena ações incondicionais, universalizáveis e moralmente obrigatórias, independentemente de interesses individuais. Com base nessas definições, assinale a alternativa correta.

A O imperativo hipotético apresenta ações necessárias para alcançar objetivos específicos, enquanto o imperativo categórico determina ações que são válidas apenas em situações particulares.
B O imperativo hipotético justifica ações quando proporcionam benefícios individuais, enquanto o imperativo categórico determina ações aplicáveis a qualquer pessoa, mas somente quando estas trazem satisfação pessoal.
C O imperativo hipotético depende de finalidades externas e variáveis, enquanto o imperativo categórico se fundamenta em normas universais, mas admite exceções se isso beneficiar o agente.
D O imperativo hipotético depende de condições específicas para justificar ações, enquanto o imperativo categórico prescreve ações válidas em qualquer circunstância, independentemente dos objetivos pessoais.
E O imperativo hipotético orienta ações sem garantia de validade universal, enquanto o imperativo categórico rejeita qualquer ação que não seja motivada por interesses individuais.

Um professor de uma escola pública descobre que alguns alunos estão usando um atalho digital para trapacear nas avaliações online. Ele deve decidir se denuncia os alunos ao conselho escolar, o que pode prejudicá-los academicamente, ou resolver o problema diretamente com eles, sem informar o ocorrido oficialmente. Considerando a situação apresentada à luz de três tradicionais formas de raciocinar em ética – a deontologia, o consequencialismo e a ética das virtudes –, analise as assertivas a seguir:

I. A ética deontológica recomendaria que o professor denunciasse os alunos, pois o respeito às normas institucionais é um dever moral que deve ser seguido.

II. A ética consequencialista sugeriria que o professor considerasse o impacto de suas ações para minimizar danos e maximizar benefícios para todos os envolvidos.

III. A ética das virtudes recomendaria que o professor denunciasse os alunos ao conselho escolar, pois seguir as normas institucionais é um imperativo categórico.

IV. A ética consequencialista e a ética deontológica, aplicadas à situação, levam necessariamente à mesma conclusão, pois ambas concordam que seguir as normas escolares é sempre a ação moralmente correta.

V. A ética das virtudes avaliaria qual decisão melhor reflete qualidades como prudência, justiça e responsabilidade, considerando o caráter do professor e dos alunos como central para a ação moral. Quais estão corretas?

A Apenas I, II e III.
B Apenas I, II e V.
C Apenas I, III e IV.
D Apenas II, III e IV.
E Apenas II, IV e V.

Na Filosofia Política, o conceito de liberdade é amplamente debatido e pode ser entendido de diferentes formas. Para esta questão, utilizaremos as definições de liberdade negativa, liberdade positiva e o princípio do dano, conforme descritos abaixo: • Liberdade negativa: refere-se à ausência de interferências externas no exercício da vontade e ações individuais, desde que tais ações não prejudiquem outras pessoas. • Liberdade positiva: relaciona-se à capacidade de autogoverno e à realização de propósitos racionais, considerando a presença de condições que possibilitem a autonomia plena. • Princípio do dano: a liberdade individual pode ser legitimamente limitada apenas quando as ações de alguém causam danos concretos e verificáveis a outras pessoas ou ao meio ambiente. Com base nos conceitos apresentados, considere o seguinte cenário: Um grande parque urbano foi recentemente reaberto após reformas. As autoridades decidiram proibir a circulação de bicicletas e patinetes para proteger a natureza do local. Alguns cidadãos argumentam que essas restrições limitam sua liberdade individual, enquanto outros defendem que as medidas são necessárias para preservar o meio ambiente. De acordo com as definições apresentadas e o cenário descrito, assinale a alternativa INCORRETA.

A De acordo com a liberdade negativa, as restrições ao uso de bicicletas e patinetes podem ser vistas como uma limitação da autonomia individual, uma vez que impedem escolhas pessoais no uso do espaço público.
B Segundo o princípio do dano, as restrições são justificáveis apenas se forem necessárias para evitar danos concretos ao meio ambiente ou ao bem-estar coletivo no parque.
C A liberdade positiva justifica as restrições como uma forma de garantir que o parque permaneça acessível para todos, permitindo que os cidadãos desfrutem de um ambiente equilibrado e sustentável.
D A liberdade negativa implica que as restrições ao uso do parque são aceitáveis, pois previnem o impacto que as ações individuais possam ter sobre o meio ambiente.
E O princípio do dano permite que as restrições sejam implementadas, mas apenas se houver evidências claras de que a circulação de bicicletas e patinetes causará prejuízos ao meio ambiente do parque.

A transição do pensamento escolástico para a ciência moderna foi marcada por mudanças significativas na forma como o conhecimento era abordado. Enquanto a escolástica medieval buscava conciliar fé e razão, a ciência moderna deslocou seu foco para a experimentação e os métodos matemáticos, promovendo um modelo de conhecimento baseado na observação e replicabilidade. Contudo, é válido questionar se a ciência moderna realmente abandonou por completo as explicações teológicas e metafísicas. Com base nesse contexto, analise as assertivas a seguir:

I. A escolástica integrava a razão como uma ferramenta para sistematizar e esclarecer verdades de fé, buscando harmonizar a filosofia aristotélica com os princípios teológicos cristãos.

II. René Descartes e Francis Bacon, ao romperem com a escolástica, desenvolveram métodos de investigação baseados exclusivamente em novas abordagens racionais e empíricas, sem relação com conceitos originários da tradição medieval.

III. A ciência moderna deslocou seu foco das explicações teológicas e metafísicas para a experimentação e os métodos matemáticos, mas muitos filósofos argumentam que pressupostos metafísicos ainda estão presentes nas teorias científicas modernas.

IV. O racionalismo cartesiano e o empirismo baconiano representaram abordagens distintas para o uso da razão na construção do conhecimento, mas ambas influenciaram significativamente o desenvolvimento da ciência moderna.

V. A escolástica perdeu sua relevância na filosofia moderna e na ciência moderna, sendo descartada sem deixar contribuições significativas para as tradições acadêmicas ou culturais posteriores. Quais estão corretas?

A Apenas I, II e III.
B Apenas I, III e IV.
C Apenas I, IV e V.
D Apenas II, III e V.
E Apenas II, IV e V.

A ética filosófica apresenta abordagens variadas para a tomada de decisões, cada uma com suas características e aplicações específicas. Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando cada abordagem ética às suas descrições, que incluem suas principais características e exemplos de aplicação. Coluna 1 1. Ética do cuidado. 2. Ética existencialista. 3. Ética do discurso. 4. Ética pragmatista. 5. Ética da responsabilidade. Coluna 2

( ) Baseia-se na ideia de que as decisões éticas devem ser testadas pela experiência e pelosresultados práticos. Exemplos incluem decisões no âmbito educacional ou empresarial, em que o aprendizado com a prática é fundamental.

( ) Foca a responsabilidade intergeracional e a proteção das futuras gerações, destacando a sustentabilidade e o cuidado com o planeta. Aplicações incluem decisões relacionadas a mudanças climáticas.

( ) Valoriza o diálogo como meio para alcançar consensos éticos, exigindo justificativa racional e participação igualitária em debates. Aplicações incluem políticas públicas em sociedades plurais.

( ) Destaca as relações e a interdependência, valorizando a empatia e a responsabilidade interpessoal. Aplicações incluem decisões éticas no cuidado de pessoas vulneráveis.

( ) Foca na liberdade individual, autenticidade e criação de valores próprios. Exemplos incluem decisões sobre identidade pessoal ou onde não há regras pré-estabelecidas. A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

A 4 – 5 – 3 – 1 – 2.
B 5 – 3 – 4 – 2 – 1.
C 3 – 5 – 2 – 1 – 4.
D 5 – 4 – 1 – 3 – 2.
E 2 – 1 – 5 – 4 – 3.

Analise o trecho a seguir: “Quanto ao que concerne o mal moral, o problema parece mais difícil de ser resolvido. Se as ações dos homens não são sempre o que deveriam ser, sua vontade é a responsável. O homem escolhe livremente suas decisões e é por ser livre que é capaz de fazer mal. A questão é, portanto, saber como um Deus perfeito pôde doar-nos o livre-arbítrio, ou seja, uma vontade capaz de fazer o mal. Assim colocado, o problema volta a ser saber se e em que medida a vontade livre pode ser contada entre o número dos bens. A resposta para essa questão não poderia ser diferente da que concerne aos objetos corporais. No mundo dos corpos, há muitas coisas das quais podemos fazer mau uso; isso não é razão para dizer que elas são más e que Deus não deveria tê-las nos dado, pois, tomadas em si mesmas, elas são bens. Por que não haveria na alma bens do mesmo gênero, ou seja, dos quais poderíamos fazer mau uso e que, contudo, uma vez que são bens, não podem ter sido dados a nós senão pelo autor de todo bem? É uma grave diminuição para um corpo humano ser privado de suas mãos; as mãos são algo bom e útil; contudo, aquele que comete com elas ações criminosas ouvergonhosas usa-as mal” (Gilson, 2007). Com base na leitura do trecho acima e no conhecimento do pensamento de Santo Agostinho, analise as seguintes assertivas:

I. O livre-arbítrio, embora seja um dom divino, não é um bem absoluto; ele é um bem intermediário, cujo valor depende do uso que o homem dele faz.

II. O mal moral, segundo Santo Agostinho, não deriva de Deus, mas do mau uso da vontade livre pelo próprio homem.

III. A vontade livre é boa por natureza e necessária para a vida virtuosa, mesmo sendo potencialmente perigosa, pois pode inclinar-se ao mal.

IV. A existência do mal comprova que Deus não poderia ser o autor do livre-arbítrio, já que um dom verdadeiramente divino não deveria permitir o mal.

V. Assim como os órgãos corporais, que podem ser mal utilizados, a vontade também pode ser pervertida, mas continua sendo um bem criado por Deus. Quais estão corretas?

A Apenas I, II e IV.
B Apenas I, III e V.
C Apenas II, III e IV.
D Apenas III, IV e V.
E Apenas I, II, III e V.

Analise o trecho a seguir, retirado da nona proposição do texto “Ideia de uma História Universal Com um Propósito Cosmopolita”, de Immanuel Kant: “Um ensaio filosófico que procure elaborar toda a história mundial segundo um plano da Natureza, em vista da perfeita associação civil no gênero humano, deve considerar-se não só como possível, mas também como fomentando esse propósito da Natureza. É decerto um anúncio estranho e, quanto à aparência, incongruente querer conceber a história segundo uma ideia de como deveria ser o curso do mundo, se houvesse de se ajustar a certos fins racionais; parece que, num tal intento, apenas poderia vir à luz uma novela. Mas se a Natureza, por suposição, mesmo no jogo da liberdade humana, não procede sem plano e meta final, semelhante ideia poderia ser muito útil; e embora sejamos míopes para divisarmos o mecanismo secreto do seu dispositivo, essa ideia poderia, contudo, servirnos de fio condutor para representar como sistema pelo menos em conjunto, um acervo, aliás sem plano, das acções humanas. Com efeito, se partirmos da história grega – como aquela pela qual se nos conservou ou, pelo menos, se deve autenticar toda a outra história mais antiga ou coetânea; se seguirmos a sua influência na formação e na desintegração do corpo político do povo romano, que absorveu o Estado grego, e a influência daquele sobre os bárbaros que, por seu turno, destruíram o Estado romano, e assim sucessivamente até aos nossos dias; se, além disso, acrescentarmos episodicamente a história política dos outros povos, cujo conhecimento chegou gradualmente até nós por intermédio dessas nações ilustradas: descobrir-se-á um curso regular da melhoria da constituiçãoestatal na nossa parte do mundo (que, provavelmente, algum dia dará leis a todas as outras)”. Com base no trecho acima e no sistema filosófico kantiano, analise as assertivas a seguir:

I. A liberdade humana não impede Kant de admitir a possibilidade de um desenvolvimento histórico guiado por um propósito natural implícito.

II. O progresso histórico é garantido pelas revoluções políticas, que representam, segundo Kant, rupturas inconciliáveis com qualquer plano racional da Natureza.

III. A história humana, mesmo em sua aparência caótica e acidental, pode ser interpretada racionalmente a partir da hipótese de um plano teleológico da Natureza.

IV. Kant rejeita por completo a ideia de que o curso da história possa estar vinculado a uma finalidade racional, considerando essa hipótese fictícia e inútil.

V. A razão humana, embora limitada, pode supor a presença na história de progresso gradual rumo à realização das potencialidades morais do gênero humano. Quais estão corretas?

A Apenas III.
B Apenas II e V.
C Apenas I, III e IV.
D Apenas I, III e V.
E I, II, III, IV e V.