QuestLab Plataforma Inteligente de Questões
Banco público de questões

Questões para Concursos

Pesquise questões reais por disciplina, assunto, tópico, banca, órgão, cargo, ano e modalidade.

Questões por banca

29 bancas disponíveis. Clique para visualizar todas.

Encontre as questões que procura
Limpar filtros
25 questões encontradas

Leia as duas teses postuladas por Max Horkheimer e Theodor Adorno a respeito do conceito de “indústria cultural”. A técnica da indústria cultural levou apenas à padronização e à produção em série, sacrificando o que fazia a diferença entre a lógica da obra e a do sistema social. Isso, porém, não deve ser atribuído a uma lei evolutiva da técnica, enquanto tal, mas à sua função na economia atual. A função que o esquematismo kantiano ainda atribuía ao sujeito, a saber, referir de antemão a multiplicidade sensível aos conceitos fundamentais, é tomada ao sujeito pela indústria. Adaptado de Adorno, T. W. e Horkheimer, M. Dialética do Esclarecimento: Fragmentos Filosóficos. Rio de Janeiro: Zahar, 2006. Com base nos trechos, avalie se as afirmativas a seguir interpretam corretamente as duas teses:

I. O desenvolvimento da técnica na sociedade capitalista contemporânea, incorporou a cultura nesse processo, impondo-lhe transformações significativas na forma, mas, principalmente, em sua essência.

II. Em decorrência do novo modo de produção cultural, submetido às leis mercantis, a cultura foi padronizada e reduzida a mercadoria de consumo.

III. A interpretação dos fatos da realidade interna ao sujeito e seus sentidos, própria da experiência iluminista descrita por Kant, cede lugar a um mecanismo que lhe é exterior, a indústria cultural.

IV. A obra de arte perde a sua singularidade, sua “aura”, tornando-se um produto do modo de produção industrial, motivo pelo qual perde sua capacidade de ser imprevista e singular e torna-se instrumento de conformidade com o status quo. As teses foram interpretadas de acordo com a teoria crítica dos autores em:

A I e II, apenas.
B I, II e IV, apenas.
C II e IV, apenas
D II, III e IV, apenas.
E I, II, III e IV.

Na gestão da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo (1989- 92), Marilena Chauí defendeu e promoveu uma concepção de cidadania cultural: Eu propus a ideia da cultura como um direito, a ideia de cidadania cultural, significando: a) contra a tradição brasileira (mantida mesmo por uma parte da esquerda), declaramos que o Estado não é produtor de cultura, e sim a sociedade e que, por isso, a cultura é um direito dos cidadãos não só de ter acesso aos bens culturais, mas sobretudo de produzir cultura; e b) uma reformulação da própria ideia de cultura, pois a lei municipal definia como cultura apenas a prática das sete artes liberais e mais nada: tudo que você quisesse fazer que não fosse dança, música, teatro, cinema, escultura, ou pintura não era permitido pela lei. Um longo e difícil trabalho teve que ser feito para mudar essa situação. (…) Mas, ao longo de quatro anos, a ideia de que a cultura é um direito, a ideia de cidadania cultural “pegou” e os movimentos culturais fizeram a cultura acontecer, porque a função da SMC não era produzir cultura e sim criar condições para que ela fosse criada. Essa ideia se tornou nacional. Chauí, Marilena. Cidadania cultural: o direito à cultura. São Paulo: Perseu Abramo, 2006. Com base no trecho, é correto afirmar que a concepção de cidadania cultural proposta por Marilena Chauí

A sustenta a visão tradicional da concepção de cultura, entendida como memórias e histórias dos grupos que compõem a sociedade brasileira, contemplando bens materiais e imateriais.
B fundamenta-se na noção de cultura enquanto uma prática potencialmente realizável por toda a população, em suas diversas formas de expressão e em toda a sua pluralidade identitária.
C subentende ser tarefa do Estado garantir a inviolabilidade dos bens integrantes do patrimônio cultural, mediante ações de tombamento dos artefatos culturais que expressam a identidade do Brasil.
D defende o resgate do folclore em contraposição à cultura, uma vez que esta é materializada nas grandes obras e o primeiro caracteriza-se pelo anonimato, oralidade e ancestralidade popular.
E institui pela primeira vez a cultura como um bem e um direito fundamental a ser preservado e protegido em toda a sua diversidade, por ser um elemento social identitário fundamental.

Analise o trecho da canção “Canto das três raças”, composta por Mauro Duarte e Paulo César Pinheiro e interpretada por Clara Nunes, e analise o excerto escrito pela filósofa Djamila Ribeiro. Ninguém ouviu Um soluçar de dor No canto do Brasil Um lamento triste Sempre ecoou Desde que o índio guerreiro Foi pro cativeiro E de lá cantou Negro entoou Um canto de revolta pelos ares Do Quilombo dos Palmares Onde se refugiou (https://vagalume.com.br) No Brasil há a ideia de que a escravidão aqui foi mais branda do que em outros lugares, o que nos impede de entender como o sistema escravocrata ainda impacta a forma como a sociedade se organiza. É necessário reconhecer as violências ocorridas durante o período escravista. (Djamila Ribeiro. Pequeno manual antirracista, 2019.) Em relação ao processo de formação da sociedade brasileira, o trecho da canção e o excerto

A equiparam as violências praticadas no período colonial.
B atestam a inexistência do trabalho compulsório indígena.
C relativizam o etnocentrismo sofrido pelos cativos.
D evidenciam a ausência da democracia racial.
E valorizam a capacidade de reestruturação dos indivíduos.

As representações coletivas, uma das expressões do fato social, compreendem os modos “como a sociedade vê a si mesma e ao mundo que a rodeia”. Dessa forma, são considerados exemplos de representações coletivas, EXCETO:

A Concepções acerca de ideais de beleza, crenças morais e valores.
B Grupos que partilham sentimentos, sabedoria e combinação de ideias.
C Grupos e suas representações a partir de lendas, mitos e crenças religiosas.
D Conexão entre fins e meios mais racional sem interferência de tradições e afetos.

Nosso conhecimento científico “está começando a nos capacitar a interferir diretamente nas bases biológicas ou psicológicas da motivação humana, por meio de drogas ou por seleção ou engenharia genética, ou usando dispositivos externos que interferem no cérebro ou nos processos de aprendizagem”, escreveram recentemente os filósofos Julian Savulescu e Ingmar Persson. […] James Hughes, especialista em bioética […], defendeu o aprimoramento moral, afirmando que ele deve ser voluntário e não coercitivo. “Com a ajuda da ciência, poderemos descobrir nossos caminhos para a felicidade e virtude proporcionadas pela tecnologia”. (Hillary Rosner. “Seria bom viver para sempre?” www.sciam.com.br, outubro de 2016.) As possibilidades tecnológicas descritas no texto permitem afirmar que

A o aprimoramento visado pelos pesquisadores desvaloriza o progresso técnico no campo neurocientífico.
B tais interferências técnicas somente seriam possibilitadas sob um regime político totalitário.
C ideais espiritualistas de meditação permitem concentração intensa da mente.
D o caráter voluntário dos experimentos elimina a existência de controvérsias de natureza ética.
E os recursos científicos estão direcionados ao aperfeiçoamento técnico da espécie humana.