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De acordo com os Parâmetros Curriculares de Matemática, deve-se tomar como ponto de partida a ideia de que aprender Matemática vai além de simplesmente acumular um conteúdo. Assim, saber e saber fazer Matemática está associado à ideia de que

A o saber se remete às habilidades de aritmética apreendidas pelos estudantes, e o saber fazer às habilidades de raciocínio lógico-matemático e tecnológico.
B o saber se remete aos conhecimentos apreendidos pelo estudante, e o saber fazer à sua capacidade de mobilizar esses conhecimentos como resposta a um problema.
C o saber se remete aos conhecimentos apreendidos pelo estudante, e o saber fazer à sua capacidade de aplicar tecnologicamente os conhecimentos adquiridos.
D tanto o saber quanto o saber fazer se referem ao uso de variadas técnicas de resolução de problemas no campo matemático e na aplicação dessas estratégias de resolução
E tanto o saber quanto o saber fazer se referem às habilidades de desenvolver o pensamento matemático e as suas competências e especificidades.

Tendo em vista que o conhecimento histórico, nos Anos Iniciais, deve ser trabalhado pensando no estudante e na sua formação como um sujeito que possui sua própria historicidade, os professores, ao trabalharem e ensinarem História, devem levar em consideração que esse estudante é

A um sujeito que é histórico, e que essa historicidade se refere a um dado modo de relação com o tempo e com o espaço, variável de sociedade para sociedade e de período para período.
B um sujeito que constrói sua história, que se baseia nas crenças pessoais e familiares e que pode ser moldado na escola, conforme a interação com outros estudantes.
C uma criança que está em permanente desconstrução de identidade e pertencimentos, que é variável de sociedade para sociedade e de período para período, que se forma na escola.
D uma criança que ainda não possui uma historicidade total, mas que aos poucos percebe que sua relação com o tempo e o espaço depende da historicidade dos outros em relação a sua própria história sendo construída.
E um sujeito que ainda não é histórico, porque precisa que essa historicidade se articule a um dado modo de relação com o tempo e com o espaço e se desenvolva durante a escolaridade.

Em uma aula de Ciências do 1º ano dos Anos Iniciais, uma professora preparou uma atividade em que as crianças localizavam, nomeavam e representavam, por meio de desenhos, as partes do corpo humano e mostravam seus desenhos aos colegas, explicando algumas funções básicas de forma oral. Depois, a professora pediu para que as crianças comparassem as características físicas entre elas, reconhecendo a cor da pele, dos olhos, dos cabelos, entre outras características visíveis, com vistas à valorização, ao acolhimento e ao respeito às diferenças. Os objetos de conhecimento envolvidos nesta aula são:

A Seres vivos e Saúde auditiva e visual.
B Corpo humano e Respeito à diversidade.
C Corpo humano e Saúde corporal.
D Seres vivos e Características dos materiais.
E Representação espacial e Respeito às características.

No final da década de 1980, Ana Mae Barbosa adaptou o Projeto Discipline Based Art Education (DBAE) e criou a proposta que denominou de Metodologia Triangular , por envolver três vertentes. Assinale a opção que as indica.

A O fazer artístico, a leitura da imagem e a contextualização histórica da arte.
B A alfabetização visual, a diversidade estética e a produção em arte.
C O saber artístico, a gramática visual e a historicização dos estilos de arte.
D A compreensão visual, a habilidade técnica e a produção artística.
E O código estético, a fruição visual e a produção artísticas de diversas culturas.

O Movimento Arte-Educação instituiu uma nova concepção de ensino da Arte no Brasil. A respeito das iniciativas que integraram a trajetória da Arte-Educação no Brasil, no decorrer do século XX, assinale a afirmativa correta.

A Oswald de Andrade propunha uma antropofagia artística, vale dizer educar os alunos a absorver técnicas e influências do exterior para aplicá-las à paisagem brasileira.
B Anita Malfatti refutou as ideias de livre expressão propugnadas por Franz Cizek e passou a orientar classes de desenho em São Paulo.
C Mario de Andrade postulou, no seu curso de História da Arte, o ensino do desenho técnico fundamentado na geometria e próximo de uma perspectiva científica.
D Anísio Teixeira, inspirado em Dewey, adotou a teoria gestáltica, tomando como base a expressão artística do aluno através de seus processos mentais de desenvolvimento.
E Augusto Rodrigues criou a Escolinha de Arte do Brasil e, com base nas ideias de Herbert Read, apoiou o respeito para com a expressão livre da criança, seu traço, suas brincadeiras de faz-de-conta e sua espontaneidade.

Maria Heloisa Ferraz e Maria Fusari defendem que a metodologia do ensino e aprendizagem em arte integra os encaminhamentos educativos das práticas de aulas artísticas e estéticas que se constituem em um conjunto de ideias e teorias educativas em arte transformadas em opções e atos que são concretizados em projetos ou no próprio desenvolvimento das aulas de Arte. São posições a respeito de “como devem” ou “como deveriam ser” as práticas educativas em arte baseadas ao mesmo tempo em propostas de estudiosos da área e em nossas práticas escolares em arte e que se cristalizam nas propostas e aulas. Adaptado de FUSARI, M. F. R.; FERRAZ, M. H. C. T. Arte na educação escolar. São Paulo: Cortez, 2001, p. 98. Com base no trecho, assinale a afirmativa que, para as autoras, descreve corretamente a concepção de metodologia do ensino da Arte.

A O ensino da arte trata de “como fazemos”, enquanto a filosofia da arte ocupa-se de “como entendemos” a arte.
B A metodologia educativa na área artística fundamenta-se na relação entre teoria e prática.
C A educação em arte pressupõe a escolha de atividades aptas a realizar o método adotado pela escola.
D A metodologia do ensino da arte visa tornar eficiente a assimilação dos conteúdos escolares das demais disciplinas.
E Os métodos de ensino em arte estão subordinados a uma prática espontânea, propugnadora da liberdade de expressão.

A respeito da relação entre danças circulares, ancestralidade e educação, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.

( ) Danças como a ciranda, o jongo, a roda de capoeira ou o samba de roda do Recôncavo Baiano são tradições de roda que fazem parte da experiência e da memória coletiva e expressam a pluralidade da cultura brasileira.

( ) As danças circulares são transmitidas de geração em geração, pela oralidade, corporeidade e gestualidade, permitindo valorizar a memória dos que as transmitiram e transmitem.

( ) As danças de roda, vivificadas no tempo presente pelos corpos de mulheres, homens e crianças, assumem significados e sentidos próprios, atualizando seus contextos sociais, políticos, espirituais e emocionais. As afirmativas são, respectivamente,

A F – V – F.
B F – V – V.
C V – F – F.
D F – F – V.
E V – V – V.

Sobre arte e cultura, considere as reflexões antropológicas a seguir.

I. Para Marcel Mauss, um objeto de arte é por definição, um objeto definido como tal por um determinado grupo.

II. Para Clifford Geertz, a teoria da arte se integra a uma teoria do simbólico, pois o homem é dirigido por padrões culturais - sistemas organizados de símbolos significantes. Adaptado de DAMISCH, Hubert, Arte, in Enciclopédia Einaudi, vol. 3, Lisboa: Imprensa nacional, 1984. A respeito da relação entre arte, cultura e educação, assinale a afirmativa que está de acordo com as perspectivas antropológicas citadas.

A A arte é considerada expressão da capacidade simbólica, condição da natureza humana, que se constrói e resulta da cultura.
B Arte e cultura são fenômenos compreendidos com base na matriz clássica de racionalidade objetiva cartesiana.
C A criação é uma componente presente em todas as culturas, sendo inata e universal quanto aos seus valores em todas as sociedades.
D A arte singular de cada sociedade permite acessar os respectivos sistemas simbólicos, os quais traduzem níveis diferenciados de cultura.
E A concepção antropológica da arte privilegia a infância humana como produtora de arte, por permitir o exercício livre da capacidade simbólica o mundo real.

A Arte-Educação é um campo que permite estabelecer diálogos, entre imaginário, ciência e técnica, fato relevante para uma geração marcada pela cibercultura. A esse respeito, leia o trecho a seguir. Se o papel decisivo da imaginação na produção do pensamento é reconhecido há muito tempo, o das imagens e das operações de visualização tem sido objeto de renovado interesse pelos historiadores das ciências desde os anos 1990. Com efeito, muitas vezes, os textos acadêmicos derivam sua cientificidade da dimensão visual, da maneira como se relacionam precisamente com as imagens. A imaginação científica assumiu formas muito variadas ao longo do tempo, dando lugar a dispositivos de reprodução gráfica ou fotográfica, bem como a construções geométricas e digitais: desenhos, mapas, maquetes, diagramas, modelos, simulações, radiografias, esquemas, gráficos, tabelas, telas (de cinema, televisão, radiologia, imagens médicas, computadores); todos são próteses da percepção, graças às quais o olho e a mente humanos podem compreender realidades que, de outra forma, permaneceriam invisíveis. Adaptado de Laurence Dahan-Gaida, L’imagination visuelle dans l’invention scientifique: schèmes, images de pensée, diagrames, in: Imaginários tecnocientíficos. v. 1, São Paulo: FEUSP, 2020, p 18. Com base no trecho, é correto afirmar que os dispositivos visuais na ciência

A são ilustrações imprecisas da realidade, uma vez que vemos com dois olhos, mas apreendermos uma imagem unificada do mundo.
B permitem mostrar a percepção humana de fenômenos da natureza, desde que filtrados pela racionalidade que alcança um conhecimento verdadeiro e objetivo.
C são construções fantasiosas sobre o mundo projetadas de modo aleatório e, portanto, explicitam a relativa cientificidade da dimensão visual.
D têm a capacidade de estabelecer uma ligação entre o conhecimento, a percepção sensorial e os procedimentos de visualização.
E são figurações do mundo mediante a imaginação, que é um receptor passivo de estímulos espelhados de objetos exteriores.

Uma das modalidades de orientação didática em Arte é o trabalho por projetos. Cada equipe de trabalho pode eleger projetos a serem desenvolvidos em caráter interdisciplinar, ou mesmo referentes a apenas uma das linguagens artísticas. Para que uma unidade didática se configure como projeto são necessárias as ações a seguir, à exceção de uma. Assinale-a.

A Escolha de temas de estudo e pesquisa em conjunto com os alunos.
B Aquisição do conhecimento historicamente acumulado mediante investigação orientada e o repasse dos conteúdos disponibilizados.
C Participação dos alunos em pesquisas e produções de referenciais em formas de registro que todos possam compartilhar.
D Simulação de situações correspondentes à aplicação social dos temas abordados, como opinar sobre uma peça como se estivesse falando para um programa de notícias culturais.
E Seleção de ideias e temas relacionados aos conteúdos trabalhados, com o objetivo de estruturar um produto concreto, como um vídeo informativo para as redes sociais.